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Flávio Império

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BIOGRAFIA

Flávio Império (São Paulo SP 1935 - São Paulo 1985)

Arquiteto, artista plástico, cenógrafo e professor.

Ingressa, em 1956, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) e no Curso de Desenho da Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). No mesmo ano, inicia a sua carreira como cenógrafo, trabalhando para a Comunidade Cristo Operário, o Teatro de Arena, o Teatro Oficina e o Teatro Experimental Cacilda Becker, para o qual realiza o cenário da peça Morte e Vida Severina (1960), considerado pelos colegas Sérgio Ferro (1938) e Rodrigo Lefèvre (1938-1984) o estopim para a formulação da arquitetura nova.

Associa-se aos dois arquitetos em 1961 e com eles, ou individualmente, realiza uma série de projetos até a dissolução do grupo em 1968: casa Simão Fausto (1961); Escola Normal e Ginásio Estadual de Brotas (1966-7); Instituto de Educação Sud Menucci (1967); Ginásio Estadual de Vila Ercília (1967); Reconstrução do Teatro Oficina (1967); casa da família Hamburger (1967); e casa Juarez Brandão Lopes (1968), exposta na 1ª Bienal de Arquitetura Peruana (1971) e no Panorama da Arquitetura Brasileira Contemporânea (1982). A partir de 1968, dedica-se à cenografia, à docência e às artes plásticas. Seu último projeto de arquitetura foi a reforma de sua casa, à Rua Monsenhor Passalacqua (c. 1980).

Atua como professor da FAU/USP entre 1962 e 1977, quando se demite, em solidariedade aos professores cassados, para ser readmitido em 1985. Além da FAU, é também docente no Curso de Cenografia da Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD), entre 1962 e 1966; no Curso para Formação de Professores de Desenho da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em 1964 e 1965; e na Faculdade de Arquitetura Belas Artes (1981-1985).

Como artista, se dedica à pintura, participando das exposições Opinião 65 (1965), Propostas 65 (1965), Alegres Pintores do Bexiga (1977) e Coisas & Loisas (1978), entre outras. É autor dos filmes em super-8 A Pequena Ilha da Sicília (1975) e Colhe, Carda, Fia, Urde e Tece (1976), desenvolvido com Lina Bo Bardi (1914-1992) e Edmar José de Almeida (1944). No ano de sua morte é homenageado com a Semana Flávio Império. Em 1987, é criada a Sociedade Cultural Flávio Império, que organiza a exposição Flávio Império em Cena, realizada no Sesc Pompeia, em 1997.

Comentário Crítico

Responsável por inovar a cenografia brasileira a partir dos anos 1960, Flávio Império desempenha papel igualmente transformador como professor, artista plástico e, sobretudo, arquiteto atuante no Grupo Arquitetura Nova. Artista de múltiplas faces e meios, Império costuma afirmar que a arquitetura apoia todas as suas outras atividades. Contudo, um olhar mais atento confirma a leitura do colega Sérgio Ferro (1939) sobre sua obra: "Se o arquiteto sustentava os outros, todos os outros Flávios certamente embaraçaram o arquiteto"1. Comum a todos eles é a concepção da arte como atividade política, o empenho em criar uma nova estética comprometida com as reais condições socioeconômicas do país e a preocupação com os meios de produzi-la.

Inicia seu trabalho cenográfico na Comunidade Cristo Operário, onde entra em contato com a dramaturgia de Bertolt Brecht (1898-1956). É também ali que experimenta o desafio de criar com quase nada. Mas é no Teatro de Arena que ele torna a escassez fator constituinte da obra, e no Teatro Experimental Cacilda Becker que alcança uma potente síntese ética e estética de elevada força ao conceber os cenários e figurinos de Morte e Vida Severina (1960). No peça, Império utiliza materiais simples e baratos, como sacos de estopa, papel e cola e realiza uma série de projeções de slides denunciando a realidade miserável do Nordeste brasileiro.

Se sua formação como arquiteto "permitiu-lhe discutir e repropor não apenas a estrutura interna da caixa cênica, mas ainda todas as relações espaciais entre o palco e a plateia, entre o edifício e o entorno, entre a ambientação e a percepção"2, de modo a revelar ao público que o teatro não passa de representação e lhe tirar de uma atitude passiva para levá-lo a uma reflexão sobre o presente, ele não teria conseguido alcançar essa síntese sem o conhecimento da teoria teatral de Brecht.

O compromisso político e a ousadia de trabalhar com base na precariedade abrem caminho para a arquitetura nova, uma alternativa à modernização tecnológica que segue premissas defendidas pelo arquiteto Vilanova Artigas (1915-1985). A sua primeira realização é a casa Simão Fausto (1961). Com essa experiência e as realizadas por Ferro nas casas Bernardo Issler (1961) e Boris Fausto (1961), os arquitetos do Grupo Arquitetura Nova realizam individual ou coletivamente uma série de projetos, dentre os quais se destacam a Escola Normal e o Ginásio Estadual de Brotas (1966-7), a casa da família Hamburger (1967) e a casa Juarez Brandão Lopes (1968).

Em todos eles, os arquitetos adotam o mesmo princípio espacial de integração e valorização dos espaços coletivos e a lógica construtiva serial de utilização de técnicas elementares e materiais prosaicos de baixo custo, facilmente manejados pelos operários, com os quais compunham o que definem de "poética da economia"3.

Na última realização do grupo, a casa Juarez Brandão Lopes, Império se desentende com Lefèvre ao defender o uso de materiais perecíveis, como tecido e compensado naval para o fechamento dos quartos e das paredes laterais. Com isso, busca radicalizar a experiência sensorial da arquitetura e a sua capacidade de propor novas relações humanas.

O acirramento da ditadura militar, com a promulgação do Ato Institucional no.5, em 1968, e a vivência com o grupo norte-americano Living Theatre, em 1970, no Teatro Oficina, enfatizam a proposta esboçada neste projeto de centrar seu campo de batalha não na explicitação de temas políticos, não no confronto direto, e sim na transformação cultural e comportamental por meio da maior compreensão da psique humana e do alargamento das liberdades individuais.

Seus quadros se modificam na mesma direção, tornando-se mais gráficos, coloridos e sensoriais. Permanecendo, contudo, o interesse pelos meios de produção e a intenção de deixá-los à mostra, como revela didaticamente na exposição Coisas & Loisas (1978). O mesmo ocorre com a cenografia e a docência. Em suas aulas, Império se aproveita das técnicas de preparação de ator para quebrar as resistências físicas e mentais dos alunos e fazê-los experimentar os espaços com o corpo e todos os sentidos em alerta, única foram de torná-los arquitetos conscientes.

Notas
1 FERRO, Sérgio. Flávio arquiteto. In: IMPÉRIO, Flávio. Flávio Império em cena. Curadoria Gláucia Amaral, Renina Katz. São Paulo: Sesc/SP, 1997, p. 101.
2 LIMA, Mariangela Alves de. Flávio Império. In: Flávio Império em cena. São Paulo: Sesc/SP, 1997, p. 75.
3 FERRO, Sérgio; LEFÈVRE, Rodrigo. Proposta inicial para um debate: possibilidades de atuação [1963]. In: FERRO, Sérgio. Arquitetura e trabalho. São Paulo: Cosac Naify, 2006, p. 33-36.

Críticas

"(...) Ele é indiscutivelmente o Daumier da arte brasileira satírica de hoje, potencialmente um dos maiores pintores satíricos contemporâneos de todo o mundo. Ultimamente, Flávio enriqueceu de modo notável as suas composições pelo emprego de numerosos objetos pequenos apostos às suas telas, de maneira sobremodo feliz. Conseguiu, assim, criar imagens definitivas de alguns dos protótipos da vida política brasileira dos últimos anos. Dotado de uma inteligência aguda e implacável, Flávio revela a desumanidade, a confusão e a inépcia vociferante dos reacionários brasileiros, desmascarando a sua vacuidade empolada. Ele se distingue essencialmente de artistas como Enrico Baj, Juan Genovês, Manuel Calvo e Rosenquist, que possuem um senso trágico tão profundo. Flávio desmascara e fustiga, sem se apiedar. Tem maior eficácia política (...)".
Mario Schenberg
SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.

"Flávio Império, arquiteto, desenhista, gráfico, pintor, professor e cenógrafo. Poucos são os artistas com este perfil, especialmente pelo fato de Flávio Império transitar por estas áreas de produção artística com a desenvoltura de especialista e com excepcional originalidade. 
O espaço tridimensional era seu território preferencial. Na cenografia teatral jogou todo o seu potencial renovador, o que não o impediu de desenvolver vasta produção pictórica e gráfica. 
Na pintura era pintor, na gravura, gráfico, no desenho, desenhista. Conhecia as particularidades de cada técnica e suas possibilidades como linguagem. 
Flávio era ágil na construção e na decifração dos significados da linguagem visual. 
Articulado verbalmente, fluente na escrita, era dotado de apurado pensamento visual, qualidades que fizeram dele um professor completo. 
O desenho de Flávio Império era um ato de reflexão, instrumento de organização da idéia, do espaço físico e da sensibilidade. Seria como que a ordem sensível. 
Lembrando Leon Batista Alberti no Tratado de Arquitetura: ' O desenho é toda idéia separada da matéria, é a imagem da obra, independentemente dos processos técnicos e dos materiais necessários para realizá-la'. 
O desenho representa, pois, a linha geral do pensamento, da imagem, e era assim que Flávio Império o utilizava, como base de toda a sua produção artística. O desenho comparecia como marcador de intenções expressivas, criador de idéias e de realidades artísticas. Do papel ao cenário. 
Tanto no discurso verbal como no visual, a imagem poética de Flávio Império era destituída de ornamentos supérfluos e metáforas fáceis. Preferia o uso de todos os sentidos, o olhar, o tato, o ouvido, na apreensão do mundo circundante. Tudo o que pertencia ao universo sensível, tátil, era passível de transformação em visualidade e matéria artística. 
Na serigrafia e na litografia, o desenho estruturador das tensões e movimentos era aliado à cor como dinamizadora de planos. A cor não era introduzida como mero tingimento, era matéria ótica. Esta característica também está presente na sua pintura. 
A escolha dos suportes era livre, diversificada. Do tecido ao acetato, do opaco ao transparente. Do plano ao relevo, até o espaço, de tudo ele se aproximava para seus desígnios artísticos. 
Utilizando técnicas convencionais, seu comportamento, entretanto, não era ortodoxo. Flávio Império não acreditava em regras invioláveis. Era um experimentador por excelência. 
Desenhar, pintar, litografar, eram exercícios do olho e da mente, atos inteligentes e sensíveis, a procura da configuração de uma poética visual pessoal, com abrangência universal. Assim poderíamos definir Flávio Império como um humanista da modernidade contemporânea".
Renina Katz
IMPÉRIO, Flávio. Flávio Império em cena. São Paulo : Sesc, 1997. p. 15.

"O modelo associativo dos anos 60 acrescenta ideal civilizatório à ideologia socialista, temperada sempre pelo imperialismo e, algumas vezes, pelo nacionalismo. Flávio Império inicia-se profissionalmente dentro dessa nova conformação das vanguardas artísticas. Desde o seu primeiro trabalho, ainda amador, até a sua ligação com o Teatro de Arena de São Paulo, em 1959, trabalha com projetos artísticos que contemplam a redenção social da platéia, além da sua eventual redenção estética e espiritual. (...). 
Sem dúvida, amparado por seus conhecimentos de arquitetura, o cenógrafo iniciante submete o edifício a uma decupagem crítica e, como resultado, elege o chão como elemento primordial para suatentar a concepção cenográfica. Sobre essa base situa elementos construtivos simples, como os praticáveis e objetos de cena que indicam - mas não ocultam - esse centro para onde todos os olhares convergem. (...)
(...) Na sua ligação com a moderna arquitetura brasileira, experimenta uma linguagem em que os elementos construtivos são expostos e em que o partido adotado procura, muitas vezes, propor novos hábitos através da reorganização do espaço. Assim, uma cenografia que procura ser não-ilusionista e estimula uma nova forma de ver tem analogia clara com a arquitetura que se faz nos anos 40. Como arquiteto, Flávio Império faz confluir para a criação cênica um procedimento que considera todo o edifício como linguagem, desde a sua face externa até a área destinada à representação".
Mariangela Alves de Lima
Flávio Império/Renina Katz e Amélia Império Hamburger (orgs.). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1999.  (Artistas Brasileiros; 13). p. 273

Depoimentos 

"o teatro me ensinou a vida;
a arquitetura o espaço;
o ensino a sinceridade;
a pintura a solidão".
Flávio Império
IMPÉRIO, Flávio. Flávio Império em cena. São Paulo : Sesc, 1997. p. 70.

"Sempre muito interessado no estudo dos esquemas espaciais da realização dos vários momentos históricos, fui formado na análise estrutural das linguagens visuais ou sonoras. Isso me deu a oportunidade de procurar conviver com elas como signos que registram um tipo específico do conhecimento e não como um conjunto estilístico ou formal. A linguagem visual ou sonora como diálogo do universo em signos semânticos e sintáticos permitu-me integrar cada conjunto no quadro histórico, filosófico, social, político, psicológico, etc.

Cada montagem minha é um pastiche específico, uma mistura de signos de origens diversas com uma coesão interna especificamente teatral. Roda Viva foi um exemplo mais nítido dessa maneira de trabalhar. Embora essa maneira 'edética' de trabalhar os signos fosse a mais evidente, ela foi praticamente a mesma utilizada em Os Inimigos, de Máximo Gorki, ou Andorra, de Max Frish, ou Ópera de Três Vinténs, de Bertolt Brecht, ou mesmo Réveillon, de Flávio Márcio.

Se a estrutura dramática é mais aberta, os contrates são a própria estruturação da trama visual e espacial (estou empregando aqui a expressão 'drama fechado' e 'drama aberto' na acepção clássica).

Em qualquer caso, entretanto, aprendemos que o teatro é o que se quiser que ele seja. Ele não preexiste. A única coisa que ele exige de você é sua presença, todos os buracos de seu corpo, as sete portas, as sete moradas, seu consciente, todas as suas emoções, toda a sua energia e toda a energia que você possa reunir através da manipulação da matéria, cor, luz, som, como um alquimista que junta seu ouro, sua prata em sua proveta, conforme sua receita.

No teatro, você não pode esquecer nenhuma de suas partes em casa ou na coxia, como se a ribalta, seja ela qual for, ficasse como o limite do possível. A platéia é que permanece dentro dos limites impostos pelos bloqueios das convenções, do comportamento socialmente aceito como normal. Além dela, ficam todos completamente loucos. Se há uma regra é só essa. Além da ribalta não há separação entre ficção e realidade, sonho ou fantasia e verdade.

As análises sistemáticas me enjoam e me cansam. Parecem uma repetição decorativa de um esqueleto metodológico sempre muito conhecido. Me desinteressei por metodologias, e as crônicas e reportagens e as poesias me parecem sempre mais ricas. Pelo menos mais divertidas.  

Prometi falar sobre espaço, cor, ritmo e movimento, e esses elementos só ponteiam aqui e ali sem nenhuma organização própria. Sobre cada espaço trabalhado há um conjunto enorme de fatores que influem, assim como todos os outros elementos de linguagem. Mas, quando pensava em escrever sobre linguagem em si, vinha um tratado sobre teatro, cenografia, arquitetura e pintura. Tudo muito chato, e duvido que diferente do que já existe por aí. A maneira pela qual eu me aproprio desses elementos é cada vez mais aleatória e intuitiva. Nos anos 60 existia uma enorme coerência e sistematização. Hoje, não.

Teatro é isso mesmo, fica velho logo em seguida, pelas novas coisas que se superpõem ao que já foi feito".
Flávio Império
Flávio Império/Renina Katz e Amélia Império Hamburger (orgs. ). São Paulo : Editora da Universidade de São Paulo, 1999. - (Artistas Brasileiros;13). p. 130-131.

Exposições Individuais

1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Goeldi
1966 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Teatro de Arena 
1973 - São Paulo SP - Festa de São João, no Centro de Estudos Macunaíma 
1974 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Múltipla de Arte
1975 - São Paulo SP - Acontecimento, no Centro de Estudos Macunaíma
1978 - São Paulo SP - Coisas e Loisas, no Sesc Consolação
1979 - São Paulo SP - Pinturas/79, na Seta Galeria de Arte
1980 - Brasília DF - Individual, na Galeria Oscar Seráphico
1980 - Santos SP - Individual, na Galeria de Arte do Cades
1980 - São Paulo SP - Pintura e Muita Bandeira, no Spazio Pirandello
1981 - São Paulo SP - Individual, na Tenda Galeria
1982 - São Paulo SP - Reciclagem, na Ideo Bava
1982 - São Paulo SP - Reciclagem, na Galeria Tenda
1983 - São Paulo SP - Rever Espaços: o espaço cênico segundo Flávio Império, no CCSP
1984 - Jundiaí SP - Flávio Império: litogravuras
1984 - São Paulo SP - Expo Pirandello, no Spazio Pirandello

Exposições Coletivas

1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1963 - Belém PA - Exposição de Cenografia, na Faculdade de Teatro da Universidade do Pará
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - artista premiado na 4ª Bienal de Artes Plásticas do Teatro
1963 - São Paulo SP - Exposição de Cenografia, na Faap
1965 - Rio de Janeiro RJ - Opinião 65, no MAM/RJ
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - Medalha de Ouro Martins Penna na 5ª Bienal de Artes Plásticas do Teatro
1965 - São Paulo SP - Propostas 65, na Faap
1966 - Córdoba (Argentina) - 3ª Bienal Americana de Arte
1966 - São Paulo SP - 7 Pintores, na Galeria Aliança Francesa
1966 - São Paulo SP - Nova Objetividade, na Galeria Aliança Francesa
1966 - São Paulo SP - Três Premissas, no MAB/Faap
1967 - Córdoba (Argentina) - Bienal Interamericana de Córdoba
1967 - Praga (Tchecoslováquia - atual República Tcheca) - Quadrienal de Cenografia e Arquitetura Teatrais
1967 - Rio de Janeiro RJ - Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ
1967 - São Paulo SP - 6 Pintores da Nova Objetividade, no IAB/SP
1968 - São Paulo SP - Primeira Feira Paulista de Opinião, no Teatro Ruth Escobar 
1969 - Nancy (França) - 1º Festival Internacional de Teatro Universitário
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1972 - São Paulo SP - Múltiplos Brasileiros, na Galeria Múltipla de Arte
1973 - Brasília DF - Arquitetos Pintores, no Touring Club do Brasil
1973 - São Paulo SP - Objetos no Espaço, na Galeria Compass
1974 - Brasília DF - Coletiva, no Centro de Artes da Fundação Cultural de Brasília
1974 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Múltipla de Arte
1977 - São Paulo SP - Alegres Pintores do Bexiga, no Teatro Célia Helena
1977 - São Paulo SP - Alegres Pintores do Bexiga, no Teatro Igreja
1978 - Olinda PE - Baby, Flávio e Tiago, na Galeria Três Galeras
1979 - São Paulo SP - A Década de 60, no Museu Lasar Segall
1979 - São Paulo SP - Matrizes, Filiais: 4 artistas, no Sesc
1979 - São Paulo SP - Volta à Figura: década de 60, no Museu Lasar Segall
1981 - Grenoble (França) - Pintores do Terceiro Mundo
1981 - Ribeirão Preto SP - Coletiva de Gravuras, na Itaugaleria
1982 - São Paulo SP - 1º Bazar de Arte, no Sesc Paulista
1985 - Rio de Janeiro RJ - Opinião 65, na Galeria de Arte Banerj

Exposições Póstumas

1988 - São Paulo SP - 63/66 Figura e Objeto, na Galeria Millan
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Individual, no IAB/SP
1995 - Rio de Janeiro RJ - Opinião 65: 30 anos, no CCBB
1995 - São Paulo SP - Um Presente: Flávio Império, no Teatro dos Universitários de São Paulo
1997 - São Paulo SP - Flávio Império em Cena, no Sesc Pompéia
1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa
2003 - São Paulo SP - Israel e Palestina: dois estados para dois povos, no Sesc Pompéia
2008 - São Paulo SP - Individual, no Centro Universitário Maria Antonia

Fonte: Itaú Cultural

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