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Henrique Oswald

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BIOGRAFIA

Henrique Oswald (Rio de Janeiro 1918 - idem 1965)

Gravador, pintor, desenhista e professor.

Henrique Carlos Bicalho Oswald inicia aprendizado artístico com seu pai, o gravador e pintor Carlos Oswald (1882 - 1971), substituindo-o, em 1947, na cadeira de gravura no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1952 freqüenta o curso de André Lhote (1885 - 1962).  Com o prêmio de viagem ao exterior, conquistado no Salão Nacional de Belas Artes em 1954, vive na Europa entre 1955 e 1959. Nesse período estuda gravura no ateliê de Johnny Friedlaender (1912 - 1992). De volta ao Brasil, em 1959, passa a residir em Salvador e torna-se professor da Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, exerce grande influência na formação de artistas locais.  É publicado em 1966 o álbum Henrique Oswald na Bahia, com sete gravuras do artista e textos de Jorge Amado (1912 - 2001) e Jacyra Oswald.

Críticas

"Os últimos desenhos de Henrique Oswald representam o ponto mais alto de sua evolução artística. Neles o tema é a decrepitude e a podridão moral do burguês. O moralismo de Oswald se filia à tradição expressionista, pelo seu simbolismo zoológico, pelo seu grafismo, assim como pela própria atitude. Contudo os desenhos de Oswald são atuais na sua espacialidade e na maneira extraordinariamente eficaz com que são utilizados os grandes espaços brancos, articulados com as áreas tintadas e o grafismo. 
A qualidade plástica e a dramaticidade quase cósmica dos últimos desenhos de Oswald [. . . tornam-no] uma das grandes expressões do desenho brasileiro de hoje.  A sua fusão do moralismo com a crítica social e um senso cósmico de decadência lhes dão uma poderosa e inconfundível marca pessoal, que os distingue dos demais desenhos congêneres brasileiros, de fôlego bem limitado. 
A obra gráfica dos últimos anos de Oswald completa de modo muito feliz a sua obra pintada: a imagem da decadência moral do homem burguês nos desenhos e gravuras completa a imagem da morte do seu mundo na pintura".
Mario Schenberg - 1966
SCHENBERG, Mario. Henrique Oswald. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 80.

"As gravuras de Henrique Bicalho Oswald não o mostram testemunhando algo, pois é na sua reflexão que mesmo hoje se lê a discussão, felizmente sem fim, sobre a posição da arte em país pobre. Sua meditação, conduzida em tempo de ditadura e de terceiro-mundismo, se produz em terreno mantido firme, como oposição, diferindo portanto do que então ensinavam os avatares de sempre, oportunistas que se movem na cena atual como marionetes daquilo mesmo que denunciavam. Por isso, o pensamento de Henrique Oswald repete-se, incansável, ao cruzar os juízos estético e ético. Interrogando-se sobre os limites da arte, situa-se, temática e estilisticamente, no âmbito da própria questão: realista, a gravura da inflação alça, no século XX, a emotividade com a exatidão representativa do XIX: não estando no gênero baixo, satírico, não deixa, contudo, de ser realista, até na pormenorização. Sendo conturbado o momento histórico, esta gravura de Henrique inscreve-se no gênero alto. A sátira política grava-se nos metais de Henrique Oswald depois: gerando humor, faz-se com grafismos ágeis e extensas zonas de branco alternadas com áreas ativadas de preto, não se definindo a figura, oscilante em aberturas e fechamentos que requerem algum tempo para se fixar. Nas figuras, o riso desencadeia indignação moral, determinando-se o gênero baixo. É aqui que se propõe o lugar da arte em país pobre: feita com o excedente da energia que não se despendeu na luta, da vida, do trabalho, a arte é lúdica como nas gravuras acima referidas. Excedentária, sendo jogo, é todavia útil, por quanto sem ela até país pobre não há: vital, a sátira política pertence, assim, ao processo básico da luta".
Leon Kossovitch e Mayra Laudanna
SOBRE o político. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 12-13.

Exposições Individuais

1947 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Mnba
1956 - Roma (Itália) - Individual, no II Balcone
1964 - Roma (Itália) - Individual
1964 - Salvador BA - Individual
1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Barcinski
1964 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Quirino

Exposições Coletivas

1947 - Rio de Janeiro RJ - 53º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba - medalha de prata em desenho
1948 - Rio de Janeiro RJ - 54º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba - medalha de ouro em gravura
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no Mnba
1951 - Salvador BA - 3º Salão Baiano de Belas Artes, na Galeria Belvedere da Sé
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1951 - São Paulo SP - 16º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes, no MAM/RJ
1952 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1953 - São Paulo SP - 18º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1954 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Municipal de Belas Artes - medalha de prata
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura - prêmio viagem ao exterior
1954 - Salvador BA - 4º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia - medalha de ouro
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1958 - Rio de Janeiro RJ - Exposição, na Galeria do Ibeu
1959 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1960 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão de Artes Plásticas do ICBEU, na Galeria Ibeu Copacabana - prêmio de viagem aos Estados Unidos
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1961 - São Paulo SP - Salão Nacional de Arte Moderna - isenção de júri
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1964 - Rio de Janeiro RJ - 13º Salão Nacional de Arte Moderna
1965 - São Paulo SP - Exposição na Galeria Astréia

Exposições Póstumas

1966 - Rio de Janeiro RJ - Henrique Oswald e os Gravadores do Nosso Tempo, no Mnba
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas (Bienal da Bahia) - sala especial
1967 - Salvador BA - Exposição Coletiva de Natal, na Panorama Galeria de Arte
1982 - Salvador BA - A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto
1984 - Ribeirão Preto SP - Gravadores Brasileiros Anos 50/60, na Galeria Campus - USP-Banespa
1984 - Rio de Janeiro RJ - Doações Recentes 82-84, no Mnba
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado
1990 - São Paulo SP - 21º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1991 - São Paulo SP - A Mata, no MAC/USP
1991 - São Paulo SP - Homem e Natureza, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Gravuras: sutilezas e mistérios, técnicas de impressão, na Pesp
1997 - São Paulo SP - A Cidade dos Artistas, no MAC/USP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no Mnba
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2003 - São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural

Fonte: Itaú Cultural

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