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Francisco Brennand


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OBRAS DO ARTISTA

 - Venus
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Venus

Técnica: escultura em cerâmica queimada
Data: 1978
Medida: 69x30x28cm
Comentários: ass. na peça

Preço: Sob Consulta
 - Peixe
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Peixe

Técnica: escultura em cerâmica queimada
Data: 1980
Medida: 128x48x48cm
Comentários: ass. na peça

Preço: Sob Consulta
 - S/T
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S/T

Técnica: placas vitrificadas e cerâmica queimada
Data: 1983
Medida: 35 x 64 cm
Comentários: ass. peça

Preço: Sob Consulta

Leilão de Artes Online

BIOGRAFIA

Francisco Brennand (Recife PE 1927)

Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand

Ceramista, escultor, desenhista, pintor, tapeceiro, ilustrador, gravador.

Inicia sua formação em 1942, aprendendo a modelar com Abelardo da Hora (1924). Posteriormente, recebe orientação em pintura de Álvaro Amorim (19-?) e Murilo Lagreca (1899 - 1985). No fim dos anos 1940, pinta principalmente naturezas-mortas, realizadas com grande simplificação formal. Em 1949, viaja para a França, incentivado por Cicero Dias (1907 - 2003). Freqüenta cursos com André Lhote (1885 - 1962) e Fernand Léger (1881 - 1955) em Paris, em 1951. Conhece obras de Pablo Picasso (1881 - 1973) e Joán Miró (1893 - 1983) e descobre na cerâmica seu principal meio de expressão. Entre 1958 a 1999, realiza diversos painéis e murais cerâmicos em várias cidades do Brasil e dos Estados Unidos. Em 1971, inicia a restauração de uma velha olaria de propriedade paterna, próxima a Recife, transformando-a em ateliê, onde expõe permanentemente objetos cerâmicos, painéis e esculturas. Em 1993, é realizada grande retrospectiva de sua produção na Staatliche Kunsthalle, em Berlim. É publicado o livro Brennand, pela editora Métron, com texto de Olívio Tavares de Araújo, em 1997. Em 1998, é realizada a retrospectiva Brennand: Esculturas 1974-1998, na Pinacoteca do Estado - Pesp, em São Paulo. Desde os anos 1990, são lançados vários vídeos sobre sua obra, entre eles, Francisco Brennand: Oficina de Mitos, pela Rede Sesc/Senac de Televisão, em 2000.

Comentário Crítico

Francisco Brennand inicia sua carreira como pintor e escultor no fim da década de 1940. Em seus quadros, pinta flores e frutos que parecem flutuar no espaço pictórico, realizados com linhas simplificadas e cores puras. Posteriormente, descobre seu meio de expressão na cerâmica, incentivado por obras de Pablo Picasso (1881 - 1973), Joán Miró (1893 - 1983) e Léger (1881 - 1955), que conhece durante uma estada em Paris. Em 1971, reforma a fábrica de cerâmica de seu pai, próxima a Recife, então quase abandonada, transformando-a em um ateliê, que povoa de seres fantásticos, representados em relevos, painéis, objetos cerâmicos e esculturas.

O artista trabalha a cerâmica não só com a forma mas também com a cor. Obtém uma grande quantidade de tonalidades por meio das variações de temperatura que atuam sobre os pigmentos durante a queima das peças.

As esculturas de Brennand apresentam o caráter de tótens, ou se relacionam a signos da tradição popular. Em muitas obras, apresenta criaturas aterradoras, monstros, seres deformados ou que revelam um caráter trágico. Algumas esculturas estão ligadas a rituais de fertilidade, de culturas arcaicas, apresentando um caráter fortemente sexual. Produz figuras que freqüentemente têm um aspecto trágico, cuja estranheza é acentuada pelo acabamento rude.

Críticas

"Sua obra, somando cerâmica e pintura, jamais deixou de identificar-se com a origem nordestina - o toque e o cheiro da terra, as emanações de imagens que ali afloram, realidade e fantasia coletivas, coisas de toda a gente. Mas, nem de longe um ´ingênuo´, ele se situa entre os que exigem de si mesmos o conhecimento constante das motivações de cada recurso utilizado, sondando avanços, policiando o acordo de rudeza e refinamento. Não será errado perceber nele, e na sua obra, uma nova manifestação do elo típico entre a casa-grande e a senzala, que a estrutura social do Nordeste transpôs inevitavelmente à seara da arte. A fonte popular vale, portanto, como a seiva de que se alimenta o fidalgo Brennand. (O dado aristocrático, de nobiliarquia assumida, marcou o Movimento Armorial, um paralelo à escola pernambucana de pintura, de que ele também foi pilar. ) Aproveita dela certas constantes essenciais, como a ânsia de exorcizar o real pela investigação do imaginoso, a reinvenção da natureza próxima segundo uma flora e uma fauna fantásticas, a insistência no épico de heroísmos simples, a fusão de amor e morte sagrando o cotidiano num mar de forças primordiais. De início, até meados da década de 60, houve no que ele produziu uma tendência ao narrativo, quase irmanado à literatura de cordel, de colorido franco e humor frequente. Depois, e ainda hoje, passaram a predominar os elementos da fauna e da flora, isolados ou mesclados".
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987.

"É irresistível qualificar essas esculturas de totêmicas. Aliás, na linha da qualificação, poderíamos dizer que essa obra é filha do surrealismo, da metafísica e do fantástico. E essa rotulação não nos ajudaria a entender melhor o artista, a sua obra e de que maneira essa obra nos fala de nossas intuições. Pois se trata disto, do desvendamento de um mundo interior, de percepções submersas, de memórias e emoções, até então, para sempre soterradas. (...) É evidente que a obra de Francisco Brennand não trata apenas da estética. Esse valor, de uma maneira ou de outra, serve, também, de referência para essas obras. É uma maneira de observar, elemento de sinalização, ponte de entendimento. Mas não o principal desta obra, que não caminha por linhas retas, não se desenvolve historicamente em relação a si mesma, não tem a preocupação da coerência ou do diálogo imediato com o público".
Jacob Klintowitz
KLINTOWITZ, Jacob. Brennand e os seres de fogo. In: ______. Os Novos viajantes. São Paulo: Sesc, 1993.

"Nós nordestinos, nos preocupamos em sermos fiéis à terra, aos mitos, às histórias, às formas e cores da região. Não nos damos por satisfeitos senão quando sentimos que tais coisas estão agredindo os outros à primeira vista, de dentro de nossas obras. Em Francisco Brennand, porém, não existe esta ânsia. Ele absolutamente não se preocupa em verificar se o que está fazendo no momento corresponde ou não ao mundo que o cerca, se está ou não em conformidade com o seu tempo. Aqui, adota uma linha vista num jarro persa, ali se inspira num desenho renascentista, acolá num friso grego ou medieval. O fato é que o Brasil e o Nordeste são exatamente os herdeiros legítimos da tradição ocidental, latina, barroca, luxuriante da cultura mediterrânea. E como ele ao mesmo tempo absorve naturalmente tudo aquilo que o redeia, o resultado é que sua obra é a mais universal e a mais fiel à terra de quantas já saíram do Nordeste".
Ariano Suassuna
FERRAZ, Marilourdes. Oficina cerâmica Francisco Brennand: usina de sonhos. Recife: AIP, 1997.

Exposições Individuais

1960 - São Paulo SP - Pinturas e Cerâmicas, no MAM/SP
1961 - Salvador BA - Pinturas e Cerâmicas, no MAM/BA
1961 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luís
1961 - Olinda PE - Pinturas e Cerâmicas, na Galeria da Ribeira
1963 - Natal RN - Individual, na Galeria de Arte e Prefeitura Municipal
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1969 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia
1969 - João Pessoa PB - Individual, na UFPB
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1976 - Washington (Estados Unidos) - Desenhos e Cerâmica de Francisco Brennand, na Association of The Inter-American Development
1989 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montessanti - Roesler
1989 - Londres (Inglaterra) - Individual, na Galeria The South Bank Center - Royal Festival Hall
1993 - Berlim (Alemanha) - Pinturas e Cerâmicas, no Museu Staatliche Kunsthalle Berlin
1994 - Recife PE - Pinturas, na Galeria Espaço Vivo
1994 - Recife PE - Pinturas, na Plêiade Galeria
1998 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
1999 - Brasília DF - Individual, no Teatro Nacional de Brasília
2000 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Casa França-Brasil
2000 - Recife PE - Brennand: a procura da forma, no Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco
2000 - Manaus AM - Esculturas e Desenhos, no Centro Cultural Palácio Rio Negro
2004 - Curitiba PR - Brennand Esculturas: o homem e a natureza, no Museu Oscar Niemeyer

Exposições Coletivas

1947 - Recife PE - 6º Salão Anual de Pintura, no Museu do Estado de Pernambuco - 1º prêmio
1948 - Recife PE - 7º Salão Anual de Pintura, no Museu do Estado de Pernambuco - 1º prêmio
1950 - Recife PE - 9º Salão de Pintura do Museu do Estado de Pernambuco - 2º prêmio
1953 - Recife PE - 12º Salão de Pintura do Museu do Estado de Pernambuco
1954 - Recife PE - 13º Salão de Pintura do Museu do Estado de Pernambuco
1955 - Barcelona (Espanha) - 3ª Bienal Hispano-Americana
1955 - Salvador BA - 5º Salão Baiano de Belas Artes - medalha de prata
1956 - São Paulo SP - 50 Anos de Paisagem Brasileira, no MAM/SP
1959 - Oostende (Bélgica) - Exposição Internacional de Cerâmica e Pintura
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1959 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria de Arte das Folhas, concorrendo ao Prêmio Leirner
1960 - Recife PE - Pintores Contemporâneos, na Igreja São Pedro dos Clérigos
1961 - Recife PE - 1ª Exposição da Cerâmica Artística, no 5º Congresso Nacional de Cerâmica, na Galeria da Prefeitura Municipal
1961 - Recife PE - Pintores Pernambucanos, na Galeria da Prefeitura Municipal
1962 - Recife PE - Pintura Religiosa em Pernambuco, no Atelier São Bento
1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf , no MAM/SP
1964 - Punta del Este (Uruguai) - Bienal de Artes Plásticas
1965 - Porto Alegre RS - Seis Artistas de Pernambuco, no Margs
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas 
1970 - Recife PE - Movimento Armorial, na Igreja de S. Pedro do Clérigos
1971 - São Paulo SP - 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
1975 - Faenza (Itália) - 33º Concorso Internazionale della Cerámica d'Arte Contemporánea
1976 - São Paulo SP - O Desenho em Pernambuco, na Galeria Nara Roesler
1977 - Rio de Janeiro RJ - 2º Arte Agora: visão da terra, no MAM/RJ
1977 - Washington (Estados Unidos) - The Original and its Reproduction: a Melhoramentos project, no Brazilian-American Cultural Institute
1978 - Filadélfia (Estados Unidos) - The Original and its Reproduction: a Melhoramentos project, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos
1979 - Recife PE - Escultura Brasileira, na Galeria Arteespaço
1980 - Recife PE - Coletiva, na Casa de Cultura de Pernambuco
1980 - Recife PE - Pintores Brasileiros, Galeria Vila Rica
1981 - Rio de Janeiro RJ - Mostra da Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão  
1982 - Londres (Inglaterra) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no  Barbican Art Gallery
1985 - Brasília DF - Brasilidade e Independência, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1986 - Brasília DF - Pernambucanos em Brasília, na ECT Galeria de Arte
1988 - São Paulo SP - 63/66 Figura e Objeto, na Galeria Millan
1989 - Portugal - 2ª Bienal Internacional de Óbidos
1989 - Recife PE - Artistas Contemporâneos Pernambucanos, no Espaço Cultural Josael de Oliveira
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal 
1990 - Veneza (Itália) - 44ª Bienal de Veneza
1991 - Recife PE - Estética de Resistência, na Galeria Artespaço
1992 - Poços de Caldas MG - Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa da Cultura
1992 - Recife PE - Interpretações, na Galeria Futuro 25
1992 - São Paulo SP - Estética de Resistência, na Galeria Montessanti - Roesler
1992 - Sevilha (Espanha) - Exposição Universal, na Expo'92
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich
1994 - São Paulo SP - Marinhas, na Galeria Nara Roesler
1994 - São Paulo SP - Os Novos Viajantes, no Sesc Pompéia
1995 - Caracas (Venezuela) - 2ª Bienal Barro de América, no Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofía Imber
1995 - Maracaibo (Venezuela) - 2ª Bienal do Barro
1995 - São Paulo SP - Coletiva, no Masp
1995 - São Paulo SP - Filhos do Abaporu - Cerâmica, na Arte Brasil
1996 - Recife PE - Arte e Literatura, na Rodrigues Galeria de Artes
1996 - Recife PE - Arte e Religião, na Galeria Futuro 25
1996 - Recife PE - Artistas Plásticos na Mansão dos Antiquários
1996 - Recife PE - Cerâmica e Porcelana, no Museu do Estado de Pernambuco
1996 - Recife PE - Pernambucanidade e Regionalismo da Pintura Brasileira, no Citibank
1996 - Rio de Janeiro RJ - Visões do Rio, no MAM/RJ
1996 - Salvador BA - Exposição da ABAV-Recife
1997 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: Perfil de uma Identidade, na sede do Banco Safra
1997 - Washington (Estados Unidos) - Escultura Brasileira: Perfil de uma Identidade, no Centro Cultural do BID
1998 - São Paulo SP - Coleção MAM Bahia: pinturas, no MAM/SP
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo, no Itaú Cultural
2000 - Recife PE - Ateliê Pernambuco: homenagem a Bajado e acervo do Mamam, no Mamam
2000 - São Paulo SP - Arte Erótica Brasileira, na Galeria Nara Roesler
2000 - São Paulo SP - Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem, no Centro Brasileiro Britânico
2000 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Os Anjos Estão de Volta, na Pinacoteca do Estado
2001 - Brasília DF - Coleções do Brasil, no CCBB
2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte
2003 - São Paulo SP - MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP
2005 - São Paulo SP - Acervo 2005, no MAB/Faap

Fonte: Itaú Cultural

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