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Aldir Mendes de Souza

Perspectiva Agricola nº 24
Técnica: óleo sobre tela
Medida: 120 x 180 cm
Data: 1985
Comentários: ass. no verso Reproduzido no livro 3 Coloristas - Volpi, Ianelli e Aldir``, de Alberto Beuttenmuller, ano de 1984.

Aldir Mendes de Souza
Preço: Sob Consulta

 

  BIOGRAFIA
Aldir Mendes de Souza
Aldir Mendes de Souza, biografia e trajetória

Aldir Mendes de Souza (1941 - 2007)



Biografia



Aldir Mendes de Souza (São Paulo SP 1941 - idem 2007). Pintor, desenhista, escultor, gravador. Com formação em medicina, inicia-se em pintura com Nair Mendes. A partir de 1969, o cafeeiro e o cafezal são assuntos constantemente presentes em sua produção. Nos anos 1970, realiza pinturas que fazem referências à cidade se expandindo em direção ao campo. Posteriormente passa a realizar pinturas abstratas. A geometria, principalmente com o uso de retângulos em perspectiva, torna-se predominante em sua obra, desde a metade dos anos 1980. A partir do fim dessa década produz trabalhos de pintura em concreto, e propõe pinturas exibidas na horizontal, que possibilitam um diferente ângulo de visão ao espectador. Em 1992, comemora 30 anos de pintura com exposição no Paço das Artes, em São Paulo, e a publicação de Geometrie Parlanti, de Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Mario Trufelli (1929), na Itália. Desde o início da década de 1980 são lançados vários livros que analisam sua trajetória artística.

Fonte: Itaú Cultural

Atualizado em 28/05/2010

Trajetória


Aldir começou a expor em 1962.
Autodidata, desenvolveu pesquisa em vários setores da arte contemporânea, principalmente no campo da pintura. Construiu uma carreira sólida ao longo de mais de 45 anos atuando no cenário das artes plásticas do Brasil e exterior.

Após um início ligado a arte de vanguarda, marcado por performances e trabalhos desenvolvidos em técnica mista tais como radiografias, termografias, colagens, etc, elegeu em 1969 o cafeeiro como símbolo da natureza e o representou por uma figura circular de contornos sinuosos. Do cafeeiro surgiu o cafezal, formado pela disposição regular do arbusto em fileiras. A seriação da figura levou-o à perspectiva, e sua síntese formal à geometrização.

Na década de 70 desenvolveu extensa obra referenciada ao campo e à cidade. Em 1979 realizou uma exposição baseada na arquitetura de prédios, explorando o formato retangular das janelas. No ano seguinte, desenvolveu uma série de pinturas abstratas geométricas a partir da figura do retângulo.

No ano de 1982 comemorou 20 anos de pintura com uma grande exposição retrospectiva no Museu de Arte Brasileira da FAAP, onde foi lançado o livro Aldir Geometria da Cor. Na época seu tema era Cidade X Campo, apresentando formas despojadas, ainda sob os efeitos dos trabalhos abstratos. Em 1985 apresentou a fase Geo/Metria, que é uma síntese de sua pintura abstrata de 1980 e da paisagem rural. Utilizou como símbolo a partir de então o retângulo em perspectiva oblíqua, eliminando a linha do horizonte de suas paisagens. A partir de 1987 desenvolveu os trabalhos de pintura em concreto colorido, aproveitando sua experiência anterior na realização de murais. Propôs a horizontalização da pintura, proporcionando ao observador uma visão de cima das obras.

Em 1990 apresentou a série de pinturas inspiradas no círculo cromático. No ano de 1991 voltou ao tema das cidades mostrando o conjunto Relatividade Metropolitana. No mesmo ano, expôs com artistas abstratos geométricos brasileiros e italianos no MASP e no Museu Nacional de Belas Artes em Roma e Salerno. Participaram da mostra os artistas Hércules Barsotti, Luiz Sacilotto, Aldir Mendes de Souza e Arcângelo Ianelli. Em 1992 completou 30 anos de pintura com uma exposição no Paço das Artes em São Paulo, e lançando o livro Geometrie Parlanti, editado na Itália. Ainda em 1992 iniciou a série Trajetória e Velocidade da Cor e Paisagem Subatômica.

Em 1993 realizou três exposições simultâneas no Campus da Universidade de São Paulo. No Museu de Arte Brasileira da FAAP, apresentou a série Movimentos da Cor, em 1994. Em 1997 expôs com Alfredo Volpi, Franz Weissman e Arcângelo Ianelli no MASP, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte de Brasília, no projeto Poetas do Espaço e da Cor. Em 1998 desenvolveu a série de pinturas denominadas Arco-Íris, com cores claras e aéreas, reintroduzindo a linha do horizonte nos conjuntos de paisagens rurais. Em 1999 iniciou a série dos Quartetos e em 2001 apresentou-os na Pinacoteca do Estado de São Paulo em instalação denominada Pintura para Pisar.

Comemorou 40 anos de pintura em 2003 com uma exposição no MASP Centro – São Paulo.
No Espaço Cultural Blue Life lançou o livro Obsessão pela Cor, com textos de Frederico Moraes e Olívio Tavares de Araújo, exibindo obras que ilustravam a publicação.

Nos anos de 2004 e 2005 realizou individuais em galerias do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Brasília, expondo a fase Geometria Brasileira.

Ao longo de sua carreira participou de eventos de destaque como a Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971, 1973 e 1977), Bienal Ibero Americana do México (1987 e 1989) e a Bienal de Havana – Cuba (1991), além de diversas exposições individuais em galerias dos Estados Unidos, Itália, Portugal, França e Espanha.

Em 2005 Aldir descobriu ser portador de uma grave leucemia.

Em 2006 realiza a exposição Cores do Buraco Negro, com performance da bailarina Larissa de Moraes, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo.

Debilitado pela doença, não deixou de produzir, utilizando-se inclusive da enfermidade como motivação e inspiração para suas obras através da série Campos de Batalha. Interrompido pelo agravamento de seu quadro clínico Aldir não chegou a expor a nova fase.

Em 12 de fevereiro de 2007, após 15 meses de luta, Aldir Mendes de Souza morre, aos 65 anos.

O trabalho desenvolvido ao longo de décadas de produção confere a ele figurar entre os grandes coloristas brasileiros. Seu trabalho encontra-se hoje perpetuado em importantes coleções e museus do Brasil e do exterior como MASP, MAM-SP, MAB-FAAP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu de Arte Contemporânea da USP, Fundação Nemirovsky e Rhode Island School of Design – EUA.

Em atenção aos anseios manifestados pelo artista quando diagnosticado portador de leucemia, a partir de 2007 todo o valor arrecadado com os direitos de imagem e comercialização do trabalho de Aldir Mendes de Souza através de seu atelier tem parcela de contribuição com a ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, através de parceria firmada com a instituição.

Exposições Individuais


1965 Galeria do Teatro Arena – São Paulo

1966 Galeria Artécnica – São Paulo

1970 Chelsea Galeria de Arte – São Paulo

1971 Galeria do IBEU – Rio de Janeiro
Fundação de Arte – São Caetano do Sul

1972 Galeria do IBEU – Santos

1973 Galeria Ipanema – São Paulo

1975 Galeria Seta – São Paulo

1976 Maison de France – Rio de Janeiro

1977 Hotel Casa Grande / Simpósio Internacional do Café – Guarujá

1978 Galeria de Arte Global – São Paulo

1979 Museu de Arte do Paraná – Curitiba
Galeria Oscar Seraphico – Brasília
Galeria Sergio Milliet / FUNART – Rio de Janeiro

1980 Galeria Projecta – São Paulo

1981 Galeria Paulo Prado – São Paulo

1982 Galeria de Arte Aplicada – São Paulo
Museu de Arte Brasileira/FAAP – São Paulo

1983 Cidade X Campo (Exposição Itinerante):
Belo Horizonte, Marília, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Curitiba

1984 Museu de Arte Contemporânea ” José Pancetti ” – Campinas

1985 Galeria Alberto Bonfiglioli – São Paulo

1986 Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro
Galeria Bonino – Rio de Janeiro
Dan Galeria – São Paulo

1987 Steiner Galeria de Arte – São Paulo

1988 Galeria Montessanti – São Paulo
Galeria Montessanti – Rio de Janeiro

1990 Museu de Arte Contemporânea da USP – São Paulo
Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro

1991 Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro

1992 30 Anos de Pintura – Paço das Artes – São Paulo

1993 Três exposições simultâneas – Campus da Universidade de São Paulo

1994 Museu de Arte Brasileira da FAAP – São Paulo

1995 Museu Nacional de Belas Artes

1996 Pinacoteca Benedito Calixto – Santos

1998 Renato Magalhães Gouveia – Escritório de Arte – São Paulo

2001 Pinacoteca do Estado – São Paulo

2003 MASP Centro
Galeria de Arte Aplicada

2004 Votre Galerie (Rio Design Center) – Rio de Janeiro

2005 Expoarte Galeria – Brasília
Galeria Mara Dolzan – Mato Grosso do Sul

2006 Centro Brasileiro Britânico – São Paulo

2007 Galeria Arte Aplicada – São Paulo (póstuma)


Exposições Individuais no exterior



1977 Brazilian American Cultural Institute – Washington – EUA
Brazilian Trade Bureau – New York – EUA

1985 Galeria Debret – Paris – França
Sociedade Nacional de Belas Artes – Lisboa – Portugal
Casa do Brasil – Madrid – Espanha
Casa do Brasil – Roma – Itália

1991 Galeria Studio Sposito – Napoli – Itália

1992 Galeria La Seggiola – Salerno – Itália

1993 Associazone Culturale Dedalos – San Savero – Itália

1994 Centro Culturale L"Approdo – Avelino – Itália


Exposições Coletivas



Participou de dezenas de exposições coletivas, no Brasil e no Exterior.
Entre elas, as seguintes bienais:

1966 I Bienal da Bahia – Salvador

1967 IX Bienal Internacional de São Paulo

1968 II Bienal da Bahia – Salvador

1969 X Bienal Internacional de São Paulo

1970 Pré-Bienal Nacional – São Paulo

1971 XI Bienal Internacional de São Paulo
I Bienal de Santos
Arteônica – Exposição Internacional de Arte Eletrônica,
organizada por Waldemar Cordeiro – FAAP

1972 I Bienal Nacional – São Paulo

1973 XII Bienal Internacional de São Paulo

1976 II Bienal Nacional – São Paulo

1977 XIV Bienal Internacional de São Paulo

1978 I Bienal Ibero-Americana – México

1982 III Bienal Ibero-Americana – México

1986 V Bienal Ibero-Americana – México
II Bienal de Havana – Cuba

1991 Sincronias – MASP – São Paulo
M.N.B.A. – Rio de Janeiro – Brasília
Galeria la Seggiola – Salerno – Itália

1992 Sincronias – Instituto Ítalo-Latino Americano – Roma – Itália

1993 Feira de Ultramare di Bari – Itália


Prêmios



1966 1º Prêmio/Pintura – Salão de Arte Universitária – São Paulo
1º Prêmio/Pintura – IX Salão de Arte de São Bernardo do Campo – SP
Prêmio/ Estímulo/Conjunto de Obra – I Bienal da Bahia – Salvador
Medalha de Prata, XV Salão Paulista de Arte Moderna

1967 Medalha de Prata/Pintura:
Salão Paulista de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul, SP
Medalha de Prata/Pintura – XVI Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo

1968 Referência Especial/Pintura – Salão Jovem de Arte Contemporânea – Campinas, SP
Prêmio Aquisição/Pintura – Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul
Prêmio de Pesquisa/Objetos – Salão de Arte Contemporânea de Campinas

1969 Prêmio Aquisição/Pintura – Salão de Arte de Santos
1º Prêmio/Pintura – Salão de Arte do Paraná – Curitiba

1970 Prêmio Aquisição/Pintura – Salão de Arte contemporânea de Santo André
Prêmio Aquisição/Pesquisa Raio X – Salão de Arte de Belo Horizonte
Prêmio Aquisição/Pesquisa Raio X – Jovem Arte Contemporânea – São Paulo
Menção Honrosa/Pintura – Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo
Menção Honrosa/Pintura – Salão de Arte Contemporânea – São Caetano do Sul

1971 Menção Honrosa/Filme RaioX – Salão Luz e Movimento/ MAM – Rio de Janeiro

1972 Prêmio Pesquisa/Múltiplos – Bienal Nacional – São Paulo

1977 Prêmio Aquisição Itamaraty/Pintura – Bienal Internacional de São Paulo

1978 Prêmio Aquisição/Pintura – Salão de Arte de Belo Horizonte

1979 Prêmio Aquisição CAixa Economica Federal/Pintura – Salão de arte do Paraná-Curitiba

1982 2º Prêmio/Pintura – Bienal Ibero-Americana – México

1983 1º Prêmio/Pintura – Salão de Arte de Ribeirão Preto

1991 Prêmio Alburni Comunitá – Montana – Itália


Participações em instituições culturais



1971 Membro da Comissão Estadual de Artes Plásticas – São Paulo

1984 Membro do Conselho de Arte da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Membro do Conselho do Centro Brasileiro de Projetos de Arte – São Paulo

1986/87 Membro do conselho de Arte e Cultura da Bienal de São Paulo


Participações em entidades de classe



1971 Tesoureiro da AIAP – Associação Internacional de Artistas Plásticos – Seção Brasileira

1978 Vice-Presidente da AIAP – Seção Brasileira

1982 Membro Fundador da Associação Profissional de Artistas Plásticos

1983 Eleito Membro do Conselho Consultivo da APAP

1984 Eleito Presidente da APAP

1986 Reeleito Presidente da APAP por mais 2 anos


Participações como diretor de cinema



1970 Suícidio à Brasileira (Curta Metragem)
10′ | 35mm | Técnica de Cine Radiografia

1971 Dança das Artérias (Curta Metragem)
10′ | 35mm | Técnica de Cine Radiografia | Certificado do INC

1972 O Branco e o Preto Perdidos na Bienal com Destino ao Guarujá (Média Metragem)
30′ | 35mm | Dir. Fotografia Jorge Bodansky e Hermano Penna

1973 O Homem que Descobriu o Invisível (Longa Metragem)
90′ | 35mm | Produção Servicine | Exibição Comercial | Dir. Fotografia Jorge Bodansky

1974 O Trote dos Sádicos (Longa Metragem)
90′ | 35mm | Produção Servicine | Exibição Comercial | Dir. Fotografia Antônio Meliante

Livros publicados sobre a sua obra



1982 Aldir – Geometria da Cor
Alberto Beuttenmuller. Edição Arte Aplicada

1983 Críticos x Artistas
Alberto Beuttenmuller. Edição Arte Aplicada

1989 3 Coloristas – Volpi, Ianelli, Aldir
Alberto Beuttenmuller. Editora IOB

1991 Geometrie Parlanti
Textos de Haroldo de Campos e Mario Truffeli.
Editora La Seggiola, Salerno, Itália.

1992 Poetas do Espaço
Edição Arte Aplicada

2003 Obsessão pela Cor
Olívio Tavares de Araújo e Frederico de Moraes.
Ed.Universitária Lisboa – Portugal.

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