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James Lisboa Escritório de Arte - Leilão - Março 2013 Captacao de obras

Reynaldo Fonseca

Figura Feminina
Técnica: óleo sobre papel
Medida: 70 x 50 cm
Data: 1984
Comentários: ass. inf. esq.

Reproduzido no livro Reynaldo Fonseca, J. J. Carol editora, 2012, p.203

Reynaldo Fonseca
Preço: Sob Consulta

Mulher e Gato
Técnica: óleo sobre papel
Medida: 66 x 51 cm
Data: 1977
Comentários: ass. inf. esq.

Reproduzido no livro Reynaldo Fonseca, J. J. Carol editora, 2012, p.202

Reynaldo Fonseca
Preço: Sob Consulta

Cortando o Cabelo
Técnica: óleo sobre tela
Medida: 70 x 50 cm
Data: 2007
Comentários: ass. inf. dir.

Reynaldo Fonseca
Preço: Sob Consulta

Mulher com Pássaro e Garoto
Técnica: óleo sobre tela
Medida: 60 x 80 cm
Data: 2005
Comentários: ass. sup. dir

Reproduzido no livro Reynaldo Fonseca, J. J. Carol editora, 2012, p.106

Reynaldo Fonseca
Preço: Sob Consulta

 

  BIOGRAFIA
Reynaldo Fonseca
Manabu Mabe Vida, biografia e trajetória
Reynaldo Fonseca(1925)

Biografia


Reynaldo de Aquino Fonseca (Recife PE 1925). Pintor, muralista, ilustrador. Freqüenta como ouvinte a Escola de Belas Artes de Pernambuco, no Recife, em 1936, onde é aluno de Lula Cardoso Ayres (1910 - 1987), e faz curso de magistério em desenho. Em 1944, reside no Rio de Janeiro, e estuda com Candido Portinari (1903 - 1962) por seis meses. É um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR, associação que propõe a ruptura com o sistema acadêmico de ensino. Realiza viagem de estudos à Europa, em 1948. Estuda gravura em metal com Henrique Oswald (1918 - 1965) no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, entre 1949 e 1951. Além da gravura, utiliza a aquarela e, predominantemente, a técnica de óleo sobre tela, apresentando uma produção figurativa. Em meados de 1952, torna-se professor catedrático de desenho artístico na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Pernambuco - UFPE. Freqüenta o Ateliê Coletivo, fundado por Abelardo da Hora (1924), e realiza cursos de desenho. Realiza mural para o Banco do Brasil, no Recife, em 1964. Volta a residir no Rio de Janeiro em 1969, e retorna ao Recife no início da década de 1980. Ilustra, entre outros, o livro Pintura e Poesia Brasileiras, com poemas de João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999), publicado em 1980. Entre 1993 e 1994 o Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB promove mostra retrospectiva de sua produção no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Comentário crítico


Reynaldo Fonseca é um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR, associação que propõe a ruptura com o sistema acadêmico de ensino e a criação de um amplo movimento cultural, abrangendo as áreas de educação, cultura, artes plásticas, teatro e música. Participa ainda do Ateliê Coletivo, em Recife, realizando cursos de desenho. Posteriormente afasta-se da escola pernambucana de pintura e da temática regional.

O pintor mantém-se deliberadamente à margem das correntes artísticas que buscam renovar a arte no país. Com uma produção figurativa, realiza trabalhos em aquarela, gravura e principalmente em óleo sobre tela ou duratex. Revela grande domínio do desenho e o uso cuidadoso da gama cromática. Utiliza freqüentemente recortes de fotografias impressas em jornais e revistas, como inspiração para seus quadros.

Mantém ao longo de sua carreira temas recorrentes, como as cenas familiares com crianças e animais, nas quais predomina um clima de sonho, inquietação e estranheza, que evoca o surrealismo e a pintura metafísica. O artista inspira-se em pinturas do primeiro Renascimento italiano e flamengo, também nos pintores primitivos norte-americanos dos séculos XVIII e XIX e nos surrealistas em geral. Como aponta Roberto Pontual, Reynaldo Fonseca concentra-se na armação de enigmas, a meio caminho entre o metafísico e o fantástico. A retomada da história da arte é realizada de forma paciente, e por vezes com uma parcela de ironia.

Fonte: Itaú Cultural

Atualizado em 19/01/2012

Críticas



“(…) Reynaldo Fonseca mantém-se deliberadamente apartado das correntes que buscam renovar a arte brasileira, ou contribuir com qualquer inovação estilística para o seu desenvolvimento. Dotado de boa técnica, fazendo uso de sólido desenho e de colorido suave e sensível, consegue por vezes incluir em seus personagens e objetos alguma coisa de inefável, certa nostálgica carga de poesia e silêncio, que em seus mais frágeis momentos roça o piegas, mas nos melhores adquire conotação transcendental”.
José Roberto Teixeira Leite

“Reynaldo é um pintor que domina todas as técnicas de seu ofício. No entanto, do lápis ao pincel, passando por trabalhos em gravura e aquarela, sua grande obra é realizada em óleo sobre tela ou duratex. É, indiscutivelmente, o que pode-se chamar um virtuose do desenho. Toda a sua obra, a despeito do longo período de produção, obedece a uma unicidade de temas e estilos que lhe permite o reconhecimento imediato, o que revela uma consistência raramente equiparável na pintura moderna.
(…)

A percepção de sua pintura figurativa como abstração tem o seu fundamento no clima de sonho e mistério em que as ‘cenas familiares", como ele chama seus quadros, parecem estar envolvidas. Por outro lado, um sentido de estranhamento, como resultado de figuras e animais improváveis, encontra respaldo na opinião de diversos críticos, para quem os personagens de Reynaldo Fonseca ‘são de porcelana, já morreram há muito" (Walmir Ayala), ou, assim como seus objetos, têm ‘alguma coisa de inefável" (José Roberto Teixeira Leite)”.
Weydson Barros Leal

“Soube superar a dicotomia – quase obrigatória na produção visual do século XX – entre a arte que se comunica em larga escala e a que possui um conteúdo efetivamente instigante”.
Olívio tavares de Araújo

“Reynaldo Fonseca pinta o êxtase e a solidão do homem que não é medieval e nem cósmico (ou contemporâneo).”
Olney Krüse

“Digamos que olhar um quadro deste pintor nos peça um instante de sossego, uma parada na vertigem. Estou certo de que esta tranquilidade ser logo invadida de uma perversa inquietação(consciente ou não).”
Walmir Ayala

“É na confessada admiração por certos gênios de outros tempos, enfim, que ele busca a chave para algumas de suas soluções. lembra, por exemplo, o vermelho das capas das personagens de van eyck como provável explicação de seu fascínio por esta cor”.
Walmir Ayala

Bienais e salões de arte



1943 – XLIX Salão Nacional de Belas Artes – Divisão de Arte Moderna, Rio de Janeiro/RJ
1944 – L Salão Nacional de Belas Artes Divisão de Arte Moderna, Rio de Janeiro/RJ
1949 – viii salão Anual de pintura, recife/pe
1950 – iX salão Anual de pintura, recife/pe
1951 – LVII Salão Nacional de Belas Artes – Divisão de Arte Moderna, Rio de Janeiro/RJ
1954 – Xiii salão Anual de pintura, recife/pe
1955 – IV Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro/RJ
1956 – Xv salão Anual de pintura, recife/pe (1º prêmio)
1959 – v bienal são paulo, Fundação bienal, são paulo/sp
1967 – iX bienal de são paulo, Fundação bienal, são paulo/sp
1970 – XIX Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro/RJ.

Possui obras nos acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna de São paulo, museu do estado do pernambuco, monumento da independência de caracas, mural no banco do brasil, no recife, na coleção gilberto chateaubriand e em diversas outras coleções particulares do brasil, França, itália e espanha.

Exposições Individuais



1943
Recife PE – Primeira individual

1952
Recife PE – Individual

1958
Pernambuco – Individual

Rio de Janeiro – Individual

1971
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino

1972
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1973
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1974
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1975
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1979
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria de Arte Ipanema

1988
Recife PE – Individual, na Galeria Estúdio A

1993
Rio de Janeiro RJ – Mostra Retrospectiva, no Centro Cultural Banco do Brasil

1994
São Paulo SP – Mostra Retrospectiva, no Centro Cultural Banco do Brasil

1997
Curitiba PR – Individual, na Simões de Assis Galeria de Arte

Recife PE – Reynaldo Fonseca: riscos e rabiscos, na Galeria Massangana

2003
Curitiba PR – Individual, na Simões de Assis Galeria de Arte

2004
Curitiba PR – Individual, na Simões de Assis Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1943
Rio de Janeiro RJ – 49º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – Divisão Moderna

1944
Rio de Janeiro RJ – 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – Divisão Moderna

1949
Recife PE – 8º Salão Anual de Pintura, no Museu do Estado de Pernambuco

1950
Recife PE – 9º Salão Anual de Pintura, no Museu do Estado de Pernambuco

1951
Rio de Janeiro RJ – 57º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – Divisão Moderna

1954
Recife PE – 13º Salão Anual de Pintura, no Museu do Estado de Pernambuco

1955
Rio de Janeiro RJ – 4º Salão Nacional de Arte Moderna

1956
Recife PE – 15º Salão Anual de Pintura, no Museu do Estado de Pernambuco – 1º prêmio

1958
Rio de Janeiro RJ – Salão de Arte a Mãe e a Criança, organizado pela Escolinha de Arte do Brasil

1959
São Paulo SP – 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1967
São Paulo SP – 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1970
Rio de Janeiro RJ – 19º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

1972
São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1973
São Paulo SP – 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1976
São Paulo SP – 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

São Paulo SP – O Desenho em Pernambuco, na Galeria Nara Roesler

São Paulo SP – O Desenho Jovem dos Anos 40, na Pinacoteca do Estado

1977
Belo Horizonte MG – Coletiva, na Galeria Cronos

Curitiba PR – Coletiva, na Waldir Simões Galeria

São Paulo SP – 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

São Paulo SP – 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1982
Rio de Janeiro RJ – Universo do Futebol, no MAM/RJ

1983
Rio de Janeiro RJ – Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj

Rio de Janeiro RJ – Pequena Retrospectiva do Período 1970-1983, na Galeria Ipanema

1984
São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-Retrato da arte brasileira, no MAM/ SP

São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1986
Brasília DF – Pernambucanos em Brasília, na ECT Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Território Ocupado, na EAV/Parque Lage

1987
Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

1989
São Paulo SP – Cor de Pernambuco, na Ranulpho Galeria de Arte

São Paulo SP – Trinta e Três Maneiras de Ver o Mundo, na Ranulpho Galeria de Arte

1990
São Paulo SP – Frutas, Flores e Cores, na Ranulpho Galeria de Arte

São Paulo SP – Gatos Pintados, na Ranulpho Galeria de Arte

1991
São Paulo SP – A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte

São Paulo SP – Chico e os Bichos, na Ranulpho Galeria de Arte

São Paulo SP – Siron, Reynaldo e Scliar, na Ranulpho Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Eco Art, no MAM/RJ

1993
São Paulo SP – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, na Galeria de Arte do Sesi

1994
Rio de Janeiro RJ – O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ

1997
Curitiba PR – Casa Cor Sul, na Simões de Assis Galeria de Arte

Recife PE – Projeto Riscos e Rabiscos, na Galeria Vicente do Rego Monteiro

1998
São Paulo SP – 5º Salão de Arte e Antiguidades, no Clube Paineiras do Morumby

1999
Curitiba PR – Destaques da Pintura Brasileira, na Simões de Assis Galeria de Arte

2001
Rio de Janeiro RJ – Acervo de Arte Carioca, na Galeria de Arte Ipanema

São Paulo SP – 8º Salão de Arte e Antiguidades, na A Hebraica

2003
Rio de Janeiro RJ – Autonomia do Desenho, no MAM/RJ

Rio de Janeiro RJ – Projeto Brazilianart, no Almacén Galeria de Arte

Rio de Janeiro RJ – Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

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