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Claudia Maria Freitas

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BIOGRAFIA

Claudia Maria Freitas Bakker Doctors (Rio de Janeiro RJ 1964)

Artista visual e fotógrafa.

Em 1988, gradua-se em comunicação, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ. Na mesma instituição, entre 1990 e 1991, frequenta curso de pós-graduação em história da arte e arquitetura no Brasil. Conclui mestrado em comunicação e tecnologia da imagem, em 2001, na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - ECO/UFRJ. Em 1994, realiza sua primeira instalação, colocando 900 maçãs em uma fonte de água do Museu do Açude. Realiza filmes como O Pomar e o Mar, exibido na Galeria Ibeu Copacabana, em 1996, e, Apropriação - Desejo/Limite, exibido na Fundação Casa França Brasil, em 1998. Nesse ano, é uma das contempladas pelo Projeto Macunaíma, da Funarte. Faz pesquisa e assistência de curadoria para Marcio Doctors, em 2002, na exposição Pioneiro Palatnik: máquinas de pintar e máquinas de desacelerar, realizada no Itaú Cultural. Em 2005, participa da intervenção Pyrata, com o Grupo Py, em uma barca que realiza a  travessia Rio-Niterói. Desenvolve, em parceria com a estilista Luiza Marcier, em 2009, uma série de desenhos bordados e um vestido, trabalhos que integraram a Coletiva 09, da Mercedes Viegas Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro.

Críticas

"O trabalho que Claudia Bakker desenvolve é tocado por essa atração incessante, delicada e forte, pela meditação sobre o orgânico. Nas fontes e nas maçãs, o líquido e o sólido são especialmente emblemáticos.Nesta falada atração sobre o tempo desde as Potências do Orgânico, Claudia Bakker consegue descobrir um achado: o próprio tempo como algo orgânico. Para documentar isto nada melhor que o exercício e o auxílio da fotografia. O registro de um trabalho vira um outro trabalho para receber novas leituras".
Adolfo Montejo Navas
NAVAS, Adolfo Montejo. [Claudia Bakker]. O tempo como algo orgânico. Rio de Janeiro: Museu da República, 1998. Texto de apresentação da exposição.

"O artista americano Robert Smithson (1938-1973) disse certa vez que via suas intervenções na natureza (land works) como um esforço para devolver a "Montanha Sainte-Victoire"a Cézanne. Guardada as devidas proporções, diria que Claudia Bakker vem, já há algum tempo, tentando o mesmo em relação as maçãs. Depois de Cézanne, as maçãs nunca mais foram as mesmas. As centenas de maçãs pintadas pelo grande mestre francês criaram e revelaram o que parecia impossível: a maçã numa migração da natureza para a pintura. Basta olhar para crer.

A exposição de Claudia Bakker na Galeria do Museu da República, intitulada "Foto-textos", dá continuidade a trabalhos anteriores realizados no Museu do Açude e na Funarte. A questão é sempre a mesma as maçãs e o tempo. Seja através das fotos e do texto (utilizados na exposição), ou do vídeo e da instalação (em outras ocasiões), o que está em jogo são os modos de permanência que as coisas (a maçã e a arte) têm, expostos a consumação do tempo. A maçã,como metáfora da arte e da vida,só existe pela morte. O paradoxo é este: sem morte não a vida. Suas fotos misturam os tempos, ou melhor, elas querem ser tempo: da escrita, da arte, da fruta e do feminino. Todos os tempos num só, que parece retornar sempre novo. A maçã como natureza e como cultura. Se na recente exposição da Funarte-em que um grande mapa do Brasil estava desenhado no chão com maçãs, que apodreceram-interessou-lhe o tempo das coisas nelas mesmas, nestas fotos ela privilegia as múltiplas apropriações criadas pelas representações culturais. Seria interessante se as duas exposições estivessem mais perto, criando um campo de oposição e complementaridade. Por outro lado, a sensação de vazio desta exposição contribui para as referências simbólicas se revelarem para o espectador. As "Fototextos" de Claudia Bakker, são, antes de tudo silenciosas, não obstante as múltiplas indicações de significado. A arte contemporânea, enquanto processo e crise, trabalha nesse território abismal e milimétrico entre o silêncio e o sentido, revelando, que no fundo, tudo é tempo e linguagem".
Luiz Camillo Osório
OSÓRIO, Luiz Camillo. Maçãs de Claudia Bakker morrem para reafirmar a vida. Jornal O Globo, 10 set. 1998. Segundo Caderno

"Quando observo os desenhos de Claudia Bakker recordo, sobretudo, o pensamento de Hélio Oiticica no modo simples e econômico de se apropriar de alguns elementos como a cor, oriunda da cultura popular obtida na favela da Mangueira. Se, formalmente, os desenhos de Claudia nos lembram dos desenhos minimalistas de Mira Schendel e Eva Hesse (também não poderia deixar de apontar os desenhos de Anna Maria Maiolino), a linha orgânica que distribui o desenho no espaço imaculado do tecido, reforça ainda mais o sentido ou a escolha das cores. Hélio usou e abusou dos tecidos multicolores, sobretudo do vermelho, do rosa e do verde, cores fartamente representadas nas casas e nas vestes dos moradores das favelas. A experiência sensorial das obras de Hélio, sobretudo nos bilaterais, nos bólides e nos penetráveis, dava-se pelo contacto pela cor. Em Claudia, isto também acontece, pois a artista intensifica o olhar do espectador ao seguir as linhas coloridas que ora se misturam, ora se separam, depois reencontram-se na infinitude. Claudia trabalha a partir das heranças comuns da arte. Em seu caso começa na local, desde de Hélio e Pape, aliada à internacional, Eva Hesse e Juddy Chicago, para (re)construir uma outra história, surgida através das lembranças que o espectador poderá ter e acrescentá-la à obra. Mas há algo de autobiográfico nestes desenhos feitos precariamente com linhas sobre pedaços de tecidos. Diria que estes são um esforço no sentido de interromper a amnésia das vivências femininas, maternais. Seus desenhos não aprisionam a linha do desenho, mas subtraí a forma da composição ao adicionar o acaso para enfim construir um híbrido entre desenho e pintura. As cores quentes emitem uma luz e uma vibração confundindo-se no espaço representado. O fascínio da artista pela cor mostra que ela não está interessada na representação pictórica, mas sim na pele do desenho, ou na espiritualidade que se desprendem destas imagens que evocam o esforço físico da sua realidade."
Paulo Reis
REIS, Paulo. Vontade e Contemplação - os desenhos de Claudia Bakker . Disponível em: http://www.galeriagracabrandao.com/index.php?menu=exp&exposicao_id=90&texto_id=15. Acesso em: 03.nov.2010.

Exposições Individuais

1995 - Rio de Janeiro RJ - O Nascimento de Íris, na Galeria Sérgio Porto
1995 - Rio de Janeiro RJ - Cortinas de Pele, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian. Galeria Ismael Nery
1996 - Rio de Janeiro RJ - Provas de Amor, na Galeria Ibeu Copacabana
1996 - Rio de Janeiro RJ - Via Láctea Brasil, no Parque do Museu do Açude
1997 - Rio de Janeiro RJ - Poesia Visual, na Funarte. Galeria Lygia Clark
1997 - Rio de Janeiro RJ - Poesia Visual, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
1998 - Rio de Janeiro RJ - Foto-textos, na Galeria do Museu da República
1998 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Macunaíma, na Funarte. Galeria Macunaíma
1999 - Rio de Janeiro RJ - Tempo Danificado, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan 
2007 - Rio de Janeiro RJ - Estados de Metáfora, na Fundação Eva Klabin
2008 - Rio de Janeiro RJ - A Partir da Primavera Noturna, Galeria Arte Em Dobro
2008 - Porto, Portugal - A Partir da Primavera Noturna, na Galeria Graça Brandão
2012 - Porto, Portugal - O Tempo de Todos Nós, no Museu Nacional Soares dos Reis
2012 - Porto, Portugal - O Tempo de Todos Nós, no Espaço T-Quase Galeria-Porto

Exposições Coletivas

1992 - Rio de Janeiro RJ - Claudia Bakker/Amal Saadé, na Galeria Ibeu Copacabana
1993 - Vitória ES - Visões de Vitória, na Capela de Santa Luzia
1994 - Rio de Janeiro RJ - As Potências do Orgânico, nos Museus Castro Maya. Museu do Açude
1995 - Rio de Janeiro RJ - Livros, na Joel Edelstein Arte Contemporânea
1996 - Rio de Janeiro RJ - Amigos do Calouste, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian
1997 - Rio de Janeiro RJ - Palavreiro, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
1997 - Rio de Janeiro RJ - Regina de Paula e Claudia Bakker, no Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho
1997 - Rio de Janeiro RJ - Sessenta Obras Selecionadas em 60 Anos com muita Arte, na Galeria Ibeu Copacabana
1997 - Rio de Janeiro RJ - Palavreiro, no Museu Nacional de Belas Artes
1998 - Rio de Janeiro RJ - Teoria dos Valores, na Fundação Casa França Brasil
1999 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria do Espaço Cultural Sérgio Porto
2001 - Rio de Janeiro RJ - Orlândia, em uma casa na Rua Jornalista Orlando Dantas nº 53
2002 - Rio de Janeiro RJ - IBEU 1991/2001 - Uma década de arte contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
2004 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Figura 7
2005 - Rio de Janeiro RJ - Educação Olha!, na Galeria Gentil Carioca
2005 - Belo Horizonte MG - Nanoexposição, na Galeria Murilo Castro
2005 - Curitiba PR - Nanointervenção, no Atelier Eliane Prolick
2006 - Brasília DF - O que é normal?, na Galeria ECCO-Brasília
2006 - Londres, Inglaterra - Draw-Drawing 2, na The Foundry Gallery
2006 - Rio de Janeiro RJ - Wilton Montenegro - Notas de Observatório, no Centro Cultural Telemar
2006 - Rio de Janeiro RJ - Arquivo Geral, no Centro Cultural Hélio Oiticica
2006 - Rio de Janeiro RJ - Objetos Lúdicos, na Galeria Tempo
2006 - Rio de Janeiro RJ - Paixão, no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea
2006 - São Paulo SP - Estranhamentos - Arte sem Barreiras, no Centro Cultural de Bauru
2006 - São Paulo SP - SP Arte, no Pavilhão da Bienal
2006 - Vitória ES - Nanoexposição, na Universidade Federal de Vitória. Galeria Espaço Universitário - GAEU
2007 - Rio de Janeiro RJ - Fotoencontro, no Mercedes Viegas Escritório de Arte
2007 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Coletiva, no Mercedes Viegas Escritório de Arte
2007 - Petrópolis RJ - Museu Como Lugar, no Museu Imperial
2007 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva de Fotografias organizada por Nessia Leonzini, na Galeria Arte em Dobro
2007 - Rio de Janeiro RJ - Céu Fotografias, no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea
2007 - Rio de Janeiro RJ - Novas Aquisições, no MAM/RJ
2007 - São Paulo SP - SP Arte, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo
2007 - Rio de Janeiro RJ - Estados de Metáforas - Projeto Respiração, na Fundação Eva Klabin
2007 - Rio de Janeiro RJ -  XV Galeria Especial da Universidarte
2007 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som do Samba, no Paço Imperial
2008 - Rio de Janeiro RJ - Verdadeira Grandeza, na Galeria do Ateliê da Imagem
2008 - New York Estados Unidos - Pinta Art Fair, no Museu Metropolitan
2008 - Rio de Janeiro RJ - Pinta Art Fair, na Galeria Arte em Dobro
2008 - Rio de Janeiro RJ - Colheita-FEBEArio, na Galeria Sérgio Porto
2008 - Moscow Rússia - Projeções, na Winzavod Center of Contemporary Art
2008 - Rio de Janeiro RJ - Luz, na Galeria Projeto Meninos de Luz
2009 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva 09, na Mercedes Viegas Arte Contemporânea
2009 - São Paulo SP - Poética Têxtil, na Oficina Cultural Oswald de Andrade
2009 - Rio de Janeiro RJ - Sobre as Instalações : A Via Láctea e somente o Jardim do Éden - 1996/1994, no FotoRio - Centro Cultural dos Correios
2009 - Rio de Janeiro RJ - Montanhas, Marinhas e outras Miragens, no Foto/Rio
2009 - Rio de Janeiro RJ - Montanhas, Marinhas e outras Miragens, na Galeria EntreTanto
2009 - Londres Inglaterra - On CDOs and Double Clubs, na August Art Gallery
2009 - São Paulo SP - SP Arte, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo
2010 - Belém PA - Olhares Femininos: aqui e lá, na Galeria Fotoativa
2010 - Lisboa, Portugal - Boate en Valise#01, na Carpe Diem Arte e Pesquisa
2010 - Rio de Janeiro RJ - Boate en Valise#01, na Galeria do Lago
2010 - Rio de Janeiro RJ - Boate en Valise#01, no Museu da República do Rio de Janeiro
2010 - Rio de Janeiro RJ - SOM-MA, no Parque do Lage
2010 - Rio de Janeiro RJ - 7ª Zona Oculta: entre o público e o privado, no Espaço Cultural CEDIM
2010 - Rio de Janeiro RJ - Galeria Ibeu 50 Anos: a contribuição de Esther Emilio Carlos, na Galeria Ibeu Copacabana
2010 - Rio de Janeiro RJ - Desenhos & Diálogos, na Anita Schwartz Galeria de Arte
2010 - Vigo, Espanha - Espacio Atlántico - Feria de Arte Contemporáneo de Vigo
2010 - Lisboa, Portugal - Conversas no Sofá, no Carpe Diem Arte e Pesquisa
2011 - Rio de Janeiro RJ - Art Rio, na Galeria Anita Schwartz
2011 - São Paulo SP - SP Arte, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo
2011 - Rio de Janeiro RJ - Jogos de Guerra, no Centro Cultural da Caixa Econômica
2011 - Rio de Janeiro RJ - Desenhos & Diálogos, na Galeria Anita Schwartz
2012 - Rio de Janeiro RJ - Art Rio, na Galeria Anita Schwartz
2012 - Rio de Janeiro RJ - Arquivo em Aberto: Sérgio Porto 83 - 97, no Centro Cultural Sérgio Porto
2012 - Rio de Janeiro RJ - 6B Desenho Contemporâneo Brasileiro, no Centro Cultural da Justiça Federal
2012 - Rio de Janeiro RJ - A Primeira do Ano, na Galeria Anita Schwartz
2012 - Rio de Janeiro RJ - E os Amigos Sinceros Também, na Galeria do IBEU Copacabana
2012 - Rio de Janeiro RJ - Novas Aquisições 2010-2012, no MAM
2012 - Porto, Portugal - "...(chamo silêncio à linguagem-que-já-não-é-órgão-de-nada)...", no Espaço T/Quase galeria

Fonte: Itaú Cultural

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