Postado por Ricardo B. Rinaldi

Candido Portinari "Druso"
A partir do dia 16 de junho, a série de desenhos e pinturas feita por Portinari em sua viagem a Israel nos anos 50, estará em exposição no Centro da Cultura Judaica até o dia 6 de setembro.
A convite do Centro Cultural Brasil-Israel, Portinari passou o mês de junho de 1956 viajando por Israel. Apenas oito anos depois da aprovação pela ONU do plano de partição da Palestina, o recém-criado estado israelense já tinha como ministro da cultura o pintor Arie Aroch, grande admirador de Portinari. Era a época de Israel dos pioneiros, dos kibtuzim, que reconheciam em Portinari, em sua obra com temática social e dimensão ética, o gesto dos profetas de Israel dos tempos bíblicos. Comunista de carteirinha, Portinari também se reconheceu na terra santa em plena modernização social e econômica.
Desse encontro, incentivado por Arie Aroch, cujo pretexto foi uma grande retrospectiva do artista por Tel Aviv, Haifa e En-Hod, nasceu um caderno de esboços que se tornou uma série de desenhos e pinturas, a Série Israel, que foi apresentada no MAM de São Paulo, do Rio de Janeiro, em Buenos Aires, em Lima e em Bolonha no final dos anos 50, que deu origem a um catálogo.
Como em cada exposição, a sala de leitura é recheada por acervos de outras instituições. Desta vez, ela se torna um espaço de pesquisa para saber mais a respeito da Série Israel e da obra de Portinari em geral. O Projeto Portinari, o arquivo Wanda Svevo, o Itaú Cultural e o MAM de São Paulo colocam à disposição do público, livros de referência sobre o artista, livros ilustrados por Portinari, entrevistas e o clipping completo referente à sua viagem para Israel
Postado por admin

Painel Guerra: marcado por alegorias que remetem à pietà
Peço permissão para convidá-lo(a) a ler a matéria sobre o “Projeto Guerra e Paz” publicada hoje pela revista VEJA RIO, reproduzida abaixo.
Resultado de mais de trinta anos de trabalho do Projeto Portinari, as articulações efetuadas desde 2007 junto à ONU, ao Grand-Palais, e aos governos brasileiro e francês, apesar de bastante complexas, foram bem sucedidas: a ONU entregou ao Projeto Portinari a guarda dos painéis até 2013, o Grand-Palais agendou a exposição no seu “Salon d’Honneur”, o presidente Lula convidou o presidente Sarkozy para inaugurarem juntos o evento, ainda este ano.
Quando da inauguração dos painéis “Guerra” e “Paz” na sede da ONU em Nova York, o chefe da Missão do Brasil junto àquela organização, Embaixador Cyro de Freitas-Valle afirmou “o Brasil está oferecendo hoje às Nações Unidas o que acredita ser o melhor que tem para dar”. Naquela ocasião, o Prêmio Nobel da Paz, Dag Hammarskjold, então Secretário-Geral da ONU, em seu discurso de agradecimento, declarou que os painéis brasileiros constituem “a mais importante obra de arte monumental doada à ONU”.
Configura-se assim o “Projeto Guerra e Paz” como uma oportunidade única para o Brasil, não somente no campo da arte e da cultura, mas também como questão de Estado, ação estratégica capaz de contribuir expressivamente para a ampliação do espaço internacional que vem sendo conquistado pelo Brasil nos últimos anos: levar ao mundo o poderoso simbolismo potencializado pela conjugação dos vetores da Paz mundial, do envolvimento da Organização das Nações Unidas, da relação com a França e com uma das instituições artístico-culturais mais importantes do mundo, e da obra-prima de um dos maiores artistas brasileiros.
Não obstante a inscrição deste projeto na Lei Rouanet ter sido aprovada há mais de 4 meses, praticamente sem cortes, e com o apoio decidido do próprio Ministro da Cultura, o Projeto Portinari ainda não conseguiu o patrocínio necessário à sua execução.
O cronograma do projeto está com um atraso de 4 meses, e os prazos para concretizá-lo estão na iminência de se esgotar.
Julguei ser meu dever alertar os caros(as) amigos(as) do Projeto Portinari sobre estes fatos, na esperança de ainda conseguirmos evitar que este projeto inédito para o Brasil venha a ter o destino das grandes oportunidades perdidas.
Agradecendo o seu tempo e sua atenção, receba o meu mais
Cordial abraço,
Peço permissão para convidá-lo(a) a ler a matéria sobre o “Projeto Guerra e Paz” publicada hoje pela revista VEJA RIO, reproduzida abaixo.
Resultado de mais de trinta anos de trabalho do Projeto Portinari, as articulações efetuadas desde 2007 junto à ONU, ao Grand-Palais, e aos governos brasileiro e francês, apesar de bastante complexas, foram bem sucedidas: a ONU entregou ao Projeto Portinari a guarda dos painéis até 2013, o Grand-Palais agendou a exposição no seu “Salon d’Honneur”, o presidente Lula convidou o presidente Sarkozy para inaugurarem juntos o evento, ainda este ano.
Quando da inauguração dos painéis “Guerra” e “Paz” na sede da ONU em Nova York, o chefe da Missão do Brasil junto àquela organização, Embaixador Cyro de Freitas-Valle afirmou “o Brasil está oferecendo hoje às Nações Unidas o que acredita ser o melhor que tem para dar”. Naquela ocasião, o Prêmio Nobel da Paz, Dag Hammarskjold, então Secretário-Geral da ONU, em seu discurso de agradecimento, declarou que os painéis brasileiros constituem “a mais importante obra de arte monumental doada à ONU”.
Configura-se assim o “Projeto Guerra e Paz” como uma oportunidade única para o Brasil, não somente no campo da arte e da cultura, mas também como questão de Estado, ação estratégica capaz de contribuir expressivamente para a ampliação do espaço internacional que vem sendo conquistado pelo Brasil nos últimos anos: levar ao mundo o poderoso simbolismo potencializado pela conjugação dos vetores da Paz mundial, do envolvimento da Organização das Nações Unidas, da relação com a França e com uma das instituições artístico-culturais mais importantes do mundo, e da obra-prima de um dos maiores artistas brasileiros.
Não obstante a inscrição deste projeto na Lei Rouanet ter sido aprovada há mais de 4 meses, praticamente sem cortes, e com o apoio decidido do próprio Ministro da Cultura, o Projeto Portinari ainda não conseguiu o patrocínio necessário à sua execução.
O cronograma do projeto está com um atraso de 4 meses, e os prazos para concretizá-lo estão na iminência de se esgotar.
Julguei ser meu dever alertar os caros(as) amigos(as) do Projeto Portinari sobre estes fatos, na esperança de ainda conseguirmos evitar que este projeto inédito para o Brasil venha a ter o destino das grandes oportunidades perdidas.
Agradecendo o seu tempo e sua atenção, receba o meu mais
Cordial abraço,

João Candido Portinari
Fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
Rua Marquês São Vicente 225 Gávea
22451-900 Rio de Janeiro – RJ - Brasil
Telefaxes: 55-21-3527-1439/1440/1441
email: portinari@portinari.org.br
http://www.portinari.org.br
Celular: 55-21-9474-1007 ou 55-21-8128-7797

Projeto Guerra e Paz
Postado por admin
Caro(a) Amigo(a) do Projeto Portinari:
Peço permissão para compartilhar com você um relato sobre uma das ações do Projeto Portinari das quais mais nos orgulhamos, com a certeza de que ela o tocará como cidadão(ã) e como pessoa humana:
http://www.portinarinaamazonia.blogspot.com/
Caso tenha você tempo e interesse, leia o breve resumo abaixo (histórico), que explica a razão de ser deste blog, do qual extraimos algumas imagens, reproduzidas ao final.
Agradecendo o seu tempo e sua atenção, receba o meu mais
Cordial abraço,

João Candido Portinari
Diretor-Geral
Projeto Portinari
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
Rua Marquês São Vicente 225 Gávea
22451-900 Rio de Janeiro – RJ
Brasil
Telefaxes: 55-21-3527-1439/1440/1441
email: portinari@portinari.org.br
http://www.portinari.org.br
Celular: 55-21-9474-1007
Histórico:
Desde 1997 o Projeto Portinari vem desenvolvendo atividades de arte-educação e inclusão social, levando a obra de Portinari a segmentos do público brasileiro os mais desfavorecidos com respeito ao acesso à arte e à cultura de nosso país. A premissa que norteia este programa é a de que a obra de Portinari está toda ela permeada de valores. Valores humanos, valores sociais. Acreditamos que assim ela pode ser um poderoso instrumento de transformação social, inspirando sentimentos de cidadania, de justiça social, de não-violência, de fraternidade, espírito comunitário e respeito pelo sagrado da vida. A partir desta premissa elaboramos uma ação fundamentada numa exposição de réplicas digitais das obras originais, acompanhada de um programa pedagógico, elaborado por educadores, visando estimular no público, e principalmente nas crianças e jovens — alvo preferencial do programa — uma reflexão crítica sobre a realidade brasileira, e sobre os valores inspirados no legado do pintor.
Durante mais de uma década percorremos todos os Estados brasileiros, sem exceção, registrando em livro a visita de mais de 500 mil crianças. Escolas, Centros de Cultura, Hospitais, Presídios, etc., foram assim visitados pelo programa.
Um braço destas ações foi chamado “Portinari nos Rios Brasileiros”, tendo como alvo as comunidades ribeirinhas. O primeiro momento foi no Pantanal do Mato Grosso do Sul, quando montamos a exposição no convés superior de uma chalana da Polícia Florestal, subindo 1.200 km do Rio Paraguai, de Porto Murtinho a Corumbá, parando nos povoados das margens brasileira e paraguaia para receber as crianças e o povo ribeirinho. Veja no blog o indiozinho pantaneiro, surpreso ao reconhecer-se na tela pintada por Portinari…
Sempre sonhamos em levar o programa para a Amazônia. Este sonho acaba de tornar-se realidade, por meio de uma parceria com a Marinha do Brasil. A Marinha percorre o Amazonas e seus afluentes dando assistência médico-hospitalar, odontológica e de cidadania às populações ribeirinhas, por meio de três navios. O Projeto Portinari foi honrado com a confiança da Marinha do Brasil, na pessoa do Almirante Sávio, Chefe do Departamento de Comunicação Social da Marinha e, no dia 10 de novembro passado, a Professora Suely Avellar, Coordenadora de nosso Núcleo de Arte-Educação, embarcou a bordo do navio NasHDoutorMontenegro, percorrendo as comunidades ribeirinhas do Rio Purus.
Suely escreveu um “Diário de Bordo”, sob a forma de um blog. A emoção deste relato, tão singelo, e, ao mesmo tempo, poderoso, foi de tal ordem que não resistimos ao desejo de compartilhá-lo com você, Caro(a) Amigo(a), mesmo correndo o risco de, com este ato, vir a importuná-lo(a). Se este for o caso, pedimos humildes e sinceras desculpas.

Diário de Bordo - Projeto Portinari - Portinari na Amazônia - Blog