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<title>Arte em Foco por Valério Pennacchi</title><link>http://www.escritoriodearte.com/dblog/</link>
<description>Arte em Foco por Valério Pennacchi</description><language>it</language>
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	<title><![CDATA[Vicente do Rêgo Monteiro]]></title>
	<description><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img vspace="10" hspace="10" border="10" align="right" alt="" src="/public/vendedor_frutas.jpg" />Vicente do R&ecirc;go Monteiro &eacute; um dos fundadores do modernismo no Brasil e juntamente com seu irm&atilde;o &ndash; Joaquim &ndash; Manuel Bandeira e C&iacute;cero Dias, ser&aacute; o arauto do &laquo;novo tempo&raquo; que substituiria o academismo da escola pernambucana; mas, nem por isso, deixou de perceber conscientemente a import&acirc;ncia de sua cultura de origem, combinando de forma magistral sua raiz cultural com as experi&ecirc;ncias pl&aacute;sticas de seu tempo.  Como no quadro em quest&atilde;o, clara &eacute; sua filia&ccedil;&atilde;o ao cubismo franc&ecirc;s, &agrave; simplifica&ccedil;&atilde;o dos planos, mas que refletiam, principalmente, nas formas arredondadas, a cer&acirc;mica marajoara. Pintou tudo; ind&iacute;genas figuras urbanas, religiosas e mitol&oacute;gicas, sempre seguindo o c&acirc;none do racionalismo construtivo, presente em sua obra desde 1925. Nesta fase explorou reduzida gama de cores em seq&uuml;&ecirc;ncia da rica politonalidade de suas aquarelas. A intensa manifesta&ccedil;&atilde;o fica por conta do elemento gr&aacute;fico.  Obras como a &laquo;Ca&ccedil;a &ndash; 1923&raquo; e a &laquo;Piet&agrave; &ndash; 1924&raquo;, de fatura muito semelhante a este &laquo;Vendedor de frutas&raquo;, nos remetem &agrave;s colossais corporaturas eg&iacute;pcias e ass&iacute;rias de atemporalidade universal.</div>]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=18]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:26:50+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Tomie Ohtake]]></title>
	<description><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img vspace="0" hspace="10" border="10" align="left" src="/public/tomie_verm.jpg" alt="" />Após breve passagem pelo figurativo, encontramos Tomie, nos últimos anos da d&eacute;cada de 1950, a pintar manchas de cor com preciosas texturas, já completamente definida pela linguagem abstracionista.  A afinidade com Mark Rothko dá lugar, a partir da d&eacute;cada de 1970, juntamente com seus trabalhos em litogravura e serigrafia &agrave;s linhas curvas com a evidente proposta de movimento.  Tal como no quadro em evidência, al&eacute;m do movimento percebe-se uma sobreposição de cores agora mais quentes e vibrantes, contraste cromático intenso e clara distribuição dos espaços na tela.</div>]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=17]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:24:31+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Reynaldo Fonseca]]></title>
	<description><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img vspace="10" hspace="10" border="10" align="left" src="/public/Familia_100x150_1987.jpg" alt="" /><br /><br /><br />O quadro, de grandes propor&ccedil;&otilde;es que nos &eacute; dado admirar &eacute; muito representativo da obra de Reynaldo; &eacute; figurativo e, ao mesmo tempo, contempor&acirc;neo e por n&atilde;o ter elementos regionalistas nordestinos, nos fala em uma linguagem internacional. Nos transmite, num primeiro momento, uma certa tranq&uuml;ilidade que rapidamente nos conduz a um desassossego similar ao que provamos quando estamos diante de um quadro de Edward Hopper; que, apesar de ser o pintor realista americano mais conhecido do per&iacute;odo &laquo;entre-guerras&raquo;; sensatamente estava fora de sincronia com o clima ufanista daquele per&iacute;odo, pois transmitia fisicamente a sensa&ccedil;&atilde;o de &laquo;solid&atilde;o&raquo;, &laquo;a vacuidade atr&aacute;s da agita&ccedil;&atilde;o&raquo;, com tal for&ccedil;a e realismo a que o espectador era levado a crer que poderia cort&aacute;-las com uma faca. A vis&atilde;o de seus quadros bem como os de Reynaldo sempre me levaram a &laquo;reflexionar&raquo;!  Nesta cena, Balthus, ovvero, Balthazar Klossowski de Rola, aparece como uma lembran&ccedil;a distante, pois, o menino, a mucama e as tr&ecirc;s personagens sentadas &agrave; mesa parecem indiferentes entre si, como se vivessem somente em seus &laquo;mundos&raquo;. A obra convincentemente figurativa mostra um desenho incisivo e de grande precis&atilde;o; talvez influxo dos primitivos flamengos e italianos, que Reynaldo Fonseca viu, observou com afinco e aprendeu a admirar.</div>]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=16]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:22:55+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Lucas Pennacchi]]></title>
	<description><![CDATA[<img vspace="10" hspace="10" border="10" align="left" alt="" src="/public/peixe1.jpg" />Seu &aacute;rduo trabalho de dominar o desenho e o de ordenar subjetivamente a distribui&ccedil;&atilde;o met&oacute;dica da composi&ccedil;&atilde;o - exerc&iacute;cio repetido sempre a partir da natureza morta, nos diz o artista - aparece claramente mesmo nas obras de endere&ccedil;o surrealista como as que aqui apresentamos.  Vive de seu trabalho desde 1985. Partiu de uma refer&ecirc;ncia real para criar imagin&aacute;rias paisagens marinhas ou interioranas de car&aacute;ter idealizado e rom&acirc;ntico; passou por naturezas-mortas e desaguou de forma fortuita e borbotoante em p&aacute;ssaros, feixes de peixes e outras formas geom&eacute;tricas criando composi&ccedil;&otilde;es francamente on&iacute;ricas, surrealistas, mas sempre com propor&ccedil;&otilde;es harmoniosas e seu h&aacute;bil manuseio das cores nos envolve esteticamente. <br /><br />Concomitantemente, produziu cenas de iconografia paulistana, a partir do real, atrav&eacute;s das quais nos transporta para a cidade ideal, por&eacute;m o equil&iacute;brio, a luminosidade e a transpar&ecirc;ncia das cores utilizadas nos transmitem uma vis&atilde;o rom&acirc;ntica e com ela, a paz e a harmonia h&aacute; muito perdida.  Outras obras inspiradas no expressionismo abstrato ou no tachismo abriram uma terceira via, cuja op&ccedil;&atilde;o seria eliminar o figurativo criando uma obra carregada de emo&ccedil;&atilde;o e diligente dinamismo. Sem abandonar nenhuma das linguagens, o que mant&eacute;m constante em sua obra &eacute; a infinita variedade e inventividade de assuntos e cores; pr&aacute;xis oriunda de um processo interno de recep&ccedil;&atilde;o sensorial.  <br /><br />Celebro seu talento; juntos celebraremos seu sucesso!]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=15]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:19:30+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[José Antonio da Silva]]></title>
	<description><![CDATA[<img vspace="10" hspace="10" border="10" align="left" src="/public/Fazendinha.jpg" alt="" />&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; O quadro aqui representado nos mostra um pintor primitivo que instintivamente mostra sua vertente expressionista; quase que constante em toda a sua obra uma vez que a pintura de &laquo;Silva&raquo;, n&atilde;o tem fases distintas, como num movimento uniformemente variado sobre um mesmo tema; sua brasilidade expressa por meio de queimadas, carros de boi, fazendas, a dura vida do campo e tantos outros retratos da vida interiorana.  A vibrante palho&ccedil;a contrasta e complementa a dram&aacute;tica paisagem pintada em cores escuras e severas, mas o c&eacute;u pontilhado de estrelas suaviza o amanh&atilde;... . Os demais elementos presentes d&atilde;o equil&iacute;brio &agrave; obra; a &aacute;rvore que verte um caudaloso liquido branco bem poderia ser uma seringueira abatida...]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=14]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:17:34+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Carybé, Hector]]></title>
	<description><![CDATA[<img vspace="10" hspace="10" border="10" align="left" alt="" src="/public/India.jpg" />&nbsp;&nbsp; &nbsp;    Quadro de cunho espont&acirc;neo e de invej&aacute;vel express&atilde;o que n&atilde;o necessita de um &laquo;libretto&raquo; a nos explicar a que veio ou do que se trata. Que import&acirc;ncia teria se a figura retratada fosse uma &iacute;ndia ou uma baiana? Seu repouso frontal e hier&aacute;tico, j&aacute; nos transmitiu e estabeleceu a necess&aacute;ria transfer&ecirc;ncia, essencial para a comunica&ccedil;&atilde;o visual, est&eacute;tica e emocional. N&atilde;o &eacute; essa a ess&ecirc;ncia da obra de arte?  A linha precisa de seu corpo sobre o fundo abstrato determina um volume que enriquece a figura e a apresenta com perspicuidade, mas sem a diafaneidade que poderia ter sido &laquo;deixada de fazer&raquo;]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=13]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:11:17+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Fulvio Pennacchi]]></title>
	<description><![CDATA[<img vspace="10" hspace="10" border="10" align="left" src="/public/cena_toscana.jpg" alt="" />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta &eacute; uma obra de Pennacchi de propor&ccedil;&otilde;es maiores &ndash; 80x120 cm &ndash; das que comumente estamos acostumados a ver. De composi&ccedil;&atilde;o ins&oacute;lita, duas constru&ccedil;&otilde;es triangulares a mant&eacute;m em perfeito equil&iacute;brio onde dois grupos de campesinos, com vestimentas festivas, s&atilde;o os protagonistas de um dia de laser no campo. Um vendedor de p&aacute;ssaros tenta entusiasmar as crian&ccedil;as para vender sua mercadoria.  A grande casa col&ocirc;nica, de portas abertas est&aacute; pronta para receber seus habitantes e amigos para o almo&ccedil;o dominical. A Igreja e a paisagem ao fundo, bem perspectivamente colocadas nos remetem a um cen&aacute;rio distante; como o pano de fundo de um teatro.  Tudo nos faz pensar &agrave; It&aacute;lia distante, por&eacute;m, num feliz contexto de gestos e atitudes que brotam das imagens interiormente recriadas das veracidades vividas e observadas. Tudo banhado por cores absolutamente tropicais, brasileiras, numa meditada harmonia induzida na desordem involunt&aacute;ria dos aspectos naturais.  Nesta obra se retrata o pulsar da vida desta pequena comunidade, poss&iacute;vel atrav&eacute;s do sentido da vis&atilde;o, da vasta gama de capacidade do olhar e da efic&aacute;cia persuasiva das imagens.  <br /><br />Valerio Pennacchi-Pennacchi.]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=12]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:08:17+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Cícero Dias]]></title>
	<description><![CDATA[<img vspace="10" hspace="10" border="10" align="left" src="/public/engenho.jpg" alt="" />&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; Se h&aacute; um pintor brasileiro inscrito na hist&oacute;ria da arte mundial, este &eacute; C&iacute;cero Dias. No breve recorte biogr&aacute;fico apresentado neste cat&aacute;logo explicamos porque; ou melhor, pretendemos agu&ccedil;ar a curiosidade do leitor para que procure, na vasta bibliografia existente sobre o artista, as raz&otilde;es desta nossa afirma&ccedil;&atilde;o.  Como na obra ao lado, esse pintor instintivo e cerebral sempre soube conservar apesar de seu articulado cosmopolitismo &ndash; formado na Paris de intelectuais como Paul &Eacute;luard, de pintores como Pablo Picasso, Jean Arp, Robert Delaunay e demais integrantes da &laquo;Escola de Paris&raquo; &ndash; a representa&ccedil;&atilde;o de sua terra atrav&eacute;s dos elementos terra, mar, cores e luminosidade, evitando, atrav&eacute;s da uma imunizante simplifica&ccedil;&atilde;o, o perigo que poderia representar a pintura demasiado etnogr&aacute;fica e/ou social.  As figuras est&atilde;o reclinadas em atitude contemplativa e em equil&iacute;brio, separadas dos afazeres que mant&eacute;m o &laquo;aristocr&aacute;tico engenho&raquo; por &laquo;casinhas&raquo; enfileiradas que ainda se encontram nas comunidades suburbanas do interior as quais foram transmutadas em um &laquo;biombo multicolorido&raquo;, t&iacute;pico desta &uacute;ltima fase figurativa onde ao lirismo foi adicionada a geometria e solu&ccedil;&otilde;es graficamente est&eacute;ticas. Interpreto os m&uacute;ltiplos verdes da palmeira e da paisagem como a representa&ccedil;&atilde;o do muito que se pode obter com o cultivo da terra nordestina.]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=11]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T17:04:27+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Candido Portinari]]></title>
	<description><![CDATA[<img vspace="10" hspace="10" border="10" align="left" src="/public/Pe-e-machado.jpg" alt="" />&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; Este desenho a carv&atilde;o sobre papel kraft de Portinari &eacute;, no m&iacute;nimo, curioso. Trata-se, de acordo com o Cat&aacute;logo Raison&eacute;e do artista, de um dos &laquo;desenhos para transporte&raquo; para a pintura mural &laquo;Pau-Brasil&raquo;; que foi realizada em 1938, para o &laquo;Grande Sal&atilde;o de Audi&ecirc;ncias do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o&raquo;.  Por ser um &laquo;desenho de transporte&raquo; est&aacute; admiravelmente acabado. De que se tratava afinal? Ap&oacute;s a concep&ccedil;&atilde;o do tema e do desenho e obtida sua aprova&ccedil;&atilde;o por parte do comitente, o artista, em geral, apresentava um desenho detalhado do projeto final. O &laquo;desenho de transporte&raquo; ou o &laquo;desenho guia&raquo; era ent&atilde;o reproduzido em tamanho natural sobre papel grosso ou ainda cart&atilde;o. <br /><br />Este tinha seus contornos furados ou marcados com carv&atilde;o para que, quando justaposto &agrave; parede j&aacute; previamente preparada &ndash; com o reboque ainda &uacute;mido &ndash; o desenho pudesse ser facilmente transferido. O tal contorno transferido era rapidamente repassado formando assim o contorno final da figura. As cores eram aplicadas em seguida e somente a pr&aacute;tica indicava ao artista que tonalidade adquiririam quando secas. Qualquer corre&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria significava a destrui&ccedil;&atilde;o do trabalho que havia sido feito, da&iacute; ser condi&ccedil;&atilde;o &laquo;sine qua non&raquo; a extrema habilidade e firmeza no tra&ccedil;o, por parte do artista.  Neste pequeno fragmento se percebe um desenhista que conhece a fundo o corpo humano e sua interpreta&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do desenho onde, a enorme riqueza t&eacute;cnica e a express&atilde;o transmitida atrav&eacute;s da forma importam tanto ou mais que a cor. Na verdade, trata-se de um fragmento de um desenho de cerca de 280x250 cm onde os personagens eram distorcidos, alongados e transfeitos para transmitir-nos o efeito dram&aacute;tico, suas propor&ccedil;&otilde;es her&oacute;icas sem a necessidade de pontuar as diferencia&ccedil;&otilde;es dos tipos &eacute;tnicos que retratava.]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=9]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T16:54:47+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Benedito Calixto]]></title>
	<description><![CDATA[A simples visão deste «Porto de Santos» (visto do Guarujá) nos indica porque Benedito Calixto &eacute; considerado um dos melhores memorialistas brasileiros; e, juntamente com Almeida Junior e Pedro Alexandrino, os mais importantes pintores brasileiros do final do s&eacute;culo XIX e começo do s&eacute;culo XX.

Este específico registro iconográfico, que num primeiro momento poderia ser visto como prosaico, nos ilustra – assim como seu quadro «Inundação da Várzea do Carmo», de dimensões &eacute;picas – a paisagem, as edificações, as embarcações movidas a vapor, e os diversos aspectos da natureza, tal como ele as via.

Nesta obra, a precisão no registro das edificações em primeiro plano juntamente com o ainda bucólico espaço circunvizinho, nos mostra um precioso cenário onde o aspecto histórico &eacute; muito importante, fundamental mesmo; principalmente considerando-se a falta de registro causada pelo crescimento rápido e caótico imprimido &agrave;s nossas cidades, cujos condutores não puderam ou não tiveram nem o tempo nem a oportunidade de fazê-las crescer considerando a herança recebida. Eram os tempos das benesses oriundas das exportações agrícolas, da chegada dos laboriosos migrantes e imigrantes e dos primórdios da industrialização paulista.

Um escritor de larga capacidade descritiva poderia engendrar a parábola de como o «avanço civilizador» sobrepujou a natureza, legando-nos cidades sem memória, que se transformariam em metrópoles, magalópoles, e finalmente, em necrólopes.

É, sem duvida, uma obra em que o artista se preocupou em retratar numa paisagem correta o desenvolvimento urbano daquele precioso momento.]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=8]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T16:34:56+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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	<title><![CDATA[Arcângelo Ianelli]]></title>
	<description><![CDATA[N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel tecer alguns coment&aacute;rios sobre esta obra sem, pelo menos, fazer alguma referencia ao percurso art&iacute;stico de Ianelli iniciado em 1944 com Colette Pujol e depois com Waldemar da Costa. Deles libertou-se imediatamente e, por assim dizer, foi um autodidata.  Desenhou nus, retratos, paisagens e quanto mais a &laquo;Academia&raquo; poderia desejar e aplaudir. Na &laquo;Retrospectiva do MAM em 1978&raquo;, seu trajeto foi apresentado de forma did&aacute;tica e clara. Percebiam-se largos passos entre &laquo;Olaria &ndash; 1947&raquo; e &laquo;Casas, Ponta da Praia &ndash; 1953&raquo; e &laquo;Paisagem &ndash; 1957&raquo;; e, atrav&eacute;s deles j&aacute; estava tra&ccedil;ado seu caminho para a abstra&ccedil;&atilde;o e a geometria.  Seu quadro &laquo;Casas &ndash; 1960&raquo; apresenta um figurativismo simplificado e essencial e praticamente cont&eacute;m todos os elementos da sua obra geom&eacute;trica. Com um salto de 15 anos o encontramos em plena fase geom&eacute;trica, conforme pode ser constatado pela obra acima. Esta obra espec&iacute;fica &eacute; um dos tantos exemplos da obra de um grande colorista atento para com a luminosidade e as mudan&ccedil;as crom&aacute;ticas, apresentando-nos uma pintura puramente sensorial, superpondo quadrados, ret&acirc;ngulos, planos que se unificam atrav&eacute;s da luminosidade circunspecta e comedida que, como uma n&eacute;voa, parece partir dos tons mais baixos. Por toda a obra permeiam nuances e sutilezas crom&aacute;ticas ...sensorialmente nossos olhos perlongam uma grande pe&ccedil;a de seda!  <br /><br />Valerio Pennacchi-Pennacchi.]]></description>
	<link><![CDATA[http://www.escritoriodearte.com/dblog/articolo.asp?articolo=7]]></link>
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	<dc:date>2007-10-17T16:29:29+01:00</dc:date>
	<dc:creator>Valério</dc:creator>
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