Escritoriodearte.com > Artistas > Antonio Maluf

Antonio Maluf

Antonio Maluf

OBRAS DO ARTISTA

Antonio Maluf - Sem Titulo


Sem Titulo

Técnica: pintura sobre veludo
Data:
Medida: 85 x 85 cm
Comentários:

Preço: Sob Consulta
Antonio Maluf - Sem Título


Sem Título

Técnica: caneta hidrocor sobre tecido aveludado
Data: 1961
Medida: 245 x 115 cm
Comentários: ass. inf. dir.


Preço: Sob Consulta
Antonio Maluf - Sem Título


Sem Título

Técnica: técnica mista sobre tecido
Data:
Medida: 83 x 120 cm
Comentários:

Preço: Sob Consulta

BIOGRAFIA

Antonio Maluf (São Paulo SP 1926 - idem 2005)

Pintor, desenhista e artista gráfico.

Antonio Maluf iniciou seus estudos em engenharia civil e passou posteriormente a cursar a Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, dirigida por Flávio Motta (1916). Realizou também cursos de pintura com Waldemar da Costa (1904 - 1982) e Flexor (1907 - 1971). Estudou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, com Poty (1924 - 1998) e Darel (1924). Frequentou o primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC do Masp, onde é aluno de Sambonet (1924 - 1995), entre outros. Nessa época, entra em contato com a arte construtiva, por meio da obra de Max Bill (1908 - 1994), apresentada na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e no Masp, em 1952. A tendência construtiva caracteriza sua atividade como artista, designer gráfico e programador visual. Vence o concurso para o cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e este é considerado um marco do design gráfico no país. O artista utiliza vários suportes e realiza pinturas murais e elementos modulares, atuando em colaboração com arquitetos como Vilanova Artigas (1915 - 1985), entre outros.

Comentário Crítico

Antonio Maluf estudou na Escola Livre de Artes Plásticas em São Paulo, na década de 1940 também cursou pintura nos ateliês de Waldemar da Costa (1904 - 1982)  e Flexor (1907 - 1971). Em 1951, matricula-se no primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Entre os colegas do IAC, encontram-se futuros grandes designers e artistas concretos brasileiros como Alexandre Wollner (1928) e Maurício Nogueira Lima (1930 - 1999).

Maluf seguiu uma trajetória singular, pois apesar de adotar a linguagem construtiva, compartilhada por vários artistas a partir da década de 1950, não se vincula a nenhum grupo. Elabora, em 1951, um de seus primeiros trabalhos concretos, Equação dos Desenvolvimentos em Progressões Crescentes e Decrescentes, que é adaptado para participar do concurso de cartazes da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Ele vence o concurso e seu trabalho é considerado um marco no design gráfico brasileiro. O cartaz traz retângulos que se adensam, à medida em que são reduzidos, em direção ao centro do papel. Apresenta assim uma vibração ótica resultante da sugestão de movimento criada pelas linhas paralelas. Já nas séries Progressões Crescentes e Decrescentes, o artista cria um ritmo que parece se ampliar ao infinito, pela repetição de uma mesma estrutura geométrica.

Maluf utiliza variados suportes, dedicando-se a pinturas murais em azulejos e estampas para tecidos, sempre norteados por sua visão da arte concreta. Na opinião da crítica Regina Teixeira de Barros, a produção de Antonio Maluf baseia-se no conceito da equação dos desenvolvimentos, estabelecendo uma relação de igualdade entre os elementos da linguagem artística e o suporte sobre o qual eles são aplicados. Nos murais criados, por exemplo, para o edifício Vila Normanda, no centro de São Paulo, a disposição dos azulejos que servem como suporte é proporcional à utilizada nos retângulos que constituem o mural. Através de variações possíveis, obtidas pela divisão de retângulos em doze unidades, o artista lida com princípios de equilíbrio e contrastes de cores, criando ritmos rigorosamente elaborados.

Como designer, elabora cartazes, logomarcas, padronagens de tecido, projetos para outdoors e integra sua obra gráfica a projetos de arquitetura. Cria murais e elementos modulares, colaborando com arquitetos como, por exemplo, Vilanova Artigas (1915 - 1985). A tendência construtiva caracteriza sua trajetória como artista e suas atividades de designer e programador visual. Com seus trabalhos, colabora para a transformação da identidade visual da cidade de São Paulo, integrando a arte às atividades relacionadas ao cotidiano da população.

Exposições Individuais

2002 - São Paulo SP - Individual, no Centro Universitário Maria Antonia 

Exposições Coletivas

1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon - prêmio de cartaz
1953 - Petrópolis RJ - 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha
1965 - Punta Del Este (Argentina) - 1ª  Bienal de Arte Aplicada
1965 - São Paulo SP - Propostas 65, no MAB/Faap
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1970 - São Paulo SP - Arte Fantástica, na Galeria Seta
1977 - São Paulo SP - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado
1977 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall
1984 - Rio de Janeiro RJ - I Exposição Nacional de Arte Abstrata-Hotel Quitandinha 1953, na Galeria de Arte Banerj
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura, na Fundação Bienal
1987 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, na Fundação Nacional de Arte. Centro de Artes
1987 - São Paulo SP - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, no MAB/Faap
1991 - São Paulo SP - Construtivismo: Arte Cartaz 40, 50, 60, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte.O Consumo - Metamorfose do Consumo, no Itaú Cultural
1999 - São Paulo SP - Década de 50 e seus Envolvimentos, na Jo Slaviero Galeria de Arte
2000 - São Paulo SP - O Bardi dos Artistas, na Galeria Marta Traba. Memorial da América Latina
2000 - Valencia (Espanha) - De la Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no IVAM. Centre Julio Gonzáles
2002 - Rio de Janeiro RJ - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ
2002 - São Paulo SP - Da Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no MAB/Faap
2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake
2002 - São Paulo SP - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/SP
2003 - Cidade do México (México) - Cuasi Corpus: arte concreto y neoconcreto de Brasil: una selección del acervo del Museo de Arte Moderna de São Paulo y la Colección Adolpho Leirner, no Museo Rufino Tamayo
2004 - São Paulo SP - Construtivos e Cinéticos, na Galeria Berenice Arvani
2004 - Niterói RJ - Modernidade Transitiva, no MAC/Niterói
2004 - São Paulo SP - Versão Brasileira, na Galeria Brito Cimino
2005 - Petrópolis RJ - Expresso Abstrato, no Museu Imperial

Fonte: Itaú Cultural

VEJA TAMBÉM

Aldo Bonadei - Cidade
Cidade
Mario Zanini - Paisagem
Paisagem
Maria Tereza Louro - Ave Moça, Linha Nova Manhã
Ave Moça, Linha Nova Manhã
Caciporé Torres - Sem Título
Sem Título