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Elisabeth Nobiling

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BIOGRAFIA

Elisabeth Nobiling (São Vicente SP 1902 - São Paulo SP 1975)

Escultora, ceramista, desenhista e professora.

Olga Elisabeth Magda Henriette Nobiling ingressou na Universidade de Colônia, Alemanha, matriculando-se nos cursos de Filosofia, História e História da Arte, em 1923. Dois anos depois, transfere-se para a Universidade de Müenster, em Vestfália. Em 1927, desiste dos cursos universitários e inicia seus estudos de escultura em Munique, na Baviera. Entre 1929 e 1930, é admitida na Academia de Belas Artes da Universidade de Berlim, pela apresentação do seu trabalho Cabeça de Gertrude, torna-se aluna especial. Isso lhe permite abrir um ateliê e além disso tem aulas com Edwin Scharff. Em 1932, ainda em Berlim, torna-se aluna de Klipech, mas desiste dos estudos por desentendimentos com o professor. De volta ao Brasil, em 1934, conhece Victor Brecheret de quem torna-se auxiliar. Executa, em 1935, as obras Cabeça de Brecheret e a Virgem com Criança, sob encomenda de Antônio Prado Júnior. No ano seguinte, integra o Grupo dos Sete, com Victor Brecheret, Rino Levi, Yolanda Mohalyi, Regina Graz, Jonh Graz e Antonio Gomide, e realiza sua primeira mostra individual na Casa Baloo, em São Paulo. Em 1938, passa cinco meses em Viena (Áustria) freqüentando cursos de cerâmica. No final da década de 40, é convidada a ministrar aulas de orientação artística no MAM/RJ, no Rio de Janeiro. Também atua como professora na FAU/USP em 1953, sendo também responsável pelo projeto dos painéis para a Torre Universitária, no Campus dessa universidade.

Críticas

"Elisabeth Nobiling é antes de tudo uma sensibilidade alerta. Essa a característica que mais impressiona quem se encontra pela primeira vez com sua obra. Tão delicada é essa sensibilidade que nos perturba até certo ponto a percepção de seus outros dons artísticos. Para apreender este em toda a sua plenitude, faz-se imprescindível uma convivência mais íntima com os gessos, as terracotas e os bronzes dessa escultora. Só então compreendemos como se enquadra a estrutura sólida, quando as soluções propriamente técnicas constituem caracteres marcantes da personalidade artística de Elisabeth Nobiling. 
Sua escultura é construída, mas nada de monumental. Embora dominando, quando quer, a geometria dos grandes planos".
Sérgio Milliet
Milliet, Sérgio. In: Milani, Fernanda Perracini. A obra escultórica de Elisabeth Nobiling: 1930-1950. Diss. (mestrado). p. 63.

"A compreensão escultórica dessa expositora não satisfaz completamente; não há nela a escultora propriamente dita, isto é, a proposital ausência da forma e mais a exagerada preocupação da linha levam-nos a crer que Elisabeth tem um grande encantamento pelo decorativismo. Esse decorativismo não seria lamentável se não notássemos flagrantes qualidades plásticas, que, observadas com mais cuidado, a levariam a soluções mais seguras, mais profundas, mais escultóricas, enfim".
Quirino da Silva
Silva, Quirino da. In: Milani, Fernanda Perracini. A obra escultórica de Elisabeth Nobiling: 1930-1950. Diss. (mestrado). p. 65.

"Podemos considerar o ano de 1950 como marco do encerramento da produção escultórica de Elisabeth Nobiling, apesar de termos conhecimento de uma ou outra obra esporádica após esse período. Dividimos a escultura da artista, para efeito de estudo, em dois períodos distintos. No primeiro encontramos uma escultura de escola francamente européia, porém não mais a escola acadêmica do século XIX, pois dificilmente esta resistiria íntegra em seus princípios à guerra e ao redemoinho causado pelas vanguardas européias manifestadas por essa época. 
(...) o início do seu segundo período escultórico, caracterizado por uma junção entre o ideal clássico e uma manifestação livre e expressionista".
Fernanda Perracini Milani
Milani, Fernanda Perracini. A obra escultórica de Elisabeth Nobiling: 1930-1950. Diss. (mestrado). p. 134.

Exposições Individuais

1936 - São Paulo SP - Individual, na Casa Baloo
1936 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Martim
1944 - São Paulo SP - Individual, no Edifício Toledo-Scharcht
1948 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Domus

Exposições Coletivas

1937 - São Paulo SP - 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo
1938 - São Paulo SP - 2º Salão de Maio
1939 - São Paulo SP - 3º Salão de Maio
1939 - São Paulo SP - 5º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos
1941 - São Paulo SP - 1º Salão de Arte da Feira Nacional das Indústrias
1947 - São Paulo SP - Coletivas, na Galeria Domus
1949 - São Paulo SP - Coletivas, na Galeria Domus
1949 - São Paulo SP - Coletivas, nas Galerias Itá e Itapetininga
1950 - São Paulo SP - Participa da 1ª Exposição da Oficina de Arte - ODA, no Instituto de Artes do Brasil
1950 - São Paulo SP - Mostra de cerâmicas, na Galeria Domus
1951 - São Paulo SP - 1º Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon - Segundo Prêmio/cerâmica, Prêmio Cristal Prado
1952 - Rio de Janeiro RJ - Cerâmicas recém-premiadas na Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/RJ
1952 - São Paulo SP - 2ª Salão Paulista de Arte Moderna
1952 - Paris (França) - Salão de Maio
1955 - Paris (França) - Salão de Maio
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - São Paulo SP - 5 Desenhistas, no Museu de Arte Moderna
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1957 - Paris (França) - Coletiva, na Galeria Marcel Bernheim
1961 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Kosmos
1961 - São Paulo SP - Mostra permanente de cerâmica, na Galeria Augosto Augusta
1962 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria São Luís

Exposições Póstumas

1976 - São Paulo SP - Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall
1982 - São Paulo SP - Um Século de Escultura no Brasil, no Masp
1993 - São Paulo SP - 100 Obras-Primas da Coleção Mário de Andrade: pintura e escultura, no IEB/USP
2000 - São Paulo SP - Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem, no Centro Brasileiro Britânico

Fonte: Itaú Cultural

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