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Alex Flemming

Alex Flemming

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BIOGRAFIA

Alex Flemming (São Paulo SP 1954)

Pintor, escultor e gravador.

Freqüenta o curso livre de cinema na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, entre 1972 e 1974. Cursa serigrafia com Regina Silveira (1939) e Julio Plaza (1938-2003), e gravura em metal com Romildo Paiva (1938), em 1979 e 1980. Na década de 1970, realiza filmes de curtas-metragens e participa de festivais. Em 1981, viaja para Nova York, onde permanece por dois anos e desenvolve projeto no Pratt Institute, com bolsa de estudos da Fulbright Foundation. A partir dos anos 1990, realiza intervenções em espaços expositivos e pinturas de caráter autobiográfico. Passa também a recolher móveis como cadeiras e poltronas, para utilizar em seus trabalhos, aplicando sobre eles tintas e letras ou textos. É professor da Kunstakademie de Oslo, na Noruega, entre 1993 e 1994. Reside na Alemanha a partir de 1995, e continua expondo freqüentemente no Brasil. Em 1998, realiza painéis em vidro para a Estação Sumaré do Metrô de São Paulo, com fotos de pessoas comuns, às quais sobrepõe com letras coloridas trechos de poemas de autores brasileiros. A representação do corpo humano e os mapas de regiões em conflito estão na série Body Builders (2001-2002). Em 2002, são publicados os livros Alex Flemming, pela Edusp, organizado por Ana Mae Barbosa, com textos de diversos especialistas em artes visuais, e Alex Flemming, uma Poética..., de Katia Canton, pela editora Metalivros, e, em 2005, o livro Alex Flemming - Arte e História, de Roseli Ventrella e Valéria de Souza, pela Editora Moderna.

Comentário crítico

Alex Flemming dedica-se inicialmente à gravura, à fotografia e à pintura, realizando, em 1983, uma série de grandes quadros que têm como referência fotografias de corpos vigorosos. Em 1990, sua produção é marcada por uma nova orientação: passa a realizar também intervenções, expondo, na escadaria do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), diversas cabeças de boi empalhadas, pintadas de azul metálico, encaixadas em latas de lixo brancas invertidas.

No começo dos anos 1990, realiza algumas séries de pinturas com caráter autobiográfico, que têm como suporte suas próprias roupas. Posteriormente, passa a recolher e pintar, cadeiras, poltronas e sofás usados, nos quais posteriormente aplica letras, que formam textos retirados de notícias de jornais, deslocando assim a relação preestabelecida com esses objetos. Já em Body Builders (2001-2002), fotografa corpos jovens e esbeltos para em seguida desenhar, sobre essas imagens, mapas de áreas de conflitos e de guerras, como, por exemplo, aquelas do Oriente Médio ou da região de Chiapas, no México.

O uso de caracteres gráficos sobre fotografias de pessoas também está presente em um dos seus mais destacados trabalhos: os painéis da Estação Sumaré do Metrô de São Paulo. Compostos por fotos de pessoas comuns, a cada uma delas foi atribuído um poema, escrito em letras meio borradas, com alguns trechos invertidos ou ausentes, o que não impossibilita totalmente a compreensão do texto.

Críticas

"Artista do mundo contemporâneo, Alex Flemming, embora jovem, revela já um espírito muito amadurecido, traduzido em sua obra, toda ela uma reflexão sobre o homem, que se evidencia na persistência com que aborda o corpo humano, focalizado em ampliações das diferentes partes. Seu percurso artístico sempre esteve ligado à experimentação das novas mídias. (...) Seu trabalho realiza o entrosamento de processos artesanais com pós-industriais. Suas pesquisas sempre procuram a apropriação dos meios mais avançados, como na XVII Bienal Internacional de São Paulo, quando realizou experiências em videotexto. A elaboração de seus quadros é muito complexa, toda ela executada pelo próprio artista. Suas ampliações fotográficas são transformadas em enormes fotolitos (´feitos por mim mesmo´, diz ele) e impressos por meio de serigrafia fotográfica. Nesse processo transforma o aspecto erótico em múltiplas leituras, mas persiste o lado orgânico, que passa a apresentar, em sua nova dimensão, uma carga emotiva muito intensa".
Ilsa Leal Ferreira
A COR e o desenho do Brasil. São Paulo: Centro Brasileiro de Projetos de Arte, 1984.

"Em realidade, penso que duas trajetórias se cruzam na evolução da obra de Flemming nos últimos anos. Por volta de 1983, ele elabora grandes quadros partindo de fotografias de corpos vigorosos de pessoas vivas. A seguir, deixa a fotografia de modelos vivos e procura modelos gráficos de séculos passados (...). Agora as múmias: ele recua cada vez mais no passado, passa do corpo vivo ao corpo relíquia, enquanto as figuras se simplificam ao se tornarem planas, de cores lisas, que se posicionam num primeiro plano ostensivo - ameaçadas, porém, pelo fundo. Ameaçadas ou não: pois, talvez, o grande desejo da figura seja tornar-se fundo. Mas um desejo contra o qual é certamente necessário lutar. No entanto, viraremos fundo e o melhor que nos espera é nos tornarmos herança. Alex Flemming trabalha o espaço e o tempo vacilantes entre a figura e o fundo. (...) a pintura de Flemming não é predominantemente conceitual. Ela me seduz pelo esplendor visual, sua riqueza cromática, a sensualidade da matéria, o efeito tátil, as alterações de brilho e de volume da luz que incidem sobre a tinta metálica e uma indiscutível grandiloqüência".
Jean-Claude Bernardet
ALEX Flemming. Lisboa: Galerias de Exposições Temporárias/Fundação Calouste Gulbenkian, 1988.

"Do que existe nas profundezas da emoção ou nos lamaçais do inconsciente - de dentro de nós - ao que poderia quem sabe existir fora de nos, Alex Flemming tira o material de sua criação. Não é à toa que, por trás das cores ígneas, contrastantes, remetendo à modernidade dos neons, na sua força grotesca, estas figuras parecem ao mesmo tempo estranhamente primitivas. Como desenhos rupestres, eternizando incompreensíveis visitantes alienígenas ou atormentados (e igualmente incompreensíveis) demônios da mente. Inspirado em gravuras do século XVII de Ulysses Aldrovandi, o trabalho de Flemming - depois de passear pelo corpo humano, por figuras sacras e mitológicas - encontra agora nessas imagens uma outra linha de coerência e evolução. Explícitas, enormes, agressivamente coloridas e sem nenhum intimismo, elas materializam simbolicamente as fantasias há séculos na mente humana. E incomodam, ao nos ameaçar com a materialidade da loucura de nossa própria condição".
Caio Fernando Abreu
BARBOSA, Ana Mae (org.). Alex Flemming. São Paulo: Edusp, 2002.

Alex Flemming e seus tapetes voadores que questionam ocidentes e orientes

Desmontar, desconstruir, desvestir, descascar, raspar, misturar, sobrepor, repor, refazer, recuperar, revestir, renomear, construir, reconstruir, reutilizar, colar, recolar, a arte do paulista Alex Flemming prima pela produção em permanente processo, em um denso trabalho que explora as extensões e os limites do tema e do material.
Uma mescla de idéias inusitadas –de indecifráveis textos, estranhas texturas, diferentes suportes e tintas berrantes. Uma arte provocativa, feita de corpos estampados ou corpos des-reconstruídos, de móveis, objetos e roupas revestidos de cores metálicas, de animais empalhados, coloridos etc.

Pensando e compondo em série, há no trabalho de Alex Flemming a preocupação com o fazer e com o documentar os passos, em organizar as etapas e até em mostrar o processo da produção que, na tela e em outros suportes, aparece às vezes de forma camuflada, às vezes se escancarando, em uma tradução do mundo e de si. Muitas dessas séries são recombinadas em diferentes cores, texturas e suportes, propondo-nos uma gama de possibilidades de leitura.

Um novo conceito de beleza? Mais do que isso, trata-se de um jogo entre a transparência, a espessura e o que está escondido. E o que toda essa produção espelha é a própria trajetória do artista, um exilado voluntário.

Vivendo entre duas caóticas metrópoles –São Paulo e Berlim–, Flemming fala de seu trabalho de modo provocativo e apaixonado. Ele conta suas inquietações e reflexões referentes à vida e à morte, à temas políticos e culturais, retratados em sua obra de uma forma pouco convencional, como se o objeto artístico, este sim, fosse seu elo de encontro com a vida, entre mundos, países e temas, em um vir-a-ser do artista e da obra. Uma recorrência de que a arte imita a vida?

Nessa nação artística, o corpo é um assunto constante. Desde a década de 80 o artista retrata ou utiliza o corpo humano, ora como tema, ora como suporte para a discussão de temas políticos, sociais e culturais.

Há, em seu trabalho, uma reflexão sobre o corpo e sobre o humano, sobre o corpo vivo e o morto, sobre o uso do corpo como identidade, como ausência ou como memória. Enfim, pode-se dizer que Flemming tem no corpo e suas possibilidades de significação e ressignificação um de seus principais focos.

A beleza do corpo humano é carnalmente explorada na tela “Torso”, de 1983. Esse quadro apresenta um peito masculino nu, repartido em quatro retângulos, emoldurados por diferentes cores e texturas, em uma reverência ao corpo vivo e exuberante ou como um convite ao prazer, ao sexo e à vida. Aqui, assim como em outros trabalhos onde aparece a figura desnudada, o artista mostra, discute e homenageia o corpo em sua aparência física, em sua pujança e no apelo erótico que o nu desperta.

O corpo humano pode ainda servir de suporte para a denúncia-crítica da sociedade contemporânea, como as fotos retrabalhadas da série “Body Builders”, de 2002, na qual o artista imprime, sobre peles de corpos atléticos, mapas de regiões do mundo em conflito.

Novamente o nu, desta vez gigantescamente elevado, espacializado e carnavalescamente colorido, que denuncia visual e verbalmente. Nessa série de corpos modelados, a contemporaneidade da obra do artista aparece na forma de seu engajamento com a história, com a tecnologia e com a arte.

O corpo humano presente e em foco também aparece nas gigantescas fotos de personagens anônimos, como nos documentos burocráticos, sobre as quais o artista respinga letras coloridas, que formam poemas de autores consagrados, em um trabalho de 1998.

Montando outdoors na estação Sumaré do metrô paulista, em 44 telas de vidro transparente, Flemming elabora um código para o usuário decifrar o que está es/inscrito sobre as fotos, pondo ordem em sua percepção. Nessa série, o artista destaca rostos da multidão, fazendo um comentário à indiferenciação social e ao anonimato.

O corpo também se torna memória ou relíquia na tela “Múmia”, de 1988. Trata-se de uma metaforização das figuras tradicionais de múmias, a partir de uma idéia já estabelecida culturalmente, mas que é aqui reelaborada em uma versão translúcida, perpassada por um fundo de pinceladas em tons claros, etéreos. São três figuras-múmias “quase” espirituais, suspensas na tela, prontas para o reverenciamento do receptor, seja por ele estar diante dos segredos que a múmia esconde, seja pela idéia de morte e eternidade do corpo que essas figuras sugerem.

Há ainda a série de corpos religiosos. Nessa série, o artista toma exemplos de imagens religiosas populares e as reveste com cores, texturas e recortes inusitados. Na tela “Anjo”, de 1984, por exemplo, Flemming trabalha sobre oito retângulos que, juntos, mostram o contorno da figura de um anjo. Fundo e figura se misturam através das cores fortes, das pinceladas coloridas e da própria montagem das oito partes, compondo uma sobreposição de informações visuais, onde a interferência cria o signo novo.

Flemming é um artista que se rende ao corpo humano. Em uma nova forma de apresentar e de representar o corpo, sua obra toma o corpo físico como figura, como identidade, coloca-o em um pedestal e o reverencia, seja enfatizando-o plasticamente, seja transformando-o para além de suas fronteiras naturais, seja expandindo ou dilacerando o corpo ou suas partes.

O corpo de Alex Flemming assume identidades variadas e pode estar até ausente, como na série das roupas coloridas metalicamente, mas é sempre belo e vivo, porque é provocativo, diverso, distinto, humano. É um corpo que sai da multidão, do apagamento social e cultural e se torna centro, tema e obra. Seu mais recente trabalho revela um engajamento político. Na inédita produção “Tapetes Voadores”, Alex Flemming manifesta sua indignação frente a atos extremistas, aflorando um sentimento que é compartilhado por qualquer cidadão sensato do planeta.

A inauguração da exposição “Flying Carpets”, na Galeria Sylvio Nery, coincidiu provocativamente com o segundo aniversário dos atentados que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York.

Fazendo uma alusão aos milenares tapetes voadores orientais das “Mil e Uma Noites” e à moderna tecnologia da aeronáutica ocidental, os gigantescos aviões construídos pelo artista com pedaços de tapetes orientais instauram a denúncia e rememoram a questão Oriente versus Ocidente que tanto perturba este início do século 21.
Maria Teresa Santoro
Exposição “Flying Carpets”

Acervos

Art Museum of Latin American - Washington (Estados Unidos)
Birmingham Museum of Art - Birmingham (Inglaterra)
Casa da Gravura - Curitiba PR
Casa de las Américas - Havana (Cuba)
Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa (Portugal)
Ibero-Amerikaanisches Institut - Berlim (Alemanha)
Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP) - São Paulo SP
Museo de Arte Americano - Maldonado
Museo Nacional de Bellas Artes de Chile - Santiago do Chile (Chile)
Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (MAB/Faap) - São Paulo SP
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) - São Paulo SP
Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC/PR) - Curitiba PR
Museu de Arte de Brasília (MAB/DF) - Brasília DF
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) - São Paulo SP
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam) - Recife PE
Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) - São Paulo SP
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) - Rio de Janeiro RJ
Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) - Rio de Janeiro RJ
Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp) - São Paulo SP
University of Essex Collection fo LatinAmerican Art - Colchester

Exposições Individuais

1977 - São Paulo SP - Individual, Espaço Grife
1980 - Ribeirão Preto SP - Individual, Itaúgaleria
1980 - São Paulo SP - Individual, Masp
1981 - São Paulo SP - Individual, Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1981 - Tel Aviv (Israel) - Individual, Centro Cultural Brasil-Israel
1983 - Barcelona (Espanha) - Individual, Galeria Metronom
1983 - São Paulo SP - Individual, Galeria de Arte São Paulo
1984 - Rio de Janeiro RJ - Alex Flemming: pinturas, Galeria Cesar Aché
1984 - São Paulo SP - Individual, CCSP
1985 - Berlim (Alemanha) - Individual, Galeria Steigenberge
1985 - São Paulo SP - Individual, Paço das Artes
1987 - Rio de Janeiro RJ - Individual, Galeria Montesanti Roesler
1987 - São Paulo SP - Individual, Galeria Montesanti
1988 - Chicago (Estados Unidos) - Individual, Latino Arts Coalition
1988 - Lisboa (Portugal) - Individual, Museu Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian
1988 - Rio de Janeiro RJ - Individual, Centro Cultural Candido Mendes
1989 - São Paulo SP - Pinturas: 10 dias de instalações itinerantes, em caminhões pelas ruas da cidade
1990 - São Paulo SP - Um Ritual de Passagem, Masp
1990 - Washington (Estados Unidos) - Brazilian Artist Alex Flemming, Museum of Modern art Latin America
1991 - Belo Horizonte MG - Individual, Grande Galeria do Palácio das Artes
1991 - Coral Gables (Estados Unidos) - Individual, Opus Gallery
1991 - Rio de Janeiro RJ - Individual, Centro Cultural Candido Mendes
1992 - Berlim (Alemanha) - Individual, Galeria Tammen & Busch
1992 - Düsseldorf (Alemanha) - Individual, Galerie Tabea Langenkamp
1992 - Leipzig (Alemanha) - Individual, Galerie Lang
1993 - Amsterdã (Holanda) - Individual, Aschenbach Galerie Contemporary Art
1993 - Krachtal (Alemanha) - Individual, Ursula Blickle Stiftung
1994 - Berlim (Alemanha) - Individual, Galerie Tammen & Busch
1994 - Düsseldorf (Alemanha) - Individual, Galerie Tabea Langenkamp
1996 - Colônia (Alemanha) - Individual, Lutz Teutloff Modern Art
1996 - São Paulo SP - Individual, Masp
1997 - Rio de Janeiro RJ - Individual, Centro Cultural do Banco do Brasil
1998 - São Paulo SP - Individual, Estação Sumaré do Metrô
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, Celma Albuquerque Galeria  de Arte
2000 - Lisboa (Portugal) - Alex Flemming: trabalhos recentes, Galeria 111
2000 - Porto (Portugal) - Alex Flemming: trabalhos recentes, Galeria 111
2001 - Berlim (Alemanha) - Individual, Galerie Blickensdorff
2001 - São Paulo SP - Corpo Coletivo, Centro Cultural do Banco do Brasil
2002 - Roma (Italia) - Individual, Palazzo Pamphili
2002 - Sydney (Australia) - Individual, Connie Dietzschold Gallery
2003 - Rio de Janeiro RJ - Body Builders, Paço Imperial
2003 - São Caetano do Sul SP - Paulistana, Sesc
2003 - São Paulo - Tapetes Voadores, Escritório de Arte Sylvio Nery da Fonseca
2004 - Brasília DF - Identidade e Conflito, Centro Cultural do Banco do Brasil 
2004 - Curitiba PR - Alex Flemming, Ybakatu Espaço de Arte
2004 - São Paulo SP - Alex Flemming: fotografias, Pinacoteca do Estado
2004 - São Paulo SP - Paulistana, Galeria Sesc Paulista
2005 - Berlim (Alemanha) - Individual,  Galerie Blickensdorff
2005 - Chicago (Estados Unidos) - Flying Carpets, Chicago Cultural Center 
2005 - Lisboa (Portugal) - Flying Carpets, Galeria 111
2007 - Curitiba PR  - Fotografias-Mortas e Algumas Exceções, Ybakatu Espaço de Arte
2007 - São Paulo SP - O Prazer e a Angústia em 50 Fotografias-Mortas e Algumas Exceções, Museu de Arte de São Paulo
2008 - Berlim (Alemanha) - Uniplanetarisches System - In Memoriam Galileo Galilei, St. Johannes-Evangelist-Kirche
2008 - Brasília DF - Individual, Referência Galeria de Arte
2008 - Rio de Janeiro RJ - Sistema Uniplanetário - In Memoriam Galileo Galilei, Museu de Arte Moderna
2009 - Recife PE - Individual, Amparo 60
2010 - Recife PE - Série Alturas, Amparo 60
2010 - Rio de Janeiro RJ - Alex Flemming: mapa-da-mina, Museu Nacional de Belas Artes
2011 - Santiago (Chile) - Galileo Galilei, Museo Nacional de Bellas Artes

Exposições Coletivas

1977 - Belo Horizonte MG - 9º Salão Nacional de Belas Artes
1978 - Paris (França) - Images et Méssages d'Amérique Latine, Centre Culturel de Villeparisi
1978 - Piracicaba SP - 11º Salão de Arte - prêmio aquisição
1979 - Curitiba PR - 36º Salão Paranaense, Teatro Guaíra
1979 - Piracicaba SP - 12º Salão de Arte - prêmio aquisição
1979 - Ribeirão Preto SP - 4º Salão de Arte de Ribeirão Preto, Casa da Cultura de Ribeirão Preto
1979 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna
1980 - Belo Horizonte MG - 12º Salão Nacional de Belas Artes
1980 - Caxias do Sul RS - Xerografias, Fundação Universidade Caxias do Sul 
1980 - Curitiba PR - 37º Salão Paranaense, Teatro Guaíra
1980 - Curitiba PR - 3ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, Casa de Gravura  Solar do Barão - Prêmio Acervo da Casa da Gravura
1980 - João Pessoa PB - Xerografias, Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraiba
1980 - São Paulo SP - Xerografias, Pinacoteca do Estado
1980 - Joinville SC - Xerografias, Museu de Arte de Joinville
1980 - Piracicaba SP - Xerografias, Casa de Cultura de Piracicaba
1980 - Porto Alegre RS - Xerografias, Espaço N.O. Centro Alternativo de Cultura
1980 - Ribeirão Preto SP - 5º Salão de Arte de Ribeirão Preto, Casa da Cultura de Ribeirão Preto
1980 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu Nacional de Belas Artes
1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira: desenho e gravura, Museu de Arte Moderna
1981 - Curitiba PR - 38º Salão Paranaense, Teatro Guaíra
1981 - Piracicaba SP - 14º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, na Casa das Artes Plásticas Miguel Dutra
1981 - Recife PE - 34º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, Museu do Estado de Pernambuco
1981 - Ribeirão Preto SP - 6º Salão de Arte de Ribeirão Preto, Casa da Cultura de Ribeirão Preto
1981 - São Paulo SP - 16ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal
1981 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais, Paço das Artes
1981 - São Paulo SP - Mostra de Heliografia, Pinacoteca do Estado
1982 - Nova York (Estados Unidos) - Young Artists, Kouros Gallery
1982 - San Diego (Estados Unidos) - Body Language, Universidade de San Diego
1983 - Ribeirão Preto SP - Xerografia: amostragem brasileira, Galeria Campus
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna
1983 - São Paulo SP - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna
1983 - São Paulo SP - 17ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal
1983 - São Paulo SP - Arte na Rua, Organizado pelo MAC/USP e apresentado através de outdoors espalhados pela cidade
1984 - Curitiba PR - 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba
1984 - Fortaleza CE - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas 
1984 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna
1984 - São Paulo SP - 15º Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna
1984 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
1984 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Contemporânea, Museu da Imagem e do Som
1984 - São Paulo SP - A Cor e o Desenho do Brasil, Museu de Arte Moderna
1984 - São Paulo SP - Arte Xerox Brasil, Pinacoteca do Estado
1984 - São Paulo SP - Os Artistas pelas Diretas, no saguão do jornal Folha de S.Paulo
1985 - São Paulo SP - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, Museu de Arte Moderna
1985 - São Paulo SP - Arte e Tecnologia, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
1985 - São Paulo SP - Arte Novos Meios/Multimeios: Brasil 70/80, Museu de Arte Brasileira
1986 - Belo Horizonte MG - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas: sudeste, Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
1986 - Curitiba PR - 7ª Acervo do Museu Nacional da Gravura - Casa da Gravura, Museu Guido Viaro
1986 - Havana (Cuba) - 2ª Bienal de Havana
1986 - São Paulo SP - 1ª Seleção Helena Rubinstein de Arte Jovem, Museu de Arte de São Paulo
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna
1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, Chapel Art Show
1987 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea, Pinacoteca do Estado
1987 - São Paulo SP - A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - Imagens de Segunda Geração, MAC/USP
1988 - Campinas SP - 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, Museu de Arte Contemporânea José Pancetti
1988 - Cracóvia (Polônia) - 12ª Bienal Internacional de Gravura
1988 - Curitiba PR - 8ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, Casa da Gravura Solar do Barão
1988 - Pequim (China) - 1ª Exposição Brasil-China, Galeria de Belas Artes da China
1988 - São Paulo SP - Juréia, Sadalla Galeria de Arte
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP
1988 - São Paulo SP - 21ª Chapel Art Show, Chapel Art Show
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal
1989 - São Paulo SP - 20º Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna
1989 - São Paulo SP - Circuito Atelier Aberto, Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento de São Paulo
1990 - Curitiba PR - 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, Museu da Gravura
1990 - São Paulo SP - 6º Salão Brasileiro de Arte, Fundação Mokiti Okada M.O.A.
1991 - São Paulo SP - 21ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal
1993 - São Paulo SP - Masp no Morumbi Shopping, Shopping Morumbi
1994 - Chicago (Estados Unidos) - Art on the Map, Chicago Cultural Center
1994 - Dortmund (Alemanha) - Alex Flemming: Objekte/Malerei & Moritz Gotze: Grafik,  Künstlerhaus
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal
1995 - Erfurt (Alemanha) - Configura 2 - Dialog der Kulturen, Gallery Fischmarkt
1996 - Copenhague (Dinamarca) - Containers 96: Artacross Oceans
1996 - Rio de Janeiro RJ - Novas Aquisições: Coleção Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna
1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, Paço das Artes
1997 - Havana (Cuba) - 6ª Bienal de Havana, Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam
1998 - São Paulo SP - A Arte de Expor Arte, Museu de Arte Moderna
1998 - São Paulo SP - Fronteiras. Dimensões Utópicas, Itaú Cultural
1998 - São Paulo SP - Moto Migratório: quatro artistas brasileiros na Alemanha, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, Museu de Arte de São Paulo
1999 - Rio de Janeiro RJ - Cotidiano/Arte. O Objeto - Anos 60/90, Museu de Arte Moderna
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Objeto - Anos 60/90, Itaú Cultural
2000 - Belo Horizonte MG - Investigações. A Gravura Brasileira. São ou Não São Gravuras, Itaú Cultural
2000 - Belo Horizonte MG Artista Participante - São ou Não São Gravuras? (2000 : Belo Horizonte, MG) - Itaugaleria (Belo Horizonte, MG) 
2000 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira. São ou Não São Gravuras, na Galeria Itaú Cultural
2000 - Curitiba PR - Novas Tendências, Casa Vermelha
2000 - São Paulo SP - A Figura Humana na Coleção Itaú, Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Almeida Júnior: um artista revisitado, Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Ars Erótica: sexo e erotismo na arte brasileira, Museu de Arte Moderna
2000 - Siegburg (Alemanha) - Arte-identidade, Stadmuseum
2001 - Brasília DF - Mostra de Arte Contemporânea, Caixa Cultural
2001 - Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli
2001 - São Paulo SP - Alex Flemming e Heloisa Pires Ferreira, Instituto de Estudos Brasileiros
2002 - Buenos Aires (Argentina) - 2ª Bienal de Buenos Aires
2002 - Frankfurt(Alemanha) - Art Frankfurt
2002 - Havana (Cuba) - Contemporáneos Brasileños, Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam
2002 - Oslo (Noruega) - Rest in Space, na Kunstnernes Hus
2002 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som do Rock Pop Brasil, Paço Imperial
2002 - Rio de Janeiro RJ - Artefoto, Centro Cultural do Banco do Brasil
2002 - Rio de Janeiro RJ - O Retrato Brasileiro na Colecão Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
2002 - Rio de Janeiro RJ - Seleção do Acervo de Arte da UCAM, Centro Cultural Candido Mendes
2002 - São Paulo SP - 11ª Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, Museu de Arte de São Paulo
2002 - São Paulo SP - Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado
2003 - Berlim (Alemanha) - Arte Contemporânea Brasileira na Alemanha: 10 artistas entre 2 países, Embaixada do Brasil
2003 - Brasília DF - Artefoto, Centro Cultural do Banco do Brasil
2003 - Curitiba PR - Imagética, Museu da Gravura Cidade de Curitiba
2003 - Recife PE - Ver de Novo/Ver o Novo, Mamam
2003 - Rio de Janeiro RJ - Palavras Mais, Galeria Sesc Copacabana
2003 - Rio de Janeiro RJ - Vinte e Cinco Anos: Galeria de Arte Cândido Mendes, Galeria Candido Mendes
2003 - São Paulo SP - 2080,  Museu de Arte Moderna
2003 - São Paulo SP - A Subversão dos Meios, Itaú Cultural
2003 - São Paulo SP - Arteconhecimento: 70 anos USP, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo 
2004 - Campinas SP - Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, Espaço Cultural CPFL
2004 - Recife PE - Coleção Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães: doações 2001 - 2004, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães
2004 - Rio de Janeiro RJ - Novas Aquisições 2003: Coleção Gilberto Chateubriand, Museu de Arte Moderna
2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, Centro Cultural Banco do Brasil
2004 - São Paulo SP - Pintura Reencarnada, Paço das Artes
2004 - São Paulo SP - Still Life / Natureza Morta, Galeria de Arte do Sesi
2004 - São Paulo SP - Novas Aquisições: 1995 - 2003, Museu de Arte Brasileira - FAAP
2005 - Curitiba PR - Ybakatu 10 anos: coleção Tuca Nissel, Ybakatu Espaço de Arte
2005 - Ribeirão Preto SP - O Retrato - Possibilidades, Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi
2005 - São Paulo SP - O Retrato como Imagem do Mundo, Museu de Arte Moderna
2006 - Berlim (Alemanha) - Image of Sound: Football, Haus der Kulturen der Welt
2006 - Ribeirão Preto SP - Mostra Ribeirão Preto 150 anos, Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi
2006 - São Paulo SP - A Cidade para a Cidade, Galeria Olido
2006 - São Paulo SP - Brasiliana Masp: moderna contemporânea, Museu de Arte de São Paulo
2007 - Curitiba PR - 4ª Mostra Latino-Americano de Artes Plásticas - VentoSul, Casa Andrade Muricy
2007 - São Paulo SP - Itaú Contemporâneo: arte no Brasil 1981-2006, Itaú Cultural
2008 - São Paulo SP - Arte Pela Amazônia: arte e atitude, Fundação Bienal
2008 - São Paulo SP - Brasil Brasileiro, Centro Cultural Banco do Brasil
2008 - São Paulo SP - 4ª SP Arte, Fundação Bienal
2009 - Recife PE - Linha Orgânica, Amparo Sessenta Galeria de Arte
2009 - Rio de Janeiro RJ - Brasil Brasileiro, Centro Cultural Banco do Brasil
2009 - São Paulo SP - Um Mundo Sem Molduras, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
2010 - São Paulo SP - Olhares Detidos, Mizrahi Galeria
2010 - São Paulo SP - 6ª sp-arte, Fundação Bienal

Fonte: Itaú Cultural e Outros

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