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Antônio Cândido de Menezes

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BIOGRAFIA

Antônio Cândido de Menezes

Porto Alegre, 1828 – 5 de agosto de 1908.

Pintor, desenhista e professor de arte brasileiro, ativo no final do século XIX.

Nasceu em Porto Alegre em 1828, onde fez seus primeiros estudos artísticos com grandes esforços, uma vez que provinha de família pobre. Decidido a desenvolver uma carreira, partiu em 1845 para o Rio de Janeiro, amparado por uma subvenção do governo estadual, a fim de ingressar na Academia Imperial de Belas Artes.

Lá se revelou um aluno brilhante, obtendo a Grande Medalha de Ouro por duas vezes e umaGrande Medalha de Prata, além de diversas menções honrosas, incluindo uma segunda colocação, em 1851, na relação de artistas exemplares, logo atrás de Victor Meirelles. Diplomou-se como pintor histórico em 6 de março de 1854, provavelmente passando a se dedicar ao ofício, embora até seu retorno à capital gaúcha haja em verdade escassas referências sobre sua atuação.

Voltando, pois, ao Rio Grande em 1870, foi recebido com grandes elogios pela imprensa local, e instalou um atelier na Praça da Alfândega, onde produzia telas e desenhos e dava aulas. Em 1871 realizou um retrato do general Bento Martins que recebeu aplauso generalizado, que se repetiu no ano seguinte com uma cena regionalista.

Em 1875 participou com grande sucesso na seção de arte da Grande Exposição Industrial e Comercial, expondo dez trabalhos próprios além de obras de alunos seus. A partir deste evento sua posição se consolidou, e sua freguesia se ampliou consideravelmente, passando a receber numerosas encomendas sobretudo de retratos, tanto em pintura como em desenho, dentre os quais dois de Gaspar da Silveira Martins e outros dois do Visconde de Rio Grande, além de diversos outros de importantes personalidades locais e estaduais.

Como as encomendas se multiplicassem, em 1883 chegou a adoecer por excesso de trabalho, abandonando as atividades artísticas até o ano seguinte, quando retomou a carreira com o bom êxito que já lhe era familiar, produzindo retratos do Visconde de Pelotas, do Imperador Dom Pedro II, do Duque de Caxias, do general José Gomes Portinho e outras figuras insignes, além de um sem número de outros para a elite local.

Entre 1888 e 1891 ocorre um novo hiato em sua trajetória, do qual ressurgiria com forças renovadas e produzindo uma grande quantidade de trabalhos, dos quais se destacam os retratos do Visconde de Pelotas e o de Dom Sebastião Dias Laranjeira.

No final do século, com a crescente concorrência que a fotografia trouxe para a retratística tradicional, começou a perder terreno, as encomendas diminuíram, e encontrou-se à beira da pobreza após uma vida de glórias. A partir daí sua vida, seu talento e seu prestígio entraram em franco declínio, vindo a falecer em 5 de agosto de 1908, depois de anos de sofrimento com doenças, fracassos artísticos e desconsideração por parte de seu antigo público.

Fonte: Wikipedia

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