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Caetano Dias

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BIOGRAFIA

Caetano Dias (Feira de Santana  BA  1959)

Alberto Caetano Dias Rodrigues
Artista visual.

Cursa letras vernáculas na Universidade Católica do Salvador, entre 1985 e 1987. O início de sua carreira artística é marcada pela participação no Grupo Interferências, com realização de murais em espaços públicos em Salvador. Em 1988, realiza a performance Hormônios de uma Cidade, no Teatro do ACBEU e uma pintura mural na Praça de Oxum/Terreiro Casa Branca. Desde 1995, ministra curso de pintura nas oficinas do Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM/BA (Salvador BA). Atualmente, sua obra não privilegia um suporte ou técnica, trabalha com vídeo, pintura, obras tridimensionais, instalação multimídia e fotografia digital. 

Críticas

"O artista recusa o folclore, a superficialidade do óbvio. As pinturas de Caetano recusam a narrativa literária ou os apelos Kitsch. Elas perseguem a essência, a Verdade. Por isso mesmo, a série que o artista apresenta é de uma religiosidade comovente. A sua economia cromática é, na verdade, o território da luz. E toda luz prenuncia a inexorável condenação, as chagas e os mistérios, os santos e os pecadores, a escuridão eterna".
Marcus de Lontra Costa
ATUALMENTE Bahia. Apresentação Heitor Reis; texto Sofia Olszewski Filha, Denise Mattar. Rio de Janeiro: MAM, 1996, p. 4

"A pintura de Caetano Dias, de impressionante riqueza matérica, povoada de terras e de estranhas manchas, de massas e aglutinações de misteriosos pigmentos, revela a emoção interior do espaço interno dos signos. É uma pintura de um fantástica interioridade, de uma aparente história do oculto, que fala da profundidade do sentir e da espessura e grandeza da solidão humana, como só um artista de formação autodidata consegue atingir.

Pintura voltada para a magia do indizível, para o âmago, o vestígio, o pó ou a partícula mínima da matéria em sua essencialidade metafísica, uma força numinosa. Segundo a apaixonante estética da linguagem podemos saudar um vigoroso artista baiano, capaz de pintar as entranhas do mundo, como Cézanne pintava a pintura.

Caetano Dias é um artista raríssimo, de extraordinária cultura perceptiva, com exigências estéticas absolutas, vibração etérea e sublimes contrapontos cromáticos".
Wilson Rocha
DIAS, Caetano. Pinturas e esculturas. Texto Uiara Bartira, Wilson Rocha, Claudius Portugal, Justino Marinho; comentário Marcus de Lontra Costa. Salvador : Paulo Darzé Galeria de Arte, 1999. [24 p. ] il. p&b. , color.

"O processo criativo de Caetano Dias é pautado por uma regularidade e coerência perceptível em toda sua obra, fundado na noção da desconstrução. E essa noção, aqui, pode ser entendida como decompor ou destruir o objeto/imagem para identificar e repotencializar sua multiplicidade de significados, desfazendo os dogmas preestabelecidos pela ideologia ou pela convenção. Esta orientação se evidencia desde a produção pictórica do artista - 'forja' para seus pensamentos em arte - à sua diversificada produção posterior, como nas séries elaboradas a partir de imagens eróticas capturadas na Internet que, retiradas daquele circuito e 'corrigidas' digitalmente, comentavam questões em torno da (não)ética no trânsito da sexualidade e do desejo no limbo virtual da web, abrangendo, por extensão, aspectos do âmbito das relações humanas como a solidão, a incomunicabilidade, o fetiche e o voyeurismo.

O repertório do artista, estruturado a partir de um método colecionista de imagens, memórias e idéias, é marcado pela hibridização, congregando religiosidade e desejo, comportamento, identidade e cultura popular, a matéria e a virtualidade; a ambigüidade é a tônica.

A vivência do artista na pintura - e as lições desconstrutivas ali assimiladas - permanece como impulso seminal para o artista, que no entanto rejeita a postura de pintor stricto sensu. De fato, os suportes e linguagens, diversos em sua trajetória, não se esgotam nem são definitivos; apenas emergem de acordo com a melhor adequação para viabilização desse ou daquela proposta. Assim, Caetano transita livremente da pintura e escultura à instalação multimídia, passando pela fotografia digital e recentes incursões no vídeo".
Guy Amado
JOSÉ Patrício, Caetano Dias. Apresentação Guy Amado. São Paulo: Paço das Artes, 2001.

Depoimentos

"Trabalho como se estivesse revelando uma fotografia. Sei que pintura e fotografia têm materiais e processos diferentes, mas sinto que o sentido de ambas se aproxima. Tenho interesse especial pelo corpo da cor. Não vejo a tinta apenas como cor ou meio técnico. É como se sentisse necessidade, nesse processo de revelação, de dar vida a esse corpo que revelado sangra. Minha pintura não é matérica, mas corpórea. A pintura é um corpo sensível que vive".
Caetano Dias
ATUALMENTE Bahia. Apresentação Heitor Reis; texto Sofia Olszewski Filha, Denise Mattar. Rio de Janeiro: MAM, 1996, p. 4

Acervos

Banco Interamericano de Desenvolvimento - Brasília DF
Casa de las Américas - Havana (Cuba)
Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam - Havana (Cuba)
Museu de Arte Contemporânea - Feira de Santana BA
Museu de Arte Moderna - Salvador BA
Teatro Castro Alves - Salvador BA
Unama. Galeria de Arte - Belém PA

Exposições Individuais

1989 - Salvador BA - Caetano Dias: pinturas, na O Cavalete Galeria de Arte
1993 - Salvador BA - Individual, na Anarte Galeria de Arte
1994 - Havana (Cuba) - Individual, na Casa de las Américas
1995 - Brasília DF - Individual, na Galeria de Arte Rubem Valentim
1995 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA
1999 - Salvador BA - Caetano Dias: pinturas e esculturas, na Paulo Darzé Galeria de Arte
2001 - Salvador BA - Individual, no Instituto Cultural Brasil-Alemanha
2002 - Salvador BA - Sobre a Virgem: estratégias para a perda de sentido, no MAM/BA
2002 - São Paulo SP - Estratégias para a perda de sentido, na Marília Razuk Galeria de Arte
2002 - São Paulo SP - Sobre a Virgem: estratégias para a perda de sentido, no Paço das Artes
2003 - Rio de Janeiro RJ - Sobre a Virgem: estratégias para a perda de sentido, no MAM/RJ
2006 - São Paulo SP - Vestígios, na Marília Razuk Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1986 - Salvador BA - 1º Salão Metanor/Copenor de Artes Visuais da Bahia, no Shopping Iguatemi - premiado
1987 - Salvador BA - Salão de Verão, no Museu de Arte da Bahia - MAB
1988 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Artes Plásticas, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA
1989 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1990 - Salvador BA - Caetano Dias e Carlos Rodrigues: desenhos e pinturas, na Prova do Artista Galeria de Arte
1991 - Salvador BA - Coletiva, no Teatro Castro Alves - TCA
1991 - São Félix BA - 1ª Bienal do Recôncavo, no Centro Cultural Dannemann
1992 - Curitiba PR - Coletiva, na Fundação Cultural de Curitiba - FCC
1992 - Recife PE - 43º Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco, no Museu do Estado de Pernambuco
1993 - Brasília DF - Coletiva, na Galeria Espaço Sebrae
1993 - Santos SP - 4ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão
1994 - Salvador BA - Coletiva, na Fundação Casa de Jorge Amado
1994 - São Paulo SP - Coletiva, na Documenta Galeria de Arte
1994 - São Paulo SP - Coletiva, no Museu de Arte Brasileira - MAB-FAAP
1995 - Salvador BA - 2º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1996 - Cagnes-sur-Mer (França) - 28º Festival de La Painture, no Château-Museé Grimaldi
1996 - João Pessoa PB - Atualmente Bahia, no Núcleo de Arte Contemporânea - NAC
1996 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Neuhoff Gallery
1996 - Nova York (Estados Unidos) - The Brazilian Northeast Contemporary Art, no Liberty St. Gallery
1996 - Olinda PE - Atualmente Bahia, no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco - MAC/PE
1996 - Rio de Janeiro RJ - Atualmente Bahia, no MAM/RJ
1996 - Salvador BA - Atualmente Bahia, no MAM/BA
1996 - Salvador BA - 3º Salão MAM-Bahia, no MAM/BA
1997 - Belém PA - Coletiva, na Universidade da Amazônia. Galeria de Arte
1997 - Brasília DF - Coletiva, na Referência Galeria de Arte
1997 - Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba - Muma
1997 - Miami (Estados Unidos) - Feira Internacional de Arte
1997 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
1998 - Paris (França) - Bahia à Paris: arts plastiques d'aujourd'hui, na Galerie Vivendi
1998 - Salvador BA - Tropicália 30 Anos: 40 artistas baianos, MAM/BA
1999 - Curitiba PR - Arte-Arte Salvador 450 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
1999 - Salvador BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no MAM/BA
1999 - Salvador BA - 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra - MAS
1999 - Santiago (Chile) - Coletiva, no Centro Cultural da Espanha
2000 - Cartagena (Espanha) - Brasil Ahora, no Centro Cultural Ramón Alonso Luzzy
2000 - Buenos Aires (Argentina) - Bienal de Buenos Aires, no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires - Malba
2000 - Salvador BA - 7º Salão da Bahia, no MAM/BA - premiado
2000 - Salvador BA - Beth Sousa, Caetano Dias, Iuri Sarmento, Paulo Pereira, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2001 - Brasília DF - Mostra de Arte Contemporânea, na Caixa Cultural
2001 - Leiria (Portugal) - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, na Galeria 57
2001 - Niterói RJ - O Artista Pesquisador, no Museu de Arte Contemporânea - MAC-Niterói
2001 - Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Santander Cultural
2001 - Salvador BA - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, no MAM/BA
2001 - Salvador BA - 8º Salão da Bahia, no MAM/BA
2001 - Salvador BA - Beth Sousa, Caetano Dias, Stella Carrozzo, Paulo Pereira, Iuri Sarmento, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2001 - São Paulo SP - Rede de Tensão, no Paço das Artes
2002 - Belo Horizonte MG - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Rumos da Nova Arte Contemporânea Brasileira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
2002 - Campinas SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Abertura e Ecos, no Itaú Cultural
2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Campo, no Centro Cultural Justiça Federal
2002 - São Paulo SP - 10 Anos Marília Razuk, na Marília Razuk Galeria de Arte
2002 - São Paulo SP - E(x)tra Bienal, na Extra Arte Contemporânea
2002 - São Paulo SP - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Vertentes da Produção Contemporânea, no Itaú Cultural
2003 - Recife PE - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Entre o Mundo e o Sujeito, na Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj
2003 - Recife PE - Salão da Bahia 1994 - 2002, na Fundaj
2003 - Rio de Janeiro RJ - Palavras Mais, na Galeria Sesc Copacabana
2003 - São Paulo SP - Heterodoxia: edição São Paulo, na Fundação Memorial da América Latina - Fmal
2003 - São Paulo SP - Metacorpos, no Paço das Artes
2004 - Fortaleza CE - Heterodoxia: edição Fortaleza, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
2004 - Porto Alegre RS - Hiper Relações Eletrodigitais, no Santander Cultural
2004 - Vitória ES - Heterodoxia: edição Vitória, na Casa Porto das Artes Plásticas
2004 - Maracaibo (Venezuela) - Bienal Barro de América, no Museo do Camlb
2005 - São Paulo SP - O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira, no Itaú Cultural
2005 - Rio de Janeiro RJ - Nanoexposição, na Galeria Arte em Dobro
2005 - São Paulo SP - Barro de América, no Memorial da América Latina. Galeria Marta Traba
2005 - São Paulo SP - Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP
2005 - São Paulo SP - Convidados do Panorama da Arte Brasileira - MAM/2005, na Marília Mazuk Galeria de Arte
2005 - São Paulo SP - Ocupação, no Paço das Artes
2005 - Colônia (Alemanha) - Discover Brazil, no Museum Ludwig
2005 - Québec (Canadá) - Amérique Barroque, no Fondation Derouin
2006 - São Paulo SP - Paralela 2006, no Pavilhão dos Estados
2006 - Frankfurt (Alemanha) - Interconect@ Between Attention and Immersion, no ZKM Center for Art and Media
2007 - São Paulo SP - Circuito de Fotografia, no Shopping Iguatemi
2007 - São Paulo SP - Por um Fio, no Paço das Artes
2007 - Valencia (Espanha) - Bienal de Valencia
2007 - Campinas SP - Por um Fio, no Espaço Cultural CPFL
2008 - Madri (Espanha) - Arco, no Instituto Feria de Madrid

Fonte: Itaú Cultural

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