Bandeirinhas Técnica:
desenho a grafite sobre papel Medida:
29 x 33 cm Data:
1976 Comentários:
assinado
Com dedicatória "Para Regina com abraço do Volpi".
Alfredo Volpi (Lucca Itália 1896 - São Paulo SP 1988). Pintor. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas, como Mário Zanini e Francisco Rebolo, entre outros. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se marinhas executadas em Itanhaém, São Paulo. No fim dos anos de 1930, mantém contato com o pintor Emídio de Souza. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, na Galeria Itá, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando impressiona-se com obras pré-renascentistas. Passa a executar, a partir da década de 1950, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti em 1958, o Prêmio Guggenheim em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro, entre outros.
Atualizado em 11/03/2009
Alfredo Volpi
Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Esse talento o levou a trabalhar como pintor de frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas.
Estudou na Escola Profissional Masculina do Brás e trabalhou como marceneiro, entalhador e encadernador. Aos 16 anos, ele pintou sua primeira aquarela. Aos 18 anos de idade, ele pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo.
Em 1925 iniciou sua participação em mostras coletivas. Até se firmar como pintor, exerceu vários ofícios, como o de decorador de interiores. Autodidata em artes, tornou-se membro do Grupo Santa Helena, nos anos 1940, onde conheceu o pintor paulista Ernesto de Fiori, que iria influenciá-lo de maneira decisiva.
O grupo era formado por artistas paulistas que se reuniam no palacete Santa Helena, desenvolvendo, durante as décadas de 30 e 40, pinturas que retratavam cenas da vida e da paisagem dos arredores de São Paulo. Participou das primeiras manifestações artísticas contra os modernistas de 1922, junto com outros pintores do Grupo Santa Helena, como Bonadei, Rebolo, Clóvis Graciano, Pennacchi, Mário Zanini.
Volpi expôs no Salão de Maio e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, em 1938, ambos em São Paulo. No ano seguinte, depois de uma viagem a Itanhaém, no litoral sul paulista, começou a pintar paisagens marinhas. Participou do 7º Salão Paulista de Belas-Artes em 1940.
Ainda em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, na Galeria Itá, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando impressiona-se com obras pré-renascentistas. Passa a executar, a partir da década de 1950, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti em 1958, o Prêmio Guggenheim em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro, entre outros.
Bienal de Veneza, várias retrospectivas (exposições com a obra do autor) em museus e galerias, precederam a exposição Volpi 90 anos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no aniversário do artista, dois anos antes de sua morte.
Ao longo de quase um século de existência, Volpi passou por várias fases, recebeu influências de pintores impressionistas e clássicos como Cézanne, Giotto, Ucello, encontrando seu próprio caminho. Volpi criou sua própria
linguagem na pintura e evoluiu naturalmente das representações de cenas da natureza para produções mais intelectuais, concebidas em seu estúdio.
Daí em diante suas obras seriam dominadas pelas cores e pelo estilo abstrato geométrico. Exemplo marcante disso são suas bandeirinhas multicoloridas, que se tornaram sua marca registrada. As formas geométricas e as
trocas cromáticas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, no que os críticos definem como uma combinação inventiva.
É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho “Bandeiras e Mastros”. Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais – “elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo”, dizia.
Num processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol. Alfredo Volpi morreu em 28 de maio de 1988, aos 92 anos.
Formação
Autodidata. Volpi jamais admitiu a influência de pintores ou movimentos sobre sua arte, mas alguns críticos apontam referências do pintor italiano Ernesto de Fiori (1884 - 1945) em obras do fim da década de 1930 e início da década de 1940
Cronologia
Pintor
s. d. - São Paulo SP - Trabalha como marceneiro-entalhador e encadernador
1897/1988 - São Paulo SP - Vem para o Brasil com seus pais, fixando-se em São Paulo
1912 - São Paulo SP - Começa a trabalhar como pintor decorador de residências
1918 - São Paulo SP - Realiza com Orlando Duílio Tarquínio Rossi (1894 - 1970) trabalho de decoração para o Hospital Militar, no bairro do Ipiranga. A pintura não foi preservada
1935 - São Paulo SP - Participa da formação do Grupo Santa Helena, ao lado de Francisco Rebolo (1902 - 1980), Bonadei (1906 - 1974), Clóvis Graciano (1907 - 1988), Mario Zanini (1907 - 1971) e Fulvio Pennacchi (1905 - 1992)
1936 - São Paulo SP - Participa da fundação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo
1937 - São Paulo SP - Recebe medalha de bronze do Museu Paulista de Belas Artes
1937/1938 - Piracicaba SP - Trabalha na decoração da capela da Usina de Açúcar de Monte Alegre, com a colaboração de Aldorigo Marchetti e Mario Zanini
1937/1938 - São Paulo SP - Integra a Família Artística Paulista - FAP
ca.1938 - Itanhaém SP - Vai, durante três anos, toda semana para Itanhaém. Produz numerosas marinhas e conhece o pintor Emídio de Souza (1868 - ca.1949)
1940/ca.1950 - São Paulo SP - Realiza trabalhos para a Osirarte, de Rossi Osir (1890 - 1959)
1941 - São Paulo SP - Recebe o prêmio de melhor trabalho para os monumentos de São Miguel e Embu
1945 - São Paulo SP - Executa, com Rossi Osir, Zanini, Rebolo e outros, a decoração de um baile carnavalesco, cuja renda é destinada à fundação do Clube dos Artistas e Amigos da Arte
1946 - São Paulo SP - Começa a pintar a série das "fachadas"
1949 - São Paulo SP - Executa duas pinturas murais no Hospital de São Luís Gonzaga
1950 - Europa - Realiza única viagem à Europa, acompanhado por Mario Zanini e Rossi Osir. Permanece quase seis meses na Itália
1951 - São Paulo SP - Realiza pinturas murais e prepara os desenhos dos vitrais da Igreja do Cristo Operário
1958 - Brasília DF - Realiza afrescos e desenha paramentos para a Capela de Nossa de Fátima dos Pioneiros Sociais
1958 - Estados Unidos - Recebe o Prêmio Guggenheim
1959 - São Paulo SP - Membro do júri de seleção da representação brasileira na 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1962 - Executa painéis para a Companhia de Navegação Costeira, com auxílio do pintor Décio Vieira (1922 - 1988)
1962 - Rio de Janeiro RJ - É escolhido pela crítica de arte, como o melhor pintor brasileiro
1966 - Brasília DF - Realiza o afresco Visão de Dom Bosco, no Palácio Itamaraty
1966 - Rio de Janeiro RJ - É escolhido pela crítica de arte, como o melhor pintor brasileiro
1971 - Rio de Janeiro RJ - Recebe o Golfinho de Ouro pela melhor exposição realizada em 1970, no MIS/RJ
1973 - Brasil - Recebe o título de Grão Mestre da Ordem do Rio Branco
1973 - Itália - Recebe o título de Comendador da Ordem do Mérito da República Italiana
1973 - São Paulo SP - Recebe da Câmara Municipal de São Paulo a Medalha Anchieta
1973 - São Paulo SP - Recebe o prêmio Personalidade Global do Governo do Estado
1973 - São Paulo SP - Recebe prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA
1975 - Olívio Tavares de Araújo realiza o documentário Alfredo Volpi
1975 - Recebe a medalha Pero Vaz de Caminha e a placa de prata Phillips do Brasil
1976 - São Paulo SP - Recebe a Ordem do Ipiranga e é homenageado na Câmara Municipal de São Paulo
1977 - Recebe o diploma Bandeirante do Brasil, conferido pelo Instituto Nacional de Expansão Cultural
1977 - Recebe o troféu Personalidade Global, outorgado pelo jornal O Globo e pela Rede Globo de Televisão
1977 - São Paulo SP - É homenageado com o Troféu Francisco Matarazzo Sobrinho, no Centro Cultural Francisco Matarazzo Sobrinho
1978 - Recebe medalha de prata de Legião de Honra Giuseppe Garibaldi
1983 - São Paulo SP - Recebe Medalha Paulista, em homenagem da Paulistur
1986 - Nova York (Estados Unidos) - Prêmio de Artes Plásticas Gabriela Mistral, da Organização dos Estados Americanos
Atualizado em 10/11/2005
Fonte: Itaú Cultural
Críticas
“Volpi pinta vôlpis.
(…) atualmente, os vôlpis das “casas”, das “bandeiras”, das “fachadas”, das “composições”, são sempre o resultado que volpi encontra ao usufruir, contemporaneamente, de sua experiência dentro do figurativo, do abstrato ou do concreto. eis porque volpi pinta como volpi, enfrentando a prestidigitação do gosto, com aquilo que ele argutamente sabe e acha, que deve pintar.
é, pois, facilmente, que descobrimos que cada quadro seu evidencia uma realidade, dimensionada em um tempo sem começo e sem fim, onde cada qual faz brotar de si constantes informações de relatos, racionalmente sem valor.(…)”. Willys de Castro
“(…) Uma ampla exposição do desenvolvimento de Volpi, de seu trabalho atual em andamento, em articulação com o que já fez antes é valiosa, sobretudo para que se possa apreciar a pintura de um ´artista inteiro´, ou dessa inteireza de Volpi, tão rara entre nós, como há dias frisava um seu admirador. Volpi saiu do Brasil apenas uma vez, por alguns meses, para ir à Itália, sobretudo, em 1950. No entanto, não se creia que isso seja indício de estacionamento, ao contrário, seu trabalho de agora irradia frescor, sem relembrar retomadas nostálgicas. Era extremamente moderno também há vinte anos, nos anos 50, para os concretistas, que nele viam um exemplo de construção e depuração. Como nos anos 40, em plena fase de transfiguração de suas figuras e paisagens, táctil como um Rosai (´lembra Rosai sem ter visto Rosai´, disse Willys de Castro), ou na apreensão da atmosfera nas suas marinhas de Itanhaém, em fins da década de 30. É difícil explicar esta manutenção de atualidade de Volpi, esse ´ser´ moderno, sem correr atrás de modas, mantendo, simultaneamente, sua singularidade de expressão. (…)”. Aracy Amaral
“Nos primeiros anos da década de 40, as vistas e marinhas de Itanhaém mergulham numa atmosfera ligeiramente irreal, que evoca algo da ´pintura metafísica´ – embora não se pareça em nada com ela – e é obtida através do colorido severo e da economia de imagens voluntárias: em nenhuma obra sobrevive qualquer elemento acessório. (…) (. . . ) No final da década de 40 para frente, a realidade já não surge sequer como estímulo, mas apenas como um repositório de imagens, um repertório iconográfico do qual Volpi retira formas avulsas existentes – portas, janelas, telhados, ruas, pátios, barcos, gradis, linhas do mar ou do horizonte – como se fossem signos abstratos. (…) Daí em diante, começa a série de fachadas e com elas se abre a porta à pura abstração geométrica. (…) As condições para que ele (Volpi) cumpra seu papel de mestre consumado, e ascenda à ímpar posição que hoje ocupa, só se reúnem após 55. Data do pós-concretismo o Volpi definitivo, aquele que conseguiu fazer o que muito poucos outros fizeram, o que pode competir no plano internacional da inventividade e qualidade. (…)”. Olívio Tavares de Araújo
“Acho Volpi um dos nossos grandes coloristas. (…) Acho que Volpi chega a uma síntese incrível nos portais e nas festas de São João. Sua pincelada, ao contrário, tem uma forte vibração. Nos trabalhos iniciais, sua cor era mais chapada. Mas, no final de sua vida, ao pintar aquelas superfícies que parecem bandeiras mas que já são enormes abstrações, dando cores extremamente vibrantes e mudando a direção do pincel para conseguir uma certa vibração, parece que a cor está viva ali. Acho aquilo tão sutil e tão rico, é pura luz! O fantástico é que, apesar da economia, ele chega ao cerne da expressão, à essência da qualidade. Poucos artistas fizeram isso. Van Gogh o fez quando pintava o céu com uma pincelada e os corvos com outra. Volpi o realizou sem nunca ter ouvido falar em Van Gogh”. Lygia Pape
“Para Volpi, ao contrário, o aspecto tosco de suas formas não é sinal de solidez, e sim de um desgaste lento que conduziu o objeto a uma confiança natural. À semelhança dessas facas de sapateiro que com o tempo vêem sua lâmina ganhar o desenho de uma meia-lua, ou nas peças de um carro de boi que pelo atrito adquirem uma aparência lisa e polida, o que se observa não é tanto a resistência do material ou a imposição de um contorno, mas antes o trabalho paciente do tempo, a acumulação amorosa de uma atividade cujo ritmo escapa à temporalidade abstrata do capital. As formas gastas de Volpi, por sua origem, são inacabadas. A qualquer momento elas podem voltar a ceder, e adquirir novos perfis. A atualidade, nessa obra, não significa a conquista de um presente taxativo, que encontra expansão na vigência indiscutível da cor ou estrutura. Ela se afirma na possibilidade de rearranjos constantes, que se somam permanentemente.” Rodrigo Naves
“Alfredo Volpi foi um homem quase iletrado, mas um pintor de grande cultura visual. As particulariedades da história cultural do Brasil o levaram a percorrer um caminho que na Europa demandaria várias gerações, da pintura romântica até a crise do modernismo. Num país caracterizado por explosões artísticas de curta duração, produziu por quase setenta anos uma pintura de qualidade elevada – por trinta anos, pelo menos, uma grande pintura. Sua arte nunca deu saltos: evoluiu por modificações e incorporações graduais, que permitiram reduzir a uma linguagem original um leque bastante considerável de influências. Nunca viajou, a não ser por um breve período em 1950, mas dispôs de uma sensibilidade muito aguda para aproveitar o que estava à mão – e o que estava à mão, afinal, não era tão pouco. Não foi um pintor de sistema, e sim de método: manipulou informações díspares, que podiam ir dos macchiaioli a Albers, até encaixá-las em sua arte. Foi nessa digestão lenta, mais do que na indigestão antropofágica, que veio à tona um modelo convincente de arte moderna brasileira. O modernismo de Volpi é um modernismo da memória, afetivo e artesanal, de marcha lenta e voz mansa. Não se projeta no futuro, nem pode dar conta dos cliques instantâneos e sem contornos da vida contemporânea. Permanece no entanto, como um horizonte e uma promessa – como os poemas de Bandeira e as canções de Caymmi”. Lorenzo Mammí
“Quando, no princípio da década de 1950, surgiram as primeiras pinturas de Volpi projetadas num espaço plenamente bidimensional, não se tratava, então, de uma guinada ou de uma ruptura moderna na trajetória do velho artista. Sabemos que desde a segunda metada da década de 40, mesmo antes do advento pleno daquele espaço bidimensional, Volpi vinha lidando com a noção de superfície de uma posição quase solitária no meio de arte brasileira. O campo da representação se revelava então reduzido a um repertório de elementos constantes, cuja função narrativa o pintor pacientemente limava, até que no abrir da década de 1950 eles viessem á tona em um jogo de elementos formais móveis e permutáveis, embora nesse processo jamais se perdesse a referência afetiva do subúrbio e não houvesse dúvida de que ali se tratava de uma retratada memória familiar de fachadas e janelas. A cor já havia aflorado como elemento autônomo, estrutural era como se Volpi, depois de quase três décadas de recato intimista e comedimento cromático na arte brasileira, reabrisse um capítulo engasgado na pintura nacional, retomando os planos francos e radiantes que haviam aturdido e precocemente embotado a obra de Tarsila, e a noção de uma superfície contínua, que irradiava para a vida na cidade”. Sônia Salzstein