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Mario
Zanini
“Zanini foi o primeiro artista
a associar-se comigo, no ateliê
do Santa Helena, passando depois para
um Ateliê ao lado do que eu
alugava. Talentoso e sensível,
gostava de música e me levou
a gostar também, nas conversas
do dia a dia; de tal forma me despertou
o interesse que muitas vezes acabei
indo com ele até as igrejas,
em horário de missas, para
ouvir as músicas religiosas.
Também gostava muito de ler,
compensando assim o tipo retraido
que era, fora do grupo de amigos.
Passamos a ir juntos, Zanini, Volpi
e eu, principalmente, para pintar
‘do natural’, no Canindé,
no Cambuci, e em muitos outros pontos
da periferia. Aliás, Volpi
e Zanini andavam tanto juntos que
o pessoal do Santa Helena os chamava
de ‘Mutt e Jeff’ personagens
inseparáveis de uma história
em quadrinhos da época. (...)
Sempre achei que o Zanini foi um grande
pintor, além de bom companheiro.
Preocupado com o domínio da
pincelada, especialmente nos detalhes
dos quadros, fez suas paisagens com
uma preocupação de grande
síntese. Em 1939 já
era um pintor bastante elogiado pela
crítica, apesar da modéstia”.
F. Rebolo Gonsales
ZANINI, Mario. Mário Zanini.
São Paulo: Grifo Galeria de
Arte, 1977. p. 4. [Depoimento a Lisbeth
R. Gonçalves por ocasião
da exposição na Galeria
Opus, junho de 1974.] |