A experiência fala alto. No palco em frente ao microfone, na noite do Leilão oficial e para a centenas de pessoas, que o James Lisboa mostra todo seu conhecimento sobre obras de arte, já que traz no seu currículo mais de 2.000 obras de arte leiloadas entres Pinturas, Desenhos, Esculturas, Moveis e algumas gravuras. "Cada obra tem sua história, eu mostro a essência da obra o que ela retrata e o que representa para sociedade, saber sobre a história do artista, seus conceitos técnicas de pintura a suas melhores fases, são informações preciosas para levar a Leilão e transparecer a importância da obra. Assim o cliente consegue compreender o seu valor e decidir se deve ou não adquirir a obra."
Um dos pioneiros da arte cinética no Brasil, Abraham Palatnik que hoje é referência com suas obras que são de grande importância no cinetismo, atualmente vive no Rio de Janeiro onde vem desenvolvendo trabalhos que unem pesquisa visual e rigor matemático, buscando com extrema liberdade transgredir das técnicas tradicionalmente conhecidas unindo tecnologia e arte para realizar obras que criam movimentos e jogos de luzes que nos proporcionam essencialmente o contato com o inesperado projetando-se para além da retina, com um olhar atento podemos retirar toda sua potencialidade poética.
Biografia – Abraham Palatnik (Natal, 19 de fevereiro de 1928 – Atualmente vive no Rio de Janeiro)
Entre 1928/1932, Abraham Palatnik de familia com origem judia e russa vive em Natal, Rio Grande do Norte, entre 1932/1947 transfere-se com a familia para Israel onde estudou pintura e história da arte no ateliê de Aron Ani, escultura com Sternshus e estética com Dr. Shor. na mesma época em que fazia um curso de motores a explosão (nas escolas Herzlla e Montefiori em Tel Aviv, esta última de especialização em motores de explosão) na antiga Palestina, atual Israel.
De volta ao Brasil, em 1948, continua sua orientação estética com Mário Pedrosa e integra o primeiro núcleo de artistas abstratos do Rio de Janeiro. No ano seguinte, iniciou suas pesquisas no campo da luz e do movimento, responsáveis por seu reconhecimento como um dos pioneiros da Arte cinética. Em 1951, ter seu primeiro trabalho exposto na 1ª Bienal Internacional de São Paulo foi uma verdadeira aventura, visto que não se tratando de pintura convencional não foi aceito pela comissão e foi somente introduzido posteriormente.
W-122 - Acrilico sobre madeira - 86 x 119 cm
Integrou o Grupo Frente e participou de três das quatro mostras realizadas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1955, e em Resende e Volta Redonda, em 1956. O artista produzia pinturas abstratas aliadas ao mobiliário simultaneamente aos cinecromáticos, depois passou a desenvolver objetos móbiles cinéticos e relevos com papéis que remetem às nossas dunas potiguares. Palatnik rompe com a pintura, formalmente, mas dá continuidade incursionando em seu discurso pictórico novos materiais e desenvolvendo novas propostas objectuais. Percursor também da Art High Tech, podemos citar como redimensionamento da pinturacesa a poética High Tech de alguns brasileiros.
Participou da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul em 1997, em 2007 faz parte da exposição “Lo(s) Cinetico(s)”, no Centro de Arte Reina Sofia em Madrid/Espanha. Hoje vem exibindo seus trabalhos pelo mundo, é reconhecido internacionalmente e considerado o “pai” do cinetismo.
Cronologia
1928/1932 – Vive em Natal, Rio Grande do Norte
1932/1947 – Transfere-se com a família para Israel
1942/1945 – Faz curso de especialização em motores de explosão na Escola Montefiori, Tel Aviv, Israel
1943 – Freqüenta os estúdios do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus; se torna aluno de estética de Shor, em Tel Aviv, Israel.
1943/1947 – Estuda pintura, desenho, história da arte e estética no Instituto Municipal de Arte, Tel Aviv, Israel
1948 – Retorna ao Brasil e reside no Rio de Janeiro. Conhece o crítico Mário Pedrosa (1900 – 1981), de quem passa a receber orientação estética
ca.1948 – Levado por Almir Mavignier, orientador do ateliê de pintura, conhece o Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro
1949 – Inicia pesquisa no campo da luz e movimento
1951 – Dedica-se à solução de problemas técnicos industriais
1951 – Desenvolve processos de controle visual e automático em indústrias
1951 – Inventa várias máquinas e dispositivos de uso industrial e obtém patentes
1951 – Cria seu primeiro Aparelho Cinecromático
1954/1956 – Integra o Grupo Frente, no Rio de Janeiro
1955 – Projeta móveis modernos
1962 – Inventa um jogo de percepção O Quadrado Perfeito, e obtém copyright
1964 – Cria os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos Objetos Cinecromáticos
1988 – Participa, como convidado, do concurso Uma Escultura para o Mar de Angra, promovido pela secretaria de Turismo do Rio de Janeiro
2002 – Recebe medalha do mérito Alberto Maranhão do Governo do Rio Grande do Norte
2002 – Lançamento do vídeo O Mundo da Arte – Abraham Palatnik – A Arte do Tempo, Documenta Vídeo Brasil, direção Carlos Cavalcanti.
Atualizado em 08/07/2009
Fonte: Itaú Cultural
1928/1932 – Vive em Natal, Rio Grande do Norte
1932/1947 – Transfere-se com a família para Israel
1942/1945 – Faz curso de especialização em motores de explosão na Escola Montefiori, Tel Aviv, Israel
1943 – Freqüenta os estúdios do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus; se torna aluno de estética de Shor, em Tel Aviv, Israel.
1943/1947 – Estuda pintura, desenho, história da arte e estética no Instituto Municipal de Arte, Tel Aviv, Israel
1948 – Retorna ao Brasil e reside no Rio de Janeiro. Conhece o crítico Mário Pedrosa (1900 – 1981), de quem passa a receber orientação estética
ca.1948 – Levado por Almir Mavignier, orientador do ateliê de pintura, conhece o Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro
1949 – Inicia pesquisa no campo da luz e movimento
1951 – Dedica-se à solução de problemas técnicos industriais
1951 – Desenvolve processos de controle visual e automático em indústrias
1951 – Inventa várias máquinas e dispositivos de uso industrial e obtém patentes
1951 – Cria seu primeiro Aparelho Cinecromático
1954/1956 – Integra o Grupo Frente, no Rio de Janeiro
1955 – Projeta móveis modernos
1962 – Inventa um jogo de percepção O Quadrado Perfeito, e obtém copyright
1964 – Cria os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos Objetos Cinecromáticos
1988 – Participa, como convidado, do concurso Uma Escultura para o Mar de Angra, promovido pela secretaria de Turismo do Rio de Janeiro
2002 – Recebe medalha do mérito Alberto Maranhão do Governo do Rio Grande do Norte
2002 – Lançamento do vídeo O Mundo da Arte – Abraham Palatnik – A Arte do Tempo, Documenta Vídeo Brasil, direção Carlos Cavalcanti.
O Museu Inimá de Paula, inaugurou no dia 21 de agosto de 2009, a exposição “VIK”, do artista e fotógrafo paulistano radicado em Nova Iorque (EUA) Vik Muniz, chega a Minas Gerais após passagens por Estados Unidos, Canadá, México, Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Conhecido por sua criatividade em utilizar materiais inusitados na criação de obras que depois são registradas por meio de fotografia. Na mostra estarão expostas algumas obras como Frankenstein feito de caviar, a Medusa desenhada com macarrão e molho vermelho, crianças de açúcar, auto-retrato de confetes, a Mona Lisa de pasta de amendoim, o Che Guevara desenhado com geléia e o retrato de Elizabeth Taylor montado com centenas de pequenos diamantes. Destaque também para a série “Pictures of Garbage”, com obras realizadas a partir de lixo (21/08/09 a 02/11/09).
Informações: Museu Inimá de Paula – R. Bahia, 1.201 – Centro – CEP 30160-011 – Belo Horizonte, MG – Tel.: (31) 3213-4320 e 3222-9798 – museu@inima.org.br. Horário de funcionamento: terça, quarta e sexta 10h às 19h, quinta 12h às 21h, sábado 10h às 19h, domingo 10h30 às 17h. Aberto aos domingos e feirados. Preço: R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia), entrada franca para menores de 10 anos ou maiores de 60 anos.
Murilo Mendes, poeta mineiro escreveu em seu poema-homenagem, publicado em 1959, uma frase que parece sintetizar a obra do amigo Oswaldo Goeldi (1895-1961): “Gravas qualquer solidão”. Também lembrado em versos de Carlos Drummond de Andrade, o grande gravador carioca ganha uma retrospectiva na Caixa Cultural do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Composta de sessenta trabalhos, Luz Noturna reúne as características mais marcantes da carreira de Goeldi. A solidão evocada por Mendes e a sombra da morte sobressaem em cenários de ruas vazias e becos escuros – influência do expressionismo, movimento com que ele teve contato na adolescência, quando viveu na Suíça. Ladrões, prostitutas, urubus, mendigos e sobretudo pescadores são personagens recorrentes nessas obras. Outra inspiração essencial para seu universo era o escritor russo Fiodor Dostoievski, de quem ilustrou as edições brasileiras de diversos romances.
Caixa Cultural – Galeria Vitrine da Paulista Avenida Paulista, 2083 (Conjunto Nacional), 3321-4400, Metrô Consolação. Terça a sábado, 9h às 21h; domingo e feriados, 10h às 21h. Grátis. Até 20 de setembro.
A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, na Estação Pinacoteca, primeira exposição panorâmica de Leda Catunda (São Paulo, SP, 1961), com cerca de 70 obras entre pinturas, aquarelas e colagens, realizadas nos últimos 25 anos.
De 15 de agosto a 11 de outubro de 2009
Pinacoteca do Estado – Praça da Luz, 2 – fone 11 3324.1000 Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66 – fone 11 3337.0185
Abertas de terça a domingo, das 10 às 18h Ingresso combinado (Pinacoteca + Estação Pinacoteca): R$ 6 ou 3,00. Grátis aos sábados
Henri Matisse Pela primeira vez no Brasil, e na América Latina, exposição individual de Henri Matisse (Le Cateau-Cambrésis, França, 1869 – Nice, França, 1954), um dos mais destacados artistas do século XX. Estarão expostos 93 telas, gravuras, desenhos, colagens e esculturas que integram importantes coleções públicas e privadas, da França e do Brasil.
De 05 de setembro a 01 de novembro de 2009
Pinacoteca do Estado – Praça da Luz, 2 – fone 11 3324.1000
Abertas de terça a domingo, das 10 às 18h Ingresso combinado (Pinacoteca + Estação Pinacoteca): R$ 6 ou 3,00. Grátis aos sábados.
O ano de 2009 marca o centenário de Roberto Burle Marx, em memória ao multifacetado artista uma grande retrospectiva está em cartaz no MAM em São Paulo. Nascido em São Paulo mas carioca de coração Burle Marx (1909-1984) é lembrando normalmente como paisagista, porém também foi pintor, escultor, gravador, cenógrafo e designer de joias e cantor de ópera nas horas vagas. A mostra A Permanência do Instável apresenta 200 trabalhos de um artista completo. Suas primeiras telas, nos anos 40, são pastiches de Di Cavalcanti e carecem de identidade. Foi justamente o paisagismo que o ajudou a encontrar um estilo pessoal com o pincel: óleos como Mangue Azul (1963) passaram a incorporar figuras da natureza. Na outra ponta, seu trabalho em decoração ganhou status de arte, caso da tapeçaria de 25 metros feita em 1969 ao estilo abstracionista. Bem montada, a retrospectiva reforça esse aspecto de inter-relação de técnicas distintas, desenvolvido por Burle Marx em sua maturidade.
MAM
Parque do Ibirapuera, portão 3, 5085-1300. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 5,50. Grátis aos domingos. Até 13 de setembro.