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Daniel Acosta

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BIOGRAFIA

Daniel Albernaz Acosta (Rio Grande RS 1965)

Escultor, desenhista, gravador, professor.

Faz curso de fundição em bronze com Elvo Benito Damo (1948), em Curitiba, em 1986. No ano seguinte, forma-se em desenho e artes plásticas, com habilitação em escultura, pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, no Rio Grande do Sul. Freqüenta workshops com José Resende (1945), Mílton Machado (1947), Artur Lescher (1962) e Ricardo Basbaum (1961), entre outros. É professor de escultura do Instituto de Letras e Artes da Universidade Federal de Pelotas - UFPel, a partir de 1989. Reside em São Paulo desde 1994. Em 1997, é publicado pela Edusp o livro Daniel Albernaz Acosta, com texto de Tadeu Chiarelli. Conclui mestrado em poéticas visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP em 1999, com orientação de Carmela Gross (1946) em tese intitulada Transfigurações: O Mesmo Como Outro. Em 2004, inicia doutorado na mesma instituição.

Comentário Crítico

Daniel Acosta cursa artes plásticas na Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, no Rio Grande do Sul. Em trabalhos realizados até o início da década de 1990, o artista parte de motivos visuais relacionados à arquitetura tradicional de Pelotas, interior do Rio Grande do Sul, onde vive. Inspira-se principalmente nos ornamentos arquitetônicos de construções em estilo eclético ou art nouveau, e também nos tapumes que ocultavam a demolição de muitos desses edifícios. Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, os trabalhos de Acosta, realizados principalmente em lâminas compensadas de cor púrpura, representam a intersecção poética entre o tapume e o ornamento. O artista reside em São Paulo a partir de 1994 e, o impacto da metrópole, produz grande mudança em sua produção. Passa a empregar a fórmica e o gesso, materiais de caráter mais frio e impessoal. Posteriormente, utiliza também a fotografia e o vídeo em suas obras.

Sua produção mantém constante diálogo com a história da arte, como em Marat, 1995 que remete ao quadro de Jacques-Louis David (1748 - 1825), ou em Observatório, 1995 que faz referência a Marcel Duchamp (1887 - 1968). A obra de Acosta não se limita às regras da escultura contemporânea, mas as ultrapassa, tratando de outras questões relacionadas ao corpo e à sexualidade.

Críticas 

"Como conseqüência de uma lógica de ocupação do espaço tridimensional, voltada para a idéia-projeto que nega o gesto expressivo, mas que aceita o acaso durante a execução e a expressividade matérica, as esculturas de Daniel Acosta impõem uma rigorosa ordenação do espaço no qual se inserem. Esse rigor presente também na execução demonstra uma vontade de inserção dos trabalhos, num espaço pleno de significações, a partir de idéias específicas e um manejo construtivo da matéria. Em suas mãos essa matéria obedece a uma rigorosa delimitação do espaço a que se propõem, seja na sobreposição das lâminas de compensado resinado a construírem o maciço ou na solidificação delimitada do gesso e do cimento. Anteriormente essas lâminas tinham seu maior poder de atração no recorte: erigiam verticalidades condutoras do olhar em relação a algum contraponto maciço. Agora, o espaço é todo massa, que, sobreposta ou solidificada, pesa e passionaliza-se ao solo. Algumas das questões mais importantes, centralizadas nessas figuras de caráter hierático, estão relacionadas a uma intenção, às vezes mais, às vezes menos nítida, da construção de significados ligados às idéias de emblema e alegoria. Um certo existir como condição emblemática: insígnia representativa de conceitos e atributos, que se propõem como o avesso do que seria a iconografia religiosa e a leitura que normalmente se tem dos seus atributos. Dessa iconografia desprendem-se as formas mais universalmente conhecidas, presentes nas esculturas, zona periférica que prepara e sustém a parte central da simetria, rigorosa organização, como elevação desse centro, como condição cósmica de ascensão. "
L. Cassiano
Cassiano, L. Daniel Acosta. In: ARTE gaúcha contemporânea. Porto Alegre: Casa de Cultura Mário Quintana, 1991. p.32

"Pensar Acosta em relação à produção de outros artistas espalhados pelo território brasileiro é refletir sobre as circunstâncias naturais e culturais que seus ambientes de origem exercem em suas produções. Embora totalmente conectados com o debate artístico contemporâneo, esses artistas não extirparam de seus trabalhos soluções formais provenientes dos lugares onde suas peças se originaram. Pelo contrário: em muitos casos, a base de seus trabalhos é justamente a tentativa de depuração de estímulos visuais originários de uma ambiência nativa, através de procedimentos e/ou aderências captadas no âmbito da arte contemporânea. . . Os trabalhos da primeira fase de Daniel Acosta sem dúvida seriam outros se ele não estivesse impregnado pela situação arquitetônica/urbanística de Pelotas, interior do Rio Grande do Sul. (...) Os trabalhos de Acosta até 1992, 1993 - realizados preferencialmente em lâmina compensada púrpura - eram a intersecção poética entre o tapume e o ornamento arquitetônico, entre o visível e o oculto. Preenchiam a dor do vazio de uma destruição em contínuo devir. Em São Paulo, a partir de 1994, o trabalho de Acosta passa por uma transformação substancial. O impacto da caótica metrópole dentro da poética do artista ajudou a aprofundá-la, tornando-a ainda mais madura. Dentre as diversas transformações, em primeiro lugar chama a atenção a mudança dos materiais: se antes Acosta trabalhava preferencialmente com a madeira laminada compensada púrpura, nos novos trabalhos prevalecem o gesso e a fórmica. Do caráter quente da madeira púrpura, o artista se defronta então com a frieza quebradiça do gesso branco e com a impessoalidade da fórmica (metáfora de seus sentimentos em relação ao novo espaço urbano que tenta abarcar?). "
Tadeu Chiarelli
CHIARELLI, Tadeu. Daniel Acosta e o realismo pânico. In: ACOSTA, Daniel. Daniel Acosta. São Paulo: Casa Triângulo, 1995. n. p.

Exposições Individuais

1991 - Rio Grande RS - Instalação, no Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martenser
1992 - Rio de Janeiro - Projeto Macunaíma 92, no Funarte. Espaço Alternativo
1992 - São Paulo SP - Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo, no Pavilhão da Bienal
1993 - Pelotas RS - Esculturas e Desenhos, no Museu Leopoldo Gotuzzo
1995 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Casa Triângulo
1998 - Porto Alegre RS - Quem Tem Dúvida do Senso Comum?, no Torreão
1999 - Porto Alegre RS - Transfigurações, no UFRGS. Instituto de Artes 
1999 - São Paulo SP - Transfigurações, na Galeria Casa Triângulo
2000 - São Paulo SP - A Deriva, na Capela do Morumbi
2002 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Casa Triângulo 
2003 - São Paulo SP - Observações Sobre o Espaço e o Tempo, na Unicsul Campus I 
2005 - São Paulo SP - O Retrato como Imagem do Mundo, no MAM/SP

Exposições Coletivas

1984 - Santa Maria RS - 3º Salão Universitário
1985 - Santa Maria RS - 4º Salão Universitário
1986 - Americana SP - 2º Salão de Arte Contemporânea
1986 - Santa Maria RS - 5º Salão Universitário - premiado
1986 - Santa Maria RS - Exposição no Ateliê de Escultura, na UFSM
1987 - Santa Maria RS - Desenhos, na UFSM
1987 - Santa Maria RS - Obras de Arte, na UFSM
1990 - Caxias do Sul RS - Coletiva de Abertura, na Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu Lima
1990 - Pelotas RS - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas - 1º prêmio em instalação
1990 - Porto Alegre RS - Ex-Culturas, no Margs
1990 - Porto Alegre RS - 5º Salão da Câmara Municipal
1991 - Caxias do Sul RS - Ex-Culturas, na Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu Lima
1991 - Curitiba PR - 48º Salão Paranaense, no MAC/PR - prêmio aquisição
1991 - Pelotas RS - Ex-Culturas, na Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo
1991 - Pelotas RS - Expressão 91 - 10 Artistas Pelotenses, no Museu Leopoldo Gotuzzo
1991 - Porto Alegre RS - Arte Gaúcha Contemporânea, na Casa de Cultura Mario Quintana
1991 - Santa Maria RS - Ex-Culturas, na UFSM
1991 - Santa Maria RS - Ópera Tridimensional, no Anfiteatro do Centro de Artes da UFSM (instalação conjunta com Cláudio Maciel)
1992 - Curitiba PR - Centro de Criatividade, na Fundação Cultural de Curitiba
1992 - Porto Alegre RS - Escultura Gaúcha Contemporânea - Instituto Estadual de Artes Visuais, na Casa de Cultura Mario Quintana
1992 - Rio de Janeiro - Projeto Macunaíma, na Funarte. Centro de Artes
1992 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, CCSP 
1993 - Porto Alegre RS - Uma Ante-Sala para Joseph Beyus, no Edel Trade Center
1993 - São Paulo SP - Atitudes e Tendências, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Acervo 94, na Galeria Casa Triângulo
1994 - São Paulo SP - Coletiva de Esculturas, no Espaço Namour
1994 - São Paulo SP - Imagem não virtual, na Galeria Casa Triângulo
1995 - São Paulo SP - Amanhã, Hoje: a Casa Triângulo de 1988 a 1995, no MAB/Faap.Salão Cultural 
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira Contemporânea: doações recentes/96, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Excesso, no Paço das Artes
1996 - São Paulo SP - Galeria Casa Triângulo na Arco 97, na Galeria Casa Triângulo
1996 - São Paulo SP - Ouro de Artista - Projeto Leonilson, na Galeria Casa Triângulo
1997 - Belo Horizonte MG - 25º Salão Nacional de Belo Horizonte, no Centro Cultural da UFMG
1997 - Madri (Espanha) - Arco 97, na International Contemporany Art Fair
1997 - Salvador BA - 4º Salão MAM-Bahia, no MAM/BA 
1997 - São Paulo SP - Ao Cubo, no Paço das Artes
1997 - São Paulo SP - Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Avenida Paulista
1998 - Curitiba PR - 55º Salão Paranaense, na Casa Andrade Muricy
1998 - Florianópolis SC - 6º Salão Nacional Victor Meirelles, no Masc
1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo: doações recentes 1996 - 1998, no CCBB
1999 - Porto Alegre RS - 2ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul
1999 - São Paulo SP - 26º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP
1999 - São Paulo SP - Território Expandido, no Sesc Pompéia
2000 - Curitiba PR - 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma
2000 - Fortaleza CE - 26º Panorama de Arte Brasileira, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
2000 - Niterói RJ - 26º Panorama de Arte Brasileira, no MAC/Niterói 
2000 - Novo Hamburgo RS - Mostra Itinerante do Acervo do MAC, no Centro Universitário Feevale
2000 - Salvador BA - 7º Salão da Bahia, no MAM/BA 
2000 - São João da Boa Vista SP - Arte Contemporânea - 3ª Semana Fernando Furlanetto, na Estação Ferroviária
2000 - São Paulo SP - Entre a Arte e o Design: Acervo do MAM, no MAM/SP
2002 - Curitiba PR - Obras do Faxinal das Artes, no MAC/PR 
2002 - Madri (Espanha) - Arco/2002, no Parque Ferial Juan Carlos I
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - São Paulo SP - 25ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
2002 - São Paulo SP - Paralela, no Galpão localizado na Avenida Matarazzo, 530 
2003 - Brasília DF - Desenho: traço e espaço, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio
2003 - Recife PE - Salão da Bahia 1994 - 2002, na Fundação Joaquim Nabuco
2003 - São Paulo SP - A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira, no Espaço Virgílio
2003 - São Paulo SP - Casa Triângulo, na Casa Triângulo
2004 - Rio de Janeiro RJ - Novas Aquisições 2003: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ 
2004 - São Paulo SP - São Paulo - 450 Anos - Paris, no Instituto Tomie Ohtake

Fonte: Itaú Cultural

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