Alexandrino, Pedro (1856 - 1942)
Nascimento/Morte
1856 - São Paulo SP - 26 de novembro
1942 - São Paulo SP - 19 de julho
Formação
1880 - Pirapora SP - Recebe as primeiras lições de pintura artística do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz
1883 - São Paulo SP - É aluno de Almeida Júnior, que o aconselha a seguir pintando naturezas-mortas
1887/1888 - Rio de Janeiro RJ - Como bolsista, estuda desenho com José Maria de Medeiros (1849-1925) e pintura com Zeferino da Costa (1840-1915), na Aiba
ca.1890/1892 - Rio de Janeiro RJ - Estuda na Enba. Não conclui o curso
ca.1896 - Paris (França) - Estuda no ateliê de René Chrétien e na Académie Fernand Carmon
1899/ca.1901 - Paris (França) - Estuda no ateliê de Antoine Vollon, no Ateliê Lauri e com o pintor Monroy
Cronologia
Pintor, decorador, desenhista e professor
1867 - Campinas SP - Com apenas 11 anos, trabalha com o decorador francês Barandier na decoração da Catedral de Campinas
ca.1867 /1869 - São Paulo SP - Trabalha com o decorador francês Stevaux
1873/ca.1880 - São Paulo SP - Realiza vários trabalhos de decoração em igrejas, residências e palacetes
1887/1888 - Rio de Janeiro RJ - Viaja para estudar
1888 - São Paulo SP - Almeida Júnior (1850-1899) o retrata na obra Caipiras Negaceando (personagem ajoelhado) e na Conversão de Paulo (na figura do santo)
ca.1890/1892 - Rio de Janeiro RJ - Viaja para estudar
1895/1896 - São Paulo SP - É professor de desenho no Liceu de Artes e Ofícios
1896/1905 - Paris (França) - Recebe bolsa de estudo
ca.1907/1909 - Paris (França)
ca.1910/ca.1940 - São Paulo SP - É professor de desenho e pintura
1910 - Paris (França) - Recebe o título de Oficial da Academia, concedido pelo Ministére de L´Instruction Publique des Beaux-Arts, em agradecimento pela restauração feita gratuitamente na Igreja de Villeneuf
1917 - São Paulo SP - É professor de Tarsila do Amaral (1886-1973)
1919 - São Paulo SP - É professor de Anita Malfatti (1889-1964)
1926 - Gênova (Itália) - Recebe o título de acadêmico de mérito da Accademia di Belle Arti di Gênova, classe pintura
1932 - São Paulo SP - Recebe certificado da Cruzada Artística pela doação de objetos de arte em auxílio aos combatentes constitucionalistas
1936 - Recebe o título de Comendador da Ordem da Coroa da Itália, concedido por S. M. Vittorio Emanuele II, por proposta do governo italiano
Alexandrino, Pedro (1856 - 1942)
Biografia
Pedro Alexandrino Borges (São Paulo SP 1856 - idem 1942). Pintor, decorador, desenhista e professor. Inicia-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier (ca.1812 - 1867), na catedral de Campinas, São Paulo. Nessa época, também auxilia o decorador francês Stevaux em São Paulo e realiza trabalhos em igrejas, residências e palacetes. Em 1880, recebe as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estuda com Almeida Júnior (1850 - 1899) em seu ateliê, na Rua da Glória, em São Paulo. De 1887 a 1888, estuda desenho com José Maria de Medeiros (1849 - 1925) e pintura com Zeferino da Costa (1840 - 1915), como aluno bolsista da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, no Rio de Janeiro. Entre 1890 e 1892, ingressa na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, leciona desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, em 1895 e 1896. Viaja para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo, e freqüenta o ateliê de René-Loui Chrétien (1867 - 1942) e a Académie Fernand Carmon. Conhece Antoine Vollon (1833 - 1900), e com ele estuda a partir de 1899. Freqüenta também o Ateliê Lauri e estuda com o pintor Monroy. Retorna ao Brasil na primeira década do século XX, estabelece-se em São Paulo, onde leciona desenho e pintura. Tem como alunos Tarsila do Amaral (1886 - 1973), Anita Malfatti (1889 - 1964) e Bonadei (1906 - 1974), entre outros.
Comentário crítico
Antes mesmo de sua viagem de estudos a Paris, Pedro Alexandrino já é um artista especializado em natureza-morta. Segundo a historiadora da arte Ruth Tarasantchi, sua produção desse período é influenciada por seu mestre, Almeida Júnior (1850 - 1899), principalmente na fatura lisa e na utilização de planos de fundo escuros. Em Cozinha na Roça, 1894, apresenta uma composição com pinceladas mais livres, na qual é possível observar a habilidade do pintor no uso das cores.
Na França, tem contato com a obra de Antoine Vollon (1833 - 1900) e de René-Louis Chrétien (1867 - 1942). Em Paris, como aponta Tarasantchi, suas composições tornam-se mais complexas, realizadas com pinceladas mais largas, com menor preocupação com detalhes. O gosto do artista por formas arrendondadas ou cilíndricas revela-se em Flores e Doces, s.d. ou em Metais, Porcelanas e Morangos, s.d.
Alexandrino é conhecido pela representação de objetos em metal, dos quais consegue transmitir a impressão de volume e brilho. Reúne, por vezes, em uma mesma pintura, dois ou três tipos diferentes de metais, demonstrando sua habilidade em reproduzir os diferentes tons de cada peça. Outra constante em seu trabalho é a exploração dos efeitos de transparência, quando pinta cristais ou garrafas de vidro.
Fonte: Itaú Cultural
Atualizado em 19/07/2011
Pedro Alexandrino