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Giuseppe Confaloni

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BIOGRAFIA

Giuseppe Confaloni (Viterbo Itália 1917 - Goiânia GO 1977)

Pintor, muralista, desenhista e professor.

Estuda com Felice Carena Baccio, Maria Bacci e Primo Conti, quando entra para o apostolado, ordenando-se frei dominicano em Florença (Itália). Em 1950, a convite do bispo Cândido Penzo, vai à cidade de Vila Boa (atual Goiás) para pintar 15 afrescos na Igreja do Rosário, denominados Mistérios de Rosário. Permanece na cidade como pároco e introduz a técnica do afresco. Muda-se para Goiânia em 1952, onde paralelamente à atividade religiosa, dedica-se à pintura de temática religiosa utilizando-se da figura humana. Nomeado primeiro vigário da paróquia de São Judas Tadeu, na Vila Coimbra, em Goiânia, projeta e trabalha  na construção da igreja São Judas Tadeu, que dirige entre 1959 e 1965. Para cada fiel que contribui com donativos, doa um de seus quadros.  É o idealizador, juntamente com Luiz Curado, da Escola Goiana de Belas Artes, EGBA, em Goiânia, onde leciona pintura e desenho. Professor fundador da Faculdade de Arquitetura da Universidade Católica de Goiás (UCG), leciona desenho e plástica. Ajuda a construir o convento e o santuário de São Judas Tadeu. Conhece Siron Franco, e passa a emprestar-lhe um estúdio para pintar, além de todo o material necessário. Pinta madonas, com o artista, no atelier do convento São Judas de Goiânia, em 1977, ano em que falece inesperadamente de enfisema pulmonar. Diversos artistas reinvindicam a construção de um museu com suas obras. No 10º aniversário de sua morte, há várias homenagens, como uma exposição retrospectiva na Galeria Frei Nazareno Confaloni e mesa redonda com artistas e críticos de arte, na UCG. Em 1991 ocorre a Semana Frei Nazareno Confaloni, onde é assinado o decreto para a construção do Museu Frei Nazareno Confaloni. Nesse ano começa o processo de restauração dos painéis Bandeirantes: Antigos e Modernos, realizados em 1953 e que retratam a construção das estradas de ferro em Goiás. É lançado o livro Conhecer Confaloni de PX Silveira no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Há também a exibição do vídeo de Antonio Segatti e PX Silveira, O Bandeirante da Arte Moderna. É considerado um dos pioneiros da arte moderna em Goiás.

Críticas

"Realizou volumosa obra, prevalecendo o temário religioso em lances expressionistas. Focalizou diretamente a figura humana, seu sofrimento, fé, miséria. O frei não deixou uma obra alegre nem exasperada. Deixou, entretanto, uma obra sã, com sentimento religioso. Quanto à forma, sempre tentou fugir do acadêmico e nem sempre conseguiu escapar da estilização modernista. Aliás, Confaloni era todo modernista e apoiava iniciativas arrojadas, comuns na política desenvolvimentista. Sua figuração, no entanto, é de concepção ingênua. (...) Numa cidade sem tradição cultural como Goiânia, plantada de uma hora para outra no Planalto, Confaloni é hoje uma grande memória na História da Arte do Estado, justamente por ter diretamente contribuído para sua afirmação."
Aline Figueiredo
FIGUEREDO, Aline. Artes Plásticas no Centro-Oeste. Aline Figueredo. Cuiabá, UFMT, MACP, 1979. Bibliografia.

"Pintor, desenhista, muralista, Nazareno Confaloni veio caminhando com o tempo, construindo seu trabalho, passando por várias fases, tendo como preocupação única documentar uma realidade mítico-social. Seus quadros refletem homens, mulheres e crianças do cotidiano. Não são figuras, são personagens do drama do dia-a-dia, apresentando uma boa dosagem de resignação santificada. Às vezes são madonas e santos, caracterizados com o vigor dos homens e das mulheres comuns, por isso mesmo vigorosos em personalidade, integrados nos limites da purificação. Entretanto, quem vê o trabalho acabado, livre de modelos, vivo de criatividade talvez não perceba o desafio da técnica, o cuidado com a composição da forma e dos espaços, iniciados em estudo à parte, em pequenos desenhos. Não há primeiros ou segundos planos na pintura de Confaloni. Há, isto sim, uma integração da temática com a técnica, uma limpeza de cores e um comprometimento consciente. Também não há altos e baixos nas obras apresentadas: há um mesmo nível, com um requinte intencional, que nos conduz a uma realidade (íntima, refletida). Somam-se a tudo isso os tons regionais e a grande experiência de vida deste mestre, que é brasileiro-italiano, comprometido nas raízes com o processamento histórico-cultural de Goiás. É uma figura valiosa, tanto na pintura quanto na personalidade, ambas fazendo dele o alicerce e o esteio que sustentaram e sutentam várias gerações (...). "
Miguel Jorge
FIGUEREDO, Aline. Artes Plásticas no Centro-Oeste. Aline Figueredo. Cuiabá, UFMT, MACP, 1979. Bibliografia.

Exposições Individuais

1967 - Brasília DF - Individual, no Hotel Nacional
1971 - Brasília DF - A Maternidade, na Galeria da Casa Thomas Jefferson
1973 - Goiânia GO - Individual, na Alba Galeria  

Exposições Coletivas

1948 - Roma (Itália) - Salão Minerva
1953 - Goiânia GO - Coletiva inaugural da Escola Goiana de Belas Artes
1954 - Goiânia GO - Exposição Nacional de Artes Plásticas (por ocasião do 1º Congresso Nacional de Intelectuais)
1959 - Goiânia GO - Coletiva inaugural do MAM/GO
1963 - Goiânia GO - 1º Salão de Artes Plásticas da Universidade Federal de Goiás - sala especial
1966 - São Paulo SP - Coletiva Artistas Goianos, no Masp
1972 - Livorno (Itália) - Coletiva Fratres in Unun, na Galeria Modigliani, promovida pelo Centro Artístico II Grattacielo
1972 - Florença (Itália) - Exposição Europa, na Galeria Ieda - medalha de prata
1976 - Goiânia GO - 3º Caixego - prêmio aquisição
1977 - Roma (Itália) - Coletiva promovida pelo governo do estado de Goiás, na Embaixada do Brasil
1977 - Milão (Itália) - Coletiva promovida pelo governo do estado de Goiás, na Embaixada do Brasil
1977 - Paris (França) - Coletiva promovida pelo governo do estado de Goiás, na Embaixada do Brasil

Exposições Póstumas

1978 - Goiânia GO - Frei Nazareno Confaloni, na Itaúgaleria
1990 - Goiânia GO - 20 Anos do Museu de Arte de Goiânia, no Museu de Arte

Fonte: Itaú Cultural

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