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Vicente de Mello


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BIOGRAFIA

Vicente Henriques Botelho de Mello (São Paulo SP 1967)

Fotógrafo.

Formado em comunicação social, publicidade e propaganda, em 1989, pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Entre 1992 e 1994, cursa especialização em história da arte e arquitetura no Brasil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ. Trabalha como estagiário no Instituto Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte - Infoto/Funarte, de 1988 a 1989 no Departamento de Fotografia do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1989 e no Laboratório Lexington Labs, Nova York, em 1992. Na década de 1990, atua como assistente fotográfico e direciona sua atividade profissional para a área de reprodução de obras de arte. De 1993 a 1998, é responsável pelo setor de documentação fotográfica das exposições da Coleção Gilberto Chateaubriand, que integra o acervo do MAM/RJ. Paralelamente, realiza pesquisas fotográficas que, indiretamente, versam sobre elementos e características específicas do meio: a luz, a câmera obscura, as possibilidades de enquadramento, etc. Produz a série Topografia Imaginária, com fotos em preto-e-branco de fragmentos de corpos humanos, e começa a expor em galerias e museus. Recebe o Prêmio Brasília de Artes Visuais do Museu de Arte Moderna de Brasília em 1998. Dois anos depois, monta seu próprio estúdio no Rio de Janeiro, onde trabalha na área editorial.

Comentário Crítico

Vicente de Mello concilia investigações sobre elementos específicos da fotografia com questionamentos de caráter intimista. Possui ensaios sobre o corpo humano, paisagens, objetos e ambientes privados, mas seu interesse está voltado, sobretudo, para a luz, o tempo e a idéia de fragmentação.

Topografia Imaginária, 1994, é um conjunto de fotografias em preto-e-branco de corpos humanos registrados em primeiríssimo plano. Lembrando abstrações, as dobras e marcas na pele aludem à passagem do tempo e conferem um sentido erótico aos trabalhos.

Noite Americana apresenta uma seqüência de fotos de interiores e paisagens urbanas feitas em condições precárias de iluminação. Predominam contra-luzes, imagens escuras e com pouca definição. As pessoas estão sozinhas e, muitas vezes, aparecem dormindo. Nos ambientes vazios há vestígios de que alguém esteve ali recentemente, como lençóis amarrotados, uma televisão ligada ou uma réstia de luz entrando pela porta semi-aberta. O conjunto sugere uma narrativa que, embora desconexa, remete ao clima de mistério do cinema noir norte-americano dos anos 1950.

Em Galácticas, Mello enfoca luminárias, lustres e neons como se fossem corpos celestes. Ao trabalhar a luz como tema, o artista retoma o ideário modernista de que a arte deve se voltar para seus próprios meios. Além disso, isolando os objetos de seus contextos originais, cria imagens de sentido abstrato que põem em xeque a noção de fotografia como documento.

Fonte: Itaú Cultural

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