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João de Araripe Macedo

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BIOGRAFIA

João de Araripe Macedo (Fortaleza CE 1877 - Rio de Janeiro RJ 1934)

Pintor, desenhista e decorador.

Estuda na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde é aluno de Zeferino da Costa. Ao lado dele, trabalha nas obras de decoração da nave principal da cúpula da Igreja da Candelária. Em 1990, recebe o prêmio de viagem ao exteriore, concedido pelo Salão Nacional de Belas Artes. Atua como desenhista no Ministério do Trabalho, em 1922.

Críticas

"Há alguns anos que os nossos pintores não se lembram dos caboclos, vício implantado pelo indianismo de Gonçalves Dias e Alencar. Escritores de outra geração, que se ocuparam das Belas Artes, nomeadamente Aluísio de Azevedo e Urbano Duarte, fizeram-lhe troça; e já não me recordo quem foi que disse ou escreveu que o caboclo, em pintura, era como o sabiá na poesia, sujava o assunto. Não serei dos mais adversos ao caboclo como assunto pinturesco, não o considero menos estético que o caipira; ao contrário, pode ser boa academia, desde que não falte ao artista por saber colocá-lo no quadro. Mas, o que devemos exigir, é que o caboclo seja realmente caboclo e não se pareça com os selvagens dos romances nacionais, que aprenderam retórica em cartilha de padre-mestre. Ora, todos os pintores que têm tomado por tema esse bicho humano, que é o caboclo, não se dão ao trabalho de o reproduzir talqualmente ele é: fazem-no de cera da terra ou de barro cozido, argamassam-no consoante suas próprias habilidades de artista e seus recursos imaginativos. E daí uma caboclada pelintra, rebolante ou escanifrada, que nos desafia a ponta dos botins. O Sr. Macedo incidiu no mesmo tipo, caiu no mesmo erro, e nem sequer nos fala à alma pela melancolia do quadro, como o velho Sr. Medeiros com a Iracema, que a pinacoteca conserva. Se o Sr. Macedo é moço cordato, e bem intencionado, pedimos-lhe o obséquio de se deixar de caboclos, machos ou fêmeas, porque da sua arte, Sr. Macedo, esperamos coisa mais meritória".
Gonzaga Duque
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.

Exposições Coletivas

1894 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1895 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1896 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1898 - Rio de Janeiro RJ - 5ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1899 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de ouro de 3ª classe
1900 - Rio de Janeiro RJ - 7ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - prêmio de viagem ao exterior
1902 - Rio de Janeiro RJ - 9ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1903 - Rio de Janeiro RJ - 10ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1904 - Rio de Janeiro RJ - 11ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1905 - Rio de Janeiro RJ - 12ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1907 - Rio de Janeiro RJ - 14ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

Fonte: Itaú Cultural

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