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Clóvis Loureiro

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BIOGRAFIA

Clóvis Loureiro (São João da Boa Vista SP 1958)

Fotógrafo.

Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo, Clóvis Vieira Lourenço Júnior é coordenador e professor (com Luiz Paulo Lima), do Departamento de Fotografia do Museu Lasar Segall, de São Paulo, entre 1976 e 1983, realizando ainda trabalhos de curadoria para a mesma instituição no mesmo período. Durante a década de 80, é responsável pela realização de oficinas, sobre linguagem fotográfica e expressão pessoal, em eventos como a Semana Nacional da Fotografia da Funarte, a Semana Paulista de Fotografia, ou em instituições de ensino como as Oficinas Culturais Três Rios, de São Paulo. Desenvolve significativo trabalho autoral, de cunho metalingüístico, através do qual procurava explorar a fundo a especificidade da linguagem fotográfica. É contemplado com a Bolsa Marc Ferrez da Fundação Nacional de Arte, em 1984.

Críticas

"Seus trabalhos refletem a proposta de buscar uma nova imagem e uma nova articulação na linguagem fotográfica.

As fotografias apresentadas não são simplesmente imagens, produtos de uma ação e de uma técnica, resultados de um saber fazer. São registros que envolvem circunstâncias e um jogo nos quais o fotógrafo inclui também a recepção e sua contemplação.

As fotografias de Clóvis provocam o ´leitor´ que, na maioria das vezes, busca apenas significados imediatos. Os instantes fugazes, flagrados com naturalidade e objetividade, apresentam os elementos sígnicos da composição. Aparentemente desarticulados, eles criam uma força invisível que leva o receptor a pensar inclusive no momento da criação.

De repente, olhares cruzados, ações simultâneas, enquadramentos não convencionais, planos desfocados, o preto e branco atraem o ´leitor´, que começa a percorrer a imagem mais detalhadamente e a perceber sua diversidade. O jogo ´natural´ na composição cria um efeito narrativo com certa dose de suspense e inquietude. E o que não foi registrado adquire tanta importância quanto o registro.

Essa intencionalidade na provocação cria boas surpresas, porque nas fotografias de Clóvis sempre existem pequenos detalhes e novas descobertas que incomodam. São características de um estilo que tenta buscar, na contradição dos planos, no corte seco e inesperado, no gesto informal, no choque dos elementos da composição, a contemporaneidade da linguagem fotográfica.

A fotografia como representação pretensamente perfeita da realidade é o ponto de partida para estranhar, gerar incertezas e obrigar o espectador a se deter nas imagens e tentar descobrir o mistério cotidiano desse jogo em que ele é solicitado a participar".
Rubens Fernandes Junior
Jornal Folha de S.Paulo, Ilustrada, 13 de março de 1987.

Acervos

Coleção Joaquim Paiva - Brasília DF

Exposições Individuais

1979 - São Paulo SP - Escola Imagem-Ação
1979 - São João da Boa Vista SP - Individual
1980 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
1980 - Santos SP - Individual

Exposições Coletivas

1980 - São Paulo SP - 1ª Trienal da Fotografia, MAM/SP
1981 - São Paulo SP - Biblioteca Municipal Adelpha Figueiredo
1984 - Cuba - 3ª Muestra de Fotografía Contemporánea Latino-americana
1986 - Rio de Janeiro RJ - Multivisões, fotógrafos bolsistas do Concurso Marc Ferrez, na Galeria do Instituto Nacional da Fotografia
1986 - Curitiba PR - Multivisões, fotógrafos bolsistas do Concurso Marc Ferrez, na 4ª Semana Nacional de Fotografia
1986 - Rio de Janeiro RJ - Espelhos Rebeldes
1986 - Paris (França) - Espelhos Rebeldes, Mois de la Photo, na Galeria Debret
1987 - São Paulo SP - Galeria Fotoptica
1987 - São Paulo SP - Mostra Retratos em 35mm, Galeria Fotoptica
1988 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Preto no Branco, realizada pelo Instituto Nacional de Fotografia
1990 - Rio de Janeiro RJ - Espelhos Rebeldes, MAM/RJ
2002 - São Paulo SP - Visões e Alumbramentos: fotografia contemporânea brasileira da coleção Joaquim Paiva, na Oca

Fonte: Itaú Cultural

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