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João Francisco Lopes Rodrigues

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BIOGRAFIA

João Francisco Lopes Rodrigues (Salvador, BA, 1825 - idem, 1893)

Pintor.

Ainda jovem, estuda com José Rodrigues Nunes (1800-1881) na Aula Pública de Desenho da Bahia. Torna-se assistente de Teófilo de Jesus (1758-1847), mas não se sabe em que período. É professor de desenho e pintura de outros conhecidos pintores baianos: seus filhos, Antônio Lopes Rodrigues (1856-?) e Manoel Silvestre Lopes Rodrigues (1859-60-1917). Em 1873, integra o grupo de professores que formam o Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e ministra aulas de geometria aplicada às artes. Participa das comissões paroquiais para angariar sócios para a fundação do liceu. Em 1874, é nomeado Cavaleiro da Ordem da Rosa pelos "serviços prestados ao estado [imperial] e à humanidade na província da Bahia".

Em 1877, na qualidade de "praticante", ingressa como desenhista da Repartição de Obras Públicas da Bahia. Em seguida, torna-se desenhista efetivo. É encarregado das obras da Igreja Matriz de Carinhanha, em Belo Horizonte. Ainda nesse ano, afasta-se do liceu e, ao lado de Navarro y Cañizares (s.d.-1913), José Allione, João Francisco Lopes Rodrigues Filho (1825-1893), Manoel S. Lopes Rodrigues (1859-1817) e Austricliano F. Coelho funda a Academia de Belas Artes da Bahia. Entre  1877 e 1893, é professor de desenho e pintura. Em 1880, é também professor de estudos de gesso e roupagem. Nesse mesmo ano, torna-se vice-diretor da instituição. Em sua produção, destacam-se pinturas religiosas, retratos e naturezas-mortas.

Comentário crítico

A produção de João Francisco Lopes Rodrigues ainda aguarda melhor revisão e inserção na história da arte brasileira do século XIX. Como outros artistas do período que atuam fora da corte (Rio de Janeiro), Rodrigues apenas recebe leituras locais, que filiam seu nome ao que se convenciona chamar de escola baiana de pintura. O termo, embora sugira uma unidade e continuação na obra de alguns artistas desse estado, dificilmente está resolvido, pois comporta artistas com produções bastante diferentes, em períodos diversos.1

Seguindo a prática mais comum dos antigos pintores da dita escola, Lopes Rodrigues produz várias imagens religiosas, tradicionalmente encomendadas para figurar em igrejas católicas do estado. Contudo, essa não é a sua mais significativa contribuição para as artes.

Destaca-se como pintor de retratos, retratando muitas personalidades, incluindo o imperador d. Pedro II (1825-1891), autoridades religiosas da Bahia e o colecionador de arte Jonathan Abbott. Atua ativamente em diversas obras arquitetônicas e comemorativas e deixa vários desenhos de plantas e vistas de projetos.

Ajuda a fundar algumas das instituições artísticas e industriais mais importantes da Bahia (e do Nordeste), como o Liceu de Artes e Ofícios e a Academia de Belas Artes. Atua ativamente no ensino de futuros artistas e artífices, legando resultados evidentes às artes do estado. Sua mais clara herança está em Manuel Lopes Rodrigues, seu filho, que pode ser considerado um dos melhores artistas baianos do século XIX.

Notas
1 Em contrapartida, a mesma denominação "escola" serviu para que se estabelecesse uma distância entre a história da arte brasileira "oficial" do século XIX, centrada em artistas atuantes e destacados no Rio de Janeiro, e as ditas histórias locais, compreendidas fora da síntese de uma "história nacional". A Bahia não é o único exemplo desse problema, e o mesmo pode ser dito sobre outros estados nordestinos e do Norte do país.

Críticas

"Inteligente e aplicado, teria sido um grande artista se encontrasse, em vez do egoísmo, escola onde pudesse aprimorar sua vocação. Fez da pintura um apostolado e nunca vergou a grandeza da arte por conveniências interesseiras".
Manoel Querino
VALLADARES, Clarival do Prado. Presciliano Silva: um estudo biográfico e crítico. Prefácio de Clemente Maria da Silva-Nigra, Dom. Rio de Janeiro: Fundação Conquista. 1973. (Fundação Conquista, 1).

Exposições Póstumas

s.d. - Salvador BA - Retrospectiva, na Academia de Belas Artes da Bahia
s.d. - Salvador BA - Exposição do Centenário de Fundação da Escola de Belas Artes da UFBA, no MAM/BA
1983 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

Fonte: Itaú Cultural

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