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Iole Di Natale

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BIOGRAFIA

Iole Di Natale (Varese, Itália 1941)

Gravadora, desenhista, pintora, aquarelista, escultora e professora.

Muda-se com a família para São Paulo em 1949. Cursa licenciatura em desenho e artes plásticas de 1961 a 1964, na Faculdade Santa Marcelina. Em 1962, freqüenta o curso de xilogravura da Escola de Belas Artes de São Paulo. Mais tarde, em 1971, cursa calcografia e xilogravura no Ateliê de Evandro Carlos Jardim (1935). É aluna de José Van Acker em escultura, pela Faculdade Santa Marcelina, entre 1975 e 1978. No ano de 1980, em Roma, cursa gravura calcográfica, a convite do Ministério dos Bens Culturais e Ambientais da Itália, na Calcografia Nazionale. Entre 1982 e 1985 cursa em São Paulo, caligrafia chinesa com o Mestre Professor Shinshu Goto.  A partir de 1969, leciona na Faculdade Santa Marcelina, nos cursos: expressão em superfície, movimento e volume, 1969 a 1981; técnicas de gravura e história da gravura, 1976 a 1984 e aquarela, 1984 a 2001. De 1980 a 2001, ministra cursos de gravura em seu ateliê. Expõe no Brasil e exterior.

Críticas

"Na síntese das diversas técnicas pictórias de Iole di Natale (gravura, aquarela, óleo), percebe-se um motivo condutor que do ´esqueleto´ inicial da pintura leva à obra acabada. Não quero dizer que sua gráfica seja apenas desenho e pauta do quadro a óleo, e sim salientar que a trama espessa e reiterada já é de cor. Veja-se a buril Sonho, de 1980; o intrico de linhas e sinais faz-se, no conjunto da sua trama sérica, intrico de folhas, figuras, luzes e sombras de objetos mais imaginados do que ilustrados. É a teia da aranha em sua análise e em sua síntese mais global que prende à mesma concepção da imagem aquarelada, que repete, com outros motivos, uma mesma idéia convulsa e obsessiva. A obsessão consiste em repetir partículas de matéria sem soluções de continuidade: um gramado que aconchega dois amantes, desaparece a perder de vista no horizonte; uma floresta é dada por uma sequência de luzes e sombras que iludem, sobre uma profundidade sem limites; um interior deve necessariamente possuir locais que correm um atrás de outro, penetrando o próprio quadro. Tudo isto até chegar à técnica a óleo, em cujas dimensões geralmente maiores, em cuja consistência da cor, na mais doce possibilidade das meias-tintas acalma-se aparentemente a tensão interior. Não como resultado final, mas talvez como caminho percorrido, a tela a óleo Mata (1980) faz pensar no inglês Bacon, em suas sinfonias de verdes, em suas transparências, em distâncias ilusórias. Iole di Natale é artista alheia às modas e aos esquemas; ela pode ser ligada somente à mais global idéia de cultura figurativa desta segunda metade do nosso século".
Franco Sassi
IOLE Di Natale. Apresentação de Franco Sassi. São Paulo: Galeria SESC Paulista, 1982.

"Iole Di Natale é uma das artistas preocupadas com a poesia da natureza, o foco de sua proposta plástica se define na ânsia incontrolada do encontro da consciência humana na preservação dos valores naturais. A obra de Iole se diversifica na aquarela, no óleo, na escultura, na calcografia e no desenho. O gestual domina, certas imagens explodem tanto na força gráfica como na transparência das cores (...) Em seu atelier calcográfico, Iole conecta a natureza na singeleza de uma praça perdida nesta São Paulo cinzenta e às vezes misteriosa. As árvores com seus troncos vetustos empolgam a artista na estruturação de sua proposta artística atual. Das aquarelas aos óleos, dos desenhos às gravuras, existe um clima de magistral virtude no equilíbrio das linhas, das formas e das cores (...) Iole pesquisa os caracteres chineses, no seu fazer naquele gestual contido, mas vibrante, assimilando aspectos filosóficos orientais na expressão artística. Seus óleos e aquarelas transmitem um fluir contagiante na apreciação de cada detalhe. (...) Existe um nexo de ligação entre as diversas técnicas apresentadas partindo do desenho para a gravura, da aquarela para o óleo, verifica-se o domínio da técnica e da perfeita harmonia do traço, da cor, como da pura expressão do lírico que aflora com grande intensidade no conjunto das obras".
J. Henrique Fabre Rolim
IOLE Di Natale: Mitológica. Apresentação de J. Henrique Fabre Rolim. São Paulo: Galeria SESC Paulista, 1984.

Exposições Individuais

1974 - Santos SP - Individual, na Aliança Francesa
1976 - São Paulo SP - Individual, na União Cultural Brasil-Estados Unidos
1978 - São Paulo SP - Individual e coletiva, no Centro Campestre do Sesc
1979 - São Paulo - Individual, na Galeria Sesc Paulista
1980 - São Paulo SP - Individual, na Galeria do Auditório Itália
1981 - Stuttgart (Alemanha) - Individual, na Umwelt-Gallerie
1982 - Alessandria (Itália) - Individual, na Galleria D'Arte Clio
1982 - São Paulo - Individual, na Galeria Sesc Paulista
1984 - São Paulo - Individual, na Galeria Sesc Paulista
1984 - São Paulo SP - Retrospectiva Dez Anos de Gravura: 1971-1981, na Faculdade de Arte Santa Marcelina
1985 - Veneza (Itália) - Individual, na Galleria Segno Gráfico
1987 - São Paulo SP - Individual, no Masp
1989 - Campinas SP - Individual, no MACC
1989 - São Paulo SP - Individual, no Círculo Italiano de São Paulo
1992 - Alessandria (Itália) - Trilogia, no Foyer D'Arte Contemporanea Del Comune Di Alessandria
1994 - São Paulo SP - Trilogia (1982-1992), na FASM
1998 - Campinas SP - Individual, no MACC

Exposições Coletivas

1962 - São Paulo SP - 27º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1964 - São Paulo SP - 12º Exposição Anual da Escola Superior de Artes Santa Marcelina - 1º prêmio em pintura
1964 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Arte Moderna - menção honrosa
1964 - São Paulo SP - 1º Salão de Artes da Folha de São Paulo
1964 - São Paulo SP - 29º Salão Paulista de Belas Artes
1965 - São Paulo SP - 30º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de prata
1967 - São Paulo SP - 32º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de prata e Prêmio Prefeitura de São Paulo
1973 - São Paulo SP - Coletiva, no Clube Alto dos Pinheiros - 3º prêmio em pintura
1974 - São Paulo SP - Coletiva, no Clube Alto dos Pinheiros
1976 - São Paulo SP - Bienal Nacional 76, na Fundação Bienal
1979 - São Paulo SP - Coletiva, na União Cultural Brasil-Estados Unidos
1980 - São Paulo SP - 12º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1983 - Recife PE - 36º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado de Pernambuco
1984 - São Paulo SP - A Xilogravura na História da Arte Brasileira, no MAB-FAAP
1986 - São Paulo SP - Retratos, no MAM/SP
1987 - Biella (Itália) - Premio Internazionale Per L'Incisione
1988 - Ribeirão Preto SP - Calcografia, na Itaugaleria
1988 - São Paulo SP - 1º Salão Nacional de Aquarelas da FASM, na FASM
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1990 - Campos do Jordão SP - Núcleo Graphion, no Museu da Xilogravura
1990 - Roma (Itália) - Quattro Artisti Brasiliani, no Palazzo Pamphili/ Ambasciata del Brasile
1991 - São Paulo SP - Doações Recentes, no MAC/USP
1992 - Rio de Janeiro RJ - Núcleo Aquarela Viva, no Espaço Aqui
1992 - Santo André SP - Re Luz: momentos d'aquarela, no Paço Municipal
1992 - São Paulo SP - Núcleo Graphion, na Galeria de Arte A Hebraica
1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc
1993 - Maastricht (Holanda) - Internationale Grafiek Maastricht
1994 - Chamalières Auvergne (França), 3ª Triennale Mondiale d'Estampes Petit Format
1994 - São Paulo SP - Aquarela Viva - Núcleo de Aquarelistas da FASM, na Fundação Mokiti Okada
1994 - São Paulo SP - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, no Metrô
1995 - São Paulo SP - Ateliê Calcográfico Iole: 15 anos, no Sesc Pompéia
1995 - Uzice (Iugoslávia) - 2ª Graphic Art Bienial, na Dry Point
1996 - Cidade do México (México) - 2ª Bienal Internacional de Aquarela, no Museu Nacional de la Aquarela
1996 - Cidade do México (México) - Aquarela Brasil - México 96, no Museu Nacional de la Aquarela
1996 - São Paulo SP - Bandeiras, na Galeria de Arte do Sesi
1996 - São Paulo SP - Impressões Urbanas, no Museu Banespa
1996 - Torino (Itália) - Piemonte: Brasile projeto di scanbio culturale
1997 - Budapeste (Hungria) - Aquarelas e Gravuras Brasileiras pelo Grupo Aquarelistas FASM, na Galeria Istvan Rozsics
1997 - Cairo (Egito) - 2nd Egyptian Internacional Print Triennale, no National Center of Fine Arts e Head of Museums/ Higher Council of Antigüities
1997 - Uzice (Iugoslávia) - 3ª Graphic Art Bienial, na Dry Point
1998 - Americana SP - Aquarela FASM 98, no MAC/Americana
1998 - Assunção (Paraguai) - Aquarelistas Brasileños en Paraguay, no Centro Cultural de la Ciudad - Manzana de la Rivera
1998 - Jacareí SP - Mulheres Gravadoras: uma homenagem à Edith Behring, na Vila Cultura - Pátio dos Trilhos
1998 - São Paulo SP - Coletiva do Concurso 500 anos: uma janela para o futuro, no Masp
1999 - Giza (Egito) - 3rd Egiptian Internacional Print Triennale 1999
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura: São Paulo: gravura hoje, no Palácio Gustavo Capanema
1999 - Valinhos SP - Nuances, na Casa de Cultura
2000 - Campinas SP - Acqua Viva I: Brasil 2000
2000 - Cidade do México (México) - 4ª Bienal Internacional de Acuarela, no Museu Nacional de la Acuarela
2000 - Frankfurt (Alemanha) - 500 anos de Brasil: uma passagem para o século XXI
2000 - Giessen (Alemanha) - 500 anos de Brasil: uma passagem para o século XXI
2000 - São Caetano do Sul SP - Arte Ofício: 1º Circuito de Artes Visuais de São Caetano do Sul
2000 - São João da Boa Vista SP - 2ª Bienal de Artes Visuais de São João da Boa Vista, no Espaço Cultural Getúlio Vargas
2000 - Roma (Itália) - Brasil Água - Acqua Venezia
2000 - Veneza (Itália) - Brasil Água - Acqua Venezia
2001 - Barueri SP - Águas de Março, no Teatro Municipal de Barueri
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light
2001 - São Paulo SP - A Poesia da Natureza, no Sesc Interlagos
2003 - São Paulo SP - Entre Aberto, na Gravura Brasileira
2004 - São Paulo SP - 22ª Exposição de Artistas Contemporâneos, no Esporte Clube Sírio

Fonte: Itaú Cultural

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