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	<title>James Lisboa Escritório de Arte &#187; visconti anita malfatti</title>
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	<description>Compra, venda e avaliações de obras de arte!</description>
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		<title>Exposição Anita Malfatti &#8211; CCBB de Brasília</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 16:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho o prazer de comunicar que a montagem e a inauguração da exposição “Anita Malfatti – 120 anos” no CCBB de Brasília foram realizadas com grande êxito.
A exposição está absurdamente linda! E a visitação está batendo recordes, principalmente de estudantes.
Pela quantidade e principalmente pela qualidade e significância das obras reunidas esta exposição pode ser considerada senão a mais importante de todas já realizadas, uma das mais representativas, igualando-se apenas à retrospectiva de 1977 no MAC de São Paulo e à de 1971 na FAAP.

São 120 obras de 71 coleções, além da sua, entre as quais: IEB/USP – Coleções Mario de Andrade e Anita Malfatti; Acervo Palácio do Governo de SP; MAM do RJ – Coleção Gilberto Chateaubriand; MAC de São Paulo, Museu Casa Guilherme de Almeida, Coleção Roberto Marinho, Coleção Instituto Queiroz do Ceará, Coleção Maria Lucia Verissimo, Coleção Sergio Hamburguer, Coleção Paulo Tarso Flecha de Lima, Coleção Afrísio Vieira Lima Filho, Coleção Almeida Braga, Coleção Simão Mendel Guss, Coleção Nikita Lukin, Coleção Ricard Akagawa, Coleção Glaucia e Peter Cohn, Coleção Orandi Momesso, Coleção Marina Dias Novaes, Coleção Sylvia Malfatti R. Souza, Coleção Desembargador Geraldo Souza e Coleção Sergio Fadel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A São Paulo de 1917 ainda era muito provinciana para entender o que significava para a arte brasileira aquela exposição que acontecia na Rua Libero Badaró, 111. Ali, uma pintora que tentava esconder uma atrofia no braço e na mão direita, chamada <strong>Anita Malfatti</strong>, ousava mostrar para uma sociedade perplexa a mais pura arte expressionista.  Somente cinco anos depois viria a assimilação com o novo durante a Semana de Arte Moderna do Teatro Municipal, onde estavam 22 obras suas. No entanto, as críticas que recebeu e a insatisfação com sua própria arte a perseguiriam por quase toda a vida.</p>
<div id="attachment_258" class="wp-caption alignleft" style="width: 156px"><a href="http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=76"><img class="size-full wp-image-258 " title="A Amiga - Anita Malfatti" src="http://www.escritoriodearte.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/imagem_anita_01.jpg" alt="A Amiga - Anita Malfati" width="146" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">A Amiga - Anita Malfatti</p></div>
<p>A pressão da família, que não via futuro promissor para uma moça solteira deficiente e que não dava sinais de que poderia se tornar uma boa professora de arte, fez de Anita uma artista de muitas fases, inquieta, insegura e sempre incompreendida. Essa busca constante por se expressar livremente com os pincéis permeia a Retrospectiva Anita Malfatti – 120 anos, que estréia nacionalmente no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, de 22 de fevereiro a 25 de abril.</p>
<p>“Sem dúvida ela foi a pioneira do modernismo no Brasil. A exposição de 1917 inspirou o movimento. Fala-se em Lasar Segall ou  Belmiro de Almeida e Visconti como percussores, mas nenhum deles causou tanta polêmica. Ela teve repercussão. E quando a lenda ultrapassa o fato, publica-se a lenda”, afirma Luzia Portinari Greggio, que assina a curadoria da exposição.</p>
<p>Sobrinha de Cândido Portinari e sempre cercada por livros e quadros, seu interesse pela História e pela Filosofia da arte a levou até a vida e obra de Anita, o que lhe rendeu um prêmio de Estímulo de Curta-metragem da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, em 2001, pelo roteiro do documentário “Anita Malfatti”. A pesquisa sobre a vida e obra da pintora também resultou no livro Anita Malfatti – tomei a liberdade de pintar a meu modo, em 2007. E agora, a exposição comemorativa.</p>
<p>Greggio reuniu 120 obras de diversos museus e de coleções particulares que mostram inúmeras e diferentes Anitas. A primeira delas (de 1909 a 1914) é uma Anita naturalista-impressionista. Inclui o período em que ainda assinava como Babynha, como em seu primeiro quadro (Burrinho correndo – que estará exposto no CCBB), até o seu retorno de sua primeira viagem de estudos, quando esteve na Alemanha, onde o expressionismo explodia. Foi quando organizou sua primeira exposição individual em 1914. Essa fase reúne também algumas preciosidades como Meu irmão Alexandre e Mulher de vestido vermelho.</p>
<p>A segunda Anita, mostra sua fase mais esplendorosa (1915 -1922). É quando vai para os Estados Unidos e se entrega ao expressionismo. “A trajetória de Anita é singular. Todo mundo ia estudar na França. Ela foi para Alemanha e depois para os Estados Unidos, onde tinha parentes. Foi lá onde ela desabrochou”, lembra a curadora. A pintora rompe com todas as regras acadêmicas tão apreciadas pelos seus familiares, como o tio Jorge Krug, que financiará seus estudos no exterior, e a mãe, pintora clássica, Betty Krug, presença constante, rígida e autoritária na sua vida.</p>
<div id="attachment_257" class="wp-caption alignleft" style="width: 173px"><a href="http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=76"><img class="size-full wp-image-257" title="O homem amarelo - Anita Malfatti" src="http://www.escritoriodearte.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/imagem_anita_02.jpg" alt="O homem amarelo - Anita Malfatti" width="163" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">O homem amarelo - Anita Malfatti</p></div>
<p>Exposição de 17</p>
<p>Mesmo com o escrachado desapontamento dos parentes com a produção artística que trazia na bagagem em seu retorno ao Brasil, Anita faz a exposição de 1917, onde apresenta obras que hoje são consideradas as mais significativas de seu acervo como A boba, A amiga, O farol, A onda, O homem amarelo, Ventania. Também é desta época o primeiro nu cubista brasileiro. “Ela tinha noção que a exposição de 17 ia ser um escândalo. Tanto que resolveu deixar essa obra (Nu cubista I) de fora”, conta Greggio, que incluiu o quadro na mostra.</p>
<p>Seus mais profundos receios recebem contornos dramáticos quando uma crítica de Monteiro Lobato, publicada no jornal O Estado de São Paulo, com o título de A propósito de exposição Malfatti, provoca um efeito devastador na sua exposição. Seus quadros foram devolvidos, outros destruídos. O único a levantar em seu favor foi Oswald de Andrade, o que a fez ser uma inspiração para um grupo de artistas ansiosos em promover uma revolução na arte brasileira.</p>
<p>“Foi ela. Foram seus quadros que nos deram essa primeira consciência de revolta e de coletividade em luta pela modernização das artes brasileiras. Pelo menos pra mim”, chegou a dizer Mario de Andrade em relação a Anita.</p>
<p>Retorno à ordem</p>
<p>Depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Anita, que parecia ter encontrado seu lugar no famoso Grupo dos Cinco, mas parte, em agosto de 1923, para Paris, em nova viagem de estudos, desta vez financiada pelo Pensionato Artístico do Estado de São Paulo. Surge neste período, que dura até o final dos anos 20, uma nova face da pintora. “É o chamado “retorno à ordem”, ocorrido no pós-Segunda Guerra. Anita sofre influências de Matisse, Bonnard, começa a pintar interior-exterior, nus, temas recorrentes da época”, explica a curadora. São representativos dessa época os quadros La chambre bleue, Chinesa e Interior de Mônaco, que na exposição estará ao lado de seus estudos I e 2.</p>
<p>Ao retornar ao Brasil, no final de 1928, apesar do abandono à irreverência que marcou sua fase nos EUA, ela faz uma nova exposição sem grandes resultados financeiros e decide, a partir daí, a adotar uma postura ainda menos polêmica. Surge uma Anita muito mais acadêmica. Alguns acreditam que por nunca ter se recuperado das críticas feitas por Lobato ao seu trabalho. A pintora volta a lecionar e desenvolve séries de florais e retratos &#8212; temas mais comerciais na época. “Todo movimento precisa ter uma vítima e um inimigo. Anita foi a vítima do modernismo brasileiro e o Lobato o vilão.  Mas Anita tinha um relacionamento profissional com Lobato, que manteve depois da crítica. Mas de fato ela  buscou, no seu retorno de Paris, a sobrevivência”, explica Greggio.</p>
<p>Pintando a seu modo</p>
<p>O academicismo não agradou os companheiros modernistas. Ela chega a ter seu quadro Época da Colonização (1939) recusado no Salão Oficial de Belas Artes do Rio de Janeiro, em 1940, o que provoca o rompimento definitivo com Mario de Andrade, a quem Anita atribuiu a recusa. O amigo, desde sua volta de Paris, cobrava de Anita um retorno ao seu estilo mais contundente. O quadro também é um dos destaques da mostra de Brasília.</p>
<p>Um ano após a morte de sua mãe, em 1955, Anita é convidada a expor no MASP e se mostra uma artista mais popular, exibindo suas últimas produções (1940-1950) – obras que refletiam os costumes e as belezas do interior brasileiro: Batizado na roça, Colheita de algodão, Casamento na roça e O baile são algumas de suas obras que expressam essa fase. “Tomei a liberdade de pintar ao meu modo”, era o nome da exposição e uma indicação de que as críticas não lhe importavam mais.</p>
<p>Cada vez mais recolhida em sua chácara em Diadema, Anita jamais parou de pintar e no final da vida dedicou-se aos temas religiosos. “A comemoração desses 120 anos de Anita vem para homenagear a ousadia da mulher em buscar seu sonho, em se encontrar. A percebo como um ícone injustiçado. Os contemporâneos, por conta de ciúmes, vaidade, talvez, atrapalham a avaliação na época de um talento como Anita. É por isso que muitos gênios são reavaliados e exaltados com o passar do tempo. Foi o caso dela.”</p>
<div id="attachment_271" class="wp-caption alignnone" style="width: 567px"><a href="http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=76"><img class="size-full wp-image-271  " title="Fotos da exposição - Anita Malfatti" src="http://www.escritoriodearte.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/exposicao.jpg" alt="Fotos da exposição - Anita Malfatti" width="557" height="127" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos da exposição - Anita Malfatti</p></div>
<h1>Retrospectiva Anita Malfatti – 120 anos</h1>
<p>De 23 de fevereiro a 25 de abril de 2010</p>
<p>CCBB Brasília &#8211; Galerias 1 e 2</p>
<p>De terça a domingo, das 9h às 21h</p>
<p>SCES, Trecho 02, lote 22</p>
<p>Tel: 3310-7087</p>
<p>Entrada da gratuita</p>
<p>Classificação livre</p>
<p>Fonte: CCBB Brasília</p>
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