S/T Técnica:
gravura em metal sobre papel Medida:
70 x 50 cm Data:
1974 Comentários:
ass. inf. dir.
Conjunto de 10 gravuras. Participou da exposição "Flavio de Carvalho - A Revolução Modernista no Brasil", Centro Cultural Banco do Brasil - Brasília-DF (CCBB-DF), Fevereiro/Abril 2012.
Flávio Resende de Carvalho (Amparo da Barra Mansa RJ 1899 - Valinhos SP 1973). Pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo, decorador, escritor, teatrólogo, engenheiro. Muda-se com a família para São Paulo em 1900. Em 1911, passa a estudar em Paris e, três anos depois, na Inglaterra, onde, em Newcastle, em 1918, inicia o curso de engenharia civil no Armstrong College da Universidade de Durham e ingressa no curso noturno de artes da King Edward the Seventh School of Fine Arts. Conclui o curso de engenharia em 1922 e nesse ano volta a residir em São Paulo, onde chega logo após a realização da Semana de Arte Moderna. Desenvolve atividades em várias áreas artísticas e intelectuais, freqüentemente de forma inovadora e provocativa. Participa de concursos públicos de arquitetura, como para o Palácio do Governo do Estado de São Paulo, em 1927, e, embora não tenha sido vencedor em nenhum deles, seus projetos são considerados pioneiros da arquitetura moderna no país. Em 1931, realiza o polêmico evento Experiência nº 2, em que caminha com boné na cabeça, de forma desafiadora, em sentido contrário ao de uma procissão de Corpus Christi e é bastante hostilizado. Em 1932, abre um ateliê, onde funda o Clube dos Artistas Modernos - CAM, com Antonio Gomide (1895-1967), Di Cavalcanti (1897-1976) e Carlos Prado (1908-1992). No ano seguinte, cria o Teatro da Experiência e encena o Bailado do Deus Morto - espetáculo de teatro-dança de sua autoria com estética inovadora, para o qual cria cenografia e figurino e que tem, em sua maioria, atores negros. Realiza, em 1934, a sua primeira exposição individual. A mostra é fechada pela polícia sob alegação de atentado ao pudor, e reaberta alguns dias depois, por ordem judicial. Em 1947, realiza os desenhos da Série Trágica, em que registra a morte da própria mãe. Após publicar, em 1956, uma série de artigos sobre moda na coluna Casa, Homem, Paisagem - em que escreve sobretudo a respeito de arquitetura e urbanismo -, que mantém no Diário de São Paulo, apresenta-se - e causa escândalo - em passeata pelo centro da cidade de São Paulo com o New Look, um traje tropical masculino por ele desenvolvido e que consiste de saia e blusa de mangas curtas e folgadas.
Fonte: Itaú Cultural
Atualizado em 09/11/2005
Flavio de Rezende Carvalho nasceu Barra Mansa,no Rio de Janeiro, no dia 10 de agosto de 1899, filho de família de muitas posses, pôde receber uma educação privilegiada na França (de 1911 a 1914) e na Inglaterra, onde freqüentou a Universidade de Durham. Em 1922, formou-se em engenharia civil. Ao mesmo tempo e na mesma universidade, fez seus estudos de belas artes.
A partir de 1924 trabalhou três anos no escritório que construiria o Banco de Comercio e Industria, o Mercado Municipal, o Palácio da Justiça, entre outros.E em 1926 abre seu próprio escritório, junto ao instituto de engenharia.
Em 1930, participa do Congresso Pan-Americano de Arquitetos com a conferência A Cidade do Homem Nu, na qual ressalta a idéia do homem despido dos preconceitos da civilização burguesa. A tese tem ampla conexão com o movimento antropofágico. Participa de vários outros concursos, sem ganhar nenhum. Apenas dois de seus projetos são concretizados: o conjunto de casas da alameda Lorena (1936/1938) e a fazenda Capuava (1939) ambos precursores da arquitetura moderna no Brasil. A casa da fazenda é a que melhor sintetiza suas idéias de arquitetura, movida principalmente pela imaginação e correspondente às novas formas de viver e de pensar. Nela, a decoração é tão importante quanto a arquitetura. Sua frente é um trapézio alto o interior, um grande salão sem divisórias, com cortinas de panos coloridos que dançam com o vento. Os banheiros e a cozinha são revestidos com chapas de alumínio, material extremamente moderno. Há ainda uma lareira com cúpula de alumínio que solta fumaça colorida.
Em 1931, realiza o polêmico evento Experiência Nº 2, em São Paulo, em que ele caminha, com boné na cabeça, em sentido contrário ao de uma procissão católica para estudar a reação popular. O artista quase foi linchado e teve que ser protegido por policiais. Sua intenção era testar os limites de tolerância e a agressividade de uma multidão religiosa. Escreve um ensaio sobre o assunto, analisando o ocorrido, publicado no livro Experiência nº 2: uma possível teoria e uma experiência. O volume é ilustrado pelo artista. Em sua atuação no Clube dos Artistas Modernos – CAM, estimula a vida cultural da cidade de São Paulo e participa da criação de um espaço de discussão de diferentes áreas, agregando artistas, compositores, escritores e psiquiatras. Participa do XXXVII Salão Nacional de Belas Artes, o chamado Salão Modernista.
Em 1932, participa do Movimento Constitucionalista como capitão engenheiro. Entre 1932 e 1934, abre um ateliê, onde funda o Clube dos Artistas Modernos, CAM, com Antonio Gomide (1895-1967), Di Cavalcanti (1897-1976) e Carlos Prado (1908-1992).
No ano de 1934 participa do I Salão Paulista de Belas Artes, com 5 telas, três aquarelas, cinco desenhos e uma obra de arte aplicada. Em 1935, realiza sua primeira exposição individual, também fechada pela polícia, com cinco obras apreendidas sob a alegação de atentado ao pudor e imoralidade. O artista consegue, na Justiça, o direito de reabertura da mostra.
Sua pintura é classificada geralmente como expressionista, embora com aspectos surrealistas. Seus temas mais freqüentes são os retratos, escolha baseada no interesse em captar aspectos emotivos e psicológicos. O artista afirma que “no retrato há um mundo a se descobrir e a se aperfeiçoar não só no que se refere à dialética pura da pintura como no que toca à importância humana do personagem”. Alguns de seus mais importantes retratos, realizados na década de 1930, como Retrato de Oswald de Andrade e Julieta Bárbara (1939) e Retrato de Mário de Andrade (1939), trazem um gestualismo que se intensifica em suas composições das décadas seguintes. O ritmo das pinturas é dado pelas pinceladas densas, exacerbadas. O artista utiliza forte cromatismo e dá ênfase ao rosto, com a finalidade de valorizar a carga expressiva e a exploração da personalidade do retratado.
No ano de 1937 participa do I Salão de Maio com três óleos, duas aquarelas e dois desenhos, nos próximos dois anos também participou do Salão de Maio.
A partir de 1939 participou Do 5º, 6º e 7º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia.Em 1947, realiza os desenhos da série Minha Mãe Morrendo, na qual registra a agonia da própria mãe. Na década de 50, realiza a Expedição Civelli, na Ilha do Bananal, em Goiás os cenários e figurinos para o bailado A Cangaceira, do Ballet do 4º Centenário e o cenário para o Bailado com Música, de Prokofiev. A partir de 1955 passa a escrever a coluna Casa, Homem e Paisagem no Diário de São Paulo. Em 1956, realiza em São Paulo o evento Experiência Nº 3, que consiste numa passeata no Viaduto do Chá, em que o artista veste saiote e blusa de mangas curtas e folgadas, conjunto denominado Traje Tropical. Em 1968, realiza o Monumento a García Lorca, destruído por um grupo armado em 1969. O monumento foi reerguido e encontra-se na Praça das Guianas, em São Paulo.
No ano de 1971 recebe sala especial na XI Bienal e participa do Panorama da Arte Brasileira, no MAM.No ano seguinte participa da II Mostra Internacional de Gravura, no MAM-São Paulo.
O artista Flávio de Carvalho veio a falecer em 4 de junho de 1973.
Exposições Individuais
1934
São Paulo SP – Primeira individual, no Prédio Alves de Lima, na Rua Barão de Itapetininga – fechada pela polícia, por atentado à moral, e reaberta por ordem judicial
1948
Buenos Aires (Argentina) – Individual, na Galeria Viau
São Paulo SP – Individual, no Masp
1952
São Paulo SP – Flávio de Carvalho: desenhos, no MAM/SP
1956
Roma (Itália) – Individual, na Galleria L"Obelisco
1957
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Montmartre Jorge
1958
Paris (França) – Individual, na Hélène Dale Galerie
1959
São Paulo SP – Individual, na Galeria KLM
1960
São Paulo SP – Individual, na Galeria São Luís
1966
Porto Alegre RS – Individual, no IAB
São Paulo SP – Individual, na Galeria Itália
1967
São Paulo SP – Flávio de Carvalho: retrospectiva, no MAB/Faap
1969
São Paulo SP – Individual, na Galeria Azulão
1973
São Paulo SP – Individual, no MAC/USP
São Paulo SP – Flávio de Carvalho: retrospectiva, no MAB/Faap
Exposições Coletivas
1931
Rio de Janeiro RJ – Salão Revolucionário, na Enba
1934
São Paulo SP – 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto
1937
São Paulo SP – 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo
1938
São Paulo SP – 2º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo
1939
Porto Alegre RS – 2º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa
São Paulo SP – 3º Salão de Maio, na Galeria Itá
São Paulo SP – 5º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1941
São Paulo SP – 6º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1942
São Paulo SP – 7º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1944
Londres (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts
Norwich (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich CastleMuseum
1945
Baht (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victory Art Gallery
Bristol (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery
Edimburgo (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery
Glasgow (Escócia) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery
Manchester (Inglaterra) – Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery
São Paulo SP – Galeria Domus: mostra inaugural, na Galeria Domus
1946
São Paulo SP – 10º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1947
São Paulo SP – 11º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1948
Rio de Janeiro RJ – Exposição Internacional de Arquitetura Contemporânea
1949
Rio de Janeiro RJ – Exposição da Pintura Paulista, no Ministério da Educação e Saúde
1950
Roma (Itália) – Mostra d"Arte Brasiliana
Veneza (Itália) – 25ª Bienal de Veneza
1951
São Paulo SP – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
São Paulo SP – 1º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1952
Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1953
São Paulo SP – 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954
São Paulo SP – Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1955
São Paulo SP – 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1957
São Paulo SP – 12 Artistas de São Paulo, na Galeria de Arte das Folhas
1959
Leverkusen (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Munique (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus
Viena (Áustria) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960
Hamburgo (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Lisboa (Portugal) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Madri (Espanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Paris (França) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
São Paulo SP – Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas
Utrecht (Holanda) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1962
São Paulo SP – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP
1963
Campinas SP – Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes
São Paulo SP – 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal – premiado
1964
Rio de Janeiro RJ – O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
1965
São Paulo SP – 14º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – medalha de ouro
São Paulo SP – 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967
São Paulo SP – 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal – grande prêmio em desenho
1969
São Paulo SP – 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1970
São Paulo SP – 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
São Paulo SP – Flávio de Carvalho – J. Toledo: retrospectiva, no MAM/SP
São Paulo SP – Pinacoteca do Estado de São Paulo 1970
1971
São Paulo SP – 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
São Paulo SP – 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972
Rio de Janeiro RJ – 50 Anos de Arquitetura Moderna, no MAM/RJ
São Paulo SP – 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP
São Paulo SP – A Semana de 22: antecedentes e conseqüências, no Masp
São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
Cronologia
1900
São Paulo SP – Muda-se com a família para essa cidade
1911/1914
Paris (França) – Vive nessa cidade, onde, em uma escola interna, prossegue seus estudos regulares
1914/1922
Inglaterra – Vive nesse país
1922
São Paulo SP – Após concluir o curso de engenharia, volta a viver na capital paulista
1923
São Paulo SP – Trabalha como calculista de grandes estruturas de concreto na empresa Barros, Oliva & Cia.
1924/1926
São Paulo SP – Trabalha no escritório de arquitetura de Ramos de Azevedo (1851 – 1928)
1926
São Paulo SP – Inicia colaboração, como ilustrador, com o Diário da Noite
1927/ca.1970
Participa de vários concursos de arquitetura, como para o Palácio do Governo do Estado de São Paulo (1927), para a Embaixada da Argentina no Rio de Janeiro (1928) e para a Universidade de Minas Gerais, em Belo Horizonte (1928). Não é vencedor de nenhum deles, mas alguns de seus projetos são considerados marcos da moderna arquitetura brasileira. Em 1928 envia projeto para o concurso internacional para a construção do Farol de Colombo, a ser erguido na República Dominicana. Sua proposta recebe menção honrosa
1929
São Paulo SP – Encontra-se com Le Corbusier (1887 – 1965) e recebe do arquiteto franco-suíço a alcunha de “revolucionário romântico”
1929/1938
Valinhos SP – Idealiza e executa projeto pessoal, uma casa-sede modernista, para a fazenda Capuava
1930
Rio de Janeiro RJ – Participa, como delegado antropófago, do 4º Congresso Pan-Americano de Arquitetos, em que apresenta as conferências Cidade do Homem Nu e Antropofagia no Século XX
1931
São Paulo SP – Realiza a Experiência Nº 2 – de forma provocativa, caminha, com boné na cabeça, em sentido contrário ao de uma procissão católica de Corpus Christi. Quase linchado, é salvo pela polícia. Após alguns meses, publica relato e análise do evento em livro de mesmo título
1932
São Paulo SP – Participa do Movimento Constitucionalista como capitão-engenheiro
1932/1934
São Paulo SP – Abre ateliê, onde funda o Clube dos Artistas Modernos – CAM, com Antonio Gomide (1895 – 1967), Di Cavalcanti (1897 – 1976) e Carlos Prado (1908 – 1992). Promove espetáculos, exposições e conferências
1933
São Paulo SP – Cria o Teatro da Experiência e encena o Bailado do Deus Morto, espetáculo de teatro-dança de sua autoria e para o qual cria cenografia e figurino os atores-dançarinos, em sua maioria negros, usam máscaras de alumínio. O teatro é fechado pela polícia sob a alegação de atentatório aos bons costumes
1934
São Paulo SP – Participa do concurso para o Monumento ao Soldado Constitucionalista
São Paulo SP – Sua primeira exposição individual, inaugurada em 28 de junho, é fechada pela polícia em 12 de julho sob alegação de atentado ao pudor e imoralidade. Cinco obras são apreendidas. A mostra é reaberta por ordem judicial em 26 de julho
Europa – Participa, em Praga (na atual República Tcheca), de congressos de filosofia e psicotécnica e, em viagem pelo continente, encontra-se com algumas personalidades ligadas às artes, como Herbert Read (1893 – 1968), Filippo Tommaso Marinetti (1876 – 1944), André Breton (1896 – 1966), Man Ray (1890 – 1976), Pablo Picasso (1881 – 1973) e Salvador Dalí (1904 – 1989)
1935
São Paulo SP – Inicia a publicação de entrevistas realizadas na Europa com várias personalidades com as quais teve contato
1936
Rio de Janeiro RJ – Publica, pela editora Ariel, o livro de sua autoria Os Ossos do Mundo, com prefácio de Gilberto Freyre (1900- 1987). O livro relata as impressões de uma viagem realizada à Argentina, nesse ano, com um grupo de engenheiros paulistas
São Paulo SP – Realiza a decoração do baile oficial do Carnaval na cidade, no antigo Cine Rink
1936/1938
São Paulo SP – Projeta e realiza conjunto de 17 casas das Alamedas Lorena e Ministro Rocha Azevedo, conhecido como Vila América
1937
São Paulo SP – Por ocasião da realização do 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo, faz conferência em que apresenta sua tese O Aspecto Psicológico e Mórbido da Arte Moderna. A tese é também enviada ao 2º Congresso de Estética e Ciência da Arte, na Universidade Sorbonne, em Paris (França)
Paris (França) – O editor Félix Alcan publica L"Aspect Psychologique et Morbide de l"Art Moderne, súmula da tese do artista
ca.1938/1973
São Paulo e Valinhos SP – Divide seu tempo entre a capital paulista e a fazenda Capuava
1938
São Paulo SP – Cria a empresa Tropicalumínio para produzir e comercializar as persianas de alumínio que projeta
1939
São Paulo SP – Toma banho nu na Fonte das Lagostas, na Praça Júlio Mesquita, em companhia de Quirino da Silva (1897 – 1981)
São Paulo SP – Organiza, com Sangirardi Júnior, o 3º Salão de Maio e edita a RASM – Revista Anual do Salão de Maio, em que lança manifesto
1947
São Paulo SP – Faz a Série Trágica, nove desenhos que registram a agonia de sua mãe, Ophélia Crissiuma de Carvalho. A série pertence à Coleção Museu Nacional de Belas Artes – MNBA
1948
São Paulo SP – Por ocasião da realização de sua exposição individual no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp, apresenta a conferência Os Problemas da Pintura e do Pintor, do Ponto de Vista do Pintor
1950
São Paulo SP – Projeta cenários luminosos para o balé de Dorinha Costa com música de Camargo Guarnieri (1907 – 1993), apresentado no Theatro Municipal
1953
São Paulo SP – Realiza a decoração de carnaval do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/SP
1954
São Paulo SP – Realiza cenário e figurinos para o bailado A Cangaceira, um dos espetáculos do Ballet do IV Centenário
1955
São Paulo SP – Inicia, no Diário de São Paulo, a publicação de sua coluna Casa, Homem, Paisagem
1956
São Paulo SP – Após publicar uma série de artigos sobre moda em sua coluna no Diário de São Paulo, realiza a Experiência Nº 3 – apresenta-se em passeata pelo centro da cidade, com o New Look, um traje tropical idealizado pelo artista composto de saiote com pregas, blusa de nylon com mangas curtas e folgadas, chapéu transparente, meias arrastão e sandálias de couro
São Paulo SP – Realiza cenário para o bailado Ritmos de Prokofief, apresentado no Teatro Cultura Artística
1965
São Paulo SP – Cria cenários e figurinos para o balé Tempo, do Grupo Móbile, apresentado no Teatro Ruth Escobar
1966
São Paulo SP – Profere as palestras Arte como Grafia da História, na Chelsea Art Gallery Os Movimentos de Arte Moderna em São Paulo, na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap e Moda, na Galeria Rex
1967
Recife PE – Participa do Seminário de Tropicologia organizado por Gilberto Freire e profere a palestra Vestuário e Trópico
São Paulo SP – Lança, pela Edart, o álbum Flávio de Carvalho – 32 desenhos
São Paulo SP – Passa a ter uma sala especial permanente no Museu de Arte Brasileira da Faap – MAB/Faap
1968
São Paulo SP – Recebe o 2º prêmio no concurso para a decoração do Theatro Municipal
São Paulo SP – Realiza o Monumento a García Lorca na Praça das Guianas
1973
São Paulo SP – Profere a palestra Brasil – Décadas de 30, no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP
São Paulo SP – Publica A Origem Animal de Deus e O Bailado do Deus Morto, pela Editora Difusão Européia
1982
São Paulo SP – Homenagem a Flávio de Carvalho: construtor, no Saguão da Biblioteca Mário de Andrade
1994
São Paulo e Campinas SP – J. Toledo (1947) lança, pelas editoras Brasiliense e da Unicamp, detalhada biografia do artista, com quem convive nos últimos anos de sua vida, intitulada Flávio de Carvalho: o comedor de emoções