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Um dos nomes mais importantes da arte brasileira no Brasil e exterior, o carioca Ernesto Neto traz para a Grande Sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo seus grandes ambientes multisensoriais imersivos. É a exposição Ernesto Neto: Dengo, que ocupa todo o principal espaço expositivo do MAM a partir do dia 18 de setembro (sábado) até o fim do ano. A exposição tem patrocínio do Banco Itaú e o copatrocínio da Redecard.
Conhecido por suas instalações de grandes dimensões, exibidas nas mais importantes instituições ao redor do mundo, como Panthéon (Paris), MoMA (NY), e Hayward Gallery (Londres), o artista traz para o MAM-SP pela primeira vez uma instalação desse porte. Com seus diversos nichos e reentrâncias confeccionados em crochê, Dengo é um convite para o público interagir com a obra de forma descontraída, estabelecendo relações de familiaridade.
Remetendo às esculturas de crochê já realizadas pelo artista, Dengo é a primeira obra nesse material que atinge tamanha dimensão. Nela, não há redomas formando subsalas por entre suas estalactites gigantes de crochê pendentes do teto. O visitante terá a sensação de que toda a Grande Sala foi transformada em um ambiente imersivo único, permeado por grandes gotas coloridas.
Fonte: Museu de Artes Modernas de São Paulo
Antonio Dias – Anywhere Is My Landde
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Antonio Dias Level
A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição Anywhere Is My Land, de Antonio Dias, reunindo mais de 50 obras produzidas no período de 1960 a 1970. A mostra é composta por pinturas, desenhos, instalações e filmes provenientes do acervo da Daros-Latinamerica (Zurique), da coleção Genéviève e Jean Boghici (Rio de Janeiro), da coleção do artista (Rio de Janeiro e Milão) e do acervo da Pinacoteca do Estado.
Fonte: Pinacoteca de São Paulo – Exposições
Bienal de Arte.
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OAB quer impedir exposição de obras em que personalidades são mortas.
A Bienal de Arte de São Paulo, antes mesmo da abertura que ocorre no próximo sábado, já causou polêmica. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo tentou impedir a exposição de obras em que um artista mata diversas personalidades. A OAB-SP alega que as obras incitam o crime e a violência, e por isso pediu que seja aberto um processo contra os organizadores da exposição.Nos desenhos, o próprio artista pernambucano, Gil Vicente, aparece como assassino de figuras públicas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o papa Bento XVI e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, aparecem sob a mira de uma pistola. Já o presidente Lula é degolado pelo artista. Segundo Gil, esta é a forma de representar a indignação contra quem poderia ajudar a melhorar o mundo.Apesar da polêmica, a direção da Bienal garantiu a permanência dos quadros.
Fonte: Globo G1 – Pop & Arte
EM CARTAZ MASP “SE NÃO NESTE TEMPO” PERÍODO 19/09/2010 a 09/01/2011
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A pintura produzida nas duas últimas décadas na Alemanha reunificada, pós-Muro, chega ao Brasil em setembro, em meio à Bienal Internacional de Arte de SP. Se Não, especialmente concebida para o MASP pelo curador Teixeira Coelho e pela brasileira radicada na Alemanha Tereza de Arruda, traz 83 obras de 26 expoentes da arte

Daniel Richter, Phienox
produzida em Berlim, Leipzig, Dresden, Hamburgo, Düsseldorf, Munique e Karlsruhe..E nesse cenário de destaque ocupado pela pintura, a produção alemã contemporânea ocupa um indiscutível lugar privilegiado. Um passado exuberante aliado à permanência de um invejável sistema de formação de artistas, mais uma sensibilidade aguçada para o novo e a reformulação do velho, deram à pintura alemã contemporânea uma força única.
Neste Tempo – Pintura Alemã Contemporânea: 1989-2010
Fonte: Pinacoteca de São Paulo
Exposição “Portinari em Israel” no Centro da Cultura Judaica
Postado por Ricardo B. Rinaldi

Candido Portinari "Druso"
A partir do dia 16 de junho, a série de desenhos e pinturas feita por Portinari em sua viagem a Israel nos anos 50, estará em exposição no Centro da Cultura Judaica até o dia 6 de setembro.
A convite do Centro Cultural Brasil-Israel, Portinari passou o mês de junho de 1956 viajando por Israel. Apenas oito anos depois da aprovação pela ONU do plano de partição da Palestina, o recém-criado estado israelense já tinha como ministro da cultura o pintor Arie Aroch, grande admirador de Portinari. Era a época de Israel dos pioneiros, dos kibtuzim, que reconheciam em Portinari, em sua obra com temática social e dimensão ética, o gesto dos profetas de Israel dos tempos bíblicos. Comunista de carteirinha, Portinari também se reconheceu na terra santa em plena modernização social e econômica.
Desse encontro, incentivado por Arie Aroch, cujo pretexto foi uma grande retrospectiva do artista por Tel Aviv, Haifa e En-Hod, nasceu um caderno de esboços que se tornou uma série de desenhos e pinturas, a Série Israel, que foi apresentada no MAM de São Paulo, do Rio de Janeiro, em Buenos Aires, em Lima e em Bolonha no final dos anos 50, que deu origem a um catálogo.
Como em cada exposição, a sala de leitura é recheada por acervos de outras instituições. Desta vez, ela se torna um espaço de pesquisa para saber mais a respeito da Série Israel e da obra de Portinari em geral. O Projeto Portinari, o arquivo Wanda Svevo, o Itaú Cultural e o MAM de São Paulo colocam à disposição do público, livros de referência sobre o artista, livros ilustrados por Portinari, entrevistas e o clipping completo referente à sua viagem para Israel
Experiências secretas – Flávio de Carvalho
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Numa sala de luz fria, a arquivista usa luvas brancas para mexer nas pilhas de papéis. Um silêncio incômodo contrasta com os documentos de alta voltagem nessas caixas de plástico.
Depois de mais de dez anos de negociações, a Unicamp comprou a metade que faltava dos arquivos de Flávio de Carvalho (1899-1973), até agora na casa de um amigo do artista.

No fim de vida solitário que teve, Carvalho deixou com J. Toledo, autor do “Dicionário de Suicidas Ilustres”, que depois se matou, quase tudo o que estava em seus arquivos na fazenda Capuava, em Valinhos (SP).
Juntou pó até agora esse conjunto de projetos arquitetônicos, filmes inéditos, manuscritos e textos sobre moda e psicanálise. Abertas as caixas, o silêncio sobre a figura ímpar de Carvalho, um dos maiores e mais polêmicos nomes do modernismo, começa a se dissipar.

Dessas caixas empoeiradas vai sair uma boa parte do que estará nas mostras dedicadas ao artista neste ano -da retrospectiva no Museu de Arte Moderna à Bienal de São Paulo, passando por exposição no Reina Sofía, em Madri- e um livro com reflexões sobre a moda.
No “álbum dos comensais”, como Flávio de Carvalho chamou seus recortes fotográficos e memórias pessoais, estão mensagens de Oswald de Andrade, Maria Della Costa, Eleazar de Carvalho e outros que passavam temporadas de ócio na fazenda Capuava, construção emblemática do modernismo no Brasil, que o artista projetou para ser a sua casa.
“Sem óculos, só posso ver com os olhos da alma”, anotou o autor de “O Rei da Vela” num canto. “E os olhos da alma tenho sempre voltados para o antropófago Flávio de Carvalho.” Nos anos 50, quando jantares na fazenda em Valinhos tomavam ares expressionistas e festas à beira da piscina de luz vermelha arrebanhavam a nata intelectual do país, Carvalho já era a figura histriônica que irradiava a vertente mais libertária do pensamento modernista.
Àquela altura, já tinha desafiado uma procissão de Corpus Christi, indo contra o fluxo de boné e flertando com as devotas -a chamada “Experiência n. 2″. Desenhos que fez de sua mãe morrendo, a célebre “Série Trágica”, chocaram o público. Sua primeira exposição tinha sido fechada pela Delegacia de Costumes por causa dos nus e seu Teatro da Experiência, interditado pelas heresias da peça “Bailado do Deus Morto”.
É a mesma peça que a Bienal de São Paulo pretende reencenar em Valinhos e transmitir em tempo real para o pavilhão no Ibirapuera em setembro.
Seu projeto arquitetônico para o palácio do governo do Estado de São Paulo, que está nos arquivos recuperados, tinha canhões de luz tão cenográficos quanto as máscaras de alumínio que inventou para o palco e pistas de pouso para aviões em terraços simétricos.

Era uma obra mais de atitude do que resultado formal. Carvalho falava numa “revolução estética” como “fenômeno de turbulência, com polarização de forças anímicas básicas”.
E ele desenhou esse contraste no ato de se vestir. Quando encena sua “Experiência n. 3″, de meia arrastão, saia e chapéu, está ao lado de senhoras comportadas em plena metade dos anos 50. Carvalho desfilou pelas ruas de São Paulo com seu “traje de verão”, propondo uma nova arquitetura do corpo, no mesmo ano em que Juscelino Kubitschek lançou os planos para a construção de Brasília, utopia arquitetônica nacional.
Mas fica difícil entender que fragmento de cada uma das experiências era a obra em si. Depois de escapar ao linchamento na procissão de 1931, escreveu um livro de reflexões. As roupas que usou no verão de 1956 já foram exibidas como se fossem obra de arte, mas foi a caminhada em si, da qual restam só fotografias, que contou.
Na mostra que o Museu de Arte Moderna de São Paulo abre em meados de abril, documentos das performances, livros de sua biblioteca guardada na Unicamp, além de um recorte de seus desenhos e pinturas, vão tentar dar conta da história.
No Reina Sofía, em maio, detalhes de seus projetos arquitetônicos vão mostrar outra cara do ser fragmentário chamado Flávio de Carvalho.
Fonte: Folha de S. Paulo