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O quadro de Amedeo Modigliani A Bela Romana bateu todos os recordes de vendas do artista italiano, ao ser arrematado por 117 milhões de reais (69 milhões de dólares) num leilão celebrado esta terça-feira (2), em Nova York.

A bela Romana
O óleo sobre tela que exibe uma mulher seminua, pintado em 1917, foi estimado em mais de 70 milhões de reais pela casa Sotheby’s, mas o leilão superou com folga as expectativas no começo das vendas de arte impressionista e moderna.
O recorde anterior para uma obra de Modigliani era de 73 milhões de reais para uma escultura (vendida em junho passado) e de 53 milhões de reais para um quadro (2004).
Na mesma noite, outra tela de Modigliani, Jeanne Hebuterne com chapéu foi vendida por 32,3 milhões de reais e O estanque de Nenúfares, de Monet, mudou de mãos por 41,8 milhões de reais.
Os grandes leilões de outono de arte impressionista, moderno e contemporâneo começaram com um mercado recuperado após a crise e marcado pela globalização do gosto.
Fonte: Veja Noticias
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É com enorme orgulho e alegria que trazemos a você notícias sobre a realização do projeto de restauro e exposição dos painéis Guerra e Paz.
Resultado de mais de 3 anos de planejamento e articulações, finalmente o projeto Guerra e Paz é, hoje, uma realidade, com o apoio financeiro do BNDES e o patrocínio da FINEP e da Redecard, além do inestimável apoio da ONU, do Itamaraty, da PUC-Rio, da Rede Globo e da Galeria Dom Quixote.
Nesta primeira etapa, os painéis serão apresentados no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com visitação no período de 18 a 31 de dezembro de 2010, resgatando a memória da cerimônia inaugural dos painéis nesse teatro, em 24 de fevereiro de 1956, com a presença do Presidente Juscelino Kubitschek. Em seguida, Guerra e Paz serão restaurados em ateliê aberto no Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro, de janeiro a maio de 2011, com amplo programa educativo destinado a estudantesdurante todo o período de restauro.
Estamos empenhando os nossos melhores esforços para realizar este importante empreendimento e esperamos ser contemplados com sua visita durante o primeiro período de exposição dos painéis, na cidade do Rio de Janeiro. Para enviarmos o convite, precisamos atualizar seus dados na nossa base. Nesse sentido, solicitamos o preenchimento do breve formulário apresentado no link abaixo até o dia 05 de novembro, bem como sua autorização para o envio de mensagens por correio eletrônico.
Com o grato e afetuoso abraço,
João Candido Portinari
Fonte: Projeto Portinari
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Instituto Brasis
Hoje, 18/10/2010, as 19:00, será realizado, na loja Op Art (Rua Oscar Freire, 791), a vernissage exclusiva da exposição do Primeiro Leilão Beneficente do Projeto Trecho 2.8 – Criação e Pesquisa em fotografia.
Será uma grande oportunidade dos senhores conhecerem as obras que vão a leilão no dia 25/10 na Daslu e interagirem com os participantes do projeto (ex moradores de rua).
Contamos com a presença de todos
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O Lugar Pantemporâneo, na zona oeste de São Paulo, abre espaço na sexta-feira (8) para monumentos e patrimônios paulistanos retratados em pinturas e aquarelas

Gregorio Gruber - Cidade
realizadas pelo artista Gregorio Gruber.Na exposição “Gregorio Gruber: Passeios”, o espectador é conduzido a importantes cartões-postais da cidade, como as estações da Luz e Júlio Prestes, a avenida Paulista,o viaduto do Chá, a praça Ramos, o estádio do Pacaembu e a ponte Estaiada, entre tantos outros pontos da capital, além de paisagens florestais e ambientes internos.A mostra pode ser visitada até 30 de outubro, de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h, exceto em feriados e no dia 11.Assista ao vídeo que reúne algumas das obras em exposição:
Fonte: Uol Entretenimento . Guia Cultural SP
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Série itatiaia
A exposição resgata o ambiente cultural que propiciou grandes mudanças no universo das artes e do design no Brasil, por meio de uma seleção de objetos e publicações entre 1947 e 1967. Serão apresentados móveis de Joaquim Tenreiro, Geraldo de Barros e Lina Bo Bardi, obras de Volpi, Helio Oiticica, Mira Schendel, Lygia Clark e Sergio Camargo, entre outros.
As peças pertencem à Coleção Jayme Vargas e foram selecionadas pelo próprio colecionador, que procurou enfatizar a sofisticação e delicadeza da produção estética do período compreendido entre 1947 e 1967, além da importância dessas décadas para o design e as artes de forma geral no Brasil.
“A caminho do contemporâneo: um olhar sobre os anos 50” traz uma reflexão sobre o período em que a criação estética moderna no país começa a seguir as novas tendências mundiais. Nessa década, o design de móveis escandinavos torna-se referência, assim como o Suprematismo Russo, a Bauhaus na Alemanha e o De Stijl na Holanda. A vinda de Le Corbusier ao Brasil também influenciou o mobiliário. A poltrona Leve, de Tenreiro, e a Cadeira de Três Pés representam esse novo móvel brasileiro.
Joaquim Tenreiro, Lina Bo Bardi, Zanine Caldas, Geraldo de Barros, Sergio Rodrigues, Michel Arnault atualizaram a produção moveleira do Brasil com padrões estéticos modernos, traços refinados, constante preocupação com o acabamento, o uso de madeiras brasileiras e de outros materiais como o ferro, o vidro, couro e os tecidos.
Realização: Jayme Vargas
Abertura: 28/9, às 19h30
Visitação: até 7/11
Acesso a pessoas com deficiência
Visitas orientadas: 3032-2564/agendamento@mcb.org.br
Estacionamento: R$ 12,00 no dia da abertura; de terça a sábado, até 30 min., grátis; até 2 horas, R$ 8,00, demais horas, R$ 2,00; domingo: preço único, R$ 12,00.
Fonte: Museu da Casa Brasileira
Vik Muniz expõe cópias do verso de obras famosas na Fortes Vilaça (SP)
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Reproduzir o verso de obras célebres, como “Les Demoiselles d’Avignon”, de Picasso, “Starry Night”, de Van Gogh, e “La Grande Jatte”, de Seurat, e, assim, tentar nos aproximar de suas histórias particulares. Esta é a proposta da mostra “Verso”, de Vik Muniz, que a Galeria Fortes Vilaça (SP) inaugura nesta quinta-feira (29/7). A mostra oferece oito peças tridimensionais, de tamanhos e mídias variadas.
O trabalho é fruto de um processo que durou seis anos. Neste período, Muniz fotografou e estudou grandes obras com a ajuda da equipe e curadores e de conservação de instituições como MoMA (Nova York), Guggenheim (Bilbao) e Art Institute (Chicago), além de um time especializado de artesãos, artistas,

Vik Muniz - MEDUZA MARINARA
falsificadores e técnicos.
Ao entrar na sala, tem-se a impressão de que a exposição está em montagem –os quadros estão no chão, encostados na parede. Um olhar mais atento revela então os autores e os títulos das obras, e traz a certeza de que aquelas obras não poderiam estar ali, já que pertencem a coleções de museus importantes do Brasil e do mundo. A série “Verso” força o espectador a imaginar as obras somente de posse das cópias das etiquetas dos museus por onde passaram. A semelhança com os originais é resultado do trabalho da equipe profissional: após fotografar as obras, cada especialista foi responsável pela execução de um detalhe específico, como molduras, arranhões, manchas e etiquetas.
Vik Muniz expõe em galeria carioca 30 objetos inéditos no Brasil
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O artista Vik Muniz inaugura nesta quarta-feira (13) a mostra “Relicário” na Galeria Laura Alvim, no Rio de Janeiro, com trinta objetos que jamais foram exibidos publicamente no Brasil. Entre o material estão algumas peças criadas para a primeira mostra do artista em uma galeria, em 1989, em Nova York, quando a série foi intitulada “Relíquias”, e outras inéditas, cujos projetos Muniz não conseguiu realizar à época em que foram concebidos.

Vik Muniz - Keith Gollust
Integram “Relicário” exemplares da série “Flora Industrialis” –fotografias de flores artificiais, captadas e catalogadas por Muniz com rigor científico, o país fabricante e o tipo de material usado. São imagens individuais sobre fundo escuro, dispostas de maneira emblemática, lembrando uma fotografia do século 19.
A mostra também reúne obras como um origami –feito de uma só folha de papel branco e que reproduz um origamista–, um crânio com nariz de palhaço, uma ampulheta com um tijolo substituindo a areia, um sarcófago feito de “tupperware”, luvas de seis dedos, uma bola de futebol murcha, uma tocha carbonizada, uma pluma de mármore Carrara, uma mesa de bonsai e uma mala de mármore preto belga com alça de couro
Mercado de arte Quadros Lucrativos
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A arte brasileira caiu no gosto dos colecionadores e investidores do Brasil e do Exterior: Conheça as oportunidades e os riscos desse mercado.
Vendido! È o que mais se ouve nos leilões brasileiros e internacionais quando o assunto são os artistas brasileiros contemporâneos, que se tornaram os novos queridinhos dos colecionadores e investidores em todo o mundo. A valorização é impressionante. Em 2003, o quadro O Mágico, da artista carioca Beatriz Milhazes, valia US$ 15 mil. Em 2008, essa mesma tela foi vendida por mais de US$ 1 milhão em um leilão na Sotheby’s de Nova York, o preço mais elevado por um quadro de artista brasileiro vivo. “ Os preços permanecem nessa patamar “ , diz James Lisboa, um dos mais respeitados leiloeiros do Brasil.
Adriana Varejão, outra artista carioca do primeiro time, segue o mesmo caminho. A valorização de seus trabalhos mais expressivos nos últimos oito anos chega a 5.000%, superando os 4.200% das ações da CSN, papel do Índice Bovespa que mais se valorizou nesse período.
O que fez esses nomes se transformarem na nova sensação dos investidores: Uma das causas é a estabilidade da economia, que beneficia também os negócios ligados á arte. “ O Pais está na moda e chama a atenção dos colecionadores em rodo o mundo”, diz a galerista Marília Razuk, que tem os dois espaços de exposição em São Paulo. Outra causa PE a qualidade do trabalho dos brasileiros. “Os artistas estão em sintonia com a realidade e conseguem exprimir o que se passa no mundo de maneira criativa, real e fiel á suas origens, ingredientes que sempre agradam os compradores”, diz Marília.
Que conhece o mercado também observa um aumento do número de interessados. “ Há muito mais participantes nos últimos anos”, diz Alfredo Setubal, banqueiro, colecionador e responsável pelas aquisições do Itaú Unibanco. Meticuloso, Setubal começou a colecionar a sério há 15 anos. Hoje, ele possui uma coleção de cerca de mil obras, que vão da década de 40 anos contemporâneos, e notou uma mudança no perfil dos compradores. “ Há gente nova no mercado. Quem ganhou dinheiro com as aberturas de capital e o crescimento da economia já satisfez sues desejos consumistas mais imediatos e agora também esta investindo em artes.”
Fonte: Resiva Isto é Dinheiro Ano 13 nº 679 13/10/2010
Primeiro Leilão Beneficente de Fotografias do Projeto Techo 2.8
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Primeiro Leilão Beneficente de Fotografias do Projeto Techo 2.8 Criação e Pesquisa em Fotografias, realizara seu primeiro leilão nos
dia 25 de Outubro de 2010 ás 20:30 horas
Exposição das obras
18 a 23 de Outubro de 2010
10:00 ás 20:00 horas.
Op Art – Rua Oscar Freire nº 791
Jardim Paulista
tel.: (11)3062-4404
Justiça libera obra de Krajcberg no Ibirapuera (São Paulo / SP)
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Uma decisão da Justiça autorizou nesta semana a Prefeitura de São Paulo a seguir adiante com o projeto de instalar na antiga serraria do parque Ibirapuera esculturas do artista Frans Krajcberg.
Há dois anos, quando foi anunciado o projeto, a Sociedade dos Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia, bairro vizinho ao parque, entrou com uma ação civil pública para impedir a ocupação da estrutura do antigo galpão com obras de arte.
Alegaram no processo que a reforma do galpão para abrigar as obras causaria danos ao ambiente, oferecendo risco aos pássaros que vivem ali, e prejudicaria a rotina de visitantes do parque.

Krajcberg
Numa decisão unânime tomada na última terça-feira (28/09/10), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou improcedente essa ação.
“A turma julgadora entendeu que não há atentado contra o ambiente”, disse à “Folha de S. Paulo” o desembargador Márcio Franklin Nogueira. “Não há ilegalidade com a exposição naquele local.”
Com o impasse, a prefeitura havia cogitado transferir o projeto de Krajcberg para o parque do Carmo, onde chegou a lançar uma pedra fundamental no ano passado, marcando o início das obras.
Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, há dois projetos agora – um para o Ibirapuera, outro para o parque na zona leste. Mas ainda não houve uma decisão.
Embora a associação de moradores possa recorrer da decisão, a prefeitura já tem permissão legal para ocupar a serraria com obras de arte.
“Foi uma coisa justa que fizeram”, disse Krajcberg. “Era absurdo inventar coisas para não instalar uma exposição ecológica no parque.”
Presidente da Sociedade dos Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia, Otávio Villares disse que estuda com seu advogado formas de evitar a ocupação do local.
Fonte: Folha de S. Paulo; 01/10/10; texto de Silas Martí
Desenhos inéditos de Aldemir Martins estão em exposição em SP
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Anotações e desenhos inéditos de um dos principais artistas visuais nordestinos estão reunidos na exposição “Anotações Visuais de Aldemir Martins”.Ao longo da vida, Martins (1922-2006) produziu obras de toques rústicos que retratam a natureza, o homem e paisagens típicas do Nordeste
Sob a curadoria de Jacob Klintowitz, os trabalhos estão dispostos de dois modos: os originais (montados em pranchas e vitrines, com formatos pequenos, desde pedaços de papel de menos de 10 cm a folhas de papel ofício) e as plotagens, em tamanhos que respeitam as proporções originais.
Espaço Cultural Citi – av. Paulista, 1.111, Bela Vista, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4009-3000. Seg. a sex.: 9h às 19h. Sáb., dom. e feriado: 10h às 17h. Até 19/11. Grátis. Classificação etária: livre. Acesso para deficientes pela al. Santos, 1.146
Fonte: UOL Entretenimento – Guia cultural de SP
Por que as obras do artista brasileiro Vik Muniz valem tanto?
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O artista plástico brasileiro Vik Muniz conquistou, em menos de 15 anos de carreira, uma posição invejável no cenário artístico internacional. Suas fotografias construídas com arames, linhas, açúcar, chocolate, restos de carnaval, terra e outros materiais insólitos estão hoje nos principais museus do mundo inteiro, como o Metropolitan e o MoMA, ambos em Nova York. Vik também foi o primeiro brasileiro a realizar uma individual
no Whitney Museum e, este ano, já expôs em Washington, Atlanta, Nova York e Rio de Janeiro. Hoje, por exemplo, Vik tem obras exibidas na Bienal de Veneza (no pavilhão brasileiro e no Palazzo Fortuny). Ele também tem mostras previstas para Paris (dezembro) e São Paulo (a partir de 28 de junho, no Museu de Arte Moderna).
Todo esse sucesso se deve ao seu grande talento, mas também a uma série de acasos e de estratégias mercadológicas que envolvem artista, galeristas e colecionadores.
Vik Muniz fez a coisa certa desde o início. Mudou-se para Nova York em 1984 e ali mesmo realizou sua primeira mostra individual, na Stux Gallery, em 1989.
Sua primeira série de trabalhos já tinha um forte apelo internacional. “The Best of Life” era uma série de reproduções de fotos históricas publicadas na revista “Life”, como o beijo na praça Times Square, uma platéia durante uma projeção de cinema em 3-D, o primeiro homem na Lua. Vik surgiu assim já deslocado de qualquer contexto regional de produção artística.
O banqueiro de investimentos José Olympio Pereira, colecionador de Vik, conta que o fato do artista morar em NY influenciou sua decisão de investir no artista. “Vik não foi amor à primeira vista. Eu tinha dificuldades com a figuração. Aproximei-me dele porque gosto do uso que ele faz de materiais inusitados e efêmeros, que é algo inédito, criativo e inovador. O fato de ele morar em NY e estar inserido em um circuito internacional era um bom indício de potencial de valorização”, diz José Olympio, que possui três obras do artista.
Em 1994, com cinco anos de carreira, Vik já havia realizado oito exposições individuais: em Nova York (quatro), São Francisco, Santa Mônica, Paris e São Paulo. Também havia sido incluído em mais de 30 mostras coletivas internacionais.
Os preços das obras vêm acompanhando as atividades do artista e também não param. As suas “fotografias de arame”, por exemplo, foram apresentadas em São Paulo em 1995 e custavam US$ 1,5 mil. Hoje custam US$ 6 mil, o que representa uma valorização de 300% em seis anos.
A galerista Márcia Fortes (da Galeria Fortes Vilaça, que o representa) justifica a valorização. “Vik já produziu oito séries de trabalho depois dos arames. Eles já são raridades. Já existe uma competição internacional por eles”, diz.
A sua galeria em São Paulo possui fotografias em terra ou arame (US$ 6 mil cada) e fotografias com restos de carnaval ou chocolate (US$ 12 mil cada). As fotografias com pó (apresentadas no Whitney Museum) valem US$ 15 mil. As fotografias com açúcar (exibidas na Bienal de São Paulo em 1998) estão esgotadas. Segundo Márcia Fortes, esse controle dos preços das obras de Vik
Muniz é feito em parceria com a galeria de Nova York (Brent Sikema).
No ano passado, por exemplo, as pinturas de chocolate custavam US$ 10 mil, mas uma delas (“Action Photo 1”) foi colocada em leilão na Sotheby’s de Nova York e foi vendida por US$ 38 mil.
O sucesso da obra “Action Photo 1” é explicável e vai além de suas qualidades formais. A foto pertence à série “chocolate”, uma das mais conhecidas do artista; o leilão aconteceu em Nova York; e os americanos são loucos por Jackson Pollock, artista que é representado na obra. “É a imagem mais famosa de Pollock e ele é um dos ícones máximos da pintura norte-americana. A foto tornou-se um clássico, pois revisa um momento fundamental da arte norte-americana”, explica Márcia Fortes.
Segundo a galerista, essa venda provocou uma forte especulação em cima da obra do artista. “Nem o artista nem sua galeria acham que o preço recorde no leilão foi um bom negócio, pois isso pode inflacionar o mercado em cima de um lance especulativo. Nós e a galeria de Nova York decidimos segurar o preço da série em chocolate em US$ 12 mil. Um bom preço em um leilão pode valorizar a obra do artista ou provocar uma chuva de obras no mercado e acaba jogando o preço do artista para baixo”, diz Márcia Fortes.
Segundo ela, seu papel como galerista é resolver uma difícil equação entre alta demanda, pouca oferta, especulação em leilões e comercialização secundária por outros marchands. “Trata-se de um malabarismo conter os preços e, ao mesmo tempo, não defasá-los. A galeria tem que proteger a obra do artista e a suavidade do desenvolvimento de sua carreira ao longo dos anos e não agir com as obras como se fossem lances em uma bolsa de valores”, complementa Márcia Fortes.
Também é papel do galerista selecionar o destino das obras do artista, evitando, por exemplo, que se concentre nas mãos de marchands ou de poucos colecionadores. No Brasil, Vik está no acervo de importantes colecionadores brasileiros, como Frances Marinho, Isabella Prata, Gilberto Chateaubriand e Bernardo Paz.
Um número exagerado de obras nas mãos de poucos colecionadores pode não ser um bom negócio, pois dá a eles um grande poder de especulação. Um grande colecionador pode, por exemplo, pode forçar um lance recorde em um leilão apenas para que as obras em seu poder valorizem.
“O fato de ter um bom marchand, que tem controle sobre a produção e orienta o artista, é uma segurança para o colecionador. Existe sempre um risco em relação ao artista contemporâneo, mas sendo um bom artista e tendo um bom marchand, o sucesso é quase garantido”, diz o colecionador e investidor José Olympio.
Fonte: Mapa das Artes – Notícias
A soma dos dias: Carlito Carvalhosa
de 31.jul a 07.nov 2010
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A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a instalação, A soma dos dias de Carlito Carvalhosa. O trabalho é composto por fitas de alumínio que sustentam grandes pedaços de tecidos (14 x 14m) e que envolvem todo o espaço central do Museu. Para completar, alunos da Escola de Música de São Paulo – Tom Jobim executarão obras do compositor americano Phillip Glass realizadas entre 1969 e 2009. As apresentações ocorrem uma vez por semana, e aos sábados a cada 15 dias, a programação inclui Eight Tunes for Piano, Music in the Shape of a Square, Two Pages, Melodies for Saxophone, Strung Out, String Quartets # 2, 3, 4, 5, Another Look at Harmony. Esta é a

Tente Novamente
terceira exposição do Projeto Octógono em 2010, com curadoria de Ivo Mesquita, curador chefe da Pinacoteca do Estado.
Esta instalação foi desenvolvida especialmente para o Projeto Octógono Arte Contemporânea. O título da obra, A soma dos dias, faz referência aos sons que serão captados e reproduzidos diariamente por alto falantes instalados no espaço. Segundo Ivo Mesquita, “O projeto de Carvalhosa cria um labirinto branco e perturbador, que oferece uma experiência de opacidade e quase cegueira, ao mesmo tempo em que envolve o expectador pelo som, que discretamente reverbera pelas paredes no interior do museu. Visão e audição são os sentidos postos em questão ou ativados pelo trabalho”. Esta exposição tem o patrocinio do banco Santander. Confira aqui
Fonte: Pinacoteca de São Paulo – Exposições
Instituto Inhotim (MG) ganha novos pavilhões e obras
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Instalação da francesa Dominique Gonzalez-Foerster no Instituto Inhotim (MG)
A partir desta quinta-feira (23) o Instituto Inhotim, complexo museológico situado em Brumadinho (MG), ganha novos pavilhões e trabalhos criados especialmente para o local. A obra do fotógrafo Miguel Rio Branco, assim como cinco Cosmococas — série de Hélio Oiticica (1937 – 1980) e Neville D´Almeida — são novidades, ao lado de uma instalação da francesa Dominique Gonzalez-Foerster e do “Palm Pavillion” de Rirkrit Tiravanija, artista argentina residente em Nova York.
O pavilhão dedicado à obra de Miguel Rio Branco se destaca entre as novidades. O projeto do escritório mineiro Arquitetos Associados tira partido do terreno íngreme e cria bela estrutura feita em aço corten, o mesmo usado por Amilcar de Castro em suas esculturas, e tem uma estrutura labiríntica em seu interior. “Ele meio se esconde, meio que força sua visibilidade”, resume o alemão Jochen Volz, um dos curadores de Inhotim e cocurador da mais recente edição da Bienal de Veneza, transcorrida no ano passado
Para Volz, o centro mineiro tem como objetivo criar projetos específicos para o diálogo entre o grande jardim botânico presente e a escala generosa de obras de arte contemporânea do acervo local. “Sempre pensamos: o que os outros não podem fazer?”, afirma ele. “Temos de refletir bem sobre o contexto de arte e natureza tão próprio daqui, além de dar visibilidade e recortes a obras representativas dentro do nosso acervo, caso bem claro de Rio Branco.”
O pavilhão dedicado ao artista nascido em Las Palmas e radicado no Rio coroa bom momento de sua trajetória. Ele tem exposição em cartaz atualmente no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) e é um dos participantes da 29ª Bienal de São Paulo, com o filme “Nada Levarei Qundo Morrer Aqueles que Mim Deve Cobrarei no Inferno”, realizado nos anos 70 no Pelourinho, Salvador, antes da reforma. O pavilhão privilegia filme e videoinstalações, como “Diálogos com Amaú”, de 1983, e “Entre os Olhos”, algumas delas menos conhecidas na carreira do artista.
Outro projeto dos Arquitetos Associados é o pavilhão dedicado às cinco Cosmococas, de Hélio Oiticica e Neville D´Almeida. Também labiríntica em seu interior, está planejada para ser um espaço tal qual os artistas imaginaram, onde o público pode entrar numa piscina e “participar” da obra de arte, descansar em redes e fazer outras atividades propostas pelos trabalhos ambientais.

Visitantes observam fotografias de Miguel Rio Branco no Instituto Inhotim (MG)
A francesa Dominique Gonzalez-Foerster concebeu uma obra, “Desert Park”, especificamente para Inhotim, onde fica localizada atrás do pavilhão de Adriana Varejão. Decorrência de experiências anteriores da artista na Documenta e em Münster, compila variados tipos de ponto de ônibus em uma grande área de areia branca. O ambiente quase lunar ajuda a compor uma paisagem de um certo modernismo, presente na arquitetura dos pontos, típico das áreas urbanas brasileiras. “Promenade”, obra presente anteriormente em Inhotim, continua a ser exibido na galeria Mata, no centro do complexo. Rirkrit Tiravanija remonta próximo à “Beam Drop”, obra de Chris Burden, seu “Palm Pavillion”, peça que foi exibida na 27ª Bienal de São Paulo, em 2006.
Nas galerias, com exceção do cubano Diango Hernández, artistas brasileiros são os contemplados com obras novas em exibição. Alexandre da Cunha, Laura Vinci, Marcius Galan e Marcellvs L têm trabalhos expostos. O carioca Ernesto Neto também ganha espaço com um remontagem histórica de “Copulônia”, de 1989, primeira peça na qual lida com materiais têxteis junto de outros mais rígidos, expandindo o conceito de escultura e criando uma tensão entre as diferenças do que foi construído. “Inhotim também tem a preocupação de exibir obras que foram pouco vistas ou montadas e que são importantes no desenvolvimento da arte contemporânea do país”, diz Rodrigo Moura, um dos curadores do centro. “Copulônia” somente foi exposta no Espaço Macunaíma, no Rio, no ano de sua criação.
Acervo de ponta
A abertura das novas obras consolida Inhotim como um dos centros de arte contemporânea mais importantes do Brasil, ratificando o bom momento da arte brasileira em âmbito externo. Nomes prestigiados do circuito estiveram recentemente ou irão especialmente para o centro, como as curadoras das próximas edições da mostra alemã Documenta, Carolyn Christov-Bakargiev, e da Bienal de Veneza, Bice Curiger, entre outros.
Inaugurado em 2004, Inhotim é referência em arte contemporânea no Brasil por dar a chance de o público ver obras de nomes centrais na cena atual, como Steve McQueen, Matthew Barney, Doug Aitken, Janet Cardiff, Doris Salcedo e Olafur Eliasson, entre vários outros, lado a lado de artistas brasileiros de trajetória estabelecida, como Cildo Meireles, Tunga, Varejão e Valeska Soares.
O centro planeja novas expansões, como pavilhões e obras específicas de Pipilotti Rist, Cristina Iglesias e Eliasson, além de um grande edifício destinado a expor obras do acervo. “Vai ser quase como um museu. Precisamos de um espaço maior para exibir o que adquirimos, as galerias que temos já não dão conta disso”, conta Volz.
Fonte: UOL Entretenimento – Últimas notícias
“Não me interesso muito pelo teatro em torno das ideias”, diz Cildo Meireles
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É empolgante ver o artista plástico brasileiro Cildo Meireles falando de arte – especialmente porque, longe de qualquer formalismo acadêmico, para ele a arte deve ser – mais do que vista – sentida, experimentada, sem a busca de explicações ou decifrações complexas. “Se uma pessoa não conhece matemática, tudo que cerca números pode parecer difícil. Normalmente, a explicação é simples. O mistério nasce da ideia. E eu não me interesso muito pelo teatro em torno das ideias”, disse o artista plástico em entrevista ao UOL Cinema.

Cildo Meireles
Dirigido por Gustavo Rosa de Moura, “Cildo”, documentário sobre o artista e sua arte, que estreia nesta sexta-feira em São Paulo, desmistifica com eficiência o clichê de que arte conceitual é inacessível – ou seja, segue a mesma proposta do retratado. “Não há entrevistas com críticos, acadêmicos, pesquisadores. No filme, quisemos deixar que as pessoas pensassem sozinhas. Damos os elementos, mas cada um pode refletir por si próprio. Não há obrigação de acompanhar um raciocínio”, explica o diretor.
Moura sabe que filmar uma instalação de Cildo não substitui a visita física à obra mas, com sua câmera, tentou buscar o máximo que cada peça poderia render no cinema. “Cada obra precisou de uma solução diferente. ‘Babel’, por exemplo, é uma instalação com diversos rádios. Buscamos algo meio onírico”, conta o cineasta, que trabalhou com Alberto Bellezia assinando a fotografia.
O próprio Cildo destaca o trabalho de Bellezia no registro de suas obras com a câmera, alegando que essa integração entre a imagem e a peça física mostra como é o contato entre uma pessoa e as artes plásticas. “Muitos dos meus trabalhos só existem no momento em que você interage com eles. A arte plástica pressupõe um contato físico. O Gustavo e o Alberto mostram no filme como isso pode se dar”.
O diretor não conhecia o artista plástico pessoalmente quando foi convidado a dirigir o filme. A apresentação aconteceu por intermédio de um amigo em comum. Ao longo dos anos, desde 2005, Moura acompanhou Cildo e seu trabalho, captando imagens sobre a montagem de peças, exposições – especialmente uma retrospectiva na galeria Tate Modern, em Londres, que ocorreu entre outubro de 2008 e janeiro de 2009.
Para Cildo, a relação de quatro anos com Moura resume-se numa palavra: camaradagem. “O filme me acompanha a diferentes lugares e contextos e é capaz de passar a minha velocidade, o jeito que eu lido com a criação, com as obras. Não me senti traído – pelo contrário”, afirma o artista.
Ao longo de sua pesquisa para “Cildo”, o documentarista encontrou um curta de 1979 sobre o artista plástico dirigido por Wilson Coutinho, crítico de arte do jornal “O Globo”, morto em 2003. “O filme ia bem ao encontro da minha arte. É um curta com inserções ideológicas”, diz o artista. Numa das cenas, que é exibida no longa, John Wayne, numa cena de western, é dublado em português, falando sobre a arte de Cildo. Moura adianta que o curta sairá como extra do DVD.
Os mais de trinta anos que separam os dois filmes sobre Cildo poderiam levá-lo a pensar sobre sua trajetória, mas ele prefere trabalhar a reexaminar o passado. “É sempre estranho rever a si mesmo. São tempos diferentes, a gente sempre muda. Nesses anos aconteceram muitas obras e exposições. O documentário me deu uma oportunidade rara de revisitar os meus trabalhos. Rever a si mesmo dando alguns passos não é estranho. Mas rever sua carreira toda é outra coisa.”
Fonte: UOL Cinema – Últimas notícias