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Ismael Nery


ismael-nery

OBRAS DO ARTISTA

 - Nu Feminino
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Nu Feminino

Técnica: desenho a grafite sobre papel
Data:
Medida: 20 x 12,5 cm
Comentários: ass. inf. esq.


Preço: Sob Consulta
 - Cabaé
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Cabaé

Técnica: Sepia sobre papel
Data: s.d
Medida: 18x20 cm
Comentários:

Preço: Sob Consulta
 - Moça
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Moça

Técnica: Nanquim sobre papel
Data: 1928
Medida: 22,3x 5,5
Comentários: participou da exposição individual do artista na galeria Grifo em 1976 reproduzido no catalogo da mesma

Preço: Sob Consulta
 - Estudo
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Estudo

Técnica: Grafite sobre papel
Data: s/d
Medida: 19,5x10,5
Comentários:

Preço: Sob Consulta

Leilão de Artes Online

BIOGRAFIA

Ismael Nery (Belém PA 1900 - Rio de Janeiro RJ 1934)

Pintor, desenhista, poeta.

Ismael Nery nasce em Belém no dia 09 de outubro de 1900. Ainda na infância, muda-se para o Rio de Janeiro. Tudo indica que se aproxima das artes na juventude. Provavelmente, freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1915 e 1916, mas não se adaptou ao caráter acadêmico do curso. Nesse período, dedica-se à cópia em gesso de esculturas da Antigüidade greco-romana e, por meio delas, desenvolve interesse pela figura humana, tema que iria tomar a maior parte de suas inquietações artísticas. Na Enba faz aulas com Henrique Bernardelli (1858 - 1936), cujos incentivo e elogios o animam a seguir estudando arte.

Em 1920, Nery vai a Paris para estudar. Permanece na Académie Julian por três meses nesse período em que aparecem as influências expressionistas, já com o traço pessoal dramático que iria marcar sua obra. Na Europa entra em contato com o modernismo. Examina os quadros de artistas cubistas como Pablo Picasso, Georges Braque, André Lhote, Fernand Léger e Jean Metzinger . Durante a sua permanência, pode conhecer boa parte da tradição artística do velho continente. Além da Escola de Paris, tem grande interesse pelo expressionismo alemão. Na Itália conhece as obras dos mestres do Renascimento e torna-se admirador da pintura do período. Devota-se, sobretudo, a Ticiano, Tintoretto, Paolo Veronese, Michelangelo Buonarroti e Rafael. Tem interesse também por artistas italianos modernos, como Giorgio de Chirico.
Ao voltar para o Brasil, em 1921, é nomeado desenhista na seção de Arquitetura e Topografia da Diretoria do Patrimônio Nacional, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Lá conhece o poeta Murilo Mendes, um dos seus grandes incentivadores, responsável pela preservação da memória e da obra de Nery - muitas vezes recuperava os desenhos do amigo artista da lata do lixo. O poeta conheceu a fundo a personalidade e o sistema filosófico que Nery criou, o Essencialismo, baseado na abstração do tempo e do espaço e na preservação de elementos essenciais à existência, concebendo o ser humano de forma totalmente espiritual.

A obra de Ismael Nery, neste período, aponta influências cubistas fruto de seu primeiro contato com a escola de Paris. Sintoniza-se com o Surrealismo de André Breton e de Pablo Picasso. Diferente dos outros artistas da Primeira Geração Modernista, ele não buscava uma identidade nacional antes aproximava-se de valores universais, internacionalistas, de acordo com sua idéias filosóficas e místicas.
Um ano depois, casa-se com poetisa Adalgisa Nery, musa de suas principais pinturas. Apesar de já trabalhar com formas modernas, seu assunto o diferencia do modernismo brasileiro da Semana de Arte Moderna de 1922. Seus personagens aparecem em cenários imaginários, avessos a qualquer referência reconhecível. Ele trata, basicamente, da figura humana, idealizada, a serviço de uma figuração simbólica. Neste período, faz retratos, como as obras Retrato de Murilo Mendes e A Espanhola. A relação entre as partes claras e as partes escuras é bastante marcada.
Ismael Nery, posteriormente, dá tratamento mais geométrico a suas figuras. Em 1924, aproximadamente, compõe seus personagens com cilindros e formas ovais. Os homens e mulheres se tornam mais alongados e estruturados. Dão a impressão de formas ideais, fora do tempo e do espaço. Ao seu expressionismo é somada a influência cubista. Na época a casa do artista se torna um ponto de encontro de artistas e intelectuais cariocas. É freqüentada, entre outros, por Mário Pedrosa, Murilo Mendes, Guignard e Antonio Bento.
Em torno de 1926, expõe a alguns desses amigos a sua doutrina: o essencialismo. Um conjunto de princípios, ligados ao seu humanismo cristão, que seria a síntese de suas reflexões. Em 1927, Nery parte, com a esposa e a mãe, para a Europa, onde convive com Heitor Villa-Lobos e conhece André Breton, Marc Noll e Marc Chagall. A viagem influencia profundamente sua pintura. Ele volta particularmente impressionado com o trabalho de Chagall que seus temas e personagens, a partir daí, aproximam-se dos do artista russo.

Após conhecer Marc Chagall, a presença do surrealismo em sua obra, o transforma no pioneiro desta corrente no Brasil. Ironicamente, é por este seu espírito vanguardista e internacionalista que Ismael Nery jamais seria reconhecido em vida.
A partir de 1930, é constatada sua tuberculose e isso se reflete em suas pinturas. Suas figuras se tornam esgarçadas, aparecem com as vísceras abertas. Os personagens surgem em cenários vazios, nitidamente influenciados pela pintura metafísica italiana. Os personagens agora são flagelados e feridos. O trabalho incorpora o tema da morte.
Daí em diante o artista trabalha menos. No entanto, sua produção tem maior projeção. Antes disso, em 1929, Ismael Nery faz as suas únicas exposições individuais, a primeira em Belém e a segunda no Rio de Janeiro. Não chega a ter grande receptividade, mas consegue expor numa coletiva de pintura brasileira em Nova York e participar de importantes salões, como o Salão Revolucionário, no Rio de Janeiro, em 1931, e a Exposição de Arte Moderna da SPAM, em São Paulo, em 1933.
Doente, apesar de uma rápida melhora em 1933, Ismael não resiste e morre, vitimado pela tuberculose, em 6 de abril de 1934, num mosteiro franciscano. O reconhecimento ao seu trabalho ocorre postumamente, após sua participação nas Bienais de 1965 e 1969 e de retrospectivas em 1966, no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e na Petite Galerie.
O realismo social da década de 30 e as tendências abstratas dos anos 40/ 50 não deixaram espaço para o figurativismo espiritual e católico de Nery. Hoje, no entanto, ele é reconhecido, junto com Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, como um dos maiores artistas de sua geração.

Críticas

"Devo dizer que a posição individual de Ismael Nery se insurgia abertamente contra a corrente ´brasileira´ então dominante. Firmou-se em sua pintura a orientação internacional, que então prevalecia, como ainda hoje prevalece na Europa e nos centros artísticos mais avançados dos outros continentes. Por esse motivo, os temas brasileiros estão ausentes quase completamente de sua arte, como estavam alheios a suas preocupações e a seus problemas plásticos ou visuais. Manifestava-se igualmente contrário a uma pintura de tendência regional, matuta ou caipira, de influência índia, negra ou afro-brasileira. Segundo suas idéias, uma arte de temática nacionalista seria secundária, pois assumia desde logo um caráter limitado e até anedótico, em oposição à tendência internacionalista, que deveria prevalecer neste século. Não preciso dizer que o desenvolvimento da arte deste século como da própria arte brasileira, nos últimos vinte e cinco anos, viria mostrar a originalidade da posição de vanguarda coerentemente mantida por Ismael Nery, durante o transcurso de sua breve e fecunda vida de pintor e desenhista".
Antônio Bento

"Já em inícios dos anos 20 vemos aparecer, sobretudo em sua pintura, o ambiente que Di (Cavalcanti) denominara de "penumbrista" em relação a esse mesmo período em seu trabalho. Nesse primeiro período (a que Antonio Bento se referiria como "expressionista") percebemos que a facilidade, as redundâncias, as retomadas de temas e o dado literário são freqüentes em seus retratos e figuras até por volta de 1923, denotando uma grande produção com avanço difícil. Porém, a partir de 1924, observa-se que o rigor cubista passa a ordenar sua pintura, através da redução de elementos e da autodisciplina que gradativamente caracterizará sua obra. Esse período de passagem alongar-se-ia até por volta de 1927, época de sua estada em Paris. A presença chagalliana, assim como posteriormente a metafísica, é outro dado singular no modernismo brasileiro a partir de Nery: a influência metafísica classicizante vem conjugada, em seu caso, com um expor-se absolutamente inédito na arte brasileira. Na verdade, Ismael Nery se expõe em seus trabalhos como raros o fazem e nesse ato de comunicação através da expressão pela imagem está implícito um ato de entrega de sua intimidade ao espectador reflexivo".
Aracy Amaral

"Ismael Nery tem um talento vasto de pintor, porém, com exceção duns poucos quadros, toda a obra dele se ressente dum inacabado muito inquieto. Mas é pesquisador da mais nobre seita. Vive quase uma obsessão mística, preocupado com uns tantos problemas plásticos, principalmente a composição com figuras e a realização dum tipo ideal humano. Seguindo as obras dele na casa de Murilo Mendes, que é quem as guarda no Rio, a gente tem a impressão de que os problemas se enunciam nuns quadros, e são desenvolvidos noutros para terminar noutros. A procura de um tipo plástico ideal representativo do ser humano o irmana com certos pesquisadores europeus imensamente comoventes, sobretudo com Modigliani e Eugen Zak. E assim com as figuras todas arrinconadas num tipo único que jamais satisfaz este artista duma seriedade absoluta, Ismael Nery as coloca em todas as composições possíveis, buscando um equilíbrio e uma harmonia exclusivamente plásticos. Esses problemas, da composição e do tipo ideal, preocupam tanto o pintor que durante muito tempo ele abandonou totalmente a cor se servindo só do azul. Essa fase azul é verdadeiramente impressionante como fenômeno psicológico e alguns dos quadros dela me parecem dos mais notáveis que o modernismo brasileiro produziu".
Mário de Andrade

"O ego inflado de Ismael Nery, na confluência entre a mitomania e o misticismo o levaria a coincidir sua figura ainda mais com a do cristão. Não apenas foi enterrado com o hábito de São Francisco, mas tentou coincidir sua morte com a sexta-feira da paixão, quando tinha também, como Cristo, 33 anos. Atrasou-se um pouco, morreu uma semana depois, na sexta-feira de Páscoa. Morria miticamente cercado pelo número três. Morria reinscrevendo simbolicamente a idade da morte do seu pai, também de nome Ismael, morto aos 33 anos. Ismael-pai e Ismael-filho, o Ismael-pai era médico, o Ismael-filho o enfermo. O Ismael-Cristo e o Ismael-homem. O EU e o OUTRO. Dois em um. Três em um: a circularidade mítica e psicanalítica do 33.
Muito do que dissemos até agora poderia ser revisto em seus quadros e relido num poema intitulado "Eu", escrito no último ano de vida, onde começa dizendo: "Eu sou a tangência de duas formas opostas e justapostas." A seguir o poema vai ser o confronto e a oposição de forças que tendem para a anulação do indivíduo. O verso é emblemático para mostrar a recusa inicial do individuo do ponto de vista subjetivo. E do ponto de vista estético, para ilustrar as raízes do estilo cubista que adotou. É neste sentido que o cubismo lhe foi útil. O desdobramento da figuras, as duas ou três faces em conflito, correspondem tanto a um rasgo estilístico quanto a uma cesura do espírito atormentado do artista que buscava a unidade no que chamava de ESSÊNCIA. ESSÊNCIA que não apagava as rasuras, que são humanas".
Affonso Romano de Sant"Anna

"Foi em fins do ano de 1921 que conheci Ismael Nery. Eu trabalhava na antiga Diretoria do Patrimônio Nacional, no Ministério da Fazenda. Ismael Nery foi nomeado desenhista da seção de arquitetura e topografia. Vi, um belo dia, entrar na sala um moço elegante e bem vestido. Ajeitou a prancheta, sentou-se e começou a desenhar. Meia hora depois saiu para o café. Aproveitei sua ausência e resolvi espiar o que ele fazia: rabiscava bonecos em torno de um projeto para o edifício de uma alfândega. Ao regressar puxei conversa com ele: saímos juntos da repartição. Assim começou uma amizade que se prolongou ininterruptamente até o dia de sua morte, em 6 de abril de 1934. Ismael voltava da Europa, onde havia passado um ano. Fora aperfeiçoar seus estudos de pintura. Lembro-me que falava com entusiasmo do conjunto das exposições e museus, mas não se referia em particular a nenhum pintor da época. Esperava uma grande transformação do conceito de artista ou talvez uma volta do conceito clássico, pois encarava o artista como um ser harmônico, sábio e vidente, e não um simples cultor de temperamento via a pintura em estado de crise com a proximidade do cinema. Alguns anos mais tarde lembrei-me dessas primeiras conversas, ao ler o ensaio de André Breton, que começa mais ou menos assim: "A máquina fotográfica deu um golpe mortal nos velhos meios de expressão [...]". Ismael achava que muitas intenções da pintura já estavam realizadas definitivamente: por exemplo, a primeira vez que viu Tintoretto, achou inútil continuar a pintar. Foi, pois, sob as espécies de pintor, desenhista e arquiteto que conheci Ismael Nery. Mas em breve outros aspectos, estes os mais profundos, da sua personalidade, eram-me desvendados: o do poeta, do filósofo e mesmo do teólogo. Devo dizer que presto meu depoimento com absoluta honestidade, sem o menor desejo de mistificar, como também sem motivo para concordar com algumas pessoas que, tendo conhecido superficialmente Ismael Nery, recusam-lhe a grandeza e atribuem-me a preocupação de criar um mito".
Murilo Mendes

"Tão maldito quanto Flávio de Carvalho - e com uma obra igualmente autobiográfica - foi Ismael Nery. Falecido em 1934, sua obra começou a sofrer um processo de resgate nos anos 60, quando finalmente foi possível conhecer outro artista brasileiro que propositadamente confundiu os limites entre arte e vida. Os estudiosos Antonio Bento e Chaim Hamer já tentaram explicar a razão para o prolongado esquecimento da obra de Nery dentro do circuito brasileiro. Bento culpa o despreparo do público brasileiro dos anos 30 por esse esquecimento. Já Hamer traça uma complexa hipótese de fundo psicanalítico para explicar o mesmo fenômeno. Mas talvez um texto de Mário de Andrade de 1928 possa dar algumas pistas para este esquecimento de mais de trinta anos. No artigo, Andrade aponta três questões que, mais tarde, talvez tenham contribuído para a marginalização da obra do artista: o pouco refinamento técnico das produções de Nery a rapidez com que ele trabalhava, parecendo que "os problemas se enunciavam nuns quadros, e são desenvolvidos noutros para terminar em ainda outros" e o desejo do artista em encontrar em sua produção "um tipo ideal representativo do ser humano". Ora, Mário de Andrade de fato sempre se preocupou com a falta de apuro técnico dos pintores modernistas. Porém, Nery - que após ter visto obras de Tintoretto achava inútil pintar - via a pintura não como uma técnica a ser dominada plenamente como um bom artesão, mas como um instrumento capaz de suportar a concreção de suas idéias. Por sua vez, analisando as pinturas, poemas, desenhos e aquarelas do artista, percebe-se que, na verdade, os problemas que se enunciavam numa tela podiam expandir-se para qualquer forma de registro, já que o que interessava para Nery, parece, não era propriamente o registro em si, em suas peculiaridades ou qualidades intrínsecas, mas a idéia registrada".
Tadeu Chiarelli

Ismael Nery
Pintor, desenhista, ilustrador, cenógrafo,
poeta, filósofo e teólogo
Belém do Pará, 1900 - Rio de Janeiro, 1934

«... Nery achava que muitas intenções da pintura já estavam
realizadas definitivamente por exemplo,
a primeira vez que viu Tintoretto, achou inútil continuar a pintar...»
Murilo Mendes in O ESTADO DE SÃO PAULO 01.06.1948.

Num primeiro momento Nery corresponde à descrição dos polivalentes artistas do «quattrocento» italiano. Tal multiplicidade de objetivos, pautados por um desassossego proverbial, é provavelmente oriunda dos diferentes níveis de cognição e proficiência com que absorveu o cubismo e os ensinamentos embutidos nas práticas da «Escola de Paris» (Paris, 1920), o expressionismo alemão a pintura metafísica italiana e posteriormente o surrealismo (Paris, Chagall, Breton 1927). A essa cornucópia artística adicionou suas propostas filosóficas para as quais o pensador, poeta e crítico de arte Murilo Monteiro Mendes cunhou o termo «Essencialismo», de fundamentação católica e neo-escolástica (Leão XIII).

Voltando definitivamente para o Brasil (1929) continuou privilegiando uma linguagem pictórica de orientação internacional, pois era contrário a qualquer manifestação nacional ou regional.

Apesar de esquecido por mais de trinta anos, foi resgatado e devidamente reconduzido à ribalta, lugar de honra no modernismo brasileiro. Durante seus 33 anos de vida, participou somente de 3 exposições individuais e 4 outras, coletivas. A partir de VIIIa. Bienal de São Paulo (1965) sua obra foi revitalizada, lembrada e homenageada por 127 exposições além de dezenas de importantes referências bibliográficas.

Exposições Individuais

1929
Belém PA - Individual, no Palace Theatre
Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria do Palace Hotel

1930
Rio Janeiro RJ - Individual, no Studio Nicolas

Exposições Coletivas

1930
Nova York (Estados Unidos) - The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no Nicholas Roerich Museum

1931
Rio de Janeiro RJ - Salão Revolucionário, na Enba

1933
Rio de Janeiro RJ - 3ª Salão da Pró-Arte
São Paulo SP - 2ª Exposição de Arte Moderna da SPAM, no Palacete Campinas

Cronologia

1902/1934
Rio de Janeiro RJ - Fixa residência
ca.1920/ca.1934
Rio de Janeiro RJ - Realiza diversos estudos em arquitetura, sem executar projetos definitivos

1921
Rio de Janeiro RJ - Trabalha como desenhista da Seção de Arquitetura e Topografia da antiga Diretoria do Patrimônio Nacional do Ministério da Fazenda, onde conhece o poeta Murilo Mendes (1901 - 1975)

1925
Rio de Janeiro RJ - Ilustra o livro Contos e Poemas Bíblicos de Nelson Catunda

1927
Europa - Entra em contato com Marc Chagall (1887 - 1985), André Breton (1896 - 1966) e outros surrealistas
ca.1930
Rio de Janeiro RJ - Constrói um sistema filosófico, que nunca escreveu, denominado por Murilo Mendes de Essencialismo. De fundamentação católica e neotomista, baseia-se, segundo o poeta, na abstração do tempo e do espaço

1930
Rio de Janeiro RJ - Contrai tuberculose e, no ano seguinte, é internado no Sanatório das Correias, onde permanece dois anos
ca.1930/1933
Rio de Janeiro RJ - Escreve poemas

1948
Rio de Janeiro RJ - Murilo Mendes publica uma série de artigos publicados no jornal o Estado de São Paulo e em Letras e Artes, posteriormente reunidos pela EDUSP no livro Recordações de Ismael Nery de 1996

1969
Rio de Janeiro RJ - Vídeo Sérgio Santeiro: O Guesa, Ismael Nery, Viagem pelo Interior Paulista, de Paulo Mendes de Almeida - Funarte

1973
É publicado o livro Ismael Nery, de Antonio Bento (1902 - 1988), com introdução de Murilo Mendes

1984
São Paulo SP - A crítica de arte Aracy Amaral (1930) lança um livro sobre a obra do pintor, quando ocorre a Retrospectiva Ismael Nery - 50 anos depois, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP

1988
São Paulo SP - Vídeo Pés Descalços, Mulatas, Anjos e Serras, de Zita Bressane - TV Cultura/Fundação Padre Anchieta

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