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Carlos Pertuis

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BIOGRAFIA

Carlos Pertuis (Rio de Janeiro RJ 1910 - idem 1977)

Pintor, desenhista, escultor, gravador.

Em 1939, é internado no Hospital da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, após uma visão cósmica do "Planetário de Deus" - segundo seu relato -, que se dá a partir de um reflexo da luz do sol no espelho de seu quarto. Interno do hospital, ele faz desenhos sobre toalhas de papel e os acondiciona em caixas de sapatos. Em 1946, ao saber dessa produção, o pintor Almir Mavignier (1925) o encaminha ao ateliê do Setor de Terapia Ocupacional e Reabilitação - STOR, do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira (antigo Centro Psiquiátrico Pedro II). Pertuis freqüenta o ateliê de pintura e a oficina de encadernação e zela pela limpeza do museu da instituição. Produz cerca de 21.500 obras, de desenhos a gravuras, e participa de mostras individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Parte de sua obra - conservada pelo Museu de Imagens do Inconsciente - integra, em 2005, exposição ocorrida no Ano do Brasil na França. A vida do artista é contada no filme A Barca do Sol, de Leon Hirszman (1937 - 1987).

Comentário Crítico

Carlos Pertuis produz seus trabalhos artísticos entre 1946 e 1977 no ateliê do Setor de Terapia Ocupacional e Reabilitação - STOR do atual do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira (antigo Centro Psiquiátrico Pedro II), no Rio de Janeiro. Trabalha ao lado de outros artistas do ateliê, como Adelina (1916 - 1984), Arthur Amora, Emygdio de Barros (1895 - 1986), Fernando Diniz (1918 - 1999), Isaac (1906 - 1966), Octávio Ignacio (1926 - 1980) e Raphael (1912 - 1979). As pinturas e os desenhos que faz destacam-se pelo amplo domínio do uso da cor e das formas geométricas, pelo repertório de imagens de seres fantásticos e de paisagens imaginárias. A série Seres Fantásticos, s.d., por exemplo, apresenta em cada quadro uma figura que ocupa quase toda a área do papel, destacada, geralmente, de um fundo pontilhado. As imagens da série fazem referências a partes do corpo humano, de animais e elementos celestes que se misturam (rabos, cristas, estrelas, pernas etc.), resultando um ser híbrido invariavelmente bípede.

O crítico Mário Pedrosa (1900 - 1981) refere-se a Carlos Pertuis como "o homem dos contornos precisos, das formas límpidas, bem marcadas, em que o modelado é quase nenhum e o estilo é dado pelo jogo dos contrastes e as exigências de ordem simétrica (...) Para Carlos (...) o universo é uma pura ordem espacial, uma espécie de eternidade sem sucessão, sempre presente, atualizada, despida de qualquer noção temporal (...)".1

Nota
1 Ver PEDROSA, Mário. In: MELLO, Luiz Carlos; SILVEIRA, Nise da; CUNHA, Márcia Leitão da. Brasil Museu de Imagens do Inconsciente: Bilder des Unbewussten aus Brasilien = Images of the unconscious from Brazil =. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1994. p. 161.

Críticas

"Carlos (...) é o homem dos contornos precisos, das formas límpidas bem marcadas, em que o modelado é quase nenhum e o estilo é dado pelo jogo dos contrastes e as exigências de ordem simétrica. Nele o objetivo e o subjetivo tendem a unir-se sob uma organização arquitetônica dominadora. Dentro desta, as formas objetivas ou concretas, quando permanecem intactas, são dobradas a serviço da ordem, de um propósito ideal inconsciente do artista. É que ele tem uma visão de conjunto geralmente nítida, fora do tempo e sem qualquer ligação com o tempo. Para Carlos este não existe. O universo é uma pura ordem espacial, uma espécie de eternidade sem sucessão, sempre presente, atualizada, despida de qualquer noção temporal. A arte de Carlos é severamente formalística e espacial. Não entram nela avaliações de tempo nem motivos de reminiscências. (...) O problema que o empolga é o espaço".
Mário Pedrosa
Museu de Imagens do Inconsciente.  Texto de Nise da Silveira et al. Rio de Janeiro: INSTITUTO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 1980. (Museus brasileiros, 2).

Exposições Individuais

1977 - Rio de Janeiro RJ - Trinta Anos de Pintura de Carlos Pertuis - 1947/1977, no Museu de Imagens do Inconsciente

Exposições Coletivas

1949 - São Paulo SP - 9 Artistas de Engenho de Dentro, no MAM/SP
1950 - Rio de Janeiro RJ - 9 Artistas de Engenho de Dentro, no Salão Nobre da Câmara Municipal
1955 - Neuchâtel (Suíça) - Mostra de Arte Primitiva e Moderna Brasileira, no Museu de Etnografia
1963 - Rio de Janeiro RJ - Mostra, na Galeria Vila Rica

Exposições Póstumas

1987 - Rio de Janeiro RJ - Inumeráveis Estados do Ser, no Paço Imperial
1999 - São Paulo SP - Transcendências: caixas do ser, no Casa das Rosas
2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Imagens do Inconsciente, no Paço Imperial
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

Fonte: Itaú Cultural

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