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Anotações e desenhos inéditos de um dos principais artistas visuais nordestinos estão reunidos na exposição “Anotações Visuais de Aldemir Martins”.Ao longo da vida, Martins (1922-2006) produziu obras de toques rústicos que retratam a natureza, o homem e paisagens típicas do Nordeste
Sob a curadoria de Jacob Klintowitz, os trabalhos estão dispostos de dois modos: os originais (montados em pranchas e vitrines, com formatos pequenos, desde pedaços de papel de menos de 10 cm a folhas de papel ofício) e as plotagens, em tamanhos que respeitam as proporções originais.
Espaço Cultural Citi – av. Paulista, 1.111, Bela Vista, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4009-3000. Seg. a sex.: 9h às 19h. Sáb., dom. e feriado: 10h às 17h. Até 19/11. Grátis. Classificação etária: livre. Acesso para deficientes pela al. Santos, 1.146
Fonte: UOL Entretenimento – Guia cultural de SP
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O artista plástico brasileiro Vik Muniz conquistou, em menos de 15 anos de carreira, uma posição invejável no cenário artístico internacional. Suas fotografias construídas com arames, linhas, açúcar, chocolate, restos de carnaval, terra e outros materiais insólitos estão hoje nos principais museus do mundo inteiro, como o Metropolitan e o MoMA, ambos em Nova York. Vik também foi o primeiro brasileiro a realizar uma individual
no Whitney Museum e, este ano, já expôs em Washington, Atlanta, Nova York e Rio de Janeiro. Hoje, por exemplo, Vik tem obras exibidas na Bienal de Veneza (no pavilhão brasileiro e no Palazzo Fortuny). Ele também tem mostras previstas para Paris (dezembro) e São Paulo (a partir de 28 de junho, no Museu de Arte Moderna).
Todo esse sucesso se deve ao seu grande talento, mas também a uma série de acasos e de estratégias mercadológicas que envolvem artista, galeristas e colecionadores.
Vik Muniz fez a coisa certa desde o início. Mudou-se para Nova York em 1984 e ali mesmo realizou sua primeira mostra individual, na Stux Gallery, em 1989.
Sua primeira série de trabalhos já tinha um forte apelo internacional. “The Best of Life” era uma série de reproduções de fotos históricas publicadas na revista “Life”, como o beijo na praça Times Square, uma platéia durante uma projeção de cinema em 3-D, o primeiro homem na Lua. Vik surgiu assim já deslocado de qualquer contexto regional de produção artística.
O banqueiro de investimentos José Olympio Pereira, colecionador de Vik, conta que o fato do artista morar em NY influenciou sua decisão de investir no artista. “Vik não foi amor à primeira vista. Eu tinha dificuldades com a figuração. Aproximei-me dele porque gosto do uso que ele faz de materiais inusitados e efêmeros, que é algo inédito, criativo e inovador. O fato de ele morar em NY e estar inserido em um circuito internacional era um bom indício de potencial de valorização”, diz José Olympio, que possui três obras do artista.
Em 1994, com cinco anos de carreira, Vik já havia realizado oito exposições individuais: em Nova York (quatro), São Francisco, Santa Mônica, Paris e São Paulo. Também havia sido incluído em mais de 30 mostras coletivas internacionais.
Os preços das obras vêm acompanhando as atividades do artista e também não param. As suas “fotografias de arame”, por exemplo, foram apresentadas em São Paulo em 1995 e custavam US$ 1,5 mil. Hoje custam US$ 6 mil, o que representa uma valorização de 300% em seis anos.
A galerista Márcia Fortes (da Galeria Fortes Vilaça, que o representa) justifica a valorização. “Vik já produziu oito séries de trabalho depois dos arames. Eles já são raridades. Já existe uma competição internacional por eles”, diz.
A sua galeria em São Paulo possui fotografias em terra ou arame (US$ 6 mil cada) e fotografias com restos de carnaval ou chocolate (US$ 12 mil cada). As fotografias com pó (apresentadas no Whitney Museum) valem US$ 15 mil. As fotografias com açúcar (exibidas na Bienal de São Paulo em 1998) estão esgotadas. Segundo Márcia Fortes, esse controle dos preços das obras de Vik
Muniz é feito em parceria com a galeria de Nova York (Brent Sikema).
No ano passado, por exemplo, as pinturas de chocolate custavam US$ 10 mil, mas uma delas (“Action Photo 1”) foi colocada em leilão na Sotheby’s de Nova York e foi vendida por US$ 38 mil.
O sucesso da obra “Action Photo 1” é explicável e vai além de suas qualidades formais. A foto pertence à série “chocolate”, uma das mais conhecidas do artista; o leilão aconteceu em Nova York; e os americanos são loucos por Jackson Pollock, artista que é representado na obra. “É a imagem mais famosa de Pollock e ele é um dos ícones máximos da pintura norte-americana. A foto tornou-se um clássico, pois revisa um momento fundamental da arte norte-americana”, explica Márcia Fortes.
Segundo a galerista, essa venda provocou uma forte especulação em cima da obra do artista. “Nem o artista nem sua galeria acham que o preço recorde no leilão foi um bom negócio, pois isso pode inflacionar o mercado em cima de um lance especulativo. Nós e a galeria de Nova York decidimos segurar o preço da série em chocolate em US$ 12 mil. Um bom preço em um leilão pode valorizar a obra do artista ou provocar uma chuva de obras no mercado e acaba jogando o preço do artista para baixo”, diz Márcia Fortes.
Segundo ela, seu papel como galerista é resolver uma difícil equação entre alta demanda, pouca oferta, especulação em leilões e comercialização secundária por outros marchands. “Trata-se de um malabarismo conter os preços e, ao mesmo tempo, não defasá-los. A galeria tem que proteger a obra do artista e a suavidade do desenvolvimento de sua carreira ao longo dos anos e não agir com as obras como se fossem lances em uma bolsa de valores”, complementa Márcia Fortes.
Também é papel do galerista selecionar o destino das obras do artista, evitando, por exemplo, que se concentre nas mãos de marchands ou de poucos colecionadores. No Brasil, Vik está no acervo de importantes colecionadores brasileiros, como Frances Marinho, Isabella Prata, Gilberto Chateaubriand e Bernardo Paz.
Um número exagerado de obras nas mãos de poucos colecionadores pode não ser um bom negócio, pois dá a eles um grande poder de especulação. Um grande colecionador pode, por exemplo, pode forçar um lance recorde em um leilão apenas para que as obras em seu poder valorizem.
“O fato de ter um bom marchand, que tem controle sobre a produção e orienta o artista, é uma segurança para o colecionador. Existe sempre um risco em relação ao artista contemporâneo, mas sendo um bom artista e tendo um bom marchand, o sucesso é quase garantido”, diz o colecionador e investidor José Olympio.
Fonte: Mapa das Artes – Notícias
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Ismael Nery
O Leiloeiro Oficial James lisboa realiza dia 31 de Maio mais um leilão com importantíssimas obras de arte, dentre elas quadros dos pintores:
Ismael Nery, Antonio Henrique Amaral, Arcangelo Ianelli, Candido Portinari, Cícero Dias, Emiliano Di Cavalcanti, Leonilson, Mário Gruber, Mário Zanini, Aldemir Martins, Baravelli, Roberto Burle Marx, Tomie Ohtake, Tran Tho, Victor Brecheret, Wesley Duke Lee, Flávio de Carvalho, Vik Muniz entre outros grandes artistas. Este leilão também conta com belíssimas antiguidades como móveis, pratarías etc.
Para acessar o catálogo completo e visualizar todas as obras acesse:
http://www.escritoriodearte.com/leilao/2010/maio/index.asp
Leilão de arte
31 de maio de 2010 às 20:30 horas
Atenção: novo horário e local:
O Leopolldo Plaza
Rua Prudente Correia, 432 – Jardim Europa
(esquina Av. Faria Lima em frente ao Shopping Iguatemi)
São Paulo/SP
Serviço de segurança e manobrista no local
Lances por telefone:
(11) 3061-3155
(11) 3081-6581
(11) 3582-2168
(11) 3578-5919
Postado por Ricardo B. Rinaldi
Vik Muniz | Obra Completa 1987-2009 – catálogo raisonné

VIK MUNIZ, EDITORA CAPIVARA E CREDIT SUISSE HEDGING-GRIFFO, CONVIDAM PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO
RIO DE JANEIRO
16 de dezembro às 19h na Livraria da Travessa Shopping Leblon
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – 2º andar – Loja 205A – Leblon
SÃO PAULO
17 de dezembro às 19h na Livraria da Vila Shopping Cidade Jardim
Pista Local da Marginal Pinheiros, entre as pontes Cidade Jardim e Morumbi
O volume traz a obra completa de Vik Muniz nos primeiros 22 anos de sua carreira, de 1987 a 2009. Neste catálogo, o leitor encontrará quase 1200 obras, que representam mais de 1600 imagens, muitas reproduzidas em página inteira, permitindo um contato com os materiais usados por Vik, tão importantes no impacto de seus trabalhos.
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Catherine Denueve(Diamond Divas)-100x80cm
Paulistano radicado nos Estados Unidos desde 1983, Vik Muniz sempre se recusou a ser chamado de artista brasileiro, sobretudo pelo longo tempo vivido no exterior. Deixou o país após levar um tiro na perna ao tentar apartar uma briga em um bar de São Paulo (um dos brigões bancou a viagem como uma espécie de indenização).
Hoje dividido entre Nova York e Rio, no entanto, nunca teve uma temporada de tanta atividade por aqui. A retrospectiva
Vik, por exemplo, atraiu 200 000 pessoas ao Masp. Agora, ele encerra o ano com um projeto ambicioso: um catálogo raisonné que abrange toda a sua produção ao longo de 22 anos. ‘Minha obra é mais evolucionária do que revolucionária. Costumo trabalhar em séries, então esse livro mapeia uma produção enorme’, afirma Muniz, sobre a decisão de lançar um inventário de suas criações aos 47 anos.’Pretendo, claro, fazer os volumes 2, 3, 4…’

Olga - After Picasso - 275x180cm
Em edição luxuosa, Vik Muniz: Obra Completa 1987-2009 (Editora Capivara, 710 páginas, 198 reais), nas livrarias a
partir de terça (1º), apresenta 1 200 trabalhos, em tratamento costumeiramente reservado a homenagens póstumas de mestres como Portinari e Tarsila do Amaral. O editor Pedro Corrêa do Lago, organizador do volume, conta que o processo de reunião das obras levou mais de um ano.’Pesquisamos no estúdio dele em Nova York, em galerias e coleções particulares’, explica. ‘O livro funciona tanto como síntese de uma trajetória quanto como uma introdução para leigos.’ A principal qualidade de Vik Muniz: Obra Completa 1987-2009 consiste em resgatar trabalhos dos primeiros anos de carreira, quando o artista ainda se dedicava a esculturas, objetos e instalações experimentais, substituídos posteriormente pela fotografia. ‘O bacana de olhar para trás é descobrir como aquelas primeiras coisas se refletem na produção posterior’, afirma Muniz. Foi com a série Crianças de Açúcar, da metade da década de 90, que encontrou seu estilo consagrado: compõe imagens com matérias-primas inusitadas (chocolate, diamantes,
papel picado, sucata), algumas delas com referências a pinturas célebres da história da arte, e só então as fotografa. ‘Cada material me intriga de uma maneira.Tem coisas que fiz em quinze minutos, outras tomaram seis meses. A do chocolate era desafiadora: eu tinha de fazer em uma hora, senão secava.’ Pelo impacto imediato, esses trabalhos foram considerados fáceis demais por alguns críticos. Muniz reclama do elitismo do circuito artístico e
diz que, além do espectador sofisticado, tenta alcançar não iniciados. ‘Quero conversar com todos de forma inteligente, não apenas falar bonito para poucos.’
Vik segue ativo. Acaba de fotografar 1 200 pessoas em um ginásio para uma campanha do Ministério da Saúde sobre o Dia Mundial da Luta contra a Aids, que deve entrar em circulação a partir de terça (1º). Em 2010, lançará um documentário sobre o Jardim Gramacho, o maior aterro sanitário da América Latina, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e publicará um livro infantil. Exibe ainda na Galeria Fortes Vilaça a mostra Versos, já apresentada em Nova York, na qual registra o fundo de telas emblemáticas como As Senhoritas de Avignon, de Picasso, e Noite Estrelada, de Van Gogh. Para completar o bom momento, no último dia 12 a casa de leilões Sotheby’s levou a martelo uma foto de Marilyn Monroe, arrematada por 200 000 dólares, um recorde em sua carreira. ‘Foi um ano formidável’, resume.