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Você está consultando atualmente os arquivos do blog James Lisboa Escritório de Arte para dezembro, 2009.

dez

11

Yutaka Toyota

Postado por Ricardo B. Rinaldi

Exposição comemora 50 anos de carreira de Yutaka Toyota

Inaugura em São Paulo a exposição “Espaço Invisível” nesta sexta-feira (11), a Cultura Inglesa de São Paulo (região oeste paulistana) , que comemora meio século de carreira do artista nipo-brasileiro Yutaka Toyota.

Escultor e pintor, Toyota –que assina mais de cem monumentos espalhados pelo Brasil e pelo Japão– apresenta 25 trabalhos criados recentemente. A partir deles, contempla as múltiplas dimensões do universo, permitindo novas sensações e a visão do que até então era invisível.

Durante a temporada no espaço, que termina em 15 de janeiro, acontece também o lançamento da biografia do artista, escrita pela pintora e doutora em História da Arte pela Sorbonne, Sonia Prieto.

Edifício Cultural Inglesa – Centro Brasileiro Britânico – rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3095-4466. 11/12 a 15/01/2010. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb., dom. e fer.: 10h às 16h. Grátis. Classificação etária: livre.

dez

11

Lançamento do Livro – Rio de Janeiro e São Paulo

Postado por Ricardo B. Rinaldi

Vik Muniz | Obra Completa 1987-2009 – catálogo raisonné 

Catálogo Raisonné

VIK MUNIZ, EDITORA CAPIVARA E CREDIT SUISSE HEDGING-GRIFFO, CONVIDAM PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO

RIO DE JANEIRO
16 de dezembro às 19h na Livraria da Travessa Shopping Leblon
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – 2º andar – Loja 205A – Leblon

SÃO PAULO
17 de dezembro às 19h na Livraria da Vila Shopping Cidade Jardim
Pista Local da Marginal Pinheiros, entre as pontes Cidade Jardim e Morumbi

O volume traz a obra completa de Vik Muniz nos primeiros 22 anos de sua carreira, de 1987 a 2009. Neste catálogo, o leitor encontrará quase 1200 obras, que representam mais de 1600 imagens, muitas reproduzidas em página inteira, permitindo um contato com os materiais usados por Vik, tão importantes no impacto de seus trabalhos.

dez

7

Yolanda Mohalyi – No tempo das bienais

Postado por Alcides Ribeiro Júnior

Exposição Pinacoteca do Estado – Yolanda Mohalyi

Yolanda Mohalyi - MÚSICOS - nanquim sobre papel - 73,5x49 cm - 1955

Yolanda Mohalyi - MÚSICOS - nanquim sobre papel - 73,5x49 cm - 1955

Yolanda Mohalyi – No tempo das bienais é uma releitura do trabalho da artista, que nasceu em Kolozsvar em 1909 e morreu em São Paulo em 1978. Com 95 obras, entre desenhos, aquarelas, guaches, gravuras, a mostra reúne dois importantes momentos de sua expressão artística: o Figurativo (décadas de 1930, 40, 50) e a Abstração (décadas de 1960,70), e exibe, de forma inédita, dois grandes painéis compostos por folhas de papel pintadas a guache. Com curadoria de Maria Alice Milliet, critica e historiadora de arte, diretora da Fundação José e Paulina Nemirovsky. De 05 de dezembro de 2009 a 21 de fevereiro de 2010.

De 05/12 a 21/02
Ter, Qua, Qui, Sex, Sab e Dom
Horário: das 10h às 18h
Preço: R$6,00 e R$3,00 (meia) – Grátis aos sábados.

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça. da Luz – 02 – Luz
Fone: (11) 3324-1000

dez

7

Projeto Portinari – Portinari na Amazônia

Postado por Alcides Ribeiro Júnior

Caro(a) Amigo(a) do Projeto Portinari:

Peço permissão para compartilhar com você um relato sobre uma das ações do Projeto Portinari das quais mais nos orgulhamos, com a certeza de que ela o tocará como cidadão(ã) e como pessoa humana:

http://www.portinarinaamazonia.blogspot.com/

Caso tenha você tempo e interesse, leia o breve resumo abaixo (histórico), que explica a razão de ser deste blog, do qual extraimos algumas imagens, reproduzidas ao final.

Agradecendo o seu tempo e sua atenção, receba o meu mais

Cordial abraço,

João Candido Portinari
Diretor-Geral
Projeto Portinari
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
Rua Marquês São Vicente 225 Gávea
22451-900 Rio de Janeiro – RJ
Brasil
Telefaxes: 55-21-3527-1439/1440/1441
email: portinari@portinari.org.br
http://www.portinari.org.br
Celular: 55-21-9474-1007

Histórico:

Desde 1997 o Projeto Portinari vem desenvolvendo atividades de arte-educação e inclusão social, levando a obra de Portinari a segmentos do público brasileiro os mais desfavorecidos com respeito ao acesso à arte e à cultura de nosso país. A premissa que norteia este programa é a de que a obra de Portinari está toda ela permeada de valores. Valores humanos, valores sociais. Acreditamos que assim ela pode ser um poderoso instrumento de transformação social, inspirando sentimentos de cidadania, de justiça social, de não-violência, de fraternidade, espírito comunitário e respeito pelo sagrado da vida. A partir desta premissa elaboramos uma ação fundamentada numa exposição de réplicas digitais das obras originais, acompanhada de um programa pedagógico, elaborado por educadores, visando estimular no público, e principalmente nas crianças e jovens — alvo preferencial do programa — uma reflexão crítica sobre a realidade brasileira, e sobre os valores inspirados no legado do pintor.

Durante mais de uma década percorremos todos os Estados brasileiros, sem exceção, registrando em livro a visita de mais de 500 mil crianças. Escolas, Centros de Cultura, Hospitais, Presídios, etc., foram assim visitados pelo programa.

Um braço destas ações foi chamado “Portinari nos Rios Brasileiros”, tendo como alvo as comunidades ribeirinhas. O primeiro momento foi no Pantanal do Mato Grosso do Sul, quando montamos a exposição no convés superior de uma chalana da Polícia Florestal, subindo 1.200 km do Rio Paraguai, de Porto Murtinho a Corumbá, parando nos povoados das margens brasileira e paraguaia para receber as crianças e o povo ribeirinho. Veja no blog o indiozinho pantaneiro, surpreso ao reconhecer-se na tela pintada por Portinari…

Sempre sonhamos em levar o programa para a Amazônia. Este sonho acaba de tornar-se realidade, por meio de uma parceria com a Marinha do Brasil. A Marinha percorre o Amazonas e seus afluentes dando assistência médico-hospitalar, odontológica e de cidadania às populações ribeirinhas, por meio de três navios. O Projeto Portinari foi honrado com a confiança da Marinha do Brasil, na pessoa do Almirante Sávio, Chefe do Departamento de Comunicação Social da Marinha e, no dia 10 de novembro passado, a Professora Suely Avellar, Coordenadora de nosso Núcleo de Arte-Educação, embarcou a bordo do navio NasHDoutorMontenegro, percorrendo as comunidades ribeirinhas do Rio Purus.

Suely escreveu um “Diário de Bordo”, sob a forma de um blog. A emoção deste relato, tão singelo, e, ao mesmo tempo, poderoso, foi de tal ordem que não resistimos ao desejo de compartilhá-lo com você, Caro(a) Amigo(a), mesmo correndo o risco de, com este ato, vir a importuná-lo(a). Se este for o caso, pedimos humildes e sinceras desculpas.

Diário de Bordo - Projeto Portinari - Portinari na Amazônia - Blog

dez

3

A estética do movimento pelo pioneiro Abraham Palatnik

Postado por Alcides Ribeiro Júnior

Mostra apresenta síntese de sua trajetória dedicada a criações cinéticas no Brasil.

Abraham Palatnik é considerado um pioneiro da arte cinética no Brasil. Antes de fazer suas primeiras máquinas, era apenas pintor, mas desistiu dos pincéis quando, em 1948, no Rio, visitou o Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro com o crítico Mário Pedrosa, conhecendo, assim, o trabalho de arte que a doutora Nise da Silveira realizava com doentes mentais. “Fiquei muito impressionado com as pinturas que eles faziam. Quando as comparei com minhas obras, vi que meu subconsciente era muito pobre”, diz Palatnik.

O artista ficou atordoado, queria criar algo novo, e foi Pedrosa que o “acalmou” e o incentivou, dizendo que muito podia ser feito. “De repente me vi cercado de engrenagens, articulações, de uma pesquisa sobre a luz”, afirma o artista. Em 1951, exibiu na primeira Bienal de São Paulo o aparelho Cinecromático, uma caixa em que são projetadas formas coloridas em movimento, obra que ninguém sabia definir naquela ocasião. Desde então, foi uma trajetória sem limite para a experimentação, em técnicas, materiais e objetos cinéticos – e esse dado tão especial relacionado ao artista, agora com 81 anos, é o mote da exposição Ocupação Abraham Palatnik, que o Itaú Cultural inaugura hoje para convidados e amanhã para o público. Com curadoria de Aracy Amaral, convidada de Palatnik para tal tarefa, a exposição é enxuta, uma “síntese”, ela diz, que ressalta a variedade de experimentações e que coloca, além de obras, três vídeos sobre o artista e o contexto das criações de seus trabalhos.

Objeto cinético feito por Palatnik em 1966

Objeto cinético feito por Palatnik em 1966

A mostra começa com o único óleo sobre tela do conjunto único, também, autorretrato que Palatnik, ascido em Natal, no Rio Grande do Norte, realizou em 1945, em Israel, coincidentemente, concluído no dia em que foi anunciado o fim da segunda Guerra. “Hitler estava acabado e já era esperado o término da guerra”, conta o artista. Depois de seu autorretrato, única obra figurativa, seguem-se na mostra pinturas feitas com barbantes, ripas de madeira cortadas a laser e sobre vidro, duas raras criações em resina poliéster da década de 1970, além, claro, de objetos cinéticos realizados em anos diferentes – pelos quais Palatnik, que vive no rio, está identificado – e um Aparelho Cinecromático que, instalado em uma sala escura, deixa o espectador hipnotizado pelo movimento lento e leve das combinações diversas de formas em tantas tonalidades.

Dar ordem ao movimento é uma das considerações que se faz em relação à obra de Palatnik, “artista anticaos” que, curiosamente,  ressalta em suas criações algo de lúdico nos objetos feitos de uma tecnologia simples e inteligente. “Penso nos objetos cinéticos dele como um trabalho de relojoaria, em que os elementos se unem em harmonia”, diz Aracy. “Sempre trabalhei sozinho nos mecanismos e máquinas, fazendo articulações inventadas por necessidades imediatas:e deu certo”, afirma agora Palatnik, que, curiosamente, conta que seu ensejo para a criação de seu primeiro aparelho cinecromático foi a observação da sombra de uma vela em um dia que houve falta de eletricidade.

Abraham Palatnik - W-122 - Acrilico sobre madeira - 86 x 119 cm - 2006

Abraham Palatnik - W-122 - Acrilico sobre madeira - 86 x 119 cm - 2006

Iniciou-se, assim, uma pesquisa de décadas sobre a luz e o movimento sem deixar de ser, ainda, uma experimentação com a cor – Palatnik “também” é pintor, como diz. Para um artista que se baseou em “princípios estéticos, a vida toda”, ele afirma, chama a atenção que o cinetismo não se dá apenas nas máquinas e aparelhos, mas também nas telas, que são construções, relevos em progressões e ondulações de camadas de ripas de madeira, cartões cortados com estiletes, tela com barbantes ou a pintura de uma geometria leve sobre vidro. “Fui desenvolvendo a técnica adequada para cada material”, afirma Palatnik. Primeiro, como frisa, sua preocupação é o movimento para depois colocar a cor, “último elemento, o mais prazeroso”, diz Aracy.

ABRAHAM PALATNIK – Itaú Cultural

Quando: abertura 02/Dezembro, às 20h;
ter. a sex., das 10h às 21h;
sáb. e dom., das 10h às 19h;
até 10/Dezembro

Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 2168-1776)

Quanto: entrada franca

ABRAHAM PALATNIK
Quando: abertura amanhã, às 20h; ter. a sex., das 10h às 21h; sáb. e dom., das 10h às 19h; até 10/1
Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 2168-1776)
Quanto: entrada franca