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Anotações e desenhos inéditos de um dos principais artistas visuais nordestinos estão reunidos na exposição “Anotações Visuais de Aldemir Martins”.Ao longo da vida, Martins (1922-2006) produziu obras de toques rústicos que retratam a natureza, o homem e paisagens típicas do Nordeste
Sob a curadoria de Jacob Klintowitz, os trabalhos estão dispostos de dois modos: os originais (montados em pranchas e vitrines, com formatos pequenos, desde pedaços de papel de menos de 10 cm a folhas de papel ofício) e as plotagens, em tamanhos que respeitam as proporções originais.
Espaço Cultural Citi – av. Paulista, 1.111, Bela Vista, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4009-3000. Seg. a sex.: 9h às 19h. Sáb., dom. e feriado: 10h às 17h. Até 19/11. Grátis. Classificação etária: livre. Acesso para deficientes pela al. Santos, 1.146
Fonte: UOL Entretenimento – Guia cultural de SP
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O artista plástico brasileiro Vik Muniz conquistou, em menos de 15 anos de carreira, uma posição invejável no cenário artístico internacional. Suas fotografias construídas com arames, linhas, açúcar, chocolate, restos de carnaval, terra e outros materiais insólitos estão hoje nos principais museus do mundo inteiro, como o Metropolitan e o MoMA, ambos em Nova York. Vik também foi o primeiro brasileiro a realizar uma individual
no Whitney Museum e, este ano, já expôs em Washington, Atlanta, Nova York e Rio de Janeiro. Hoje, por exemplo, Vik tem obras exibidas na Bienal de Veneza (no pavilhão brasileiro e no Palazzo Fortuny). Ele também tem mostras previstas para Paris (dezembro) e São Paulo (a partir de 28 de junho, no Museu de Arte Moderna).
Todo esse sucesso se deve ao seu grande talento, mas também a uma série de acasos e de estratégias mercadológicas que envolvem artista, galeristas e colecionadores.
Vik Muniz fez a coisa certa desde o início. Mudou-se para Nova York em 1984 e ali mesmo realizou sua primeira mostra individual, na Stux Gallery, em 1989.
Sua primeira série de trabalhos já tinha um forte apelo internacional. “The Best of Life” era uma série de reproduções de fotos históricas publicadas na revista “Life”, como o beijo na praça Times Square, uma platéia durante uma projeção de cinema em 3-D, o primeiro homem na Lua. Vik surgiu assim já deslocado de qualquer contexto regional de produção artística.
O banqueiro de investimentos José Olympio Pereira, colecionador de Vik, conta que o fato do artista morar em NY influenciou sua decisão de investir no artista. “Vik não foi amor à primeira vista. Eu tinha dificuldades com a figuração. Aproximei-me dele porque gosto do uso que ele faz de materiais inusitados e efêmeros, que é algo inédito, criativo e inovador. O fato de ele morar em NY e estar inserido em um circuito internacional era um bom indício de potencial de valorização”, diz José Olympio, que possui três obras do artista.
Em 1994, com cinco anos de carreira, Vik já havia realizado oito exposições individuais: em Nova York (quatro), São Francisco, Santa Mônica, Paris e São Paulo. Também havia sido incluído em mais de 30 mostras coletivas internacionais.
Os preços das obras vêm acompanhando as atividades do artista e também não param. As suas “fotografias de arame”, por exemplo, foram apresentadas em São Paulo em 1995 e custavam US$ 1,5 mil. Hoje custam US$ 6 mil, o que representa uma valorização de 300% em seis anos.
A galerista Márcia Fortes (da Galeria Fortes Vilaça, que o representa) justifica a valorização. “Vik já produziu oito séries de trabalho depois dos arames. Eles já são raridades. Já existe uma competição internacional por eles”, diz.
A sua galeria em São Paulo possui fotografias em terra ou arame (US$ 6 mil cada) e fotografias com restos de carnaval ou chocolate (US$ 12 mil cada). As fotografias com pó (apresentadas no Whitney Museum) valem US$ 15 mil. As fotografias com açúcar (exibidas na Bienal de São Paulo em 1998) estão esgotadas. Segundo Márcia Fortes, esse controle dos preços das obras de Vik
Muniz é feito em parceria com a galeria de Nova York (Brent Sikema).
No ano passado, por exemplo, as pinturas de chocolate custavam US$ 10 mil, mas uma delas (“Action Photo 1”) foi colocada em leilão na Sotheby’s de Nova York e foi vendida por US$ 38 mil.
O sucesso da obra “Action Photo 1” é explicável e vai além de suas qualidades formais. A foto pertence à série “chocolate”, uma das mais conhecidas do artista; o leilão aconteceu em Nova York; e os americanos são loucos por Jackson Pollock, artista que é representado na obra. “É a imagem mais famosa de Pollock e ele é um dos ícones máximos da pintura norte-americana. A foto tornou-se um clássico, pois revisa um momento fundamental da arte norte-americana”, explica Márcia Fortes.
Segundo a galerista, essa venda provocou uma forte especulação em cima da obra do artista. “Nem o artista nem sua galeria acham que o preço recorde no leilão foi um bom negócio, pois isso pode inflacionar o mercado em cima de um lance especulativo. Nós e a galeria de Nova York decidimos segurar o preço da série em chocolate em US$ 12 mil. Um bom preço em um leilão pode valorizar a obra do artista ou provocar uma chuva de obras no mercado e acaba jogando o preço do artista para baixo”, diz Márcia Fortes.
Segundo ela, seu papel como galerista é resolver uma difícil equação entre alta demanda, pouca oferta, especulação em leilões e comercialização secundária por outros marchands. “Trata-se de um malabarismo conter os preços e, ao mesmo tempo, não defasá-los. A galeria tem que proteger a obra do artista e a suavidade do desenvolvimento de sua carreira ao longo dos anos e não agir com as obras como se fossem lances em uma bolsa de valores”, complementa Márcia Fortes.
Também é papel do galerista selecionar o destino das obras do artista, evitando, por exemplo, que se concentre nas mãos de marchands ou de poucos colecionadores. No Brasil, Vik está no acervo de importantes colecionadores brasileiros, como Frances Marinho, Isabella Prata, Gilberto Chateaubriand e Bernardo Paz.
Um número exagerado de obras nas mãos de poucos colecionadores pode não ser um bom negócio, pois dá a eles um grande poder de especulação. Um grande colecionador pode, por exemplo, pode forçar um lance recorde em um leilão apenas para que as obras em seu poder valorizem.
“O fato de ter um bom marchand, que tem controle sobre a produção e orienta o artista, é uma segurança para o colecionador. Existe sempre um risco em relação ao artista contemporâneo, mas sendo um bom artista e tendo um bom marchand, o sucesso é quase garantido”, diz o colecionador e investidor José Olympio.
Fonte: Mapa das Artes – Notícias
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A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a instalação, A soma dos dias de Carlito Carvalhosa. O trabalho é composto por fitas de alumínio que sustentam grandes pedaços de tecidos (14 x 14m) e que envolvem todo o espaço central do Museu. Para completar, alunos da Escola de Música de São Paulo – Tom Jobim executarão obras do compositor americano Phillip Glass realizadas entre 1969 e 2009. As apresentações ocorrem uma vez por semana, e aos sábados a cada 15 dias, a programação inclui Eight Tunes for Piano, Music in the Shape of a Square, Two Pages, Melodies for Saxophone, Strung Out, String Quartets # 2, 3, 4, 5, Another Look at Harmony. Esta é a

Tente Novamente
terceira exposição do Projeto Octógono em 2010, com curadoria de Ivo Mesquita, curador chefe da Pinacoteca do Estado.
Esta instalação foi desenvolvida especialmente para o Projeto Octógono Arte Contemporânea. O título da obra, A soma dos dias, faz referência aos sons que serão captados e reproduzidos diariamente por alto falantes instalados no espaço. Segundo Ivo Mesquita, “O projeto de Carvalhosa cria um labirinto branco e perturbador, que oferece uma experiência de opacidade e quase cegueira, ao mesmo tempo em que envolve o expectador pelo som, que discretamente reverbera pelas paredes no interior do museu. Visão e audição são os sentidos postos em questão ou ativados pelo trabalho”. Esta exposição tem o patrocinio do banco Santander. Confira aqui
Fonte: Pinacoteca de São Paulo – Exposições
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Instalação da francesa Dominique Gonzalez-Foerster no Instituto Inhotim (MG)
A partir desta quinta-feira (23) o Instituto Inhotim, complexo museológico situado em Brumadinho (MG), ganha novos pavilhões e trabalhos criados especialmente para o local. A obra do fotógrafo Miguel Rio Branco, assim como cinco Cosmococas — série de Hélio Oiticica (1937 – 1980) e Neville D´Almeida — são novidades, ao lado de uma instalação da francesa Dominique Gonzalez-Foerster e do “Palm Pavillion” de Rirkrit Tiravanija, artista argentina residente em Nova York.
O pavilhão dedicado à obra de Miguel Rio Branco se destaca entre as novidades. O projeto do escritório mineiro Arquitetos Associados tira partido do terreno íngreme e cria bela estrutura feita em aço corten, o mesmo usado por Amilcar de Castro em suas esculturas, e tem uma estrutura labiríntica em seu interior. “Ele meio se esconde, meio que força sua visibilidade”, resume o alemão Jochen Volz, um dos curadores de Inhotim e cocurador da mais recente edição da Bienal de Veneza, transcorrida no ano passado
Para Volz, o centro mineiro tem como objetivo criar projetos específicos para o diálogo entre o grande jardim botânico presente e a escala generosa de obras de arte contemporânea do acervo local. “Sempre pensamos: o que os outros não podem fazer?”, afirma ele. “Temos de refletir bem sobre o contexto de arte e natureza tão próprio daqui, além de dar visibilidade e recortes a obras representativas dentro do nosso acervo, caso bem claro de Rio Branco.”
O pavilhão dedicado ao artista nascido em Las Palmas e radicado no Rio coroa bom momento de sua trajetória. Ele tem exposição em cartaz atualmente no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) e é um dos participantes da 29ª Bienal de São Paulo, com o filme “Nada Levarei Qundo Morrer Aqueles que Mim Deve Cobrarei no Inferno”, realizado nos anos 70 no Pelourinho, Salvador, antes da reforma. O pavilhão privilegia filme e videoinstalações, como “Diálogos com Amaú”, de 1983, e “Entre os Olhos”, algumas delas menos conhecidas na carreira do artista.
Outro projeto dos Arquitetos Associados é o pavilhão dedicado às cinco Cosmococas, de Hélio Oiticica e Neville D´Almeida. Também labiríntica em seu interior, está planejada para ser um espaço tal qual os artistas imaginaram, onde o público pode entrar numa piscina e “participar” da obra de arte, descansar em redes e fazer outras atividades propostas pelos trabalhos ambientais.

Visitantes observam fotografias de Miguel Rio Branco no Instituto Inhotim (MG)
A francesa Dominique Gonzalez-Foerster concebeu uma obra, “Desert Park”, especificamente para Inhotim, onde fica localizada atrás do pavilhão de Adriana Varejão. Decorrência de experiências anteriores da artista na Documenta e em Münster, compila variados tipos de ponto de ônibus em uma grande área de areia branca. O ambiente quase lunar ajuda a compor uma paisagem de um certo modernismo, presente na arquitetura dos pontos, típico das áreas urbanas brasileiras. “Promenade”, obra presente anteriormente em Inhotim, continua a ser exibido na galeria Mata, no centro do complexo. Rirkrit Tiravanija remonta próximo à “Beam Drop”, obra de Chris Burden, seu “Palm Pavillion”, peça que foi exibida na 27ª Bienal de São Paulo, em 2006.
Nas galerias, com exceção do cubano Diango Hernández, artistas brasileiros são os contemplados com obras novas em exibição. Alexandre da Cunha, Laura Vinci, Marcius Galan e Marcellvs L têm trabalhos expostos. O carioca Ernesto Neto também ganha espaço com um remontagem histórica de “Copulônia”, de 1989, primeira peça na qual lida com materiais têxteis junto de outros mais rígidos, expandindo o conceito de escultura e criando uma tensão entre as diferenças do que foi construído. “Inhotim também tem a preocupação de exibir obras que foram pouco vistas ou montadas e que são importantes no desenvolvimento da arte contemporânea do país”, diz Rodrigo Moura, um dos curadores do centro. “Copulônia” somente foi exposta no Espaço Macunaíma, no Rio, no ano de sua criação.
Acervo de ponta
A abertura das novas obras consolida Inhotim como um dos centros de arte contemporânea mais importantes do Brasil, ratificando o bom momento da arte brasileira em âmbito externo. Nomes prestigiados do circuito estiveram recentemente ou irão especialmente para o centro, como as curadoras das próximas edições da mostra alemã Documenta, Carolyn Christov-Bakargiev, e da Bienal de Veneza, Bice Curiger, entre outros.
Inaugurado em 2004, Inhotim é referência em arte contemporânea no Brasil por dar a chance de o público ver obras de nomes centrais na cena atual, como Steve McQueen, Matthew Barney, Doug Aitken, Janet Cardiff, Doris Salcedo e Olafur Eliasson, entre vários outros, lado a lado de artistas brasileiros de trajetória estabelecida, como Cildo Meireles, Tunga, Varejão e Valeska Soares.
O centro planeja novas expansões, como pavilhões e obras específicas de Pipilotti Rist, Cristina Iglesias e Eliasson, além de um grande edifício destinado a expor obras do acervo. “Vai ser quase como um museu. Precisamos de um espaço maior para exibir o que adquirimos, as galerias que temos já não dão conta disso”, conta Volz.
Fonte: UOL Entretenimento – Últimas notícias
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É empolgante ver o artista plástico brasileiro Cildo Meireles falando de arte – especialmente porque, longe de qualquer formalismo acadêmico, para ele a arte deve ser – mais do que vista – sentida, experimentada, sem a busca de explicações ou decifrações complexas. “Se uma pessoa não conhece matemática, tudo que cerca números pode parecer difícil. Normalmente, a explicação é simples. O mistério nasce da ideia. E eu não me interesso muito pelo teatro em torno das ideias”, disse o artista plástico em entrevista ao UOL Cinema.

Cildo Meireles
Dirigido por Gustavo Rosa de Moura, “Cildo”, documentário sobre o artista e sua arte, que estreia nesta sexta-feira em São Paulo, desmistifica com eficiência o clichê de que arte conceitual é inacessível – ou seja, segue a mesma proposta do retratado. “Não há entrevistas com críticos, acadêmicos, pesquisadores. No filme, quisemos deixar que as pessoas pensassem sozinhas. Damos os elementos, mas cada um pode refletir por si próprio. Não há obrigação de acompanhar um raciocínio”, explica o diretor.
Moura sabe que filmar uma instalação de Cildo não substitui a visita física à obra mas, com sua câmera, tentou buscar o máximo que cada peça poderia render no cinema. “Cada obra precisou de uma solução diferente. ‘Babel’, por exemplo, é uma instalação com diversos rádios. Buscamos algo meio onírico”, conta o cineasta, que trabalhou com Alberto Bellezia assinando a fotografia.
O próprio Cildo destaca o trabalho de Bellezia no registro de suas obras com a câmera, alegando que essa integração entre a imagem e a peça física mostra como é o contato entre uma pessoa e as artes plásticas. “Muitos dos meus trabalhos só existem no momento em que você interage com eles. A arte plástica pressupõe um contato físico. O Gustavo e o Alberto mostram no filme como isso pode se dar”.
O diretor não conhecia o artista plástico pessoalmente quando foi convidado a dirigir o filme. A apresentação aconteceu por intermédio de um amigo em comum. Ao longo dos anos, desde 2005, Moura acompanhou Cildo e seu trabalho, captando imagens sobre a montagem de peças, exposições – especialmente uma retrospectiva na galeria Tate Modern, em Londres, que ocorreu entre outubro de 2008 e janeiro de 2009.
Para Cildo, a relação de quatro anos com Moura resume-se numa palavra: camaradagem. “O filme me acompanha a diferentes lugares e contextos e é capaz de passar a minha velocidade, o jeito que eu lido com a criação, com as obras. Não me senti traído – pelo contrário”, afirma o artista.
Ao longo de sua pesquisa para “Cildo”, o documentarista encontrou um curta de 1979 sobre o artista plástico dirigido por Wilson Coutinho, crítico de arte do jornal “O Globo”, morto em 2003. “O filme ia bem ao encontro da minha arte. É um curta com inserções ideológicas”, diz o artista. Numa das cenas, que é exibida no longa, John Wayne, numa cena de western, é dublado em português, falando sobre a arte de Cildo. Moura adianta que o curta sairá como extra do DVD.
Os mais de trinta anos que separam os dois filmes sobre Cildo poderiam levá-lo a pensar sobre sua trajetória, mas ele prefere trabalhar a reexaminar o passado. “É sempre estranho rever a si mesmo. São tempos diferentes, a gente sempre muda. Nesses anos aconteceram muitas obras e exposições. O documentário me deu uma oportunidade rara de revisitar os meus trabalhos. Rever a si mesmo dando alguns passos não é estranho. Mas rever sua carreira toda é outra coisa.”
Fonte: UOL Cinema – Últimas notícias
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Desde 9 de setembro de 2009 – sem previsão de encerramento, acervo do MASP

A mostra POUSSIN, RESTAURAÇÃO
Após oito meses de intensos trabalhos, uma das maiores obras do gênio francês do século XVII, Nicolas Poussin, ganha nova vida. A partir de 9 de setembro, dia em que o museu abre excepcionalmente grátis, o público poderá conferir o resultado do minucioso trabalho de restauração na obra Himeneu Travestido Assistindo a uma Dança em Honra a Príapo, datada entre 1634 a 1638, realizado pela brasileira Regina da Costa Pinto Dias Moreira, restauradora do Museu do Louvre, por Jean-Pascal Viala e Emmanuel Joyerot, restauradores franceses especializados em suporte de tela, sob coordenação da restauradora do MASP, Karen Cristine Barbosa, e Eugênia Gorini Esmeraldo, coordenadora de Intercâmbio do museu paulistano.
Poussin, Restauração ocupa uma sala especial no 2º andar. Além da obra, a exposição conta ainda com um dossiê de imagens executado antes do início do processo de restauração. Este dossiê é composto por fotografias com luz direta, com luz rasante, fotografia de infravermelho, fluorescência de ultravioleta, fotografia em falsa cor e do verso, finalizando com radiografias de raios X. Todo o processo da restauração está exposto, de forma bastante didática, ilustrado com fotos e duas vídeo-projeções que revelam o complexo processo de uma restauração. O projeto foi realizado por uma equipe multidisciplinar de cientistas, físicos, químicos, radiologistas e restauradores franceses e brasileiros. Regina Dias Moreira e Karen Barbosa, além do historiador Renato Brolezzi, assinam textos que também fazem parte da mostra
Fonte: Museu de Artes Modernas de São Paulo
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A iconoclastia e a originalidade de Flavio de Carvalho ganham retrospectiva homônima no Museu de Arte Moderna de São Paulo
Exposição, com curadoria de Rui Moreira Leite, tem abertura no dia 15 de abril (quinta-feira), a partir das 20h.

Livro Flávio de Carvalho - O comedor de emoções
O Museu de Arte Moderna de São Paulo faz o resgate das diversas facetas da obra de um dos artistas mais revolucionários de seu tempo: a retrospectiva Flavio de Carvalho, sob curadoria de Rui Moreira Leite. A exposição será inaugurada no dia 15 de abril (quinta-feira), a partir das 20h, na Grande Sala, trazendo cerca de 60 obras e outros 30 itens aproximadamente, entre projetos, fotos, ensaios e documentos, que atestam a genialidade precursora do artista.
O destaque é o projeto arquitetônico classificado em 1934 entre os primeiros colocados no concurso promovido pela prefeitura de São Paulo para escolha do segundo Viaduto do Chá, inaugurado em 1938. A vista do Anahangabaú, até hoje inédita do grande público, é a peça de abertura da mostra, instalada no primeiro grande painel que se pode ver no espaço expositivo.
O artista
Flavio de Carvalho (1899-1973) foi um artista anos à frente de seu tempo. Multimídia e provocador, enveredou pelas mais distintas linguagens artísticas (como arquitetura, pintura, escultura, performance, happening, cenografia e teatro) para transcender os valores sociais estreitos que então vigiam em São Paulo e, mais amplamente, no Brasil. Sua formação simultânea em engenharia e pintura, adquirida na Inglaterra (Universidade de Durham, Newcastle upon Tyne), lhe conferiu um senso estético inusual no Brasil de então e uma amplitude de interesses que lhe possibilitou uma abordagem da arte como poucos já haviam experimentado, principalmente em solo nacional.

New Look - 1956 - Traje do "Novo homem dos Trópicos".
Essa originalidade o impulsionou a criar ligações com os artistas de vanguarda, tanto no Brasil quanto na Europa. Aqui, aderiu à antropofagia entre os anos 20 e 30 e criou do Clube de Artistas Modernos (CAM) em 1932, com Antonio Gomide (1895 – 1967), Di Cavalcanti (1897 – 1976) e Carlos Prado (1908 – 1992). Na Europa, entrevistou em 1934 expoentes das artes, como André Breton (1896 – 1966) e Man Ray (1890 – 1976), o que gerou algumas matérias publicadas em revistas e no jornal Diário de S. Paulo.
Seus diversos projetos arquitetônicos inscritos em concursos públicos, como o caso do Viaduto do Chá (1934) e, anteriormente, do Palácio do Governo do Estado de São Paulo (1928), nunca chegaram a ser executados, mas foram reconhecidos como importantes obras de arquitetura modernista. No caso de monumentos, participou em 1934 de um concurso para criar o Monumento ao Soldado Constitucionalista em 1934, mas foi em 1968 que realizou o Monumento a García Lorca na Praça das Guianas, em São Paulo. A obra, destruída em uma manifestação do Comando de Caça aos Comunistas no ano seguinte à sua inauguração, foi reconstruída pelo artista e exibida na Bienal Internacional de Arte de 1971, embora não tenha voltado à praça: foi recolhida a um depósito da prefeitura.
A polêmica também sempre fez parte de sua trajetória, evidenciando os costumes retrógrados de sua época. Em 1931, caminhou de boné no sentido contrário a uma procissão de Corpus Christi e quase foi linchado pelos participantes, sendo salvo pela polícia. É essa sua Experiência nº 2, misto de happening e performance quando poucos artistas ousavam enveredar por esse caminho em solo brasileiro.
Outra de suas Experiências, a famosa nº 3 (1956), consistiu no caminhar do artista pelo centro de São Paulo vestido com o New Look masculino (uma paródia do New Look feminino de Christian Dior) por ele concebido: blusão de mangas curtas e folgadas e saiote de pregas largas.
Além dessas ousadias, foram fechados em 1933 e 1934, respectivamente, o Teatro da Experiência e a primeira exposição individual (reaberta por ordem judicial poucos dias depois) de Flavio de Carvalho, sob acusação de atentado ao pudor. Com o passar do tempo e o surgimento de uma nova vanguarda nos anos 60, ficou evidente o papel do artista com prenunciador de movimentos que viriam a ser mais amplamente explorados então, possibilitando a ele o reconhecimento merecido ainda em vida, com obras adquiridas pelo MoMA em 1957 e, dez anos depois, com a premiação da IX Bienal na categoria de artista internacional (feito jamais igualado por outro artista brasileiro) entre outros.

New Look - 1956 - Traje do "Novo homem dos Trópicos".
A exposição
Todas as facetas da produção artística de Flavio de Carvalho serão contempladas em nichos organizados cronologicamente pela Grande Sala. Na entrada da mostra, está o original do projeto inédito para o Viaduto do Chá, que representa o cenário de suas atividades, como suas Experiências, ladeado por uma linha do tempo.
A arquitetura é o mote dos primeiros nichos laterais. À esquerda, cópias fotográficas de projetos como o Farol de Colombo e a Embaixada da Argentina (ambos de 1926) resgatam a primeira fase de seu trabalho de arquiteto, uma vez que os originais se perderam com o tempo. Seus projetos mais pessoais, como a casa da Fazenda Capuava, de propriedade de sua família, e a Vila América, conjunto de 17 casas localizado na esquina da rua Ministro Rocha Azevedo com a alameda Lorena, figuram ao lado direito.
Entre esses nichos, figuram as primeiras obras de sua carreira artística mais convencional: pinturas (majoritariamente, entre óleos, aquarelas e guaches) e desenhos. Na sequência, ainda no espaço central da Grande Sala, estão obras de cenografia e figurino, além de duas vitrines centrais que exibem obras de referência do período de formação do artista e documentação do Clube dos Artistas Modernos (CAM) e do Teatro da Experiência.
As três edições do Salão de Maio (entre 1937 e 1939), exposição que visava criar um espaço de difusão da arte moderna e que tinha em Flavio de Carvalho um membro extraoficial da organização, são o assunto do terceiro nicho central. Nesse ponto da exposição, à esquerda, são remontadas por meio de registros de época e material de arquivo referente às Experiências. Penúltimo espaço da mostra, a sala de exibição abriga a projeção do documentário de 28 minutos Flavio de Carvalho, o revolucionário romântico (1993), dirigido por Marcos Rogatto. Seguindo a cronologia, o último espaço da mostra traz a produção derradeira do artista.
O curador
Rui Moreira Leite nasceu em São Paulo, em 1957. Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (1980) e doutor pela Escola de Comunicações e Artes (1995), ambas da Universidade de São Paulo, é um dos principais estudiosos no Brasil da obra de Flavio de Carvalho, tendo sido curador, com Walter Zanini, da sala dedicada ao artista na 17ª. Bienal Internacional de Artes de São Paulo (1983). É autor de Flávio de Carvalho, o artista total (2008).
SERVIÇO
Exposição Flavio de Carvalho (Grande Sala)
Curadoria: Rui Moreira Leite
Abertura: 15 de abril, a partir das 20h
Visitação: 16 de abril a 13 de junho de 2010
Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)
tel (11) 5085-1300
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Ingresso: R$ 5,50
Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia
Agendamento gratuito de visitas em grupo pelo tel. 5085-1313 e email educativo@mam.org.br
Site: www.mam.org.br
Estacionamento no local (Zona Azul: R$ 3 por 2h)
Acesso para deficientes / Restaurante/café / Ar condicionadoMais informações para a imprensa
Conteúdo Comunicação
Núcleo MAM – Luciana Pareja (imprensamam@mam.org.br) 7200 4131
Tel.: (11) 5085 1337
Roberta Montanari (roberta.montanari@conteudonet.com) 9967 3292
Cláudio Sá (claudio.sa@conteudonet.com) 9945 7005
Tel. (11) 5056 9800
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Artur Pereira - Esculturas
“É bicho, uai!”, dizia o escultor Artur Pereira (1920-2003) quando lhe perguntavam sobre o que representavam suas peças em madeira. Mas uma onça, uma ave, um cão, um tatu – o importante não é nomear a figura, defendia, a seu jeito, o artista do pequeno vilarejo de Cachoeira do Brumado (MG). A história do “bicho, uai” está contada pelo crítico Rodrigo Naves no catálogo da mostra dedicada ao artista, a ser inaugurada hoje, às 19 h, para convidados e amanhã para o público no Instituto Moreira Salles (IMS), em São Paulo. A exposição, já apresentada pelo IMS no Rio e em Poços de Caldas, reúne 17 esculturas de Pereira.
A simplificação/sofisticação das obras do escultor “aponta antes para uma natureza unitária e emotiva, anterior às classificações que as necessidades humanas nela introduziram”, continua o crítico, relacionando a arte do mineiro à do moderno romeno Constantin Brancusi. Com a exposição, se faz a oportunidade de ver um conjunto reunido de sua arte.
Artur Pereira era um dos três criadores preferidos do grande mestre do corte e dobra brasileiro, o escultor mineiro Amilcar de Castro. Desde a década de 1970, ele é reconhecido e colecionado, mas, como diz o curador da mostra do artista no Instituto Moreira Salles, Ricardo Homem, só agora se organiza a primeira retrospectiva de sua obra. “Após sua morte, o trabalho de Artur Pereira praticamente não pôde mais ser visto em lugares públicos. Permaneceu restrito a um círculo de colecionadores privados que mantém suas peças com zelo e encanto comoventes”, define o curador – mas a obra de Pereira já esteve em mostras coletivas de peso.
Cedro
Apreciador sobretudo do cedro, madeira que tinha à disposição, o artista, que antes de se dedicar à escultura trabalhou como lavrador, carvoeiro, pedreiro e carpinteiro, realizou, até 1968, peças de figuras únicas. Até começar a criar obras pelas quais um estilo mais próprio ainda se consolida, a criação de esculturas cilíndricas vazadas, curiosamente, cavadas e concretizadas em monoblocos de madeira. São suas colunas, algumas, suas ”galhadas” repletas de animais. Peças de todos os períodos, a ”leveza do mundo” criada pelo artista, figuram na mostra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Artur Pereira. Instituto Moreira Salles.
Rua Piauí, 844.
Telefone (011) 3825-2560.
13 h/19 h (sáb. e dom. até 18 h; fecha 2ª).
Grátis. Até 30/5.
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Mostra apresenta síntese de sua trajetória dedicada a criações cinéticas no Brasil.
Abraham Palatnik é considerado um pioneiro da arte cinética no Brasil. Antes de fazer suas primeiras máquinas, era apenas pintor, mas desistiu dos pincéis quando, em 1948, no Rio, visitou o Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro com o crítico Mário Pedrosa, conhecendo, assim, o trabalho de arte que a doutora Nise da Silveira realizava com doentes mentais. “Fiquei muito impressionado com as pinturas que eles faziam. Quando as comparei com minhas obras, vi que meu subconsciente era muito pobre”, diz Palatnik.
O artista ficou atordoado, queria criar algo novo, e foi Pedrosa que o “acalmou” e o incentivou, dizendo que muito podia ser feito. “De repente me vi cercado de engrenagens, articulações, de uma pesquisa sobre a luz”, afirma o artista. Em 1951, exibiu na primeira Bienal de São Paulo o aparelho Cinecromático, uma caixa em que são projetadas formas coloridas em movimento, obra que ninguém sabia definir naquela ocasião. Desde então, foi uma trajetória sem limite para a experimentação, em técnicas, materiais e objetos cinéticos – e esse dado tão especial relacionado ao artista, agora com 81 anos, é o mote da exposição Ocupação Abraham Palatnik, que o Itaú Cultural inaugura hoje para convidados e amanhã para o público. Com curadoria de Aracy Amaral, convidada de Palatnik para tal tarefa, a exposição é enxuta, uma “síntese”, ela diz, que ressalta a variedade de experimentações e que coloca, além de obras, três vídeos sobre o artista e o contexto das criações de seus trabalhos.

Objeto cinético feito por Palatnik em 1966
A mostra começa com o único óleo sobre tela do conjunto único, também, autorretrato que Palatnik, ascido em Natal, no Rio Grande do Norte, realizou em 1945, em Israel, coincidentemente, concluído no dia em que foi anunciado o fim da segunda Guerra. “Hitler estava acabado e já era esperado o término da guerra”, conta o artista. Depois de seu autorretrato, única obra figurativa, seguem-se na mostra pinturas feitas com barbantes, ripas de madeira cortadas a laser e sobre vidro, duas raras criações em resina poliéster da década de 1970, além, claro, de objetos cinéticos realizados em anos diferentes – pelos quais Palatnik, que vive no rio, está identificado – e um Aparelho Cinecromático que, instalado em uma sala escura, deixa o espectador hipnotizado pelo movimento lento e leve das combinações diversas de formas em tantas tonalidades.
Dar ordem ao movimento é uma das considerações que se faz em relação à obra de Palatnik, “artista anticaos” que, curiosamente, ressalta em suas criações algo de lúdico nos objetos feitos de uma tecnologia simples e inteligente. “Penso nos objetos cinéticos dele como um trabalho de relojoaria, em que os elementos se unem em harmonia”, diz Aracy. “Sempre trabalhei sozinho nos mecanismos e máquinas, fazendo articulações inventadas por necessidades imediatas:e deu certo”, afirma agora Palatnik, que, curiosamente, conta que seu ensejo para a criação de seu primeiro aparelho cinecromático foi a observação da sombra de uma vela em um dia que houve falta de eletricidade.

Abraham Palatnik - W-122 - Acrilico sobre madeira - 86 x 119 cm - 2006
Iniciou-se, assim, uma pesquisa de décadas sobre a luz e o movimento sem deixar de ser, ainda, uma experimentação com a cor – Palatnik “também” é pintor, como diz. Para um artista que se baseou em “princípios estéticos, a vida toda”, ele afirma, chama a atenção que o cinetismo não se dá apenas nas máquinas e aparelhos, mas também nas telas, que são construções, relevos em progressões e ondulações de camadas de ripas de madeira, cartões cortados com estiletes, tela com barbantes ou a pintura de uma geometria leve sobre vidro. “Fui desenvolvendo a técnica adequada para cada material”, afirma Palatnik. Primeiro, como frisa, sua preocupação é o movimento para depois colocar a cor, “último elemento, o mais prazeroso”, diz Aracy.
ABRAHAM PALATNIK – Itaú Cultural
Quando: abertura 02/Dezembro, às 20h;
ter. a sex., das 10h às 21h;
sáb. e dom., das 10h às 19h;
até 10/Dezembro
Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 2168-1776)
Quanto: entrada franca
ABRAHAM PALATNIK
Quando: abertura amanhã, às 20h; ter. a sex., das 10h às 21h; sáb. e dom., das 10h às 19h; até 10/1
Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 2168-1776)
Quanto: entrada franca
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Sob o patronato do “Grupo Comolatti”, o “Museu a Céu Aberto”, James Lisboa e Valério Pennacchi, convidam para o lançamento da monografia “Fulvio Pennacchi: seu tempo, seu percurso” bem como abertura de uma exposição de caráter cronológico a realizar-se no dia 23 de novembro de 2009 às 19h.

Fulvio Pennacchi - Auto-retrato
JAMES LISBOA ESCRITÓRIO DE ARTE
Rua Dr. Melo Alves, 397 – Jardins
São Paulo – SP
às 21h00
RSVP: (11) 3063-0011
Exposição
FULVIOPENNACCHI seu tempo, seu percurso.
Curadoria
Valério Pennacchi
Data
Abertura: 23/11/2009 às 19h
Período: 24/11/2009 até 03/12/2009
das 10h às 17h
Local
James Lisboa Escritório de Arte
R. Dr. Melo Alves, 397 – Jardins
São Paulo – SP