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Athos Bulcão

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BIOGRAFIA

Athos Bulcão (Rio de Janeiro RJ 1918 - Brasília DF 2008)

Pintor, escultor e arquiteto.

Em 1939, abandona o curso de medicina para dedicar-se à pintura. Apresentado por Murilo Mendes (1901 - 1975) ao casal Vieira da Silva (1908 - 1992) e Arpad Szenes (1897 - 1985), freqüenta o ateliê deles na década de 1940. Em 1945, trabalha como assistente de Candido Portinari (1903 - 1962) na construção do painel de São Francisco de Assis, na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. Entre 1948 e 1949, vive em Paris com bolsa de estudos concedida pelo governo francês. Realiza cursos de desenho na Académie de La Grande Chaumière e de litografia no ateliê de Jean Pons (1913). De volta ao Rio de Janeiro, ingressa no Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura - MEC, e realiza ilustração de catálogos e livros. Entre 1952 e 1958, dedica-se à realização de fotomontagens. Desde 1952, quando se integra à Companhia Urbanizadora da Nova Capital - Novacap, colabora em projetos do arquiteto Oscar Niemeyer (1907 - 2012). Realiza, entre outros, o projeto de painéis de azulejos e vitrais para a Igreja Nossa Senhora de Fátima e para o Palácio do Itamaraty, em Brasília, e relevos para o Memorial da América Latina, em São Paulo. Leciona na Universidade de Brasília - UnB, entre 1963 e 1965. Desde a década de 1970, trabalha com o arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé (1932), criando relevos e elementos arquitetônicos para a rede de hospitais Sara Kubistchek. Em 1993, é criada a Fundação Athos Bulcão, em Brasília.

Comentário Crítico

Athos Bulcão, em 1939, abandona o curso de medicina para dedicar-se à pintura. Torna-se amigo de Burle Marx (1909 - 1994), Carlos Scliar (1920 - 2001) e Bianco (1918). Apresentado por Murilo Mendes (1901-1975) ao casal Vieira da Silva (1908 - 1992) e Arpad Szenes (1897 - 1985), freqüenta o ateliê deles na década de 1940. Em 1945, trabalha como assistente de Candido Portinari (1903 - 1962), na construção do painel de São Francisco de Assis, na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte.

Entre 1948 e 1950, vive em Paris com bolsa de estudo concedida pelo governo francês. Realiza cursos de desenho na Académie de La Grande Chaumière e de litografia no ateliê de Jean Pons (ca.1913). De volta ao Rio de Janeiro ingressa no Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura - MEC, e realiza ilustração de catálogos e livros, entre estes, O Encontro Marcado e A Cidade Vazia, de Fernando Sabino (1923). Desenha capas para as revistas Brasil Arquitetura Contemporânea e Módulo de Arquitetura e para discos e cenários de peças teatrais.

Em 1952, realiza fotomontagens: recorta imagens fotográficas de origens diversas e monta novos conjuntos, por ele fotografados. Com esse procedimento, obtém unidade de superfície e de tratamento. Suas fotografias surpreendem pela lógica imprevista que surge das imagens associadas. Entre 1954 e 1990, o artista executa séries sobre o carnaval em técnicas diferentes, como a pintura e o relevo policromado.

No fim da década de 1950, com os preparativos para a transferência da capital para Brasília, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer (1907), é requisitado do MEC para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital - Novacap. Torna-se um dos principais artistas a desenvolver uma obra integrada à arquitetura. Trabalha em associação com Oscar Niemeyer e posteriormente com o arquiteto João Filgueiras Lima (1932). Sua obra está ligada aos espaços públicos, entre murais, painéis e relevos para os edifícios do Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Teatro Nacional Claudio Santoro, Palácio do Itamaraty, Palácio do Jaburu, Memorial Juscelino Kubitschek, Capela do Palácio da Alvorada, Hospital Sarah Kubistchek e outros. Em 1971, trabalha com Oscar Niemeyer em projetos na França, Itália e Argélia.

Bulcão potencializa a arquitetura e trabalha peculiaridades oferecidas pelo espaço projetado, as relações deste com a paisagem e com a natureza, como a incidência da luminosidade solar. Em seus azulejos destacam-se a modulação e o grafismo habilmente criados com base nas formas geométricas. Sua obra, inscrita em alguns dos principais edifícios modernos brasileiros, notabiliza-se pelo equilíbrio encontrado nas relações entre arte e arquitetura.

Críticas

"Nos últimos anos a pintura de Athos Bulcão se abre em múltiplos caminhos. O artista condensa experiências, viaja pela sua própria história e se renova em invenções. (...). A síntese é um refinamento de cor, elegância de tratamento de espaço, leveza da matéria e sutilíssimo humor. Num dado momento, Athos Bulcão põe a mão na massa e faz máscaras e bichos. São seres ambivalentes. São como pinturas sobre suportes tridimensionais. Ou relevos e volumes pictóricos. (...) Nas telas mais recentes de Athos Bulcão, o espaço é trabalhado de modo sempre complexo. Não há soluções mecânicas que dominem inteiramente o conjunto. Se numa obra a superfície é quadriculada, a geometria espacial será subvertida pela pintura. (...) Os planos se articulam pela malha, ou se inexistente, pela sua dança no espaço. A coreografia dessas áreas dançantes não é o ritmo do movimento reto e angulado. Seu tempo é complexo: em algumas obras, as áreas retangulares circunvagam no espaço, (...) Os planos se articulam pela presença da cor, que pode estar aqui e lá. Está em áreas de diferentes dimensões. Em tons distintos. A cor em Athos Bulcão tem a dimensão temporal intrínseca na sua formação".
Paulo Herkenhoff
ATHOS Bulcão. Texto de Paulo Herkenhoff. Brasília: Espaço Capital, 1987.

"(...) foram produzidas pelo artista, entre 1952 e 1953, diversas fotomontagens que sendo herdeiras da fértil tradição iniciada por George Grosz e John Heartfield, na Berlim de 1916, só encontram paralelo, no país, em trabalho semelhante feito por Jorge de Lima.
(...)
A cena dessas obras de Athos Bulcão não é, pois, clássica ou surrealista. É antes de tudo cinematográfica. Como nos filmes, resulta da construção de imagens através de fragmentos fotográficos que recriam, em alguma medida, o movimento. Assimila, a partir de procedimentos característicos da fotomontagem muito próximos aos do cinema, uma concepção técnica e uma temporalidade absolutamente comprometida com a lógica das linhas de montagem indispensáveis à indústria. São cenas construídas de modo análogo aos painéis de azulejos que constituem uma das principais vertentes de sua múltipla trajetória artística".
Fernando Cocchiarale
REVISTA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. IPHAN. Fotografia. nº 27, 1998, p. 318. 

Exposições Individuais

1944 - Rio de Janeiro RJ - Individual de desenhos, no Instituto de Arquitetos do Brasil - AIB/RJ
1946 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no IAB/RJ
1948 - Belo Horizonte MG - Individual de desenhos, na Galeria Guignard
1967 - Brasília DF - Individual, na Galeria do Hotel Nacional
1968 - Brasília DF - Individual, na Galeria de Arte Encontro 
1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Décor
1975 - Brasília DF - Individual, na Galeria Múltipla
1978 - Brasília DF - Athos Bulcão: Panorama Geral de Atividades 1943/1978, na Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria GB
1979 - Nova York NY - Estados Unidos - The Machine of The Houses, na Cayman Gallery
1979 - Nova York NY - Estados Unidos - Paintings and Works on Paper, no National Art Center
1979 - Londres - Inglaterra - Drawings, na Canning House Gallery
1982 - Nova York NY - Estados Unidos - Paintings, na Cayman Gallery
1984 - São Carlos SP - Desenhos: New York - São Paulo, no Itaúgaleria 
1984 - São Carlos SP - Desenhos: New York - São Paulo, na Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR
1984 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Saramenha
1985 - São Paulo SP - Pinturas, na Sede Social da Associação Paulista do Ministério Público
1986 - Itapetininga SP - Cores, Formas e Linhas, na Câmara Municipal de Itapetininga  
1987 - São Paulo SP - Geometria Não tradicional III, no Espaço Cultural Almeida Barone
1987 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Saramenha
1987 - Brasília DF - Individual, na Espaço Capital Arte Contemporânea
1989 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte Mônica Filgueiras de Almeida
1990 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Grupo Corpo
1992 - Brasília DF - Individual, no Itaúgaleria
1992 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Saramenha
1992 - Rio de Janeiro RJ - Projetos Arte e Arquitetura, no IAB 
1993 - Brasília DF - Retrospecto, no Palácio do Itamaraty
1994 - Brasília DF - Integração Arte e Arquitetura, no MAB
1995 - São Paulo SP - A Trajetória do Traço, no Centro Universitáro Maria Antonia - USP
1997 - Rio de Janeiro RJ - Fotomontagens, no Paço Imperial
1998 - Rio de Janeiro RJ - Athos Bulcão: uma trajetória plural, Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB/RJ
2002 - Brasília DF - Construção e Poesia, no CCBB
2007 - São Paulo SP - Geometria Não Tradicional IV - Vertical, no Museu Brasileiro de Escultura Marisila Rathsam

Exposições Coletivas

1940 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes
1941 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - prêmio isenção do júri e medalha de prata
1943 - Rio de Janeiro RJ - Dissidentes, Associação Brasileira de Imprensa, no IAB
1944 - Londres (Reino Unido) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts
1944 - Norwich (Reino Unido) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1945 - Bath (Reino Unido) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victory Art Gallery
1945 - Bristol (Reino Unido) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Bristol City Museum & Art Gallery
1945 - Edimburgo (Reino Unido) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery
1945 - Glasgow (Reino Unido) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery
1945 - Manchester (Reino Unido) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery
1946 - Santiago do Chile (Chile) - Pintura Brasileña, no Museo de Bellas Artes
1949 - Paris (França) - Coletiva, na Maison de l´Amerique Latine
1950 - Resende RJ - Mostra Inaugural, no Museu de Arte Moderna de Resende
1965 - Rio de Janeiro RJ - Carnaval Carioca, na Galeria do IBEU
1967 - Brasília DF - Salão Nacional de Brasília
1978 - Brasília DF - 14 Artistas de Brasília, na Galeria Oswaldo Goeldi
1981 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva Nuchy, na Nuchy Galeria de Arte
1984 - Tóquio (Japão) - Exposição Asiática de Arte Moderna
1986 - Brasília DF - Rubem Valentim e Athos Bulcão, na Performance Galeria de Arte
1986 - Brasília DF - Todos de Brasília, no Congresso Nacional
1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Hotel Internacional, na Galeria de Arte do Banerj
1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Pensão Mauá, na Galeria de Arte do Banerj 
1988 - São Paulo SP - Arte Atual de Brasília, no MAB/Faap
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - São Paulo SP - Branco Dominante, na Galeria de Arte de São Paulo
1993 - Brasília DF - Athos Bulcão, Rubem Valentim, Tomie Ohtake, no Espaço Cultural 508 Sul
1993 - Brasília DF - Triângulo, no Espaço Cultural 508 Sul
1993 - Rio de Janeiro RJ - 23º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/RJ
1993 - Rio de Janeiro RJ - Paixão do Olhar, no MAM/RJ
1994 - Lisboa (Portugal) - Além da Taprobana: a figura humana nas artes plásticas dos países de língua portuguesa, na Sociedade Nacional de Belas Artes
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1995 - Lausanne (Suiça) - Rio: Mistérios e Fronteiras, no Musée de Pully
1995 - Rio de Janeiro RJ - Além da Taprobana: a figura humana nas artes plásticas dos países de língua portuguesa, no MAM/RJ
1996 - Rio de Janeiro RJ - Rio: Mistérios e Fronteiras, no MAM/RJ
1998 - Brasília DF - Arte Pública em Brasília, Fundação Athos Bulcão
1998 - Brasília DF - Cien Recuerdos para Garcia Lorca, no Espaço Cultural 508 Sul
1998 - Brasília DF - Panorama das Artes Visuais no Distrito Federal, no Palácio do Itamaraty
1998 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Artes Plásticas, na Funarte
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo - Paratodos, no Itaú Cultural
2000 - Niterói RJ - Coleção Sattamini: dos materiais às diferenças internas, no MAC/Niterói
2002 - Brasília DF - Arte Contemporânea Brasília 2002, no Arte Futura e Companhia
2002 - Brasília DF - Fragmentos a Seu Ímã, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio
2002 - Brasília DF - JK - Uma Aventura Estética, no Conjunto Cultural da Caixa
2002 - Porto Alegre RS - Apropriações/Coleções, no Santander Cultural
2002 - Rio de Janeiro RJ - Artefoto, no CCBB
2002 - São Paulo SP - A Forma e a Imagem Técnica na Arte do Rio de Janeiro: 1950-1975, no Paço das Artes
2002 - São Paulo SP - Visões e Alumbramentos: fotografia contemporânea brasileira da coleção Joaquim Paiva, na Oca
2003 - Brasília DF - Artefoto, no CCBB
2003 - Rio de Janeiro RJ - Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
2004 - São Paulo SP - Obra em Processo, no MAC/USP
2005 - São Paulo SP - Chapel Art Show, na Escola Maria Imaculada Chapel School
2005 - Santos SP - III Mostra Darcy Penteado de Arte, no Museu do Café
2005 - Hasselt Bélgica - Scents: Locks: Kisses, no Centro de Arte Hasselt
2005 - Jundiaí SP - Pequenas Grandes Obras, na Sala Multimeios
2005 - Jundiaí SP - Pequenas Grandes Obras, no Cultural Blue Life 
2005 - Atibaia SP - Pequenas Grandes Obras, na Pinacoteca Municipal de Atibaia
2005 - São Paulo SP - Caderno de Notas Vlado, 30 anos, na Pinacoteca do Estado
2006 - São Paulo SP - Alma de Artista, no SESC Pompéia
2006 - São Paulo SP - Olha a Bola!, no Shopping Center Ligth
2006 - São Paulo SP - Off Bienal 2, no Museu Brasileiro da Escultura - MuBE
2006 - São Paulo SP - Chapel Art Show, na Escola Maria Imaculada Chapel School
2007 - São Paulo SP - Pequenas Grandes Obras, no Sesc - Santana

Fonte: Itaú Cultural

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