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Aldir Mendes de Souza


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OBRAS DO ARTISTA

 - Cafezal
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Cafezal

Técnica: óleo sobre tela
Data:
Medida: 90 x 130 cm
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Preço: Sob Consulta

Leilão de Artes Online

BIOGRAFIA

Aldir Mendes de Souza (1941 - 2007)

Aldir Mendes de Souza (São Paulo SP 1941 - idem 2007). Pintor, desenhista, escultor, gravador. Com formação em medicina, inicia-se em pintura com Nair Mendes. A partir de 1969, o cafeeiro e o cafezal são assuntos constantemente presentes em sua produção. Nos anos 1970, realiza pinturas que fazem referências à cidade se expandindo em direção ao campo. Posteriormente passa a realizar pinturas abstratas. A geometria, principalmente com o uso de retângulos em perspectiva, torna-se predominante em sua obra, desde a metade dos anos 1980. A partir do fim dessa década produz trabalhos de pintura em concreto, e propõe pinturas exibidas na horizontal, que possibilitam um diferente ângulo de visão ao espectador. Em 1992, comemora 30 anos de pintura com exposição no Paço das Artes, em São Paulo, e a publicação de Geometrie Parlanti, de Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Mario Trufelli (1929), na Itália. Desde o início da década de 1980 são lançados vários livros que analisam sua trajetória artística. Fonte: Itaú Cultural Atualizado em 28/05/2010

Trajetória

Aldir começou a expor em 1962. Autodidata, desenvolveu pesquisa em vários setores da arte contemporânea, principalmente no campo da pintura. Construiu uma carreira sólida ao longo de mais de 45 anos atuando no cenário das artes plásticas do Brasil e exterior. Após um início ligado a arte de vanguarda, marcado por performances e trabalhos desenvolvidos em técnica mista tais como radiografias, termografias, colagens, etc, elegeu em 1969 o cafeeiro como símbolo da natureza e o representou por uma figura circular de contornos sinuosos. Do cafeeiro surgiu o cafezal, formado pela disposição regular do arbusto em fileiras. A seriação da figura levou-o à perspectiva, e sua síntese formal à geometrização. Na década de 70 desenvolveu extensa obra referenciada ao campo e à cidade. Em 1979 realizou uma exposição baseada na arquitetura de prédios, explorando o formato retangular das janelas. No ano seguinte, desenvolveu uma série de pinturas abstratas geométricas a partir da figura do retângulo. No ano de 1982 comemorou 20 anos de pintura com uma grande exposição retrospectiva no Museu de Arte Brasileira da FAAP, onde foi lançado o livro Aldir Geometria da Cor. Na época seu tema era Cidade X Campo, apresentando formas despojadas, ainda sob os efeitos dos trabalhos abstratos. Em 1985 apresentou a fase Geo/Metria, que é uma síntese de sua pintura abstrata de 1980 e da paisagem rural. Utilizou como símbolo a partir de então o retângulo em perspectiva oblíqua, eliminando a linha do horizonte de suas paisagens. A partir de 1987 desenvolveu os trabalhos de pintura em concreto colorido, aproveitando sua experiência anterior na realização de murais. Propôs a horizontalização da pintura, proporcionando ao observador uma visão de cima das obras. Em 1990 apresentou a série de pinturas inspiradas no círculo cromático. No ano de 1991 voltou ao tema das cidades mostrando o conjunto Relatividade Metropolitana. No mesmo ano, expôs com artistas abstratos geométricos brasileiros e italianos no MASP e no Museu Nacional de Belas Artes em Roma e Salerno. Participaram da mostra os artistas Hércules Barsotti, Luiz Sacilotto, Aldir Mendes de Souza e Arcângelo Ianelli. Em 1992 completou 30 anos de pintura com uma exposição no Paço das Artes em São Paulo, e lançando o livro Geometrie Parlanti, editado na Itália. Ainda em 1992 iniciou a série Trajetória e Velocidade da Cor e Paisagem Subatômica. Em 1993 realizou três exposições simultâneas no Campus da Universidade de São Paulo. No Museu de Arte Brasileira da FAAP, apresentou a série Movimentos da Cor, em 1994. Em 1997 expôs com Alfredo Volpi, Franz Weissman e Arcângelo Ianelli no MASP, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte de Brasília, no projeto Poetas do Espaço e da Cor. Em 1998 desenvolveu a série de pinturas denominadas Arco-Íris, com cores claras e aéreas, reintroduzindo a linha do horizonte nos conjuntos de paisagens rurais. Em 1999 iniciou a série dos Quartetos e em 2001 apresentou-os na Pinacoteca do Estado de São Paulo em instalação denominada Pintura para Pisar. Comemorou 40 anos de pintura em 2003 com uma exposição no MASP Centro São Paulo. No Espaço Cultural Blue Life lançou o livro Obsessão pela Cor, com textos de Frederico Moraes e Olívio Tavares de Araújo, exibindo obras que ilustravam a publicação. Nos anos de 2004 e 2005 realizou individuais em galerias do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Brasília, expondo a fase Geometria Brasileira. Ao longo de sua carreira participou de eventos de destaque como a Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971, 1973 e 1977), Bienal Ibero Americana do México (1987 e 1989) e a Bienal de Havana Cuba (1991), além de diversas exposições individuais em galerias dos Estados Unidos, Itália, Portugal, França e Espanha. Em 2005 Aldir descobriu ser portador de uma grave leucemia. Em 2006 realiza a exposição Cores do Buraco Negro, com performance da bailarina Larissa de Moraes, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Debilitado pela doença, não deixou de produzir, utilizando-se inclusive da enfermidade como motivação e inspiração para suas obras através da série Campos de Batalha. Interrompido pelo agravamento de seu quadro clínico Aldir não chegou a expor a nova fase. Em 12 de fevereiro de 2007, após 15 meses de luta, Aldir Mendes de Souza morre, aos 65 anos. O trabalho desenvolvido ao longo de décadas de produção confere a ele figurar entre os grandes coloristas brasileiros. Seu trabalho encontra-se hoje perpetuado em importantes coleções e museus do Brasil e do exterior como MASP, MAM-SP, MAB-FAAP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu de Arte Contemporânea da USP, Fundação Nemirovsky e Rhode Island School of Design EUA. Em atenção aos anseios manifestados pelo artista quando diagnosticado portador de leucemia, a partir de 2007 todo o valor arrecadado com os direitos de imagem e comercialização do trabalho de Aldir Mendes de Souza através de seu atelier tem parcela de contribuição com a ABRALE Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, através de parceria firmada com a instituição.

Exposições Individuais

1965 Galeria do Teatro Arena São Paulo 1966 Galeria Artécnica São Paulo 1970 Chelsea Galeria de Arte São Paulo 1971 Galeria do IBEU Rio de Janeiro Fundação de Arte São Caetano do Sul 1972 Galeria do IBEU Santos 1973 Galeria Ipanema São Paulo 1975 Galeria Seta São Paulo 1976 Maison de France Rio de Janeiro 1977 Hotel Casa Grande / Simpósio Internacional do Café Guarujá 1978 Galeria de Arte Global São Paulo 1979 Museu de Arte do Paraná Curitiba Galeria Oscar Seraphico Brasília Galeria Sergio Milliet / FUNART Rio de Janeiro 1980 Galeria Projecta São Paulo 1981 Galeria Paulo Prado São Paulo 1982 Galeria de Arte Aplicada São Paulo Museu de Arte Brasileira/FAAP São Paulo 1983 Cidade X Campo (Exposição Itinerante): Belo Horizonte, Marília, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Curitiba 1984 Museu de Arte Contemporânea José Pancetti Campinas 1985 Galeria Alberto Bonfiglioli São Paulo 1986 Museu Nacional de Belas Artes Rio de Janeiro Galeria Bonino Rio de Janeiro Dan Galeria São Paulo 1987 Steiner Galeria de Arte São Paulo 1988 Galeria Montessanti São Paulo Galeria Montessanti Rio de Janeiro 1990 Museu de Arte Contemporânea da USP São Paulo Museu Nacional de Belas Artes Rio de Janeiro 1991 Museu Nacional de Belas Artes Rio de Janeiro 1992 30 Anos de Pintura Paço das Artes São Paulo 1993 Três exposições simultâneas Campus da Universidade de São Paulo 1994 Museu de Arte Brasileira da FAAP São Paulo 1995 Museu Nacional de Belas Artes 1996 Pinacoteca Benedito Calixto Santos 1998 Renato Magalhães Gouveia Escritório de Arte São Paulo 2001 Pinacoteca do Estado São Paulo 2003 MASP Centro Galeria de Arte Aplicada 2004 Votre Galerie (Rio Design Center) Rio de Janeiro 2005 Expoarte Galeria Brasília Galeria Mara Dolzan Mato Grosso do Sul 2006 Centro Brasileiro Britânico São Paulo 2007 Galeria Arte Aplicada São Paulo (póstuma)

Exposições Individuais no exterior

1977 Brazilian American Cultural Institute Washington EUA Brazilian Trade Bureau New York EUA 1985 Galeria Debret Paris França Sociedade Nacional de Belas Artes Lisboa Portugal Casa do Brasil Madrid Espanha Casa do Brasil Roma Itália 1991 Galeria Studio Sposito Napoli Itália 1992 Galeria La Seggiola Salerno Itália 1993 Associazone Culturale Dedalos San Savero Itália 1994 Centro Culturale L"Approdo Avelino Itália

Exposições Coletivas

Participou de dezenas de exposições coletivas, no Brasil e no Exterior. Entre elas, as seguintes bienais: 1966 I Bienal da Bahia Salvador 1967 IX Bienal Internacional de São Paulo 1968 II Bienal da Bahia Salvador 1969 X Bienal Internacional de São Paulo 1970 Pré-Bienal Nacional São Paulo 1971 XI Bienal Internacional de São Paulo I Bienal de Santos Arteônica Exposição Internacional de Arte Eletrônica, organizada por Waldemar Cordeiro FAAP 1972 I Bienal Nacional São Paulo 1973 XII Bienal Internacional de São Paulo 1976 II Bienal Nacional São Paulo 1977 XIV Bienal Internacional de São Paulo 1978 I Bienal Ibero-Americana México 1982 III Bienal Ibero-Americana México 1986 V Bienal Ibero-Americana México II Bienal de Havana Cuba 1991 Sincronias MASP São Paulo M.N.B.A. Rio de Janeiro Brasília Galeria la Seggiola Salerno Itália 1992 Sincronias Instituto Ítalo-Latino Americano Roma Itália 1993 Feira de Ultramare di Bari Itália

Prêmios

1966 1º Prêmio/Pintura Salão de Arte Universitária São Paulo 1º Prêmio/Pintura IX Salão de Arte de São Bernardo do Campo SP Prêmio/ Estímulo/Conjunto de Obra I Bienal da Bahia Salvador Medalha de Prata, XV Salão Paulista de Arte Moderna 1967 Medalha de Prata/Pintura: Salão Paulista de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul, SP Medalha de Prata/Pintura XVI Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo 1968 Referência Especial/Pintura Salão Jovem de Arte Contemporânea Campinas, SP Prêmio Aquisição/Pintura Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul Prêmio de Pesquisa/Objetos Salão de Arte Contemporânea de Campinas 1969 Prêmio Aquisição/Pintura Salão de Arte de Santos 1º Prêmio/Pintura Salão de Arte do Paraná Curitiba 1970 Prêmio Aquisição/Pintura Salão de Arte contemporânea de Santo André Prêmio Aquisição/Pesquisa Raio X Salão de Arte de Belo Horizonte Prêmio Aquisição/Pesquisa Raio X Jovem Arte Contemporânea São Paulo Menção Honrosa/Pintura Salão Paulista de Arte Contemporânea São Paulo Menção Honrosa/Pintura Salão de Arte Contemporânea São Caetano do Sul 1971 Menção Honrosa/Filme RaioX Salão Luz e Movimento/ MAM Rio de Janeiro 1972 Prêmio Pesquisa/Múltiplos Bienal Nacional São Paulo 1977 Prêmio Aquisição Itamaraty/Pintura Bienal Internacional de São Paulo 1978 Prêmio Aquisição/Pintura Salão de Arte de Belo Horizonte 1979 Prêmio Aquisição CAixa Economica Federal/Pintura Salão de arte do Paraná-Curitiba 1982 2º Prêmio/Pintura Bienal Ibero-Americana México 1983 1º Prêmio/Pintura Salão de Arte de Ribeirão Preto 1991 Prêmio Alburni Comunitá Montana Itália

Participações em instituições culturais

1971 Membro da Comissão Estadual de Artes Plásticas São Paulo 1984 Membro do Conselho de Arte da Pinacoteca do Estado de São Paulo Membro do Conselho do Centro Brasileiro de Projetos de Arte São Paulo 1986/87 Membro do conselho de Arte e Cultura da Bienal de São Paulo

Participações em entidades de classe

1971 Tesoureiro da AIAP Associação Internacional de Artistas Plásticos Seção Brasileira 1978 Vice-Presidente da AIAP Seção Brasileira 1982 Membro Fundador da Associação Profissional de Artistas Plásticos 1983 Eleito Membro do Conselho Consultivo da APAP 1984 Eleito Presidente da APAP 1986 Reeleito Presidente da APAP por mais 2 anos

Participações como diretor de cinema

1970 Suícidio à Brasileira (Curta Metragem) 10' | 35mm | Técnica de Cine Radiografia 1971 Dança das Artérias (Curta Metragem) 10' | 35mm | Técnica de Cine Radiografia | Certificado do INC 1972 O Branco e o Preto Perdidos na Bienal com Destino ao Guarujá (Média Metragem) 30' | 35mm | Dir. Fotografia Jorge Bodansky e Hermano Penna 1973 O Homem que Descobriu o Invisível (Longa Metragem) 90' | 35mm | Produção Servicine | Exibição Comercial | Dir. Fotografia Jorge Bodansky 1974 O Trote dos Sádicos (Longa Metragem) 90' | 35mm | Produção Servicine | Exibição Comercial | Dir. Fotografia Antônio Meliante

Livros publicados sobre a sua obra

1982 Aldir Geometria da Cor Alberto Beuttenmuller. Edição Arte Aplicada 1983 Críticos x Artistas Alberto Beuttenmuller. Edição Arte Aplicada 1989 3 Coloristas Volpi, Ianelli, Aldir Alberto Beuttenmuller. Editora IOB 1991 Geometrie Parlanti Textos de Haroldo de Campos e Mario Truffeli. Editora La Seggiola, Salerno, Itália. 1992 Poetas do Espaço Edição Arte Aplicada 2003 Obsessão pela Cor Olívio Tavares de Araújo e Frederico de Moraes. Ed.Universitária Lisboa Portugal.

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