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Antonio Maluf

Antonio Maluf

OBRAS DO ARTISTA

Antonio Maluf - Sem Título

Sem Título

guache e acrílica sobre cartão colado em madeira
1970
28 x 28 cm
Participou da exposição "Antonio Maluf, construções de uma equação", curadoria de Fabio Magalhães, na Galeria Frente, 2016, reproduzido no livro da mostra na pág. 112.

Preço: Sob Consulta
Antonio Maluf - Sem Título

Sem Título

anilina colorida sobre tecido aveludado
1961
245 x 115 cm
ass. inf. dir.
Participou da exposição "Antonio Maluf, construções de uma equação", curadoria de Fabio Magalhães, na Galeria Frente, 2016, reproduzido no livro da mostra na pág. 137.

Preço: Sob Consulta
Antonio Maluf - Sem Título

Sem Título

técnica mista sobre tecido
83 x 120 cm

Preço: Sob Consulta

BIOGRAFIA

Antonio Maluf (São Paulo SP 1926 - idem 2005)

Pintor, desenhista e artista gráfico.

Antonio Maluf iniciou seus estudos em engenharia civil e passou posteriormente a cursar a Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, dirigida por Flávio Motta (1916). Realizou também cursos de pintura com Waldemar da Costa (1904 - 1982) e Flexor (1907 - 1971). Estudou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, com Poty (1924 - 1998) e Darel (1924). Frequentou o primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC do Masp, onde é aluno de Sambonet (1924 - 1995), entre outros. Nessa época, entra em contato com a arte construtiva, por meio da obra de Max Bill (1908 - 1994), apresentada na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e no Masp, em 1952. A tendência construtiva caracteriza sua atividade como artista, designer gráfico e programador visual. Vence o concurso para o cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e este é considerado um marco do design gráfico no país. O artista utiliza vários suportes e realiza pinturas murais e elementos modulares, atuando em colaboração com arquitetos como Vilanova Artigas (1915 - 1985), entre outros.

Comentário Crítico

Antonio Maluf estudou na Escola Livre de Artes Plásticas em São Paulo, na década de 1940 também cursou pintura nos ateliês de Waldemar da Costa (1904 - 1982)  e Flexor (1907 - 1971). Em 1951, matricula-se no primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Entre os colegas do IAC, encontram-se futuros grandes designers e artistas concretos brasileiros como Alexandre Wollner (1928) e Maurício Nogueira Lima (1930 - 1999).

Maluf seguiu uma trajetória singular, pois apesar de adotar a linguagem construtiva, compartilhada por vários artistas a partir da década de 1950, não se vincula a nenhum grupo. Elabora, em 1951, um de seus primeiros trabalhos concretos, Equação dos Desenvolvimentos em Progressões Crescentes e Decrescentes, que é adaptado para participar do concurso de cartazes da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Ele vence o concurso e seu trabalho é considerado um marco no design gráfico brasileiro. O cartaz traz retângulos que se adensam, à medida em que são reduzidos, em direção ao centro do papel. Apresenta assim uma vibração ótica resultante da sugestão de movimento criada pelas linhas paralelas. Já nas séries Progressões Crescentes e Decrescentes, o artista cria um ritmo que parece se ampliar ao infinito, pela repetição de uma mesma estrutura geométrica.

Maluf utiliza variados suportes, dedicando-se a pinturas murais em azulejos e estampas para tecidos, sempre norteados por sua visão da arte concreta. Na opinião da crítica Regina Teixeira de Barros, a produção de Antonio Maluf baseia-se no conceito da equação dos desenvolvimentos, estabelecendo uma relação de igualdade entre os elementos da linguagem artística e o suporte sobre o qual eles são aplicados. Nos murais criados, por exemplo, para o edifício Vila Normanda, no centro de São Paulo, a disposição dos azulejos que servem como suporte é proporcional à utilizada nos retângulos que constituem o mural. Através de variações possíveis, obtidas pela divisão de retângulos em doze unidades, o artista lida com princípios de equilíbrio e contrastes de cores, criando ritmos rigorosamente elaborados.

Como designer, elabora cartazes, logomarcas, padronagens de tecido, projetos para outdoors e integra sua obra gráfica a projetos de arquitetura. Cria murais e elementos modulares, colaborando com arquitetos como, por exemplo, Vilanova Artigas (1915 - 1985). A tendência construtiva caracteriza sua trajetória como artista e suas atividades de designer e programador visual. Com seus trabalhos, colabora para a transformação da identidade visual da cidade de São Paulo, integrando a arte às atividades relacionadas ao cotidiano da população.

Exposições Individuais

2002 - São Paulo SP - Individual, no Centro Universitário Maria Antonia 

Exposições Coletivas

1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon - prêmio de cartaz
1953 - Petrópolis RJ - 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha
1965 - Punta Del Este (Argentina) - 1ª  Bienal de Arte Aplicada
1965 - São Paulo SP - Propostas 65, no MAB/Faap
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1970 - São Paulo SP - Arte Fantástica, na Galeria Seta
1977 - São Paulo SP - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado
1977 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall
1984 - Rio de Janeiro RJ - I Exposição Nacional de Arte Abstrata-Hotel Quitandinha 1953, na Galeria de Arte Banerj
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura, na Fundação Bienal
1987 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, na Fundação Nacional de Arte. Centro de Artes
1987 - São Paulo SP - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, no MAB/Faap
1991 - São Paulo SP - Construtivismo: Arte Cartaz 40, 50, 60, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte.O Consumo - Metamorfose do Consumo, no Itaú Cultural
1999 - São Paulo SP - Década de 50 e seus Envolvimentos, na Jo Slaviero Galeria de Arte
2000 - São Paulo SP - O Bardi dos Artistas, na Galeria Marta Traba. Memorial da América Latina
2000 - Valencia (Espanha) - De la Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no IVAM. Centre Julio Gonzáles
2002 - Rio de Janeiro RJ - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ
2002 - São Paulo SP - Da Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no MAB/Faap
2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake
2002 - São Paulo SP - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/SP
2003 - Cidade do México (México) - Cuasi Corpus: arte concreto y neoconcreto de Brasil: una selección del acervo del Museo de Arte Moderna de São Paulo y la Colección Adolpho Leirner, no Museo Rufino Tamayo
2004 - São Paulo SP - Construtivos e Cinéticos, na Galeria Berenice Arvani
2004 - Niterói RJ - Modernidade Transitiva, no MAC/Niterói
2004 - São Paulo SP - Versão Brasileira, na Galeria Brito Cimino
2005 - Petrópolis RJ - Expresso Abstrato, no Museu Imperial

Fonte: Itaú Cultural

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