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Geraldo Souza Dias

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BIOGRAFIA

Geraldo Souza Dias (São Paulo SP 1954)

Geraldo de Souza Dias Filho
Pintor e arquiteto.

Gradua-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), em 1979. Neste mesmo período, frequenta cursos de artes plásticas, estudando pintura com Esmeralda Navarro e Carlos Fajardo (1941), xilogravura com Renina Katz (1926) e desenho de modelo vivo na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Entre 1979 e 1982, conta com bolsa concedida pelo CNPq para pesquisa sobre a obra de arte no espaço urbano de Brasília, orientado por Aracy Amaral. Obtém o título de mestre em artes visuais pelo Pratt Institute, Nova York, em 1984. Atua como docente na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entre 1981 e 1985. É nesse mesmo ano que Dias realiza pintura mural no restaurante universitário da UFSC. Conclui o doutorado em teoria da arte na Universität der Künste em Berlim, Alemanha, em 2000, com tese sobre Mira Schendel que, posteriormente, foi publicada no país. Esse trabalho serve como base para o livro Mira Schendel - do Espiritual à Corporeidade, editado em 2009 pela Cosac Naify. Parte de seu trabalho de livre-docência, que obteve na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP em 2006, é realizado com a apresentação da instalação Babel, no átrio da FAU/USP. É professor associado na ECA/USP. 

Comentário crítico

A maior parte da produção de Geraldo Souza Dias se dá no âmbito da pintura abstrata. Na década de 1980, suas telas evitam a figuração e estruturam-se com formas e cores traduzidas em luzes e sombras, como em Tivoli (1987) e O Muro (1989). O artista esclarece, em texto de catálogo de 1985, que não está preocupado em reproduzir o real, mas em revelar as formas das imagens de uma vida que não se vê. Desse modo, a pintura torna-se uma forma de comunicação não apenas de ideias, mas também de estímulos visuais. A construção de espaços e imagens por meio de cores, pinceladas e formas abstratas podem, segundo o artista, ser expressivas e comunicativas, ainda que não tenham em seus elementos significados precisos. No início da década de 1990, Dias produz trabalhos com a junção de telas, como o díptico K'un (1990). Obras da década de 2000 trazem uma mudança de linguagem na produção de Dias, que faz uso da figuração. O Castelo (2003-2004), por exemplo, consiste num grupo de pequeninas telas dispostas sobre uma mesa como um castelo de cartas. As diminutas pinturas fazem parte de um arquivo pessoal, no qual o artista registra eventos, personagens e cenas do seu cotidiano.

Críticas

"(...) Ele declara, por exemplo, que seus estudos de arquitetura ajudam-no 'a desenvolver um sentido de espaço e estrutura pouco frequente entre os pintores do expressionismo abstrato'. Isto conduz o artista a um controle quase consciente da ação inconsciente do gesto, da amplidão das pinceladas, a uma autodisciplina que, entretanto, não interfere com a liberdade de expressão. Definindo-se como um pintor expressionista abstrato, Geraldo é coerente com o país onde aprofundou seus estudos e onde foi criada essa escola tipicamente americana, tendo por principal representante Jackson Pollock. Mas será inútil procurar semelhança entre a obra desse notável pintor, e outros da mesma tendência, com os trabalhos de Geraldo Dias. O que o distingue, acima de tudo, é o sentido da cor - em tonalidades cuidadosamente buscadas - bem como o desvelo na passagem de uma cor a outra, em busca de harmonia do conjunto, chegando a haver uma perfeita interação entre forma e cor das manchas adjacentes. Embora não se possa falar propriamente em cor dominante, seja o vermelho, o amarelo ou o negro, é evidente que quando há supremacia de uma, todas as demais tendem ao equilíbrio tonal, sem discrepâncias, ainda que o quadro oscile de surpresa em surpresa, fechando-se como uma história bem urdida."
Harry Laus
GERALDO Souza Dias. Texto de Harry Laus. (Curriculum do artista).

Exposições Individuais

1984 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, no Pratt Institute
1985 - São Paulo SP - Individual, no CCSP
1987 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na The Corner Gallery
1989 - Florianópolis SC - Individual, no Museu de Arte de Santa Catarina
1989 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Itaú Cultural
1990 - Goiânia GO - Geraldo Souza Dias: pinturas, na Itaugaleria
1990 - Ribeirão Preto SP - Geraldo Souza Dias: pinturas recentes, na Itaugaleria
1991 - Brasília DF - Individual, na Itaugaleria
1993 - Florianópolis SC - Individual, no Centro Integrado de Cultura
1994 - Berlim (Alemanha) - Individual, na Galerie Frank Hänel
1995 - Berlim (Alemanha) - Individual, na VHS Galerie
1996 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Nara Roesler
2004 - São Paulo SP - Individual, no Paço das Artes

Exposições Coletivas

1981 - Tóquio (Japão) - Exposição Brasil-Japão
1981 - Kyoto (Japão) - Exposição Brasil-Japão
1981 - Atami (Japão) - Exposição Brasil-Japão
1981 - Belo Horizonte MG - 12º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte - premiado
1982 - Nova York (Estados Unidos) -  Coletiva, na Pratt Institute Gallery
1982 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional do Rio de Janeiro
1983 - Roma (Itália) - Pratt in Italy, na Tylers School of Art
1984 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Artists' Call
1985 - Florianópolis SC - Coletiva, na A AP-Alfândega
1985 - Curitiba PR - Salão de Arte Contemporânea do Paraná
1985 - Florianópolis SC - Pinturas: G. de Souza Dias e F. Fernandes, no ACAP
1987 - Riverhead (Estados Unidos) - Coletiva, na East End Arts
1987 - Nova York (Estados Unidos) - New York Art Expo
1988 - Boston (Estados Unidos) - Coletiva, no Colégio de Arte de Massachusetts
1989 - São Paulo SP - Ciça Abs André, Marina Saleme, Geraldo Souza Dias, Nahum Levin: pinturas e esculturas, no Paço das Artes
1989 - Ribeirão Preto SP - Ciça Abs André, Marina Saleme, Geraldo Souza Dias, Nahum Levin: pinturas e esculturas, no Shopping Ribeirão 
1989 - São Paulo SP - Ítaca, na Kramer Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Contemporânea
1990 - Ribeirão Preto SP - Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto
1991 - Curitiba PR - 48º Salão Paranaense, no MAC/PR
1991 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte de Belo
1991 - São Paulo SP - Alexandre Martins Fontes, Mauro Claro, Marcelo Villares e Geraldo Souza Dias, no MAM/SP
1992 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Montesanti Roesler
1992 - Recife PE - Coletiva, na Galeria Artespaço
1992 - Piracicaba SP - Coletiva, no Engenho Central
1995 - Berlim (Alemanha) - Meisterschülerrausstellung, Ho Hschule der Künste
1995 - Londres (Reino Unido) - New Brazilian Art, no The October Gallery
1996 - Berlim (Alemanha) - Stipendiaten, Karl-Hofer Gesellschaft

Fonte: Itaú Cultural

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