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Henrique Leo Fuhro

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BIOGRAFIA

Henrique Leo Fuhro (Rio Grande RS 1938 - Porto Alegre RS 2006)

Pintor, gravador, desenhista, professor.

Inicia aprendizado em pintura como autodidata em 1954, em Porto Alegre. Ainda nos anos 1950 dedica-se ao exercício da gravura, especialmente da linoleografia e da xilogravura, com a qual trabalha a partir de 1957. Estuda litografia com Danúbio Gonçalves em 1964. No ano seguinte, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Candido Portinari, em Porto Alegre. Em 1967, recebe o 1º prêmio de gravura no Salão Cidade de Porto Alegre. A partir da década de 1970 dedica-se também ao desenho.

Críticas

"A 'linguagem' que fala a gravura de Fuhro se apropria de componentes de diversas formas da comunicação de massas da atualidade. As próprias figuras saem quase diretamente, embora 'traduzidas' para a linguagem da gravura, dos quadrinhos, da publicidade, da televisão, do cinema, compondo um conjunto já articulado, um sistema, que é o próprio 'mundo' da atual sociedade de consumo. A figura da mulher não representa, pois, nenhuma mulher particular, real, mas um objeto, que é internacional, um padrão que pode comparecer no sonho de qualquer membro da 'multidão solitária', ou seja: do homem médio, que, não sendo mais do que uma ficção estatística, é cada um e ninguém. Por sua vez, a figura masculina mascarada do segundo enquadramento é um personagem, alguém cuja identidade é a própria máscara. É novamente qualquer um, é o agente, o usuário que realiza o consumo, ou melhor, que é realizado por ele. Os elementos assim se articulam num todo que se fecha sobre si mesmo, se faz sistema, elipticamente homólogo ao sistema da sociedade, a dimensão copernicana do mundo de hoje. A nota de ironia do título da gravura acaba fazendo parte da 'mensagem', criando o distanciamento crítico que realiza tanto a concepção do mundo como a arte do gravador.
A gravura Copérnico de Henrique Leo Fuhro data de 1969. Seu exercício da gravura iniciou-se, entretanto, bem antes, em meados dos anos 50. As figuras femininas já eram um tema constante. Apareciam em evoluções acrobáticas, circenses, pedalando estranhas bicicletas. As figuras masculinas também executavam performances, ora solitárias, ora acompanhadas, utilizando instrumentos musicais ou fantásticas máquinas modernas. Pouco a pouco, a figura do mascarado, saído das histórias em quadrinhos, começa a freqüentar a obra do artista. Ao mesmo tempo, a linguagem gráfica de ênfase expressionista, associada a uma atmosfera mágica, se não surrealista pelo menos fantástica, vai se tranqüilizando numa espécie de realismo simplificado, típico de alguns dos melhores comics clássicos. Os temas ampliam-se, depois, abrangendo desempenhos esportivos, o futebol, o golfe, o tiro ao alvo, a motocicleta. A mulher e folhagens, os insetos talvez. Ainda não os frutos. E todos esses elementos vão compondo uma espécie de vocabulário iconográfico enquanto os enquadramentos que os isolam ou justapõem produzem uma gramática que aproveita a 'linguagem' da comunicação de massa, mas a fragmenta. 
A partir dos anos 70, as imagens desdobram-se em sombras ou 'fantasmas' televisionais, que enfatizam seu caráter comunicacional. Um pouco depois, Fuhro dedica-se ao desenho, depurando, ainda mais, sua linguagem gráfica. As folhagens e os insetos comparecem ao lado da figura feminina provocante: objetos e consumo sempre. A eles vão juntar-se os frutos, nacionais, diga-se, reforçando a metáfora consumo-consumido. Nos desenhos, tarjas de cor reticulam o fundo, espécie de megarretículas fotocinematográficas ou de televisão, diversificando e enriquecendo os elementos desta retórica gráfica. Assim, na medida em que se depura e enriquece, a gravura e o desenho de Fuhro tornam-se mais abrangentes do homem e do mundo atual, sua vontade de potência e seus objetos, seu desejo de consumo e o seu consumar-se. De tudo, resta uma visão crítica das coisas, que não sendo negativa, pois as aceita como são apenas, sutilmente, ironiza".
Carlos Scarinci - dezembro de 1979
FUHRO, Henrique Leo. A ironia como sistema. Texto Carlos Scarinci. Porto Alegre: Margs, [197-]. folha dobrada, il. p&b.

"Depois de um primeiro período de trabalho em pintura, encontrou na xilogravura, sempre autodidaticamente, seu meio expressivo mais constante, quase exclusivo, desde o início da década de 1960, até retomar agora, com suficiente freqüência, o desenho. Aproveitando o sistema ao mesmo tempo atomizador e narrativo das histórias em quadrinhos, bem como a exatidão e impacto dos elementos da arte publicitária - campo em que profissionalmente tem atuado -, a linguagem que mais caracteriza os últimos anos de gravura e desenho de Fuhro é a do registro quase fotográfico de tipos, objetos e situações que compõe a superfície iconográfica da atualidade. Assim, segundo uma nova figuração que busca a contundência, ele reaviva e redimensiona velhos clichês já anestesiados pelo uso e massificação, preocupado em estabelecer ambientes de solidão, inércia, conformismo e isolamento. Seu objetivo está em referir criticamente os processos que levam a essa realidade sem perspectivas, envolta na dormência cotidiana do consumo pelo consumo".
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Arte/Brasil/hoje:50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973. 401 p. , il. p&b.

Exposições Individuais

1965 - Porto Alegre RS - Primeira individual, na Galeria Candido Portinari
1968 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Goeldi
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Celina
1969 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria do IAB/RS
1971 - Porto Alegre RS - Individual, na Cyclo Galeria de Arte
1973 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Guignard
1976 - Porto Alegre RS - Fuhro: desenhos/obra recente, na Galeria do IAB/RS
1979 - São Paulo SP - Eros, na Galeria Arte Aplicada
1980 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Akai
1980 - Curitiba PR - Individual, na Galeria Club Curitibanos
1980 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Leopoldina
1980 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Maria Clara
1980 - Campinas SP - Individual, na Galeria Sociedade Hípica de Campinas
1981 - Porto Alegre RS - Individual, na Bolsa de Arte de Porto Alegre
1986 - Santa Maria RS - Pintura/Desenho/Serigrafia, na UFSM
1988 - Porto Alegre RS - Desenhos de Fuhro, na Bolsa de Arte de Porto Alegre

Exposições Coletivas

1957 - Porto Alegre RS - 9º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa
1958 - Porto Alegre RS - 1º Salão Pan-Americano de Artes
1958 - Porto Alegre RS - 10º Salão da Associação Artes Plásticas da Associação Francisco Lisboa
1958 - Porto Alegre RS - 5º Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre
1958 - Porto Alegre RS - 1º Salão Pan-Americano de Arte
1963 - Curitiba PR - 14 Artistas Gaúchos, no Margs
1963 - Porto Alegre RS - Artistas do Rio Grande do Sul
1963 - Porto Alegre RS - Coletiva, no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano
1963 - Rio de Janeiro RJ - 14 Artistas Gaúchos, na Funarte
1964 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Galeria Candido Portinari
1965 - Porto Alegre RS - 2º Salão Cidade de Porto Alegre, no Margs
1965 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Galeria Leopoldina
1965 - Belo Horizonte MG - Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte
1966 - Belo Horizonte MG - Coletiva, na Galeria Guignard
1966 - Brasília DF - 3º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal
1966 - Curitiba PR - 23º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1966 - Porto Alegre RS - Arte Hoje no Rio Grande do Sul, no Margs
1966 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão de Abril, no MAM/RJ
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1966 - São Paulo SP - 13 Artistas Gaúchos, no MAC/USP
1966 - São Paulo SP - 2ª Exposição da Jovem Gravura Nacional, no MAC/USP - prêmio aquisição
1967 - Belo Horizonte MG - Salão Nacional de Arte Contemporânea, no Museu de Arte da Pampulha - 1º prêmio aquisição
1967 - Brasília DF - 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1967 - Curitiba PR - 24º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1967 - Porto Alegre RS - 3º Salão da Cidade de Porto Alegre - 1º prêmio de gravura
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Quatro Planetas
1968 - Califórnia (Estados Unidos) - Arte Atual Brasileira
1968 - Campinas SP - Calendário para a Cia. de Petróleo Ipiranga, no Salão de Campinas
1968 - Campinas SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1968 - Curitiba PR - 25º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1968 - Florianópolis SC - 1ª Exposição Nacional de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Santa Catarina - Masc
1968 - Califórnia (Estados Unidos) - Arte Atual Brasileira
1968 - Rio de Janeiro RJ - 17º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1968 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ
1968 - Salvador BA - 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, no MAM/BA
1969 - Campinas SP - Salão de Arte Contemporânea de Campinas - prêmio gravura
1969 - Ouro Preto MG - Salão de Ouro Preto
1969 - Rio de Janeiro RJ - 18º Salão Nacional de Arte Moderna - isenção de júri
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1970 - Cáli (Colômbia) - Exposição Pan-Americana de Artes Gráficas, no Museo de Arte Moderno La Tertulia
1970 - Lima (Peru) - Exposicion Conjuntura de Grabados
1970 - San Juan (Puerto Rico) - Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, no Instituto de Cultura Puertorriqueña
1970 - Porto Alegre RS - 1º Salão de Artes Visuais, na UFRGS - prêmio aquisição
1970 - Rio de Janeiro RJ - 19º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1970 - San Juan (Porto Rico) - 2ª Bienal de San Juan del Grabado latino-americano y del Caribe
1970 - São Paulo SP - A Gravura Brasileira, no Paço das Artes
1970 - São Paulo SP - Pré-Bienal de São Paulo, na Fundação Bienal
1971 - São Paulo SP - 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1971 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Astréia
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - Cáli (Colômbia) - 1ª Bienal Panamerica de Artes Gráficas
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria Collectio
1973 - Rio de Janeiro RJ - 22º Salão Nacional de Arte Moderna
1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1974 - São Paulo SP - Bienal Nacional 74, na Fundação Bienal
1975 - Brasília DF - Arte Gaúcha/74
1975 - Porto Alegre RS - Coletiva inaugural da Galeria Eucatexpo
1975 - Porto Alegre RS - Salão de Artes Visuais, na UFRGS - artista convidado
1975 - Rio de Janeiro RJ -24º Salão Nacional de Arte Moderna, no Mnba - premiado
1976 - Porto Alegre RS - A Figura Humana, na Galeria do IAB/RS
1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1977 - São Paulo SP - Panorama de Gravura e do Desenho Brasileiro, no MAM/SP - série especial para Zevi Hércules
1978 - Bruxelas (Bélgica) - Criatividade na Arte Brasileira Contemporânea, no Musée Royal de Beaux-Arts
1978 - São Paulo SP - 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, na Fundação Bienal
1979 - Curitiba PR - 36º Salão Paranaense, na Fundação Teatro Guaíra - Prêmio Funarte/MEC
1979 - São Paulo SP - Arte Gaúcha, na Galeria Fundação BankBoston
1979 - São Paulo SP - Eros/Mostra de Arte, na Galeria de Arte Aplicada
1980 - Curitiba PR - 2º Salão Nacional de Desenhos
1980 - Curitiba PR - 37º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra
1980 - Curitiba PR - 2ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Teatro Guaíra 
1980 - Curitiba PR - 2º Salão Nacional de Desenhos
1980 - Curitiba PR - 37º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra
1980 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Artes Plásticas, no Mnba
1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1981 - Ribeirão Preto SP - 6º Salão de Arte de Ribeirão Preto, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto
1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis
1982 - Ribeirão Preto SP - 7º Salão de Arte de Ribeirão Preto, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto - prêmio gravura
1983 - Porto Alegre RS - Arte Livro Gaúcho: 1950/1983, no Margs
1983 - Porto Alegre RS - Do Passado ao Presente: as artes plásticas no Rio Grande do Sul, no Cambona Centro de Arte
1985 - Porto Alegre RS - Gravura no Rio Grande do Sul: atualidade, no Margs
1985 - São Paulo SP - Gravura no Rio Grande do Sul: atualidade, no MAC/USP
1986 - Rio de Janeiro RJ - Gravura no Rio Grande do Sul: atualidade, no Solar Grandjean de Montigny
1988 - São Paulo SP - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc Pompéia
1989 - Copenhague (Dinamarca) - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg
1989 - Porto Alegre RS - Arte Sul 89 (1989 : Porto Alegre, RS) - Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Porto Alegre, RS) 
1991 - São Paulo SP - O Que Faz Você Agora Geração 60?: jovem arte contemporânea dos anos 60 revisitada, no MAC/USP
1992 - Curitiba PR - 10º Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura
1996 - Passo Fundo RS - Museu de Artes Visuais Ruth Schneider: exposição inaugural, no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider
1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi
1999 - Porto Alegre RS - Garagem de Arte: mostra inaugural, na Garagem de Arte
1999 - Porto Alegre RS - Mostra Itinerante do Acervo do MAC
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Porto Alegre Gravura, no IAB/RJ
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural

Fonte: Itaú Cultural

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