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Henri Langerock

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BIOGRAFIA

Henri Langerock (Gand, Bélgica 1830 - Paris, França 19151)

Pintor, litógrafo, fotógrafo.

Em 1850 Henri Charles Langerock começa a cursar a academia de artes de Gand. Em 1865, deposita patente de um sistema fotográfico junto ao império francês. Três anos depois tem o pedido aceito. Expõe no Salão de Paris entre 1879 e 1884. Em 1881, já no Brasil, produz a tela Arredores da Tijuca. Em 1885, executa o quadro A Família Imperial e o Corcovado a partir de uma fotografia de Marc Ferrez (1843-1923). No mesmo ano torna-se sócio de Victor Meirelles (1832-1903) numa empresa de panoramas. Despede-se do Brasil em 1886, doando à Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) a tela Valle de Saint-Vaumerout em Auvergne. Na ocasião torna-se membro correspondente da instituição.2 Entre 1886 e 1888, na Bélgica, executa com Meirelles o Panorama do Rio de Janeiro. Ainda em 1888, produz o quadro La Montagne de L'Or Noire - Ouro Preto, Brésil. Cinco anos após a sua morte, seu atêlie vai à venda pública com diversos dos seus quadros.

Comentário crítico

A paisagem é elemento central na produção de Langerock. Embora também tenha realizado muitos retratos e cenas de gênero, muitas vezes apresentam-se também nesses trabalhos trechos de passagens como densas florestas, ao fundo ou ao redor da composição. Alguns dos retratos que faz são tomados a partir de fotografias, reforçando, assim, o seu interesse nesse tipo de imagem, já evidenciado em sua carreira pela solicitação de patente para um processo por ele desenvolvido em 1865: o Sistema Langerock.

A maioria dos seus quadros tem pequenas dimensões. Eles guardam similaridades formais com a estética do pitoresco, disseminada na França por Claude Lorrain (1600-1682).

Desviando-se desse contexto, destaca-se a produção do Panorama do Rio de Janeiro tomado do Morro de Santo Antônio em 1886, realizado em parceria com Victor Meirelles. É uma tela de enormes dimensões construída a partir da tradição belga desse tipo de imagem. Cabe a Langerock representar a parte oriental do Rio - da rua da Lapa ao Mosteiro de São Bento. Conforme o título sugere, o Panorama foi feito a partir de tomadas fotográficas realizadas no Brasil, possivelmente pelo belga.

Exposto primeiro em Bruxelas, em 1888, é apresentado em seguida na Exposição Universal de Paris, em 1889, e chega ao Brasil em 1891, angariando boas críticas por onde passa. Essa é ainda a obra de maior reconhecimento de Langerock.

Notas
1 Embora a maior parte da bibliografia nacional aponte para o dado de que Langerock faleça em Paris, há uma referência francesa de que o o local seja Marselha, também na França. Ver BÉNÉZIT, Emmanuel-Charles. Dictionnaire critique et documentaire des peintres, sculpteurs dessinateurs et qraveurs: de tous les temps et de tous les pays par un groupe d´écrivains spécialistes français et étrangers. Nova edição revista e corrigida. Paris, Grund, 1976.
2 Há uma divergência quanto a esse dado. Alguns autores apontam o ano de 1880 como a data em que Langerock torna-se membro correspondente da Academia, outros, 1886. Adota-se aqui o ano de 1886 por ser o período em que o artista deixa o Brasil, retornando à Europa.

Exposições Coletivas

s.d. - Rio de Janeiro RJ - Exposições da Aiba
ca.1885 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão de Antiguidades
1886 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva Lagoa de Freitas

Fonte: Itaú Cultural

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