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Clodomiro Amazonas

OBRAS DO ARTISTA

Clodomiro Amazonas - Natureza Morta

Natureza Morta

óleo sobre tela
1926
53 x 72 cm
ass. inf. dir.


Preço: Sob Consulta
Clodomiro Amazonas - Paisagem

Paisagem

óleo sobre tela
80 x 97 cm
ass. inf. dir.


Preço: Sob Consulta

Leilão de Artes Online

BIOGRAFIA

Clodomiro Amazonas (Taubaté SP 1883 - São Paulo SP 1953)

Pintor e restaurador.

Clodomiro Amazonas Monteiro inicia em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estuda com o pintor Augusto Luís de Freitas (1868 - 1962) no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, funda na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passa a viver em São Paulo em 1906, quando entra em contato com a obra de Baptista da Costa (1865 - 1926) e tem aulas com o pintor Carlo de Servi (1871 - 1947). Paralelamente às atividades artísticas, trabalha em repartições públicas e atua como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedica-se exclusivamente à pintura. Mantém contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato (1882 - 1948), Menotti del Picchia (1892 - 1988), Lucílio de Albuquerque (1877 - 1939) e Georgina de Albuquerque (1885 - 1962) e Pedro Alexandrino (1856 - 1942), entre outros. É um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Torna-se principalmente pintor de paisagens paulistanas, utilizando óleo, aquarela, carvão e pastel.

Comentário Crítico

No início de sua trajetória artística, Clodomiro Amazonas atua como restaurador e posteriormente dedica-se à ilustração de várias publicações, como A Revista da Semana. Torna-se um pintor essencialmente paisagista. Suas telas são conhecidas pelas vistas de matas fechadas, riachos e colinas com árvores coloridas do interior de São Paulo, como em Caminho com Jacarandá Paulista (1935). Mantém-se à parte das inovações do movimento modernista, permanecendo fiel a uma fatura mais tradicional. Sua produção permite a aproximação com a pintura de Baptista da Costa (1865 - 1926), pela maneira de representar a natureza e pela paleta harmoniosa.

As obras do início da carreira de Clodomiro Amazonas apresentam pinceladas lisas e composições mais detalhadas. Posteriormente realiza uma fatura com pinceladas mais amplas, utilizando também a espátula. Como nota a historiadora da arte Ruth Tarasantchi, o artista trabalha com croquis nos locais, passando-os depois para a tela, no ateliê; outras vezes, usa registros de fotografias, tiradas por ele mesmo, e cartões-postais, como em Trecho da Praia de Itapuca, em Niterói. Os mesmos procedimentos e temas são empregados por outros artistas, como Wasth Rodrigues (1891 - 1957) e Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939).

Considerado pela crítica em sua época como o "verdadeiro pintor brasileiro",1 Clodomiro Amazonas cria paisagens poéticas, em que se destacam exemplares da flora brasileira, como ipês, quaresmeiras e embaúbas, com perspectivas amplas e uma paleta de tons luminosos.

Notas
1 Citado em TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: EDUSP; Imprensa Oficial do Estado, 2002, p. 254.

Críticas

"Essencialmente paisagista, C. Amazonas foi artista de méritos, cuja pintura, vazada num desenho de grande solidez e num colorido realista, não deixa de irradiar certa rústica poesia. A natureza, que retratou mais do que interpretou, foi seu ponto maior de referência, sua meta, mas também seu limite. Pode-se recriminar nesse artista, a falta de curiosidade e de ousadia, o apego a fórmulas e esquemas remontáveis a Batista da Costa e mesmo mais além, isso 30 anos depois da Semana de Arte Moderna de 1922; não se lhe pode, contudo, negar a sinceridade, nem deixar de reconhecer o alto nível de artesania e mesmo estético a que em alguns instantes de sua carreira sem dúvida ascendeu".
José Roberto Teixeira Leite
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.

Exposições Individuais

1912 - São Paulo SP - Primeira Individual, no Salão do Edifício do Radium, na Rua São Bento
1918 - São Paulo SP - Individual, na Rua da Quitanda, 4
1921 - São Paulo SP - Individual, na Rua Líbero Badaró, 135
1922 - Rio de Janeiro RJ - Individual
1923 - São Paulo SP - Individual, na Rua Direita, 42a
1924 - São Paulo SP - Individual, no Palacete Palmares
1924 - São Paulo SP - Individual, na Rua 15 de Novembro, 39a
1926 - Rio de Janeiro RJ - Individual
1926 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Blanchon
1926 - São Paulo SP - Individual, na Rua Quitanda, 19b
1929 - São Paulo SP - Individual,na Rua 15 de Novembro, 40
1931 - São Paulo SP - Individual, na Casa Assunção
1933 - São Paulo SP - Individual, na Rua São Bento, 48
1934 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Itá
1944 - São Paulo SP - Individual, na Rua Barão de Itapetininga, 121
1946 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Benedetti
1948 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Itá
1949 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Itá
1951 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Itá
1953 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte Rio Branco

Exposições Coletivas

1911 - São Paulo SP - Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes - grande medalha de prata e 1º Prêmio Prefeitura de São Paulo
1939 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Belas Artes - 2º Prêmio Prefeitura de São Paulo
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal
1942 - Porto Alegre RS - Grande Exposição de Belas Artes, no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

Exposições Póstumas

1953 - São Paulo SP - Recebe Homenagem Póstuma no 18º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1955 - São Paulo SP - Exposição Póstuma, na Galeria Sete de Abril
1956 - São Paulo SP - 50 Anos da Paisagem Brasileira, no MAM/SP
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira: 1650-1976, no Paço das Artes
1983 - Campos do Jordão SP - Festival de Inverno de Campos do Jordão, no Auditório
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado
1989 - São Paulo SP - Pintura Brasil Século XIX e XX: obras do acervo do Banco Itaú, na Itaugaleira
1990 - São Paulo SP - A Coleção de Arte do Município de São Paulo, no Masp
1991 - São Paulo SP - Imagens Paulistas, no Paço das Artes
1993 - Santos SP - Seis Grandes Pintores, na Pinacoteca Benedito Calixto 
1995 - Campinas SP - Da Marinha à Natureza Morta
2001 - São Paulo SP - Paisagens Brasileiras, na Jo Slaviero Galeria de Arte
2003 - São Paulo SP - Pintores do Litoral Paulista, na Sociarte

Fonte: Itaú Cultural

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