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José Augusto Amaro Capela

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BIOGRAFIA

José Augusto Amaro Capela (1971)

Zezão, nasceu em São Paulo, 1971.

Autodidata, aprendeu a pintar nas ruas. Mestre intuitivo, transforma seus handcaps em armas letais. Explora as mais profundas questões da arte contemporânea sem malabarismos teóricos, mas com muita presença de espírito e coragem pra enfrentá-las de frente.

Sua arte é instalação, site-specific, performance, pintura, caligrafia, fotografia, vídeo. É abstrata, conceitual, estética, política e, principalmente, pop.

Famoso por sua atividade nos subterrâneos da cidade, Zezão entra por bueiros e invade os canais de águas pluviais que correm em direção aos rios Tietê e Pinheiros, descobrindo a beleza no monstruoso lixo paulistano.

Encontrou todo um mundo subterrâneo escondido embaixo da metrópole paulista. Conhece as entranhas da cidade e assina sua caligrafia fantástica em cenários inimagináveis, perdidos entre becos, escombros e destroços urbanos.

Seu trabalho toma uma dimensão político-social, pois o artista lida com os parias urbanos que habitam esse mundo e denuncia a existência de tal miséria, através das fotos que tira para documentar esse seu trabalho inacessível ao público comum.

Geralmente, o artista busca meios de dar visibilidade ao seu trabalho. Em hipótese alguma, escolhe os cantos mais remotos e sujos de uma cidade para divulgar suas obras. A brilhante idéia de deixar suas marcas em esgotos, tampas de bueiros ou em paredes da "cracolândia", acabou se transformando no modo mais sincero de transformar sentimentos marginais em arte.

Quando questionado sobre o motivo que o levou às ruas, Zezão responde sem dificuldades: "Eu sempre gostei das ruas, queria deixar a cidade mais bonita". A paixão pelo ambiente urbano, pela perturbação da metrópole sempre dirigiu a vida deste artista paulistano, nascido no bairro do Bom Retiro e criado em meio a galpões da antiga indústria paulista que levantava a economia no início do século XX.

A dificuldade de encontrar um de seus grafites é justificada pelo próprio Zezão: "Ah, eu sempre pintei para as pessoas da rua. Pessoas como mendigos, gente de albergue que não tem condições de comprar arte". Segundo ele, seus alvos preferidos contradizem o princípio do grafite: dar visibilidade à mensagem criada. "Ninguém queria ir grafitar o esgoto comigo. Ninguém entendia nada", salienta. 

Além de expor nas grandes galerias de arte underground, o artista vende suas obras para quem deseja tê-las em sua casa. Ele grafita residências de empresários, publicitários, executivos e não sente qualquer tipo de receio em comercializar seu trabalho. "Quando eu era mais novo eu não aceitava isso". No entanto, Zezão salienta que não se pode deixar que oportunidades passem. Hoje, morador da Serra da Cantareira, bairro afastado do centro, o artista busca paz e tranqüilidade, longe da confusão que um dia lhe seduziu a largar a escola e dar vazão aos seus sentimentos por intermédio da arte.

Mesmo tendo aceito o apelo comercial de suas obras, Zezão revela que pintar as ruas ainda é a parte mais sedutora do mundo das artes. "Grafite é subversão, uma coisa ilegal. Muita gente não entende isso".

Texto: Rick Kubota

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